02 - Mestrado - Fisiopatologia Clínica e Laboratorial

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    Resistência antimicrobiana em isolados da corrente sanguínea: estudo epidemiológico em hospital universitário, de 2015-2024
    (2026-03-20) Sugiura, Larissa; Vespero, Eliana Carolina; Perugini, Marcia Regina Eches; Magalhães, Gerusa Luciana Gomes
    As infecções da corrente sanguínea (ICS) representam importante causa de morbimortalidade em pacientes hospitalizados, sendo fortemente influenciadas pelo perfil microbiológico, pela resistência antimicrobiana (RAM) e por fatores assistenciais. A pandemia de COVID-19 impôs mudanças significativas na dinâmica das infecções hospitalares, sinalizando a necessidade de avaliação de seus impactos sobre as ICS. O presente estudo teve como objetivo analisar a epidemiologia dos microrganismos, os perfis de RAM e os desfechos clínicos dos pacientes que tiveram ICS, no Hospital Universitário de Londrina, no período de 2015 a 2024, comparando os períodos pré-pandemia, pandemia e pós-pandemia de COVID-19. Dessa forma, o estudo foi realizado a partir da análise de isolados provenientes de hemoculturas positivas obtidas através do sistema BACTEC™ FX (Bectron Dickinson), com identificação e teste de sensibilidade automatizados realizados no sistema Vitek2® (BioMérieux – Brasil). Os testes de sensibilidade aos antimicrobianos foram interpretados de acordo com os critérios de CLSI e BrCAST, dos respectivos períodos analisados. Foram avaliados dados demográficos, desfecho na internação, microrganismos isolados e perfis de RAM pelo registro nos prontuários eletrônicos da instituição. Foram incluídos no estudo, 5.016 pacientes, sendo que alguns apresentaram episódios por mais de um microrganismo, totalizando 6.905 isolados. As bactérias Gram-positivas corresponderam a 60,3% dos isolados, com destaque Staphylococcus aureus (20,4%), Enterococcus faecalis (9,8%) e outros (42,3%). As bactérias Gram-negativas representaram 39,7%, sendo mais frequentes Klebsiella pneumoniae (29,2%), Acinetobacter baumannii (19,7%), Escherichia coli (12,6%), Pseudomonas aeruginosa (10,7%) e Serratia marcescens (7,2%). Observou-se elevada frequência de RAM durante a pandemia, incluindo resistência à vancomicina em Enterococcus faecium (66,2%) e à carbapenêmicos em A. baumannii (93,0%). Na transição do período pandêmico para pós-pandêmico, houve diminuição de pacientes acometidos por óbito e internados na unidade de terapia intensiva (UTI) que tiveram ICS por bactérias não fermentadores. Foram encontradas diferenças significativas entre os períodos pré-pandemia, pandemia, pós-pandemia quanto à distribuição dos microrganismos, perfil de resistência, internação em UTI e desfechos clínicos, com maior associação entre RAM, UTI e mortalidade. Pacientes com ICS por bactérias não fermentadoras apresentaram a maior taxa de óbito durante a pandemia de 68,6%. A análise da densidade de incidência evidenciou uma elevação de episódios de ICS durante o período pandêmico, com destaque para A. baumannii e E. faecalis como agentes isolados, associados à RAM. Conclui-se que as ICS apresentaram perfil epidemiológico complexo, com elevada carga de RAM, reforçando a importância da vigilância microbiológica contínua e do uso racional de antimicrobianos no ambiente hospitalar
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    Bacteremia por Pseudomonas aeruginosa: perfil epidemiológico em hospital universitário de Londrina, no período de 2020 a 2025
    (2026-03-27) Moreira, Maria Julia Onça; Vespero, Eliana Carolina; Magalhães, Gerusa Luciana Gomes; Perugini, Marcia Regina Eches
    Pseudomonas aeruginosa possui uma elevada capacidade de adaptação ambiental e persistência em condições hospitalares, que favorecem a colonização de pacientes críticos e a disseminação do microrganismo em unidades de terapia intensiva (UTI). P. aeruginosa é responsável por causar infecções em diversos sítios anatômicos, destacando trato respiratório, trato urinário, corrente sanguínea (ICS) e pele e partes moles. As ICS por P. aeruginosa representam importante problema de saúde pública, sobretudo em ambiente hospitalar devido à elevada morbimortalidade, à capacidade desse patógeno de persistir em superfícies e dispositivos médicos e à sua notável habilidade de desenvolver resistência antimicrobiana. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo avaliar as características epidemiológicas e clínicas de isolados de P. aeruginosa provenientes de hemoculturas de pacientes internados no Hospital Universitário de Londrina, entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025. As hemoculturas foram realizadas no sistema BACTEC™ FX40, a identificação microbiológica e os testes de suscetibilidade foram realizados pelo sistema automatizado VITEK2® (bioMérieux). Os dados clínicos foram obtidos a partir do prontuário eletrônico MedView e Labhos. As análises estatísticas foram realizadas comparando o grupo de pacientes que foram a óbito e tiveram alta, pelo software SPSS (versão 25.0), adotando-se p < 0,05 como nível de significância. No período estudado, foram identificados 218 pacientes com ICS por P. aeruginosa, com 120 óbitos (55%), sendo a mortalidade maior no período de Covid-19 (61,7% vs. 38,3%). A média de idade foi semelhante entre os grupos (54±24 vs. 50±25), sem diferença significativa. Observou-se predomínio do sexo masculino entre os pacientes que evoluíram para óbito (52,5%). A internação em UTI (p<0,001; OR=2,90), o uso prévio de antimicrobianos (p=0,022; OR=2,03), procedimentos invasivos, como ventilação mecânica (OR=5,94) e sonda nasogástrica (OR=6,47) associaram-se ao óbito, assim como infecção de foco pulmonar (p=0,016; OR=1,98). O tempo médio de internação foi semelhante entre os grupos (46 dias) alta e óbito, com ampla variabilidade no tempo de internação. A densidade de incidência total aumentou de 0,26 (2020) para 0,35 episódios/1.000 pacientes-dia (2022), reduzindo para 0,16 em 2025, acompanhada por diminuição dos isolados resistentes de 0,12–0,14 para 0,04. Observou-se aumento da proporção de isolados sensíveis de 45,83% para 75%, com redução dos resistentes, que atingiram 25% em 2025. Entre os tratamentos, meropenem (p=0,004; OR=2,09) e polimixinas (p<0,001; OR=3,68) associaram-se a maior mortalidade, enquanto o cefepime apresentou efeito protetor (OR=0,31). Em conjunto, os achados reforçam a relevância da vigilância microbiológica contínua, do uso racional de antimicrobianos e da implementação de estratégias eficazes de controle de infecção para reduzir desfechos desfavoráveis em ICS por P. aeruginosa
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    Perfil epidemiológico e microbiológico de culturas de fragmentos ósseos em um hospital terciário no sul do Brasil (2016–2025)
    (2026-03-27) Nascimento, Eduarda Carolina do; Perugini, Marcia Regina Eches; Tanno, Zuleica Naomi; Vespero, Eliana Carolina
