Repositório Institucional da Universidade Estadual de Londrina - RIUEL

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Submissões Recentes

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Potencial de dano de diceraeus melacanthus no milho cultivado em sistema de cultivo intercalar antecipado (ANTECIPE)
(2026-02-27) Munhoz, Letícia Carolina Chiampi; Bueno, Adeney de Freitas; Sutil, Weidson Plauter; Bianco, Rodolfo
O Sistema Antecipe, no qual o milho é semeado na entrelinha da soja ainda em fase reprodutiva, reduz o ciclo produtivo e o risco climático para o milho safrinha. Contudo, a convivência simultânea das culturas intensifica a “ponte verde”, favorecendo a migração de Diceraeus melacanthus. Este estudo avaliou a preferência do percevejo e o dano causado por diferentes densidades, visando subsidiar estratégias de manejo no Sistema Antecipe. O teste de preferência foi conduzido em semi-campo utilizando gaiolas (1,5 x 0,5 m) contendo simultaneamente soja em senescência e milho no estádio VE, infestadas com 10 adultos. As avaliações ocorreram em três dias consecutivos e três horários por dia. O experimento de nível de ação foi conduzido em campo, em delineamento inteiramente casualizado, com quatro densidades (0, 1, 2 e 4 percevejos/m) instaladas em gaiolas de 6 × 4 m. Quando o milho atingiu VE, realizou-se a infestação manual, e o dano foi avaliado em três datas. Os testes de preferência indicaram forte predominância de adultos em plantas de soja, especialmente nos horários mais quentes (12h30 e 16h30), enquanto no milho a maior atividade ocorreu às 8h30. No experimento de dano, o nível de injúria aumentou significativamente com a densidade e com o tempo. Plantas expostas a 2 e 4 percevejos/m apresentaram os maiores danos, e a produtividade foi reduzida principalmente a partir de 2 percevejos/m. Nesse contexto, mesmo concentrando-se inicialmente na soja, D. melacanthus pode causar danos economicamente relevantes ao milho no Sistema Antecipe, indicando que densidades iguais ou superiores a 1 percevejo/m já exigem atenção no manejo
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Investigação de variantes genéticas nos genes CD28 e ICOS frente a infecção pelo HPV no desenvolvimento de lesões intraepiteliais cervicais e de câncer de colo de útero
(2025-09-29) Pacheco, Bianca Lisley Barboza; Oliveira, Karen Brajão de; Guembarovski, Roberta Losi; Tamarozzi, Carolina Batista Ariza
A resposta imune tem papel crucial tanto no controle da infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), quanto na prevenção da progressão de lesões cervicais para o câncer cervical. Entre as moléculas envolvidas nessa resposta, destacam-se o grupo de diferenciação 28 (CD28) e o coestimulador induzível de células T (ICOS), que atuam na ativação de células T. O CD28 está expresso constitutivamente em células T, enquanto que ICOS é induzido após a ativação do receptor de células T (TCR). Durante a ativação de células T, a coestimulação por CD28 promove a produção de citocinas e a proliferação de células T, enquanto ICOS exerce uma função essencial na diferenciação e atuação, principalmente, das células T foliculares auxiliares (Tfh). Variantes de nucleotídeo único (SNVs) nos genes CD28 e ICOS podem influenciar na expressão gênica dos receptores em células T, impedindo a estimulação necessária para a ativação de células T e consequentemente prejudicando a resposta imune frente a infecção por HPV, progressão de lesões cervicais e o câncer cervical. Neste contexto, o objetivo deste estudo consistiu em avaliar a associação dos alelos, genótipos e haplótipos das SNVs rs3116496 de CD28 e rs4404254 de ICOS com a infecção pelo HPV e o desenvolvimento de lesões intraepiteliais cervicais e de câncer cervical em uma amostra da população feminina do sul do Brasil. O projeto foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa envolvendo seres humanos da Universidade Estadual de Londrina (CAAE 38937520.2.0000.5231). As amostras de sangue periférico e de secreção cervical foram utilizadas para a extração de DNA genômico. Foram utilizadas PCR quantitativa e convencional para a genotipagem das SNVs rs3116496 de CD28 e rs4405254 de ICOS utilizando sondas validadas e caracterização da presença de HPV, respectivamente. As combinações haplotípicas das SNVs de CD28 e