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Submissões Recentes
Avaliação da progesterona injetável e PGF2a no pós parto precoce sobre a saúde uterina, atividade ovariana e fertilidade em fêmeas nelore (Bos indicus)
(2024-02-24) Cardoso, Rafaela Schoma; Seneda, Marcelo Marcondes; Cavalieri, Fabio Luiz Bim; Barreiros, Thales Ricardo Rigo; Morotti, Fábio
Nosso objetivo foi avaliar vacas Nelore (Bos indicus) durante o período pós-parto (PP) em dois experimentos, envolvendo a dinâmica folicular, a citologia uterina e a taxa de prenhez na IATF. Para o primeiro estudo (n=40), os animais foram distribuídos aleatoriamente da seguinte forma: Grupo controle, n=10: 2mL de NaCl 0,9%; Grupo prostaglandina (PGF2a, n=10): 0,5mg de cloprostenol; Grupo progesterona (iP4, n=10): 150mg de P4 injetável; Grupo progesterona e prostaglandina combinados (PGF2a+iP4, n=10): 0,5mg de cloprostenol + 150mg de P4 injetável. No primeiro experimento, os tratamentos foram realizados 10 dias após o parto, juntamente uma citologia uterina. Trinta dias após os tratamentos, os animais foram submetidos a outra citologia uterina e a um protocolo de IATF. A dinâmica folicular ovariana foi avaliada diariamente por ultrassonografia do D4 ao D10 e a cada 12 horas do D10 até a ovulação. No Experimento 2, os tratamentos foram distribuídos em média de 10 dias pós-parto (intervalo de 0 a 12). Foram avaliadas vacas primíparas precoces (24 meses) (n=455), primíparas convencionais (36 meses) (n=775) e multíparas (n=830) da mesma fazenda e igualmente distribuídas, tratadas e inseminadas como no Experimento 1 (GC, n=520; PGF2a, n=513; iP4, n=521; e PGF2a+iP4, n=506). As vacas passaram pela IA nos dias 30,4 ± 3,2 PP e foram inseminadas por dois técnicos. A taxa de ovulação foi menor (P=0,02) no grupo controle (60%) em comparação aos grupos tratados (iP4: 100%, PGF2a: 100% e PGF2a+ iP4: 90%; sem diferença entre os grupos tratados P > 0,05). A porcentagem de células PMN no útero não diferiu (P=0,68) entre os grupos, porém foi maior (P=0,03) no D10 PP em comparação ao D30 PP. O grupo PGF2a+iP4 apresentou maior P/IA (70%) que os grupos GC (62,5%), PGF2a (64,9%), GP4i (63,5%) (P=0,05). Concluímos que os tratamentos com PGF2a, iP4 e a combinação de ambos melhoraram resposta ao protocolo de IATF e a associação entre iP4 e PGF2a aumenta a prenhez na primeira IATF de vacas Nelore no período pós-parto
Inteligência artificial explicável para otimização de sistemas de detecção de anomalias em redes de computadores
(2026-08-25) Komarchesqui, Mateus; Proença Junior, Mário Lemes; Attrot, Wesley; França, Maria Bernadete de Morais; Carvalho, Luiz Fernando
Resumo: Ataques cibernéticos visam degradar a qualidade de serviços de uma rede, motivados por interesses que variam de políticos a monetários. Sistemas de detecção de intrusão, frequentemente implementados com algoritmos de aprendizado profundo, modelam o comportamento do usuário legítimo ajustando múltiplos parâmetros numéricos durante o treinamento. Como esse processo não é transparente para agentes humanos, estratégias de inteligência artificial explicável emergem como métodos práticos para elucidar o funcionamento interno desses sistemas. A maioria dos autores utiliza técnicas de explicabilidade, como SHapley Additive exPlanations (SHAP), apenas para exibir a magnitude da importância das características, desconsiderando a orientação dos impactos, a distinção entre classes de tráfego e a dimensão temporal do tráfego. Essa análise superficial oculta comportamentos enviesados: características prejudiciais permanecem no modelo e sustentam altas taxas de falsos alarmes e de ataques indetectados, penalizando usuários legítimos e sobrecarregando a triagem de incidentes. Esta dissertação propõe uma metodologia cíclica e transparente para explicar e otimizar sistemas de detecção de intrusão caixa-preta por meio de uma análise profunda de explicações de SHAP, aproveitando seu potencial para alcançar tanto um treinamento quanto um produto final explicáveis. Propõe-se um algoritmo de subamostragem não supervisionado, baseado em agrupamento hierárquico por densidade, que viabiliza computacionalmente o KernelSHAP sem comprometer a representatividade dos dados. As explicações estáticas e temporais são avaliadas de forma isolada por categoria de tráfego, considerando magnitude e orientação das contribuições, decaimento de influência e efeito de atraso temporal, o que fundamenta o descarte transparente das características enviesadas e o retreino do sistema. Realizam-se experimentos com dois sistemas de arquiteturas e paradigmas distintos: um baseado