    A osteomielite é uma infecção óssea caracterizada pela inflamação do tecido ósseo, geralmente causada por bactérias, podendo ocorrer por disseminação hematogênica, contiguidade a focos infecciosos adjacentes ou inoculação direta. Está associada a condições como traumas, procedimentos cirúrgicos e comorbidades, envolvendo microrganismos com diferentes perfis de virulência e resistência antimicrobiana. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos pacientes, bem como as características microbiológicas e de sensibilidade antimicrobiana de microrganismos isolados em culturas de fragmentos ósseos em um hospital universitário do Sul do Brasil entre 2016 e 2025. Trata-se de um estudo observacional e descritivo, baseado em registros do banco de dados do laboratório de microbiologia. Foram avaliadas variáveis demográficas, identificação bacteriana e perfil de sensibilidade aos antibióticos. A análise estatística incluiu estatística descritiva e comparação de proporções pelo teste exato de Fisher, com cálculo do odds ratio (OR) e intervalo de confiança de 95% (IC95%), adotando-se nível de significância de 5% (p < 0,05). Foram analisados 987 pacientes, com predominância do sexo masculino (74,3%), idade superior a 40 anos e alta hospitalar como principal desfecho (91,5%). No período, foram identificadas 1.312 culturas, das quais 676 (51,5%) foram monomicrobianas e 636 (48,5%) polimicrobianas. Staphylococcus aureus foi o microrganismo mais frequente, sendo a associação mais comum entre Enterococcus faecalis e S. aureus. Os isolados de S. aureus apresentaram grande frequência de isolados resistentes à oxacilina (46,6%), além de altas taxas de resistência à penicilina, eritromicina e clindamicina. Entre os bacilos Gram-negativos, destacaram-se Acinetobacter baumannii e Klebsiella pneumoniae, ambos com elevada resistência, especialmente aos carbapenêmicos, enquanto Pseudomonas aeruginosa apresentou maior sensibilidade aos antimicrobianos testados. Os achados evidenciam um perfil microbiológico caracterizado pelo predomínio de cocos Gram-positivos, com destaque para S. aureus, e pela presença de bacilos Gram-negativos com elevados níveis de resistência, especialmente A. baumannii e K. pneumoniae
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    Evolução temporal e desfechos clínicos de pacientes com candidemia no Hospital Universitário de Londrina: um estudo de sete anos (2017-2023)
    (2026-03-13) Cardoso, Alanis Cassamassimo; Vespero, Eliana Carolina; Magalhães, Gerusa Luciana Gomes; Lozovoy, Marcell Alysson Batisti
    Candida spp. compreende aproximadamente 200 espécies taxonomicamente diversas, com muitos estilos de vida e morfologias diferentes. A maioria das espécies associadas a humanos são comensais, sendo cinco espécies responsáveis por mais de 90% das infecções: C. albicans, N. glabratus, C. parapsilosis, C. tropicalis e P. kudriavzevii. As infecções invasivas, por Candida, ocorrem com maior frequência em indivíduos imunodeprimidos, em uso de cateteres venosos centrais e com internações prolongadas em unidade de terapia intensiva (UTI). Neste contexto, este estudo teve como objetivo avaliar os casos de candidemia, de pacientes internados, no Hospital Universitário de Londrina, no período de 2017 a 2023. Os isolados foram detectados por hemoculturas processadas no sistema Bactec FX (Becton Dickinson – USA) e identificadas pelo sistema automatizado Vitek 2 ® (bioMerieux - France). Os dados clínico-epidemiológicos dos pacientes foram obtidos nos registros eletrônicos institucionais (MedView v71.08.01 e, Labhos v71.08.01 – AGFA Healthcare) e Gestão de Informação v.24.18 do HU-UEL. Como critério de inclusão foi considerado o primeiro episódio de candidemia. Foi calculada a densidade de incidência por 1000 pacientes-dia. Aplicado o teste T de Student para amostras independentes para os dados contínuos, e para os dados categóricos o teste Qui-quadrado, com grau de associação das variáveis pelo Odds Ratio (OR), com intervalo de confiança de 95% (IC95%). O teste Cochran-Armitage avaliou a variação da mortalidade ao longo do tempo de estudo. Foi utilizado um nível de significância de 5% (p<0,05) em todas as análises estatísticas e análise das variáveis do estudo pelo software IBM SPSS Statitstics 25.0. Durante o período do estudo, ocorreu 164 episódios de candidemia em 144 pacientes internados, sendo que 20 pacientes apresentaram mais de um episódio. Do total de pacientes, 102 (70,8%) evoluíram para óbito. As espécies mais frequentes isoladas foram C. albicans (n=41; 25,0%), N. glabratus (n=13; 8,0%) e C. parapsilosis (n=15; 3,0%). A internação em UTI associou-se significativamente ao óbito (75,7%; p=0,018). Dentre os fatores estudados, o uso de imunossupressores foi relacionado ao maior risco de óbito [p=0,004 (OR=2,90; (IC95%): 1,37- 6,12)]. A utilização de dispositivos invasivos foi significativamente mais frequente entre pacientes que evoluíram a óbito. A análise de incidência das espécies de Candida spp. e sua relação com o óbito, no período de 2017 a 2023, evidenciou elevada mortalidade associada a candidemia, com aumento significativo ao longo dos anos. A mortalidade geral variou de 40,4% em 2017 a 78,9% em 2022. Nesse cenário, o conhecimento da epidemiologia local e dos principais fatores predisponentes é crucial para otimizar o manejo clínico e melhorar o prognóstico dos pacientes.
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    Perfil clínico, epidemiológico e laboratorial de pacientes adultos com COVID-19 admitidos em terapia intensiva no Hospital Universitário de Londrina - comparação entre a primeira e a segunda ondas da pandemia
    (2024-06-12) Beraldo, Eduarda Gambini; Capobiango, Jaqueline Dario; Lozovoi, Marcell Alysson Batisti; Pelisson, Marsileni
    Introdução: A pandemia da Doença por Coronavírus 2019 (COVID-19), causada pelo SARS-CoV-2, foi impactante sua elevada morbimortalidade. Estudar casos de pacientes com COVID-19 é de importância clínica e epidemiológica, pois permite entender as características progressivas da doença e fatores de gravidade. Objetivo: Analisar parâmetros clínicos, epidemiológicos e laboratoriais, admissionais e evolutivos, de casos de COVID-19 hospitalizados no Hospital Universitário de Londrina, em dois períodos, marcados pelas duas grandes ondas da pandemia. Materiais e métodos: Estudo descritivo, retrospectivo e transversal, no qual foram analisados pacientes maiores que 18 anos com diagnóstico confirmado de COVID-19, por RT-PCR ou teste de antígeno, admitidos em unidade de terapia intensiva em dois períodos, de abril a setembro de 2020 e de janeiro a junho de 2021. Foi conduzido um modelo de regressão logística em análise univariada para determinar fatores relacionados ao óbito por COVID-19. As variáveis com valor-p inferior a 0,1 foram selecionadas para o modelo múltiplo e determinou-se a Razão de Chances como fator de risco ou de proteção ao óbito, sendo considerado estatisticamente significativo p<0,05. Foi utilizado um Nomograma, calculadora gráfica para o cálculo de pontuação de probabilidade de óbito, de acordo com o modelo de regressão logística multivariado. Para a variável Infecção Relacionada a Assistência à Saúde (IRAS) foi aplicado um modelo de contagem de Poisson, para definir diferenças entre o número de IRAS nos dois períodos. Resultados: No primeiro período, idade avançada, hepatopatia, evolução com disfunção renal e necessidade de ventilação mecânica invasiva (VMI) foram preditores do óbito. No segundo período, idade avançada e necessidade de VMI também estiveram associados com maior chance de óbito, assim como hipoxemia à admissão e maior tempo até a admissão na UTI. Em contrapartida, no período 2, apresentaram menor chance de óbito, pacientes com o uso de cateter nasal de O2 (sem necessidade de VMI), ClCr > 50mg/dl após 7 dias de internação e o uso de dexametasona 6mg/dia. Quanto aos exames laboratoriais, níveis elevados de LDH à admissão no primeiro período e aumentos precoces nos níveis de proteína C reativa e D-Dímero no segundo período estiveram associados ao óbito. Evidenciamos o aumento no número de IRAS e de infecções por microrganismos multirresistentes, além de menor chance de uso de antibioticoterapia na admissão do paciente com COVID-19 no segundo período, comparado ao primeiro período. Conclusão: O presente trabalho pode auxiliar no manejo clínico e terapêutico dos pacientes com COVID-19, uma vez que identificou fatores associados ao óbito que podem ser utilizados como parâmetros prognósticos na condução de pacientes com a doença. Além disso, evidenciou o impacto da pandemia de COVID-19 nas taxas de infecções nosocomiais e de resistência antimicrobiana em um serviço de saúde terciário no Paraná.
