Repositório Institucional da Universidade Estadual de Londrina - RIUEL

Foto: Portal UEL
 

Submissões Recentes

Item
Avaliação da eficácia de uma vacina de DNA (ROP18+SAG1) contra Toxoplasma gondii em suínos
(2025-02-28) Candeias, Ana Paula Molinari; Garcia, João Luis; Zangirolamo, Amanda Fonseca; Watanabe, Michelle Igarashi; Fernandes, Nelson Luis Mello; Cardim, Sérgio Tosi; Barros, Luiz Daniel de
O objetivo do presente estudo foi avaliar a resposta imune humoral e a proteção contra a formação de cistos teciduais de Toxoplasma gondii em suínos imunizados, pelas vias intradérmica (ID) e intramuscular (IM), com uma vacina de DNA (ROP18 e SAG1). Suínos (n=14) foram divididos em quatro grupos (G), animais que compõem o G1 (n=4) receberam por via ID e os do G2 (n=3) por via IM: 300µg da vacina (150µg ROP18+pcDNA3.1 e 150µg SAG1+pcDNA3.1); animais do G3 (n=4) receberam por via IM pcDNA 3.1 (300µg); por fim, animais do G4 (n=3) receberam apenas solução salina (0,9%) por via IM. Todos os grupos receberam levamisole 2,0% (v/v) como adjuvante. As imunizações foram realizadas nos dias (D) 0, 14, 35 e 56. O desafio foi realizado no dia 70 com oocistos esporulados da cepa ME49 (~4x103) de T. gondii. Os animais foram examinados clinicamente todos os dias e amostras de sangue foram coletadas até o momento do abate (D0, D14, D35 e D56, D70, D84 e D100). A resposta humoral foi avaliada por meio da RIFI (IgG) e do ELISA (IgM e IgG). Tecidos dos suínos (cérebro, coração, diafragma, masseter, língua, pulmão e retina) foram coletados no abate para a realização de bioensaio em camundongos, PCR e qPCR. Manifestações clínicas foram observadas a partir do quarto DPD (prostração, apatia, anorexia e hipertermia). Os suínos apresentaram resultado positivo na RIFI somente após o desafio (D84 e D100). Diferenças estatísticas nos níveis de IgM e IgG entre os grupos foram avaliadas pelo teste de ANOVA two way (p = 0,05). No bioensaio, Qui-quadrado foi usado para mostrar diferença significativa em relação ao número de cistos teciduais detectado entre os grupos (p = 0,05). ELISA-IgM e ELISA-IgG apresentaram diferenças significativas entre os grupos nos dias 70, 84 e 100. G1 e G2 permaneceram com níveis mais elevados de IgM até o fim do experimento. Diferença significativa de IgG antes do desafio foi notada somente entre G2 vs G3 (P < 0.005). Em relação ao bioensaio, PCR e qPCR, um suíno do G1 apresentou resultados negativos em todas as análises. Os animais do G1 (50%), G2 (67%) e G3 (83%) foram positivos no bioensaio em camundongos (detecção de cistos por microscopia). Os valores estimados da Fração de Prevenção (FP) contra a formação de cistos teciduais foram de 40% (G1 vs G3) e 20% (G2 vs G3). Não houve diferença significativa entre G1 vs G2 (p=0,34), G1 vs G3 (p=0,22) e G2 vs G3 (p=0,37). Apesar disso, foi observada eficácia na redução do número de cistos teciduais nos grupos vacinados. Conclui-se que manutenção dos níveis de IgM nos animais imunizados sugere a ocorrência de imunidade duradoura. Os animais vacinados pela via IM apresentaram melhor resposta imune humoral com diferença significativa de IgG antes do desafio. No entanto, os animais vacinados pela via ID apresentaram melhores resultados no bioensaio com FP de 40% em relação à formação de cistos teciduais.
Item
Uso da escala abreviada para avaliar sedação e monitoramento eletrocardiográfico por holter em cães saudáveis submetidos a administração de óleo full spectrum rico em canabidiol
(2025-03-27) Martins, Rodrigo Cavalcante; Gomes, Lucas Alécio; Gava, Fábio Nelson; Matsubara, Lídia Mitsuko
