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Submissões Recentes
Influência do manejo orgânico de produção nas características nutracêuticas de tomate e alface
(2026-03-25) Maretti, Mirian Cristina; Ventura, Mauricio Ursi; Scapim, Monica Regina da Silva; Hata, Fernando Teruhiko; Maestro Borges, Luciana; Paladini, Aline Fabiana
Frutas e hortaliças são alimentos importantes na dieta humana, recomendando-se sua ingestão diária por serem fontes de fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes. O tomate e seus derivados apresentam alta atividade antioxidante devido à sua variedade de compostos bioativos, evidenciando que alimentos que contêm licopeno, previnem doenças crônicas relacionadas ao estresse oxidativo. Já o selênio é um mineral essencial com alto poder antioxidante, crucial para funções da tireoide e sistema imunológico. O objetivo desse trabalho foi estudar os efeitos do manejo cultural em características nutracêuticas de hortaliças, através dos aspectos físico químicos, bioquímicos, compostos bioativos e atividade antioxidante, além da análise sensorial, de produtos processados de tomates cultivados em sistema orgânico vs. semi-hidropônico e também, utilizar adubação de selênio na forma nanoencapsulada a fim de quantificar através da técnica de espectrometria de fluorescência de raios X por dispersão de energia (EDXRF), os teores deste mineral visando biofortificação de alface americana. Os frutos de tomate foram processados para produção de catchup, molho de tomate e tomate seco. Nestes produtos foram realizadas análises físico químicas e bioquímicas (licopeno, compostos fenólicos totais, flavonoides, DPPH, Vitamina C, acidez titulável, açúcares redutores e pH), mediante a variação do tempo de prateleira (0, 2, 4 e 6 meses) dos produtos de diferentes sistemas de produção de tomate (orgânico e semi hidropônico). A alface americana foi cultivada em sistema orgânico de produção, utilizando seis tratamentos para biofortificação de Selênio, com seis plantas por tratamento e duas repetições, totalizando 72 plantas cultivadas. As análises físicas realizadas pós-colheita foram peso da cabeça com raiz, diâmetro da cabeça, diâmetro do colmo, peso de raiz fresca e comprimento de raiz fresca. Folhas e raízes biofortificadas com Se foram analisadas através da técnica de espectrometria de fluorescência de raios X por dispersão de energia (EDXRF). Os dados foram submetidos à análise de variância e teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade. Os
resultados mostraram que a concentração dos compostos bioativos e atividade antioxidante de produtos de tomate independe da forma de cultivo e dos produtos processados. O teor de licopeno apresentou acréscimos a medida em que aumentaram os tempos de armazenamento dos produtos. Quanto à qualidade sensorial, os produtos tiveram aceitação em ordem de preferência: molho de tomate, catchup e tomate seco. O processamento térmico de tomate propiciou aumento da vida útil dos produtos e da concentração da atividade antioxidante, diretamente relacionada a estabilizar radicais livres. Para biomassa da alface americana não foram observadas diferenças significativas com a utilização de fertilizante nanoencapsulado de Selênio em diferentes dosagens e frequências de aplicações. Porém, em base seca, observou-se incremento de Se na concentração das folhas (87,5%) e das raízes (24,5%), concluindo-se que a biofortificação é um método viável na adição de nutrientes à dieta humana
Cultivando direitos: releituras ecológicas à proteção jurídica das sementes crioulas no Brasil
(2026-09-22) Motter, Ariella Kely Besing; Araújo Junior, Miguel Etinger de; Isaguirre-Torres, Katya Regina; Cenci, Elve Miguel; Lelis, Natália; Veiga, Leia Aparecida
Diante da consolidação das monoculturas produtivas no campo, simultaneamente às monoculturas jurídicas na epistemologia do Direito a tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Direito Negocial investiga o processo histórico de negociações e construções da (des)proteção das sementes crioulas e propõe uma rota alternativa que leve, de fato, à tutela da agrobiodiversidade nacional. Para tanto, utiliza-se da triangulação de dados oriundos da Revisão Bibliográfica, da Análise Documental e da realização de entrevistas com guardiões e defensores destas sementes. Demonstra que a construção, interpretação e aplicação do Direito Ambiental, quando mantidas as influências do binômio modernidade-colonialidade, não resolverá a problemática abordada acima. Com isso, ao longo dos capítulos que compõem este trabalho, buscou-se: I) demonstrar a contribuição do binômio modernidade-colonialidade para a construção das lacunas de um Direito Ambiental
pensado a partir do Desenvolvimento Sustentável; II) elucidar a influência deste panorama para a ocorrência de uma Injustiça Ambiental; III) apresentar os alicerces doutrinários, normativos e judiciais que permitem a reinterpretação da proteção da Natureza de forma decolonial e ecológica; IV) investigar caminhos para a aplicação do conhecimento teórico sobre o Direito Ecológico e a Decolonialidade na prática. Verificou-se que as demandas dos guardiões e defensores das sementes crioulas convergem com aquelas que orbitam o reconhecimento dos Direitos da Natureza em território latino-americano. Neste cenário, busca apresentar novas alvoradas para a proteção da agrobiodiversidade, quando enraizadas interpretações do Art. 225 da Constituição Federal, à luz do Direito Ecológico e da Decolonialidade, que permitam o germinar os “novos” direitos cultivados na terra
O dever de informação qualificado no uso de inteligência artificial generativa em saúde e seus reflexos na responsabilidade civil
(2026-10-21) Castro, Camila Vieira; Espolador, Rita de Cassia Resquetti Tarifa; Azevedo, Anderson de; Bzuneck, Maria Celia Nogueira Pinto e Borgo
A utilização de sistemas de inteligência artificial generativa no suporte informacional em saúde demanda intensificação do dever informacional decorrente da boa-fé objetiva, ou permanece juridicamente equivalente às ferramentas digitais tradicionais sob a ótica da responsabilidade civil brasileira? O suporte informacional no contexto das aplicações de inteligência artificial em saúde por sistemas de inteligência artificial generativa, como o CHATGPT HEALTH, não cria deveres jurídicos novos, mas demanda intensificação da aplicação dos critérios tradicionais do dever de informar e da responsabilidade civil no direito brasileiro, especialmente quando a arquitetura da plataforma amplia a confiança legítima do usuário ou influencia decisões clínicas. Assim, o dever de informação precisa ser qualificado, de modo que se revela insuficiente se limitar a consignar em termos de uso que “não substitui médico”, o que encontra respaldo na legislação brasileira, com viabilidade suficiente para proteção dos direitos envolvidos no âmbito das tecnologias de inteligência artificial