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    Análise clínica e laboratorial de pacientes com suspeita de toxoplasmose congênita na Universidade Estadual de Londrina, Paraná
    (2026-03-11) Giroldo, Isabella Rodrigues; Capobiango, Jaqueline Dario; Lozovoy, Marcell Alysson Batisti; Perugini, Marcia Regina Eches
    Introdução: A toxoplasmose congênita é uma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Permanece um importante problema de saúde pública, especialmente em países com elevada prevalência da infecção, como o Brasil. É transmitida por via vertical durante a gestação. Está associada a uma ampla variedade de manifestações clínicas, frequentemente ausentes, inespecíficas e muitas vezes tardias, juntamente com as limitações dos métodos laboratoriais disponíveis e a necessidade do seguimento prolongado das crianças expostas, torna seu diagnóstico um desafio, mesmo em serviços especializados. O objetivo do estudo foi analisar os aspectos clínicos e laboratoriais de pacientes com suspeita de toxoplasmose congênita atendidos em um serviço de referência do estado do Paraná. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo do tipo coorte descritivo, no qual foram analisados dados clínicos e laboratoriais obtidos a partir de prontuários de crianças com suspeita de infecção pelo Toxoplasma gondii. Foram avaliadas informações referentes às manifestações clínicas, resultados de exames laboratoriais para pesquisa de anticorpos (IgA, IgM e IgG), teste de avidez de IgG e a conduta terapêutica utilizada. Os pacientes foram classificados conforme o desfecho diagnóstico em toxoplasmose congênita confirmada ou exposição vertical sem infecção por Toxoplasma gondii. Resultados: Os resultados demonstraram que de 41 crianças com suspeita de infecção pelo T. gondii, 31 (75,6%) foram classificadas como exposição vertical, enquanto 10 (24,4%) apresentaram diagnóstico confirmado de toxoplasmose congênita (TC). As alterações oculares e do sistema nervoso central foram encontradas em 50% e 70% respectivamente, em crianças infectadas. 20% dos pacientes não apresentaram manifestações clínicas iniciais, incluindo lesões oculares ou sistema nervoso, evidenciando o caráter frequentemente assintomático da doença ao nascimento. Os métodos sorológicos apresentaram limitações importantes, com baixa sensibilidade da IgM e IgA e dificuldade na interpretação da IgG devido à presença de anticorpos maternos. O teste de avidez de IgG mostrou aplicabilidade restrita no contexto neonatal. Dificuldades no seguimento e na realização completa dos exames laboratoriais foram observadas, impactando a definição diagnóstica. Conclusão: É possível concluir que o diagnóstico da toxoplasmose congênita permanece complexo e depende da integração entre dados clínicos, laboratoriais e do seguimento das crianças expostas. É fundamental o fortalecimento de protocolos de seguimento para favorecer a identificação precoce da infecção e a prevenção de sequelas graves.
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    Influência da obesidade sobre parâmetros clínicos, metabólicos, inflamatórios e o estado Redox em pacientes com Retocolite Ulcerativa
    (2024-05-28) Bueno, Juliana Emilia Monteiro; Venturini, Danielle; Matsumoto, Andressa Keiko; Lozovoy, Marcell Alysson Batisti
    A retocolite ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal caracterizada por inflamação na mucosa, que afeta o cólon e o reto. A RCU é crônica e recorrente, com diagnóstico baseado em manifestações clínicas e em exames. Devido às mudanças no estilo de vida e na alimentação, a incidência da doença tem aumentado em escala global. Consequentemente, o estado nutricional mensurado pelo índice de massa corporal (IMC), pode estar associado às alterações nos fatores inflamatórios, metabólicos de estresse oxidativo em pacientes com RCU. O estudo apresentou como objetivo, verificar a associação entre os parâmetros metabólicos, inflamatórios e de estresse oxidativo, de acordo com o IMC de pacientes com RCU. Foi realizado um estudo transversal com 86 pacientes com RCU, de ambos os sexos, com idade entre 19 e 81 anos, atendidos pelo Ambulatório de Gastroenterologia do Hospital Universitário de Londrina e categorizados de acordo com o IMC segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), como: eutrófico (N = 32), sobrepeso (N = 36) e obeso (N= 16). Foram determinados os marcadores de estresse oxidativo: capacidade antioxidante total plasmática (TRAP), óxido nítrico (NO) e produtos proteicos de oxidação avançada (AOPP). Para os marcadores hematológicos e inflamatórios foram analisados: hemoglobina, leucócitos, plaquetas, velocidade de hemossedimentação (VHS), proteína C-reativa ultrassensível (PCRus) e ferritina e para os marcadores metabólicos foram analisados: colesterol total, lipoproteina de baixa densidade (LDL), lipoproteina de alta densidade (HDL) e triglicerídeos, glicose, insulina, HOMA- IR, aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT), creatinina, albumina e ferro. Para avaliação antropométrica foram utilizados dados de peso (kg), altura (m) IMC e circunferência abdominal (CA). Os resultados demonstraram diferenças significativas entre os grupos em relação ao aumento de IMC e CA. Os níveis de glicose foram significativamente maiores no grupo obeso em comparação com o grupo eutrófico, além disso, pacientes com excesso de peso (obesos e sobrepeso) apresentaram níveis mais elevados de insulina, HOMA-IR e ferritina quando comparados aos indivíduos do grupo eutrófico. Não foram encontradas diferenças significativas nos valores de colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeos, AST, ALT, creatinina, albumina e ferro entre os grupos (P>0,05). Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos de pacientes eutróficos, sobrepesos e obesos com RCU em relação aos parâmetros hematológicos de PCRus, VHS e com biomarcadores de estresse oxidativo e nitrosativo (p>0,05). Foram encontradas correlações significativas entre AOPP com os níveis de colesterol total, LDL e HOMA-IR, enquanto o NOx foi correlacionado com os triglicerídeos e hemoglobina. Houve também correlações entre as concentrações de TRAP com os níveis de hemoglobina, plaquetas, cálcio e albumina. Conclui-se que a obesidade pode influenciar o perfil metabólico glicídico, mas não o perfil lipídico em pacientes com RCU. Mais pesquisas são necessárias para compreender melhor essa associação.