O canabidiol (CBD), composto derivado da Cannabis sativa, tem demonstrado potencial terapêutico na medicina veterinária no tratamento adjuvante de afecçoes neurologicas como epilepsia e tratamento de dor crônica, devido à sua segurança e efeitos benéficos. Este estudo avaliou os efeitos de uma dose orala única de 2mg//kg de óleo full sectrum rico em canabidiol (CBD) sobre a frequência cardíac, o ritmo cardiáco e o escore de sedação de cães saudáveis. Dez cães participaram do estudo controlado por placebo. Os animais foram monitorados por Holter e avaliado escore de sedação durante seis horas. Após duas horas de avaliação basal, foi administrado o óleo rico em CBD ou placebo. A sedação foi avaliada na chegada e aos 30, 60, 120, 180 e 240 minutos após a administração. Foram analisadas as frequências cardíacas mínima, média e máxima e asa alterações de ritmo. A frequência cardíaca mínima diferiu somente na segunda hora (p= 0,04), antes da administração, sendo interpretado como variaçao basal. Não houve diferenças significatica nos demais periodos. Paradasa sinusais ocorreram em 6/10 cães (60%), principalmente durante os momentos de repouso ou sono, sem diferença entre os tratamentos. Após a administração do óleo rico em CBD, 3/10 dos cães (30%) apresentaram escores de 1 a 2 aos 30 minutos. E 5/10 (50%) aos 120 minutos apresentaram o maior grau de sedação durante a avaliação. Os escores foram superiores aos do placebo aos 60, 120 e 180 minutos (p < 0,05). A análise dos dados foi realizada por meio dos testes estatísticos Shapiro-Wilk, test t pareado e Wilcoxon. Não foram identificadas alterações cardíacas clinicamente relevantes associadas ao tratamento, enquanto se observou sedação discreta a moderada, embora sejam necessários estudos adicionais para confirmar sua segurança e eficácia clínica
Item
Influência do sexo na toxicidade de LMED-136 e RTB-182: análise histopatológica e oxidativa em camundongos Swiss
(2026-05-05) Xavier, João Victor Sobreira; Bracarense, Ana Paula Frederico Rodrigues Loureiro; Borges, Fernando Henrique; Gerez, Juliana Rubira
A pandemia de COVID-19 reforçou a necessidade de identificar terapias antivirais seguras e eficazes. Este estudo investigou o perfil toxicológico e a resposta ao estresse oxidativo das substâncias antivirais experimentais LMed-136, molécula do grupo das benzoilguanidinas identificada como um potencial inibidor de protease principal (Mpro), e RTB-182, molécula derivada de cumarina e candidata a inibidor da RNA polimerase dependente de RNA (RdRp), administradas nas concentrações de 0,66 mg/mL e 0,545 mg/mL, respectivamente. O delineamento experimental compreendeu oito grupos (n = 8 por grupo), expostos às substâncias durante sete dias consecutivos. Após o período de tratamento, foram coletados fígado, rins, baço e jejuno para análises histopatológicas, com determinação de escores de lesão tecidual, marcadores de dano oxidativo por lipoperoxidação (TBARS/MDA) e parâmetros do potencial antioxidante, avaliados por meio da atividade da glutationa S-transferase (GST) e da capacidade antioxidante total (FRAP). Observou-se dimorfismo sexual acentuado nas respostas toxicológicas: os machos apresentaram maior suscetibilidade a lesões hepáticas e renal, com incremento significativo nos marcadores de estresse oxidativo, enquanto fêmeas exibiram resposta antioxidante mais robusta, associada a maior proteção tecidual. O padrão dimórfico foi especialmente evidente no fígado, possivelmente relacionado a diferenças hormonais e metabólicas. Nos demais órgãos, as alterações foram heterogêneas e sem relevância morfológica significativa. Entre os compostos avaliados, LMed-136 demonstrou menor hepatotoxicidade em comparação ao RTB-182. Conclui-se que a resposta biológica ao estresse oxidativo e à toxicidade induzida pelos compostos testados é substancialmente modulada pelo sexo, reforçando a importância da estratificação por sexo em investigações toxicológicas de moléculas antivirais experimentais