Repositório Institucional da Universidade Estadual de Londrina - RIUEL

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Submissões Recentes

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A influência do ciclo menstrual no desempenho físico, psicológico e na recuperação de atletas com deficiência visual praticantes de Goalball
(2026-09-17) Silva, Marcio Rafael da; Greguol, Márcia; Ramos, Solange de Paula; Brandolin, Fábio; Morato, Márcio Pereira; Seron, Bruna Barboza
O esporte para pessoas com deficiência vem se tornando cada vez mais popular e focado no alto rendimento. Nesse sentido, o goalball se destaca como uma modalidade especificamente criada para atletas com deficiência visual, praticado por atletas de ambos os sexos. Sabe-se que o ciclo menstrual afeta a percepção das atletas sobre seu bem-estar físico e psicológico, porém não foram localizadas informações da sua influência para atletas com deficiência. Assim, o objetivo do estudo foi investigar a influência do ciclo menstrual no desempenho físico e psicológico e na recuperação de atletas com deficiência visual. Para tanto, foram avaliadas atletas de goallball em duas fases do estudo: a primeira contou com as atletas de equipes regionais (N = 16; 28,8 ± 4,0 anos) e a segunda com as atletas das seleções brasileiras de base e principal (N = 19; 22,5 ± 5,6 anos). No estudo 1, as atletas responderam a uma anamnese inicial e depois tiveram avaliados em dois jogos simulados de goalball o estado de humor, o bem-estar, a percepção de esforço e de recuperação e variáveis sanguíneas relacionadas à recuperação e dano muscular. Neste caso, foram comparadas no jogo 1 as atletas que estavam e não estavam menstruadas, ainda, foram comparados os dados das atletas que menstruaram em um dos jogos (jogo menstruada x jogo não menstruada). Concluiu-se que o ciclo menstrual não promoveu alterações significativas nos marcadores fisiológicos avaliados em atletas de goalball com deficiência visual. Por outro lado, foram observadas diferenças em algumas variáveis perceptivas, sugerindo que o ciclo menstrual pode influenciar a forma como as atletas percebem aspectos relacionados ao esforço, recuperação, humor e bem-estar. Já no estudo 2, as atletas da seleção brasileira foram acompanhadas durante 30 dias consecutivos. Antes do início de cada treino, as atletas responderam, por meio do aplicativo WhatsApp, ao Questionário de Bem-Estar de Mclean e à Escala de Percepção Subjetiva de Recuperação (PSR). Ao término de cada sessão de treinamento, responderam à Escala de Percepção Subjetiva de Esforço (PSE). Além disso, também responderam a perguntas sobre sintomas pré-menstruais e estado de humor. Verificou-se elevada prevalência do uso de anticoncepcionais hormonais entre atletas da Seleção Brasileira de goalball, especialmente entre as atletas da Seleção Principal, com interrupção completa da menstruação. Além disso, as atletas usuárias de anticoncepcionais hormonais apresentaram melhor estado de humor, maior percepção subjetiva de recuperação e menor percepção subjetiva de esforço, embora não tenham sido observadas diferenças no bem-estar global. Dessa forma, recomenda-se que treinadores, preparadores físicos e profissionais da saúde adotem estratégias de monitoramento individualizado ao longo do ciclo menstrual, contribuindo para a otimização do treinamento, da recuperação e do desempenho esportivo de atletas de goalball
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Cienciometria, tendências competitivas e perfis de motivação em atletas de Crossfit
(2026-09-05) Santos, Maria Fernanda Gabriel; Gonçalves, Helcio Rossi; Serassuelo Junior, Hélio; Guedes, Dartagnan Pinto
O CrossFit surgiu em meados dos anos 2000 e ganhou notoriedade mundial, não apenas como modalidade de exercício físico, mas também como disputa esportiva. Sua intensidade e diversidade de movimentos geram resultados imediatos, levantando preocupações quanto a sua prática. Inicialmente, os estudos científicos focaram nesses riscos. Com o tempo, o interesse se ampliou para os efeitos fisiológicos em diferentes populações e a relação com nutrição e bem-estar, evidenciando a necessidade de uma compreensão mais ampla sobre seus impactos. Diante disso, optou-se por uma dissertação no formato escandinavo, composta por dois artigos. O primeiro é uma análise cienciométrica, que mapeia a produção científica sobre crossfit. Foram analisados artigos publicados entre 2013 e 2025, com busca nas bases Scopus (356) e Web of Science (293), utilizando o descritor “crossfit” no título. Após remoção de duplicatas, obteve-se um total de 415 artigos, analisados com o pacote bibliometrix