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    Avaliação das características clínicas de pacientes com neoplasias internados por neutropenia em um hospital oncológico do sul do Brasil
    (2025-07-29) Candido, Evelyn Poliana; Vespero, Eliana Carolina; Perugini, Marcia Regina Eches; Tano, Zuleica Naomi
    A neutropenia febril (NF) é uma complicação frequente e potencialmente grave em pacientes oncológicos submetidos à quimioterapia, especialmente aqueles com neoplasias hematológicas. Caracteriza-se por febre em contexto de neutropenia, aumentando o risco de infeções graves e mortalidade. O diagnóstico precoce e o tratamento imediato com antibióticos de amplo espectro são essenciais para reduzir complicações. Este estudo tem como objetivo principal avaliar as características clínicas de pacientes oncológicos internados com neutropenia em um hospital da região Sul, no período de março de 2024 a janeiro de 2025. Especificamente, busca-se comparar a prevalência de internações por neutropenia entre pacientes com tumores sólidos e hematológicos; analisar os dados demográficos; examinar o tempo de internação relacionado ao quadro neutropênico; avaliar os desfechos; verificar o uso de antimicrobianos durante a hospitalização; e identificar os microrganismos isolados em culturas. Realizou-se um estudo descritivo com 190 pacientes atendidos em um Hospital Oncológico no Sul do Brasil. Foram selecionadas amostras de hemogramas que apresentaram leucócitos abaixo de 1.000/mm. Nos dados clínicos, foram consideradas variáveis como sexo, faixa etária, tempo de internação, diagnóstico clínico, desfecho hospitalar, uso de antimicrobianos durante o período de internação, presença de foco infeccioso, administração de quimioterapia nos 30 dias que antecederam a admissão hospitalar, identificação de agentes infecciosos, utilização de dispositivos invasivos, presença de febre, setor de internação e necessidade de transfusão sanguínea. Posteriormente, a análise estatística foi realizada pelo programa SPSS versão 20.0. A análise incluiu testes não paramétricos como Kruskal-Wallis, seguido do teste de Dunn com correção de Bonferroni para comparações múltiplas, além do qui-quadrado de Pearson para variáveis categóricas. Foram também utilizados o coeficiente de Spearman para correlação e o cálculo do odds ratio com intervalo de confiança de 95%. O sexo feminino foi o mais representativo entre os casos analisados, concentrando o maior número de pacientes com neoplasias. Os resultados evidenciaram maior prevalência de neutropenia em pacientes com neoplasias hematológicas, sendo que, neste grupo, 84% dos casos apresentaram internações com duração superior a 30 dias. Observou-se associação com o uso de quimioterapia (59,8%), antimicrobianos (58,2%) e dispositivos invasivos (55,7%) nestes pacientes. As infecções predominantes foram causadas por bactérias Gram-negativas, como Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli, além de fungos do gênero Candida. Os indivíduos com tumores hematológicos evidenciaram maior complexidade clínica, incluindo maior necessidade de transfusões sanguíneas. No entanto, a análise comparativa entre os grupos com tumores sólidos e hematológicos não revelou diferença estatisticamente significativa quanto à mortalidade (p = 0,216), sugerindo a efetividade do protocolo assistencial adotado pela instituição. Conclui-se que pacientes com neoplasias hematológicas requerem cuidados mais complexos, embora os com tumores sólidos também apresentem riscos relevantes
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    Estudo epidemiológico e molecular de Acinetobacter baumannii, em um hospital universitário, no período da pandemia de COVID-19
    (2025-01-28) Takahashi, Fernanda Martelli; Vespero, Eliana Carolina; Perugini, Marcia Regina Eches; Kobayashi, Renata Katsuko Takayama
    Acinetobacter baumannii é um cocobacilo não fermentador da glicose conhecido por sua elevada resistência aos antimicrobianos (RAM) e por causar infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), principalmente pneumonias associadas à ventilação mecânica (PAV) e infecções da corrente sanguínea (ICS). Além de possuir resistência intrínseca a algumas classes de antimicrobianos, também tem grande capacidade em adquirir novos mecanismos, tornando-se uma grade ameaça em ambiente hospitalar como uma bactéria panresistente difícil de tratar. O objetivo deste estudo foi realizar uma investigação epidemiológica e molecular de A. baumannii isolado de culturas de sangue periférico de pacientes internados no Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina (HU/UEL) durante o período da pandemia de COVID-19 (março de 2020 a maio de 2023). Neste período, 317 culturas de sangue periférico apresentaram crescimento de A. baumannii, sendo selecionada uma cultura por paciente, totalizando 261 pacientes. Dados clínicos e epidemiológicos foram coletados do prontuário eletrônico Medview. Das 261 amostras, 69 foram selecionadas para a pesquisa dos genes codificadores de resistência aos carbapenêmicos, utilizando a técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), simples e multiplex. Destas, 19 amostras de A. baumannii resistentes a polimixina B (PBRAB) tiveram seus genomas sequenciados, e a similaridade genética entre os 19 isolados PBRAB foi avaliada por Reação em Cadeia da Polimerase Baseada em Sequências Repetitivas Intergênicas em Enterobactérias (ERIC-PCR). Observou-se que 93,4% (296/317) dos pacientes apresentaram cultura positiva para A. baumannii resistente aos carbapenêmicos (CRAB) e 9,1% (29/317) para PBRAB. As infecções causadas por isolados CRAB foram associadas ao grupo de pacientes não sobreviventes (p-valor = 0,044). Houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos de pacientes que receberam alta hospitalar e os que foram a óbito, relacionada às comorbidades de diabetes (p-valor = 0,006) e/ou hipertensão arterial sistêmica (p-valor = 0,025) .O uso de cateter vesical de demora, sonda de nutrição enteral, intubação orotraqueal e realização de hemodiálise também mostraram diferença estatística significativa (p-valor < 0,001), com associação ao óbito. A pesquisa dos genes codificadores de resistência aos carbapenêmicos mostrou que o gene de carbapenemase adquirido mais comum foi blaOXA-23, seguido de blaNDM e blaOXA-143. As amostras de PBRAB apresentaram 98% ou mais de similaridade genética. O sequenciamento do genoma dessas amostras revelou que todas pertencem ao sequence type 2 (ST2), com a presença do gene blaOXA-23 e 63,1% com coprodução blaOXA-23 e blaNDM. Além disso, foram detectados genes de resistência a aminoglicosídeos, fenicóis, sulfonamidas, macrolídeos, várias famílias de sistemas de efluxo e mutações genéticas associadas à resistência às polimixinas em lpxA, lpxC, lpxD, pmrB e pmrC. A resistência à colistina mediada por plasmídeo, como a presença de mcr-1, não foi encontrada em nenhum isolado. As ICS associadas à crescente RAM configuram um problema global de saúde pública. Estes achados fornecem informações sobre a transmissão clonal de PBRAB e oferecem informações valiosas para a prevenção da transmissão e terapia antimicrobiana
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    Contribuição da variante NLRP3 rs10754558 e de biomarcadores inflamatórios e hemostáticos para o prognóstico do acidente vascular cerebral isquêmico
    (2026-02-25) Sardinha, Natalia Scaneiro Boy; Reiche, Edna Maria Vissoci; Silvestre, José Manoel da Silva; Oliveira, Sayonara Rangel
