Repositório Institucional da Universidade Estadual de Londrina - RIUEL

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Submissões Recentes

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Investigação de variantes polimórficas de TGFB1 e TGFBR2 e imunomarcação tecidual em tumores do colo do útero
(2026-04-17) Castilha, Eliza Pizarro; Oliveira, Karen Brajão de; Serpeloni, Juliana Mara; Vitiello, Glauco Akelinghton Freire; Tamarozzi, Carolina Batista Ariza; Souza, Patrícia Savio de Araújo; Guembarovski, Roberta Losi
O fator de crescimento transformador beta (TGFB) tem papel essencial no equilíbrio da imunidade protetora, imunopatologia e homeostase, e tem sido explorado no contexto do câncer. Porém, evidências sobre sua relação com o câncer do colo do útero (CCU), quarto tipo de câncer mais frequente em mulheres no mundo, associado à presença do Papilomavírus Humano (HPV), são escassas. O objetivo deste trabalho foi avaliar o papel do polimorfismo rs3087465 do receptor do fator de crescimento transformador beta tipo 2 (TGFBR2) na expressão proteica de TGFBR2 e na progressão das lesões intraepiteliais para o CCU, bem como sua associação com a infecção pelo HPV. Adicionalmente, investigar a associação entre alelos, genótipos e haplótipos das variantes rs1800468, rs1800469, rs1800470 e rs1800471 do gene TGFB1 e a expressão proteica com o desenvolvimento do CCU. A primeira etapa deste estudo incluiu 618 mulheres voluntárias, caracterizadas de acordo com o genótipo rs3087465: 302 (48,87%) eram homozigotas para o alelo G, 244 (39,48%) heterozigotas e 72 (11,65%) homozigotas para o alelo A. O genótipo GG foi associado ao desenvolvimento de lesões intraepiteliais escamosas de alto grau (LIEAG) e CCU (p = 0,037), enquanto o genótipo AA foi associado à proteção contra o câncer cervical em análises de regressão logística ajustadas (OR = 0,376; IC 95% = 0,146–0,965; p = 0,042). Não foram observadas associações entre a expressão tecidual de TGFBR2 e os genótipos analisados. Na segunda etapa, 242 mulheres voluntárias foram selecionadas, divididas em grupo controle (sem lesões, NL), composto por mulheres sem evidência citopatológica de lesões intraepiteliais e sem infecção por HPV (n = 190), e grupo caso (câncer cervical, CC), composto por mulheres com carcinoma cervical (n = 52). A combinação das variantes genéticas investigadas resultou em quatro haplótipos com frequências superiores a 5% na população do estudo: GCTG (49,0%), GTCG (32,5%), ACTG (5,9%) e GCCG (5,3%). A distribuição das frequências dos haplótipos entre os grupos revelou que o haplótipo GCTG, sob modelo de herança recessivo, foi associado ao risco de desenvolvimento de CCU (OR = 2,422; IC 95% = 1,006 - 5,834; p = 0,049). Este é um dos poucos estudos a explorar variantes genéticas nas vias de sinalização do TGFB no modelo de CCU e o primeiro a revelar associações com a progressão de lesões precursoras cervicais e com o CCU
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Alterações cardiometabólicas, musculoesqueléticas e funcionais associadas a dois anos de treinamento resistido em mulheres idosas com maior e menor vulnerabilidade musculoesquelética
(2026-09-01) Ribeiro, Diogo Martins; Cyrino, Edilson Serpeloni; Cyrino, Letícia Trindade; Kassiano, Witalo; Fabro, Paolo Marcello da Cunha
A redução da massa e, particularmente, da força muscular associada ao envelhecimento pode contribuir para uma condição musculoesquelética menos favorável e coexistir com alterações cardiometabólicas e funcionais em mulheres idosas. Embora o treinamento resistido (TR) seja recomendado para atenuar alterações relacionadas ao envelhecimento, são limitadas as evidências sobre adaptações associadas à participação prolongada em programas de TR em mulheres idosas com diferentes condições musculoesqueléticas iniciais. O objetivo deste estudo foi analisar alterações cardiometabólicas, morfológicas, neuromusculares e funcionais associadas a dois anos de TR supervisionado em mulheres idosas com maior e menor vulnerabilidade musculoesquelética e investigar se a condição musculoesquelética inicial estaria associada à magnitude dessas alterações. Participaram 62 mulheres fisicamente independentes (= 60 anos), classificadas em maior vulnerabilidade musculoesquelética (MVM; n = 32) e menor vulnerabilidade musculoesquelética (mVM; n = 30) por meio de um escore-z composto derivado do índice de massa muscular esquelética apendicular e da força muscular total. Essa classificação representou uma estratificação relativa da condição musculoesquelética da amostra e não um diagnóstico clínico de sarcopenia. As participantes realizaram TR supervisionado, três vezes por semana, durante dois anos, composto por oito exercícios executados em três séries de 8–12 repetições, com progressão sistemática das cargas. Antes e após o período de acompanhamento foram avaliados indicadores de composição corporal, força muscular, aptidão funcional e fatores de