em redes adversárias generativas, proposto por autor externo, e outro em autocodificadores variacionais β. Para o primeiro, o coeficiente de correlação de Matthews (MCC) elevou-se de 0,804 para 0,851 no conjunto CIC-DDoS2019 e de 0,703 para 0,916 no CSE-CIC-IDS2018, com reduções de 26,6% e 92,3% nos falsos negativos. O segundo obteve avanços absolutos de 0,116 e 0,154 no MCC para essas mesmas bases e elevou o MCC médio de 0,928 para 0,952 no Orion2026, mitigando a penalização de tráfego legítimo entre diferentes cardinalidades de atacantes e vítimas. Conclui-se que a otimização guiada por SHAP é agnóstica à arquitetura e ao cenário de dados, entregando um sistema mais assertivo, mais enxuto e auditável, capaz de reduzir a saturação operacional da gerência de redes
Bioinsumos formulados de Aloe vera e microalgas como estratégia sustentável para cultivo de orquídeas brasileiras
(2026-02-24) Tejo, Débora Perdigão; Faria, Ricardo Tadeu de; Hoshino, Rodrigo Thibes; Wanderley, Christina da Silva; Missio, Francieli de Fatima; Scherer, Alexandra
A fertilização é um aspecto fundamental no cultivo de orquídeas, uma vez que essas plantas possuem exigências específicas para um crescimento saudável e uma floração exuberante. A busca por alternativas sustentáveis para o manejo de fertilização na produção de plantas ornamentais, com ênfase em orquídeas tem impulsionado o uso de bioinsumos à base de extratos vegetais e microalgas. Nesse contexto, esta tese teve como objetivo avaliar os efeitos da aplicação de bioinsumos formulados com Aloe vera e microalgas sobre os parâmetros fitotécnicos e o teor nutricional de orquídeas brasileiras dos gêneros Oncidium e Cattleya. Os experimentos foram conduzidos em casa de vegetação convencional para o ensaio com orquídeas Oncidium baueri e climatizada para orquídeas do gênero Cattleya, todos em delineamento inteiramente casualizado, com diferentes concentrações e formulações dos bioinsumos, incluindo tratamentos controle e fertilizante químico comercial (20-20-20), além de associações entre fertilizante mineral e bioinsumos no artigo 2. As aplicações foram realizadas via fertirrigação, de até 365 dias para Oncidium baueri com fertilizações com bioinsumo de Aloe vera e microrganismo, tendo avaliações fitotecnicas com 90, 180 e 365 dias após o início das aplicações e de teor nutricional aos 365 dias; no experimento com Cattleya loddigesii com fertilizações com bioinsumo de Aloe vera e microrganismo as avaliações fitotecnicas foram efetuados aos 150 e 270 dias após o inicio das aplicações, e as avaliações de teor nutricional aos 270 dias; no experimento com Cattleya leopoldii as avaliações de sobrevivência, fitotecnicas e nutricionais foram efetuados as 270 dias após o inicio das fertilização com bioinsumo de microalgas. Foram avaliadas variáveis de crescimento vegetativo, desenvolvimento radicular, emissão de haste floral, parâmetros fisiológicos, condutividade elétrica e pH do substrato, bem como teores de macro e micronutrientes nos tecidos vegetais. As análises estatísticas incluíram testes de normalidade e homogeneidade, análise de variância, comparação de médias e modelos de regressão. Em Oncidium baueri, o bioinsumo de Aloe vera não promoveu incrementos significativos no crescimento vegetativo, porém a concentração de 1% antecipou o florescimento em aproximadamente 90 dias, além de influenciar a dinâmica de nutrientes, especialmente nitrogênio, fósforo, potássio e zinco. Em Cattleya loddigesii, o bioinsumo formulado com Aloe vera associado a microrganismos destacou-se na concentração de 4%, proporcionando crescimento vegetativo e radicular semelhante ou superior ao fertilizante químico, com menor condutividade elétrica do substrato. Para Cattleya leopoldii, os bioinsumos à base de microalgas apresentaram resposta dependente da formulação e concentração, sendo a formulação orgânica a 2,5% a mais promissora entre os tratamentos biológicos, embora o fertilizante químico tenha promovido os maiores incrementos de crescimento e equilíbrio nutricional. Conclui-se que os efeitos dos bioinsumos são espécie-específicos e dependentes da concentração e formulação, podendo atuar no teor nutricional dos tecidos vegetais de diferentes estruturas, no crescimento vegetativo e na indução do florescimento. É importante considerar que os resultados variam de acordo com a idade fenológica da planta. Assim, configuram-se como ferramentas potenciais para o manejo sustentável de orquídeas ornamentais brasileiras, com possibilidade de complementar ou, em determinadas condições, reduzir a dependência de fertilizantes minerais