    Introdução: Os desfechos do acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) são influenciados pela extensão da lesão neurológica inicial e pelas respostas inflamatórias e de coagulação sistêmicas. No entanto, a interação entre inflamação, fatores hemostáticos e suscetibilidade genética, particularmente envolvendo o inflamassoma NLRP3, permanece incompletamente compreendida. O objetivo deste estudo foi investigar a contribuição da variante NLRP3 rs10754558 C>G, bem, como de biomarcadores inflamatórios e hemostáticos, para o prognóstico clínico de pacientes com AVCI, avaliando a interação entre essas vias e seu impacto nos desfechos pós-AVCI. Métodos: Este estudo incluiu 134 pacientes com AVCI, estratificados de acordo com um índice composto de desfecho clínico (desfecho PC) que integra o escore da National Institute of Health Stroke Scale (NIHSS) basal, o escore da Escala de Rankin Modificada basal e de três meses e a mortalidade em três meses. Variáveis antropométricas, clínicas, bioquímicas, inflamatórias e hemostáticas foram avaliadas. Um Índice de Inflamação foi construído usando valores padronizados de Proteína C Reativa, contagem de leucócitos periféricos e níveis inversos de albumina. Os genótipos NLRP3 rs10754558 C>G foram analisados por reação em cadeia da polimerase em tempo real. Regressão linear múltipla stepwise, regressão logística binária e gráfico de regressão parcial (PLS) foram aplicadas para identificar preditores independentes, determinantes da inflamação e efeitos de mediação. Odds ratio (OR) e intervalo de confiança (IC) de 95% foram determinados. Resultados: Pacientes com piores desfechos eram mais velhos (p<0,001), tinham menor índice de massa corporal (IMC) (p=0,028) e exibiam níveis mais elevados do Índice de Inflamação (p<0,001) e fator de von Willebrand (vWF) (p=0,002). A fibrilação atrial foi a única variável categórica associada a um pior desfecho (p=0,014). Não foi observada associação direta entre os genótipos NLRP3 rs10754558 e os desfechos clínicos (p=0,326). A regressão linear múltipla identificou o Índice de Inflamação como o preditor independente mais forte do desfecho do AVCI, explicando 17,2% de sua variância, que aumentou para 22,6% após o ajuste para a idade (p<0,001). Os determinantes da inflamação incluíram a atividade do Fator VIII, o genótipo NLRP3 GG (modelo recessivo), os níveis de Proteína C e o sexo masculino, explicando coletivamente 24,1% da variância no Índice de Inflamação (p<0,001). A regressão logística binária demonstrou que a pontuação NIHSS basal e o Índice de Inflamação previram, independentemente, a mortalidade em três meses (p<0,001), enquanto um IMC mais baixo e uma inflamação mais elevada previram independentemente piores desfechos clínicos (p=0,028 e p<0,001, respectivamente). A análise PLS confirmou que os efeitos do genótipo GG, do Fator VIII e da Proteína C no desfecho clínico foram significativamente mediados pela inflamação sistêmica. Conclusões: A inflamação sistêmica é um determinante central e independente tanto da mortalidade quanto da evolução clínica desfavorável após um AVCI. O desequilíbrio hemostático e a predisposição genética do NLRP3 contribuem para o prognóstico do AVCI principalmente por meio de vias mediadas pela inflamação. Essas descobertas apoiam um modelo integrado de genética-inflamação-coagulação para os desfechos do AVCI e destacam a inflamação como um alvo potencial para estratificação prognóstica e intervenção terapêutica
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    Bacteremia por staphylococcus aureus: dez anos de vigilância e a influência da pandemia de covid-19
    (2025-10-21) Souza, Mateus da Silva; Carneiro, Marcelo; Valim, Andréia Rosane Moura; Vespero, Eliana Carolina; Perugini, Marcia Regina Eches
    Bacteremias por Staphylococcus aureus representam uma importante causa de infecções relacionadas a serviços de saúde e comunitárias, sendo este um patógeno com grande potencial de desenvolvimento de resistência a antimicrobianos. O objetivo deste estudo foi analisar a densidade de incidência, o perfil de resistência, a epidemiologia de isolados de OS-MRSA (Oxacilina-sensível mecA-positivo Staphylococcus aureus), MRSA (Methicillin-resistant Staphylococcus aureus) e MSSA (Methicillin-susceptible Staphylococcus aureus) de hemoculturas provenientes de pacientes internados e correlacionar com a interferência da pandemia de Covid-19. Foi realizado um estudo retrospectivo, entre 2014 a 2023, em um hospital do norte do Paraná. Analisando o período pré-pandemia e pandemia, verificou-se um aumento da resistência a eritromicina (43,6% para 57,5%) e clindamicina (38,5% para 48,5%) nas cepas de MSSA. Foi verificado que na maior parte do período, a incidência do MSSA foi mais elevada do que de MRSA, chegando a um índice de 0,7 casos/1000 pacientes-dia em 2021 para MSSA. Os casos confirmados de OS-MRSA diminuíram no período analisado de um coeficiente de incidência de 0,18 casos/1000 pacientes-dia, em 2015, para zero durante os anos de pandemia. A análise clínica possibilitou visualizar que bacteremias por MSSA de origem hospitalar diminuíram durante a pandemia, sendo mais prevalente de origem comunitária, mas houve mais óbitos do que antes. No período de Covid-19, 35% dos pacientes estudados foram para a UTI e 42% tiveram como foco primário à infecção pulmonar, dados que se relacionam diretamente com o óbito, que durante a pandemia foi de 48%. O entendimento do comportamento das infecções causadas por S. aureus são essenciais para compreender o comportamento clínico de infecções da corrente sanguínea e os fatores vinculados aos desfechos dos pacientes
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    Polimorfismos em genes envolvidos nas vias de reparo de danos ao DNA: associação com marcadores prognósticos em pacientes pediátricos com tumores neuroblásticos periféricos.
    (2025-03-08) Oliveira, Beatriz Mancini; Amarante, Marla Karine; Oliveira, Carlos Eduardo Coral de; Serpeloni, Juliana Mara
    Os tumores neuroblásticos periféricos (TNPs) são neoplasias embrionárias que acometem predominantemente crianças e apresentam um amplo espectro clínico, variando desde regressão espontânea até metástases agressivas à distância. Esses tumores são classificados em ganglioneuroma (GN), ganglioneuroblastoma (GNB) e neuroblastoma (NB), com base em suas características morfológicas. Apesar dos avanços terapêuticos, a taxa de sobrevida a longo prazo para pacientes de alto risco permanece inferior a 40%, evidenciando a necessidade de estratégias mais eficazes para o manejo da doença. Polimorfismos genéticos têm sido estudados na oncologia por seu potencial impacto na predisposição, progressão e prognóstico das neoplasias humanas. Em particular, variantes em genes envolvidos nas vias de reparo do DNA, como PARP1, XPC e XPA, são de grande interesse, pois podem influenciar a instabilidade genômica e, consequentemente, o comportamento tumoral. No entanto, a relevância dessas variantes nos TNPs ainda é pouco compreendida. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo investigar a associação dos polimorfismos rs1136410 (PARP1), rs1800975 (XPA) e rs2228000 (XPC) com parâmetros clinicopatológicos e prognósticos em pacientes infantojuvenis diagnosticados com GN, GNB e NB. Foram analisadas características como idade ao diagnóstico, estadiamento clínico, histopatologia do tumor, presença de metástases, local do tumor primário, extensão da doença ao diagnóstico, recorrência residual, ocorrência de recidivas, entre outros, buscando associar os diferentes genótipos com o comportamento clínico da doença. Metodologia: Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CAAE 59515722.70000.5231 e CAAE 80073124.9.0000.0020). No total, foram analisadas 72 amostras biológicas, sendo 15 de sangue periférico e 57 provenientes de blocos de parafina. A extração do DNA genômico foi realizada, e a genotipagem avaliada por qPCR, utilizando ensaios TaqMan® previamente validados. Para análise estatística, empregou-se o teste de qui-quadrado, exato de Fisher e análise de associação de risco relativo (RR-IC 95%), considerando um nível de significância de p<0.05. Resultados e Conclusões: Em relação ao SNP do gene PARP1 não foram encontradas associações significativas ao comparar os modelos genéticos e parâmetros prognósticos. Entretanto, para o gene XPC rs2228000, encontramos que indivíduos com genótipos GG quando comparados a indivíduos com genótipos GA+AA apresentam maior risco a desenvolver a doença em estágios mais avançados, com p=0,036 (RR 1,529). Em relação ao gene XPA rs1800975, foi possível encontrar um fator de proteção para o desenvolvimento de infiltração na medula óssea ao diagnóstico em indivíduos que carregam o genótipo TT quando comparados a indivíduos que apresentam CT+CC, com p=0,037 (RR 0,324). Esses resultados reforçam a complexidade biológica dos TNPs e indicam que marcadores genéticos individuais podem ter limitações na predição do comportamento da doença. Dessa forma, estudos adicionais, contemplando diferentes populações e interações gene-gene e gene-ambiente, são essenciais para elucidar o papel dessas variantes na progressão dos TNPs e seu potencial uso como biomarcadores prognósticos.