no RStudio. Foram encontrados 1172 autores/coautores e 994 palavras-chave associadas. A produção cresceu 29,72% ao ano. Houve um pico de publicações em 2021 (64), queda em 2022 (58) e aumento em 2023 (69). Os autores mais produtivos foram Katie M. Heinrich (14 artigos) e Yuri Feito (13), seguidos por Ramires Tibana (8), do Brasil. Até 2019, os temas mais abordados foram lesões, substâncias ergogênicas e saúde. A partir de 2020, se voltaram ao desempenho, competições e métodos de treino. A evolução reflete o crescimento da modalidade e o interesse pelo rendimento esportivo. Conclui-se que embora o CrossFit tenha sido amplamente estudado quanto ao desempenho, há poucas investigações sobre tendências competitivas e perfis motivacionais. Diante dessa lacuna, o segundo artigo teve como objetivo analisar as principais tendências competitivas e os perfis distintos de motivação em atletas brasileiros de ambos os sexos que participaram do CrossFit Games de 2023, 2024 e 2025. Participaram 134 competidores, amadores e profissionais. Foram aplicados questionários com dados pessoais, de treinos e competições, o ACS-2 (tendências competitivas) e o BRSQ (motivação esportiva). Os dados foram tratados mediante estatística descritiva, foram realizadas análise de componentes principais (ACP), correlação canônica e análise de clusters, com nível de significância de 5%. A ACP reduziu as nove subescalas do BRSQ em dois componentes (motivação autodeterminada e motivação controlada), explicando 70,1% da variância total. A correlação canônica identificou relação significativa (p=0,008) entre competitividade e motivação intrínseca. A análise de clusters revelou dois perfis distintos: competidores mais autodeterminados (74,6%) e competidores menos autodeterminados (25,4%). Os dados demonstraram que o perfil autodeterminado apresentou maior volume de treino e maior frequência competitiva. Os resultados evidenciaram que a motivação autodeterminada está associada a maior engajamento competitivo e a rotinas de treino mais intensas, contribuindo para a compreensão dos fatores psicológicos e comportamentais que sustentam o desempenho de competidores brasileiros de CrossFit
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Ergonomia, usabilidade e acessibilidade no desenvolvimento de um framework para a implantação da comunicação efetiva em segurança do trabalho para trabalhadores surdos
(2026-08-10) Tereza, Samuel Domiciano; Barros, Vanessa Tavares de Oliveira; Demarchi, Ana Paula Perfetto; Barros, Rodolfo Miranda de
A inclusão de trabalhadores surdos no ambiente laboral ainda enfrenta desafios relacionados à comunicação, à compreensão das normas de segurança e ao acesso a informações essenciais para a prevenção de acidentes. Embora a legislação brasileira assegure direitos de acessibilidade e inclusão, observa-se a necessidade de estratégias que promovam uma comunicação mais efetiva e adequada às características desse público. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo desenvolver um framework para a implantação da comunicação efetiva em segurança do trabalho para trabalhadores surdos, fundamentado nos princípios da ergonomia visual, UX Design, usabilidade e acessibilidade. A pesquisa foi classificada como aplicada, de caráter exploratório, utilizando levantamento bibliográfico e pesquisa de campo. A coleta de dados foi realizada por meio de questionários estruturados aplicados a trabalhadores surdos e seus respectivos líderes em diferentes indústrias, buscando identificar dificuldades de comunicação, percepção de riscos, compreensão das normas de segurança e efetividade dos treinamentos. Os resultados evidenciaram divergências entre a percepção dos trabalhadores e dos líderes, especialmente quanto à eficácia da comunicação, compreensão das regras de segurança e adequação dos treinamentos. Verificou-se que parte significativa dos trabalhadores surdos apresenta dificuldades na interpretação de informações de segurança, enquanto muitos líderes não receberam capacitação específica para conduzir equipes inclusivas. A análise dos dados permitiu identificar barreiras comunicacionais e oportunidades de melhoria nos processos de segurança ocupacional. Como resultado, foi desenvolvido um framework estruturado para orientar o diagnóstico, a implementação e a melhoria contínua de práticas inclusivas, integrando acessibilidade, usabilidade e comunicação visual. Conclui-se que a adoção de estratégias fundamentadas nesses princípios pode contribuir para ampliar a compreensão das informações de segurança, fortalecer a inclusão dos trabalhadores surdos e promover ambientes de trabalho mais seguros e acessíveis