ICOS foram inferidas pelo software PHASE e as análises estatísticas foram realizadas pelo software SPSS Statistics, adotando-se nível de significância de p<0,05. Foram incluídas 450 mulheres, agrupadas inicialmente de acordo com a presença (n=263) ou ausência (n=187) da infecção pelo HPV. As mulheres infectadas pelo HPV foram subdivididas em: sem lesão cervical (n=116), lesões intraepiteliais de baixo grau (LIEBG) (n=21), lesões intraepiteliais de alto grau (LIEAG) (n=61) e câncer cervical (n=65). Observou-se que as características sociodemográficas, comportamentais e sexuais mostraram associação significativa com a infecção por HPV e a presença de lesões cervicais. Mulheres portadoras dos genótipos TC (OR: 2,029; IC95%: 1,028-4,007; p=0,041) e TC+CC (OR: 2,085; IC95%: 1,089-3.989; p=0,027) do SNV rs3116496 de CD28 apresentaram maior chance de desenvolvimento de LIEAG. A análise do SNV rs4404254 de ICOS não apresentou associação significativa com a infecção por HPV e as lesões cervicais, assim como a análise dos haplótipos. Os resultados indicam que a SNV rs3116496 de CD28 está associado com o desenvolvimento de LIEAG em uma coorte de mulheres brasileira, sugerindo que está variante pode influenciar nos mecanismos imunogenéticos envolvidos na progressão de lesões cervicais para câncer, dependendo de cofatores individuais
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Influência temporal e geográfica na composição físico-química de mel de abelhas-sem-ferrão avaliada por quimiometria
(2026-04-23) Marengo, Vitor Almeida; Spinosa, Wilma Aparecida; Março, Paulo Henrique; Cardines, Pedro Henrique Freitas; Silva, Jaqueline Munise Guimarães da
O mel é um dos alimentos naturais de origem animal mais consumido no mundo, sendo amplamente valorizado por suas características nutricionais e funcionais. Apesar disso, ainda são escassos os estudos que avaliam conjuntamente os efeitos temporais e geográficos sobre o perfil físico-químico de méis de abelhas-sem-ferrão, evidenciando uma lacuna no entendimento da variabilidade desses produtos. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo avaliar a influência dos fatores temporais (ano de produção) e geográficos sobre o perfil físico-químico de méis de abelhas-sem-ferrão produzidos no estado do Paraná, Brasil. Para tanto, foram compilados dados físico-químicos de 43 amostras de mel produzidas entre 2019 e 2023, obtidos a partir do banco de dados do Laboratório de Análise de Alimentos da Universidade Estadual de Londrina. As variáveis avaliadas incluíram pH, sólidos solúveis, açúcares redutores, umidade, acidez total, teor de cinzas e hidroximetilfurfural (HMF). Os dados foram submetidos à Análise de Componentes Principais (Principal Component Analysis, PCA), visando investigar a influência dos fatores temporais e geográficos sobre as amostras. Os resultados demonstraram que o fator temporal exerceu influência sobre o perfil físico-químico dos méis, uma vez que as amostras produzidas em 2023 formaram um agrupamento distinto dos demais anos avaliados. Em contrapartida, as amostras coletadas entre 2019 e 2023 apresentaram elevada sobreposição nos scoresplots, indicando perfis físico-químicos semelhantes. A análise dos valores de loading revelou que parâmetros como acidez total, umidade e teor de cinzas contribuíram para a diferenciação das amostras de 2023, sugerindo a influência de condições climáticas e ambientais específicas desse período. Por outro lado, o fator geográfico não promoveu uma discriminação clara das amostras, uma vez que méis provenientes de diferentes localidades apresentaram elevada similaridade físico-química. Conclui-se que o ano de produção pode influenciar o perfil físico-químico de méis de abelhas-sem-ferrão, enquanto a localização geográfica, nas condições avaliadas, não exerceu efeito significativo sobre os parâmetros analisados. Esses resultados reforçam a importância do monitoramento contínuo da qualidade desses produtos e ampliam o conhecimento sobre os fatores que influenciam sua composição. Como perspectivas futuras recomendam-se a aplicação de abordagens metabolômicas e cromatográficas de alta resolução, associadas a dados climáticos e botânicos, para uma compreensão mais abrangente da influência temporal e geográfica sobre a composição química dos méis de abelhas-sem-ferrão