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    Avaliação dos parâmetros clínicos, antropométricos, metabólicos de estresse oxidativo em mulheres idosas dislipidêmicas
    (2025-02-27) Urbano, Laudicéia Soares; Venturini, Danielle; Amarante, Marla Karine; Oliveira, Sayonara Rangel
    INTRODUÇÃO: O envelhecimento populacional, especialmente no Brasil, está associado ao aumento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), destacando-se as doenças cardiovasculares (DCV), como principal causa de mortalidade. Em mulheres pós-menopausa, a queda de estrogênio contribui para maior dislipidemia (DLP) e estresse oxidativo (EO), fatores que elevam o risco cardiovascular. OBJETIVO: Este estudo investigou a interação entre DLP e EO em mulheres idosas, avaliando o impacto dessas condições sobre o risco cardiovascular. METODOLOGIA: Realizou-se um estudo observacional transversal com 104 mulheres idosas (=60 anos), divididas em dois grupos: controle (n=64) e DLP (n=40), conforme os critérios do Programa Nacional de Educação sobre Colesterol - Painel de Tratamento do Adulto III (NCEP-ATP III), 2002. Foram analisados indicadores antropométricos, consumo alimentar, perfil metabólico, índices de risco cardiovascular Castelli I (IC I e II) e biomarcadores de EO. RESULTADOS: Os resultados mostraram diferenças estatisticamente significativas no peso (p=0,032), circunferência da cintura (CC) (p=0,025) e índice de massa corporal (IMC) (p=0,014), refletindo maior adiposidade no grupo com dislipidemia. Biomarcadores metabólicos mostraram níveis elevados de glicose em jejum (p=0,025) e hemoglobina glicada (HbA1c) (p=0,001) no grupo com DLP. O IC II foi significativamente menor no grupo com DLP (p=0,024), possivelmente associado ao uso de terapias hipolipemiantes. Na avaliação do consumo alimentar, observou-se uma ingestão alimentar reduzida de vitamina D no grupo dislipidêmico (p=0,007). Os biomarcadores de EO indicaram uma menor capacidade antioxidante no grupo DLP, refletida pela redução do Potencial Antioxidante Reativo Total/Ácido Úrico (TRAP/AU) (p=0,011) e da glutationa total (p=0,035). CONCLUSÃO: A DLP em mulheres idosas está associada a alterações metabólicas, como elevação da glicemia e HbA1c, aumento do EO e redução da capacidade antioxidante, elevando o risco cardiovascular. Estratégias para controle de peso, perfil lipídico, EO e glicemia são essenciais para reduzir esses riscos.
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    Polimorfismo genético do receptor da interleucina-7 (rs6897932): associação com marcadores prognósticos na leucemia linfoide aguda infantojuvenil.
    (2023-09-26) Putinatti, Paulo de Tarso de Mello Ayres; Amarante, Marla Karine; Pereira, Nathalia de Sousa; Lozovoy, Marcell Allyson B.; Oliveira, Carlos Eduardo Coral de
    A leucemia linfoide aguda (LLA) é uma desordem maligna que se origina de um único precursor hematopoiético acometido para a linhagem de células B, T ou NK. Embora as variações genéticas nas leucemias ocorram em grande parte por mutações somáticas, as alterações na linhagem germinativa podem contribuir para a predisposição dessa neoplasia hematológica. A interleucina 7 (IL-7) é uma citocina pleiotrópica e atua como uma das principais citocinas homeostáticas com importante papel na manutenção de células linfoides. A função da IL-7 é mediada pelo receptor de interleucina 7 (IL-7r). A desregulação do eixo IL- 7/IL-7r implica em alterações de sinalização celular que, na biologia do câncer e podem contribuir para a progressão tumoral. Descobertas de modificações do gene IL7RA, como o polimorfismo rs6897932, têm sido relacionadas com o aumento da susceptibilidade ao câncer. Na biologia do câncer, este polimorfismo tem sido relacionado com as alterações nos mecanismos das vias de transdução de sinal e consequente aumento da expressão dos níveis de IL-7 ou do IL-7r no processo leucêmico. Portanto, a proposta do presente trabalho foi investigar o polimorfismo genético IL7RA na patogênese da leucemia linfoide aguda (LLA) infanto-juvenil. O polimorfismo foi avaliado através da técnica de PCR-RFLP em 133 pacientes com LLA e comparado a amostras do projeto ALFA do Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH). Foram realizadas análises de associação do tipo caso-controle usando o teste de qui-quadrado com intervalo de confiança (IC) de 95%. Também foram realizadas correlações entre genótipo e características clínicas, utilizando o coeficiente de Tau-b. Em nosso estudo foi verificado que os parâmetros clínicos em pacientes com LLA apresentaram correlações significativas. O polimorfismo no gene IL7RA demonstrou-se como um possível fator de proteção para pacientes com LLA, visto que a presença do alelo CT está relacionada com tendência a melhor prognóstico quando comparado entres pacientes de baixo e alto risco (p=0,07). Houve correlação positiva entre a classificação da LLA e o risco de recaída (Tau= 0,242; p=0,005), e correlação negativa entre risco de recaída e desfecho de morte (Tau=-0,214; p=0,014) e entre recaída e desfecho de morte (Tau=-0,242; p=0,004). Mais estudos são necessários, mas pode-se inferir que o polimorfismo no gene IL7RA seja um provável marcador prognóstico e de risco para a LLA.
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    Colonização por bacilos gram-negativos em recém-nascidos, consumo de antimicrobianos e de álcool a 70% em uma unidade neonatal no Brasil.
    (2023-07-21) Sestak, Thaliny Leal Specian; Capobiango, Jaqueline Dario; Vespero, Eliana Carolina; Lopes, Gilselena Kerbaury; Perugini, Marcia Regina Dario
    Introdução: O progresso na área da saúde permitiu a sobrevida de recém-nascidos cada vez mais prematuros com risco aumentado para colonização. Logo, faz-se necessário o controle do consumo de antimicrobianos e reforços no uso de álcool a 70%. Objetivo: analisar a frequência e o perfil de resistência das principais enterobactérias isoladas dos processos de colonização de recém-nascidos, o padrão de consumo de antimicrobianos e de álcool à 70% em uma unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN). Metodologia: Estudo retrospectivo observacional, que analisou a colonização por enterobactérias de 43 recém-nascidos que foram submetidas a análise microbiológica e molecular, realizado em uma UTIN localizada no noroeste do Paraná, no período de outubro de 2020 a maio de 2021. Resultados: A amostra do estudo foi composta por 43 neonatos, dos quais 32,5% nasceram com idade gestacional entre 28 e 32 semanas. A colonização por Bacilos Gram- Negativos (BGN) ocorreu entre 7 e 95 dias de vida, com mediana de 19 dias de vida; 69,7% dos casos apresentaram infecções e colonizações mutuamente. Em relação ao total de 100 coletas de swab retal e nasal provenientes da amostra do estudo, Klebsiella pneumoniae foi o micro-organismo predominante. Evolutivamente observou-se diminuição da positividade para BGN nos swabs de vigilância. Em relação aos resultados genotípicos, o gene bla-CTXM1 foi prevalente, presente em 29 amostras (39%) de colonização, seguido do gene bla-KPC presente em 16 (21,6%), o gene bla-CTXM15 em 13 (17,5%), o gene bla-CTXM8 em 12 (16,2%) e 2 amostras (2,7%) com o gene bla-CTXM2. Houve redução de incidência de infecções relacionadas a assistência à saúde (IRAS) e de enterocolite necrozante. A auditoria de antibióticos evidenciou através dos cálculos de dias de terapia de cada antibiótico (Days of Therapy- DOT) a redução da prescrição de antimicrobianos de amplo espectro. O consumo de álcool a 70% se manteve acima da média preconizada no período. Conclusão: foi possível analisar a frequência e o perfil de resistência das principais enterobactérias isoladas dos processos de colonização de recém-nascidos, o padrão de consumo de antibióticos e de álcool a 70% em uma unidade de terapia intensiva neonatal.