risco cardiometabólico. Ambos os grupos apresentaram aumentos significantes na força muscular e melhorias na aptidão funcional (P < 0,05). A massa muscular esquelética e o tecido mole magro apendicular aumentaram numericamente nos dois grupos, embora as alterações tenham sido menos consistentes do que aquelas observadas para força muscular e aptidão funcional. Foram observadas reduções significantes na glicemia de jejum (MVM: -6,6%; mVM: -4,6%), no LDL-c (MVM: -14,2%; mVM: -9,1%) e no colesterol total em ambos os grupos (P < 0,05). Adicionalmente, reduções significantes nos triglicerídeos (-15,3%) e na proteína C-reativa (-16,1%) foram observadas apenas no grupo MVM; entretanto, as comparações ajustadas entre os grupos não forneceram evidências consistentes de maior responsividade desse grupo. Alterações na massa muscular esquelética e na força muscular apresentaram associações inversas de pequena magnitude com as alterações no perfil cardiometabólico. Em conjunto, dois anos de participação em TR supervisionado estiveram associados a melhorias relevantes na força muscular e aptidão funcional, acompanhadas por alterações favoráveis na composição corporal e em diferentes fatores de risco cardiometabólico de mulheres idosas com distintos níveis iniciais de vulnerabilidade musculoesquelética. Embora alguns desfechos tenham apresentado alterações significantes em apenas um dos grupos, não foram encontradas evidências consistentes de que a condição musculoesquelética inicial estivesse associada a diferenças na magnitude das adaptações. Esses achados sugerem que mulheres idosas podem apresentar adaptações favoráveis após participação prolongada em TR independentemente de sua condição musculoesquelética inicial.
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Exercício físico reduz a dor oncológica induzida pelo tumor de Ehrlich em camundongos
(2026-07-17) Oliveira, Stefanie de Lima; Borghi, Sergio Marques; Campos, Cássia Calixto de; Zaninelli, Tiago Henrique
Introdução: A dor é um dos sintomas mais frequentes em pessoas com câncer, podendo afetar até 70% dos pacientes, dependendo do estágio da doença. A dor oncológica pode ter origem no próprio câncer (crescimento tumoral que danifica tecidos e/ou pressão sobre os nervos), nas lesões metastáticas em órgãos vitais (como fígado e ossos) e nos tratamentos relacionados (radioterapia, quimioterapia, etc.). O modelo do tumor de Ehrlich (TE) é uma neoplasia epitelial maligna originária do adenocarcinoma mamário de camundongos fêmeas. Embora seja amplamente utilizado para o estudo da biologia tumoral e triagem de medicamentos, o TE também produz dor nociceptiva somática sustentada, que ocorre principalmente por meio da invasão e danos aos tecidos adjacentes devido ao crescimento tumoral. Neste estudo, o modelo TE será utilizado pela primeira vez para investigar os efeitos e mecanismos do exercício físico sobre a dor oncológica. Métodos: Camundongos fêmeas da linhagem Swiss foram divididos aleatoriamente em grupos controle e TE (inoculação intraplantar de células tumorais), expostos ou não ao exercício físico (45 dias) (n = 5-8) para avaliações de: 1) espessura da pata, hiperalgesia mecânica e térmica; 2) ativação neuronal dos gânglios da raiz dorsal (DRG) por imagem de cálcio em microscópio confocal; e 3) funcionalidade do sistema inibitório descendente da dor (SIDD) por abordagens farmacológicas. Resultados: O TE aumentou a espessura da pata e a hiperalgesia mecânica e térmica de maneira dose dependente, sendo que as duas doses mais altas não eram compatíveis com a duração de experimento necessária sem atingir o limiar humanitário. A dose de 103 foi escolhida para os próximos experimentos. Por sua vez, os camundongos TE expostos ao exercício físico apresentaram hiperalgesia mecânica e térmica reduzida, notável a partir dos 18-20 dias. No final do período de treinamento (dia 46), os camundongos TE apresentaram redução da atividade basal dos neurônios do DRG em relação aos seus pares TE não exercitados e, por meio da estimulação com capsaicina e AITC, demonstramos que esses neurônios são positivos para o receptor de potencial transitório vanilóide 1 (TRPV1) e anquirina 1 (TRPA1), respectivamente. Finalmente, utilizando tratamentos intratecais com antagonistas dos receptores de serotonina (5-HT1A) e antagonistas dos receptores adrenérgicos a2 (WAY-100635 e ioimbina, respectivamente), mostramos que camundongos não exercitados não respondem ao tratamento (sugerindo disfunção do SIDD); no entanto, em camundongos treinados, a analgesia é revertida, e os camundongos novamente apresentam hiperalgesia mecânica e térmica, destacando a atividade restaurada do SIDD. Conclusão: Esses dados revelam, pela primeira vez, que o exercício físico pode reduzir a dor oncológica, por meio de um mecanismo que envolve a redução da atividade dos neurônios aferentes primários TRPV1+/A1+ e a restauração da função da via inibitória descendente da dor.