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    Polimorfimos genéticos e níveis plasmáticos do fator transformador de crescimento Beta 1: associação com marcadores prognósticos na leucemia linfóide aguda
    (2023-11-29) Rodrigues, Francieli de Fatima Ferreira; Amarante, Marla Karine; Pereira, Nathália de Sousa; Oliveira, Carlos Eduardo Coral de; Hirata, Bruna Karina Banin
    A leucemia linfoide aguda (LLA) é uma neoplasia hematológica que apresenta maior incidência na população pediátrica, sendo caracterizada pela anormalidade das células precursoras das linhagens B, T e NK. Esta doença é considerada de causa desconhecida, porém acredita-se que este processo seja resultado de uma interação entre fatores ambientais e genéticos. Por este motivo, vários estudos de análise genética, como polimorfismos de base única são realizados para tentar encontrar marcadores associados à suscetibilidade à doença ou ao prognóstico. Sabe-se que citocinas estão envolvidas em diversas neoplasias, dentre elas o fator transformador de crescimento beta 1 (TGF-B1) que exerce funções biológicas diversas e pode contribuir para a invasão e a metástase, podendo alterar o microambiente tumoral. Dessa maneira neste estudo foram estudados dois polimorfismos no gene TGFB1 rs1800468 (G-800A) e rs1800469 (C-509T) em 39 amostras de medula óssea de pacientes infantojuvenis com LLA, bem como mensurado os níveis de TGF-B1 e suas correlações com os dados clinico patológicos. Estes pacientes foram atendidos no Hospital do Câncer de Londrina e a medula óssea foi coletada para extração do DNA genômico. A análise dos polimorfismos foi realizada por método de reação em cadeia da polimerase (PCR) seguida de restrição enzimática (PCR-RFLP), e os níveis plasmáticos de TGF-B1 foram quantificados por ensaio imunoenzimático ligado a enzima (ELISA). Foi observado que a maioria dos pacientes tinha mediana de idade de 7 anos, sendo 33 pacientes com LLA-B e apenas 6 pacientes com LLA-T. Na análise dos polimorfismos encontramos uma maior frequência do genótipo GG para o rs1800468 e genótipo CT para o rs1800469, porém na análise de expressão de proteína, os polimorfismos não estavam associados a mudanças na concentração plasmática de TGF-B1. No entanto, os pacientes com alto risco apresentaram significativamente maior concentração média de TGF-B1 quando comparados com os pacientes baixo risco (p=0,0111). Talvez isto se deva a uma desregularização da via do TGF-B1 que pode estar bloqueada pela própria célula leucêmica; o que pode ser de grande importância na fisiopatologia da leucemia e possível marcador molecular de prognóstico. Portanto, outros estudos devem ser realizados para investigar os níveis plasmáticos de TGF-B1 em pacientes com LLA-T.
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    Envolvimento de Variantes dos genes IL17A e IL17RA na Retocolite Ulcerativa
    (2022-06-15) Zanotti, Mariana Paula Sanchez; Simão, Andréa Name Colado; Reiche, Edna Maria Vissoci; Oliveira, Karen Brajão de
    Introdução: A Retocolite Ulcerativa (RCU) é uma desordem inflamatória intestinal crônica que acomete exclusivamente o intestino grosso, de forma proximal e contínua. Os processos patológicos envolvidos na RCU são guiados por uma excessiva resposta imune contra antígenos da microbiota luminal em indivíduos geneticamente predispostos e como resultado da ação de diferentes fatores ambientais. As citocinas relacionadas a resposta Th17 estão aumentadas na mucosa intestinal dos pacientes com RCU, sugerindo que as células Th17 exerçam um papel importante na atividade da doença e no dano à mucosa. Estudos genéticos têm mostrado associação entre variantes do gene IL17 e suscetibilidade à RCU. Objetivo: avaliar o envolvimento das variantes genéticas do IL17A e do IL17RA nos níveis plasmáticos da IL-17A, na suscetibilidade e atividade endoscópica da RCU. Sujeitos e Métodos: Este é um estudo caso- controle que incluiu 104 pacientes com RCU, de ambos os sexos e com idade entre 18 e 70 anos. A atividade da inflamação intestinal determinada pelo escore de Mayo foi classificada em remissão (0), atividade leve (1), moderada (2) e grave (3). Baseado nos valores de Mayo, os pacientes foram divididos em dois grupos de atividade endoscópica: Mayo =1 (remissão / doença leve) e Mayo >1 (doença moderada a grave). As variantes do IL17A -444 A>G (rs3819024) e G>A (rs3819025) e do IL17RA (T>C rs2241043, A>G rs2241049 e G>A rs6518661) foram genotipadas por ensaio de discriminação alélica TaqMan pelo sistema de reação em cadeia de polimerase em tempo real (qPCR). Os níveis plasmáticos de IL-17 foram determinados por imunofluorimetria. Resultados: Os principais achados foram que as variantes genéticas IL17A e do IL17RA avaliadas no estudo não foram associadas a suscetibilidade a RCU. Entretanto, pacientes com o genótipo AG rs3819024 apresentaram maiores níveis séricos de IL-17A que os demais genótipos, e essa associação não foi demonstrada no grupo controle. Em relação a atividade da doença, as variantes do IL17A (rs3819024 e rs3819025) e do IL17RA (rs2241043 e rs6518991) não foram associadas com a com a gravidade da RCU nos vários modelos genéticos avaliados. No entanto, a presença do alelo G da variante rs2241049 no modelo dominante foi associada a 2,944 vezes mais chance de desenvolvimento de doença moderada a grave. Conclusão: Os achados do presente estudo sugerem que o genótipo AG do IL17A rs3819024 está associada a maiores níveis de IL-17A apenas na presença da doença, sugerindo associação dessa interleucina com a presença de RCU. Os genótipos AG + GG do IL17RA rs2241049 foram associados com maior atividade endoscópica na RCU.
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    Influência da síndrome metabólica sobre o estado inflamatório e redox de pacientes com doença de Crohn
    (2024-03-07) Carvalho, Allexya Soares de; Venturini, Danielle; Matsumoto, Andressa Keiko; Lozovoy, Marcell Alysson Batisti
    Introdução: Doença de Crohn (DC) apresenta inflamação contínua no trato gastrointestinal. A presença de gordura visceral, comum na DC, aponta para uma possível ligação entre a síndrome metabólica (SM) e a inflamação intestinal, podendo levar ao aumento da inflamação e do estresse oxidativo (EO) em pacientes nessas condições. Objetivos: Analisar e comparar os níveis de biomarcadores bioquímicos, inflamatórios e de EO e nitrosativo entre dois grupos de pacientes com DC portadores ou não de SM. Metodologia: Estudo transversal onde foram selecionados indivíduos com DC e divididos em dois grupos: 1-DC com SM (n=24), 2-DC sem SM (n=63). A atividade clínica da doença foi avaliada pelo Índice de Atividade da DC (CDAI). Foram realizadas análises bioquímicas e inflamatórias (creatinina (CRE), aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT), proteína c reativa (PCR), ferritina, ferro sérico, albumina (ALB), proteínas totais, insulina, glicemia em jejum (GLI), modelo de avaliação da homeostase da resistência à insulina (HOMA-IR), lipoproteína de baixa densidade (LDL), lipoproteína de alta densidade (HDL), colesterol total (CT), triglicerídeos (TRI), velocidade de hemossedimentação (VHS), leucócitos totais, plaquetas, hemoglobina) e de EO (determinação dos produtos avançados de oxidação proteica (AOPP), metabólitos do óxido nítrico (Nox), capacidade antioxidante total plasmática (TRAP), determinação da superóxido dismutase (SOD), determinação da catalase (CAT), determinação da glutationa peroxidase (Gpx), determinação da atividade da paraoxonase-1 (PON-1) total e grupamento Sulfidrila (SH)), além da avaliação dos dados clínicos. O diagnóstico de SM foi feito por meio da definição do NCEP-ATP III. Resultados: O grupo com DC/SM apresentou diferença significativa e maiores valores em relação à idade, índice de massa corporal (IMC), circunferência abdominal (CA), frequência de hipertensão arterial, DM e dislipidemia, quando comparado com o grupo sem SM. Houve maior uso de medicamentos anti-hipertensivos, hipoglicêmicos e hipolipemiantes no grupo com SM. Níveis de TRI, GLI, insulina e ALT, apresentaram-se aumentados no grupo com DC/SM. O marcador de EO, AOPP mostrou níveis mais elevados no grupo DC/SM. Correlações positivas foram encontradas entre AOPP com CT, TRI, GLI, AST e ALT; Nox com TRI, GLI, AST e ALT; GSH com GLI; SH com ALB; SOD com insulina; PON1 total com hemoglobina e leucócitos. Apresentaram correlações negativas os parâmetros TRAP com plaquetas; SH com leucócitos e VHS; CAT com hemoglobina, TRI, ALT. Conclusão: Foi observado que os pacientes com DC e SM apresentaram alterações em seus marcadores de EO, especialmente os AOPPs que se mostrou ser um marcador sensível quando comparado à influência da SM sobre o estado inflamatório e EO em pacientes com DC.
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    Impacto da exposição aos agrotóxicos e da presença do polimorfismo rs7438135 no gene UGT2B7 na geração de estresse oxidativo e perfil clinicopatológico em mulheres com câncer de mama
    (2023-07-25) Vacario, Beatriz Geovana Leite; Panis, Carolina; Amarante, Marla Karine; Guembarovski, Roberta Losi; Serpeloni, Juliana Mara
    Em regiões com economia baseada na agricultura familiar e no agronegócio, as mulheres estão expostas ocupacionalmente aos agrotóxicos. Estas substâncias representam um fator de risco importante para o desenvolvimento de doenças a longo prazo, como o câncer de mama (CM). A detoxificação dos agrotóxicos inclui a família UDP-glucuronosiltransferase (UGTs), composta por um grupo de enzimas que participam das reações de fase II de eliminação. O polimorfismo rs7838135 (G>A) no gene UGT2B7 aumenta seu potencial de glicuronidação e atua como um sistema antioxidante devido à neutralização de metabólitos do estresse oxidativo. No presente estudo investigamos o impacto da exposição ocupacional a agrotóxicos na geração do estresse oxidativo sistêmico em 228 mulheres com de câncer de mama, agrupadas em expostas ocupacionalmente á agrotóxicos (134) e não expostas á agrotóxicos (94), portadoras ou não do polimorfismo no gene UGT2B7. O DNA foi extraído de sangue periférico heparinizado e a reação em cadeia da polimerase quantitativa em tempo real investigou a presença do polimorfismo rs7838135. Marcadores de estresse oxidativo (níveis de peroxidação lipídica, capacidade antioxidante total – TRAP e metabólitos de óxido nítrico – NOx) foram mensuradas no plasma. Os dados clínico-patológicos como quimioresistência, recorrência, grau histopatológico, receptor de estrógeno, progesterona, fator de epidermal de crescimento (HER), alto índice de proliferação (Ki67), subtipo molecular, tamanho do tumor, agressividade do subtipo, êmbolos angliolinfáticos, idade ao diagnóstico, índice massa corporal, menopausa, estratificação de risco e a invasão de linfonodos, foram obtidos dos prontuários. A exposição aos agrotóxicos induziu aumento significativo da lipoperoxidação sistêmica na presença do polimorfismo rs7838135 para diversas condições clinicopatológicas, incluindo tumores com alto ki67 (p=0,0337) e com alta agressividade (subtipos triplo-negativo e Luminal B) (p=0,0130). Os níveis de NOx foram aumentados em pacientes portadoras de tumores com elevado ki67(p=0,0300), receptores de progesterona positivos (p=0,0360), tumores de baixo grau (p=0,0519), subtipos triplo-negativos/Luminal B (0,0268) e pacientes estratificadas com baixo risco de óbito e recidiva (p=0,0233). A TRAP foi depletada em pacientes jovens na menopausa (p=0,0431) e naquelas com tumores triplo-negativos/Luminal B (p=0,0246), bem como naquelas estratificados como de baixo risco de óbito e recorrência (p=0,0384). Esses achados mostraram que mesmo a presença do polimorfismo rs7838135 no gene UGT2B, que eleva a atividade enzimática e em tese levaria a uma eliminação ideal dos agrotóxicos, não foi capaz de proteger da geração de estresse oxidativo induzida por essa substância em pacientes com CM. Indicando um possível, porém não elucidado papel dos agrotóxicos na supressão da atividade das enzimas UGT2B7 que poderia potencialmente contribuir para a progressão do tumor, devido aos danos ocasionados pelo estresse oxidativo ao DNA.
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    Estudo de correlação entre variantes genômicas e marcadores anátomo-clínicos de biópsias de pacientes portadores de câncer de pulmão no estado do Paraná
    (2023-09-29) Lopes, Gabriel Lima; Panis, Carolina; Amarante, Marla Karine; Castro Junior, Gilberto de
    Introdução: O câncer de pulmão não-pequenas células (NSCLC) é a principal causa de morte oncológica no mundo. Novos mecanismos de carcinogênese e progressão tumoral vêm sendo estudados e, portanto, novas vias de transdução de sinal, metastatização e de escape imune surgem como futuros horizontes clínicos no NSCLC não-escamoso. O tratamento de 1ª linha se limitava à quimioterapia com platina, atingindo-se medianas de sobrevida de 9 meses, porém após a incorporação das terapias-alvo e da imunoterapia foi possível ultrapassar-se a fronteira dos 30 meses. O banco genômico em NSCLC cresce de forma exponencial, e é de grande interesse que subpopulações sejam reconhecidas nacional e regionalmente. Objetivos: O objetivo desse estudo é caracterizar o perfil genômico e clínico-patológico de pacientes com NSCLC das cidades de Londrina e Curitiba e compará-lo ao do The Cancer Genome Atlas (TCGA), além de: traçar o perfil clínico-patológico da amostra; realizar estudo de bioinformática dos processos celulares e interações com as mutações; determinar o perfil genômico e compará-lo ao TCGA, e investigar sua correlação com as variantes genômicas regionais; identificar uma assinatura mutacional regional. Metodologia: Este é um estudo longitudinal retrospectivo observacional com 133 pacientes. Para a análise funcional das informações anátomo-clínicas e genômicas foi realizado um estudo in sílico (software Funrich 3.1). Para a obtenção do perfil mutacional genômico mundial utilizou-se os dados do TCGA e para a comparação do perfil dos genes utilizou-se o Two-way ANOVA. A caracterização da amostra foi feita pelo teste Qui-Quadrado e, para a correlação dos genes nos estadios iniciais da doença, utilizou-se o teste de Correlação de Pearson e a análise de correspondência. Assumiu-se um nível de significância estatístico de 5%. Resultados: A maioria dos pacientes tem entre 60 e 79 anos, são mulheres, tabagistas leves e não-obesos. A carga mutacional entre as populações não é diferente, entretanto o perfil de expressão gênica é distinto. Observou-se aumento na frequência de EGFR, MYC, RAD21, PDL-1, MTAP, DNMT3A, CDK4, MDM2, NFKBIA, AURKA e CCND1 (pelo menos 2 vezes), com destaque para TP53, EGFR e PDL-1. Esses genes têm funções de comunicação celular e transdução de sinais (proliferação celular), com foco nas vias do IFN-?, MET, PDGFRa, IGF-1, ErbB e EWSR1. Houve interconexões entre os genes ERBB4, SMAD4, STK11, EGFR, BRAF, ALK, BRCA1, BRCA2 e MYC no Interactoma, com o TP53 evidenciado como elemento central, porém sem associação com a variante patogênica R337H. Houve grande número de amostras com status microssatélite e TMB indeterminados. Constatou-se 14% hiper-expressores, 33% hipo-expressores e 52% não-expressores de PDL-1, o que foi estatisticamente distinto quando comparado à literatura mundial e semelhante à maior evidência nacional. Conclusões: O perfil e a frequência da expressão gênica e as interconexões moleculares da amostra é diferente do observado em outros estudos populacionais. Identificou-se uma possível assinatura genômica regional, com enriquecimento de mutações em EGFR e TP53, menor prevalência das alterações em KRAS-NRAS, STK11-KEAP1 e MTAP-CDKN2A/B e maior imunoexpressão de PDL-1. Comprovamos, assim, a importância da individualização diagnóstica e da personalização terapêutica em NSCLC, considerável agora também no âmbito de estudos clínicos regionais.