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Submissões Recentes
Mudança estrutural do consumo mundial de água: uma análise de decomposição estrutural da pegada hídrica
(2026-02-12) Arizono, Lucas Yoshio; Sesso Filho, Umberto Antônio; Esteves, Emerson Guzzi Zuan; Lopes, Ricardo Luís
Este estudo realiza uma decomposição estrutural da pegada hídrica mundial com base em dados da matriz insumo-produto multirregional (EORA), utilizando como referência os anos de 1990, 2002 e 2015, desagregada em 190 países e 26 setores econômicos. A análise distingue os efeitos intensidade, tecnologia, estrutura da demanda final e volume da demanda final sobre a variação da pegada hídrica, separando os resultados entre os tipos de água: azul, verde e cinza. Os resultados indicam um crescimento de 29.531 bilhões de metros cúbicos (Bm³) pegada hídrica global no período analisado, majoritariamente ligada a pegada verde (77,85%), impulsionado principalmente pelo aumento da atividade econômica (14.079 Bm³) e pela maior intensidade no uso da água (10.536Bm³). Em contrapartida, o efeito estrutura da demanda final contribuiu para a redução da pegada hídrica (-8.456 Bm³) ao refletir mudanças no padrão de consumo em direção a bens menos intensivos em água. A análise também revela que a maior parte da variação global é explicada por um grupo restrito de países, onde observa-se que 67% da variação da pegada hídrica mundial está atrelada às 40 maiores economias. A principal contribuição do trabalho reside na aplicação abrangente de uma metodologia multirregional para quantificar e explicar as mudanças estruturais no uso global da água, superando a limitação de estudos regionais e setoriais.
Bem-estar e recuperação no futsal: impactos sobre erros de passes e finalizações
(2025-11-25) Tonani, Eduardo Carlos Ferreira; Ramos, Solange de Paula; Branco, Braulio Henrique Magnani; Teixeira, Denilson de Castro; Fernandes, Eduardo Vignoto; Brandt, Ricardo
O presente trabalho teve como objetivo avaliar o bem-estar e a recuperação de atletas de futsal profissional da Primeira Divisão (Série Ouro) em dias de jogos oficiais, relacionando-os aos erros de passes e finalizações. A pesquisa foi estruturada em dois artigos, conduzidos entre as temporadas de 2024 e 2025 do Campeonato Paranaense de Futsal. Artigo 1: este estudo observacional analisou a relação entre o bem-estar, a percepção de recuperação e a ocorrência de erros de passe. Participaram 44 atletas de três equipes, avaliados em 48 jogos oficiais (17 rodadas em 2024 e 11 em 2025). No dia das partidas, entre 8h e 10h, os atletas responderam à Escala de Bem-Estar (sono, fadiga, dor muscular, estresse e humor) e à Escala de Qualidade Total de Recuperação (TQR). Os erros de passe foram identificados por análise de vídeo das transmissões oficiais, com avaliação por dois observadores independentes (kappa > 0,90). A média de idade dos atletas foi de 25,7 ± 4,7 anos e a experiência profissional de 6,8 ± 4,6 anos. A mediana de erros foi de 0,10 ± 0,05 por minuto, sem correlação significativa com idade ou tempo de carreira. Não houve diferenças estatísticas entre posições (p = 0,26), embora pivôs apresentassem tendência a menor frequência de erros. Alas esquerdos relataram menores escores de TQR (p = 0,01) e bem-estar (p = 0,004) em comparação aos alas direitos. O resultado das partidas (vitória, empate ou derrota) não se associou significativamente a erros, TQR ou bem-estar. Concluiu-se que, em contextos competitivos de alta demanda, as variações de bem estar e recuperação não se associaram de forma consistente à precisão de passes no futsal profissional. Artigo 2: Este estudo avaliou a influência do bem-estar e da TQR sobre a frequência, acurácia e eficácia das finalizações. Participaram 55 atletas de quatro equipes, avaliados em 45 partidas. No dia dos jogos, os atletas responderam ao questionário eletrônico sobre bem-estar e TQR, e as finalizações foram classificadas por análise de vídeo, excluindo pênaltis e tiros livres. Os resultados mostraram diferenças significativas entre posições ((H = 12,85; p = 0,005). Alas direitos apresentaram maior número de finalizações/minuto e maior acurácia em relação a fixos (p = 0,01) e alas esquerdos (p = 0,03), além de escores mais altos de TQR e bem-estar. Pivôs tiveram maior chance de finalizar na trave (p < 0,05), enquanto alas direitos apresentaram maior probabilidade de marcar gols (p < 0,05). Goleiros que atuaram na linha registraram mais erros de finalização (p < 0,05) e menores escores de bem-estar, especialmente em estresse. As correlações foram fracas, mas positivas, entre finalizações/minuto e bem-estar (r = 0,21 a 0,28; p < 0,05) e, entre acurácia e TQR (r = 0,24; p = 0,03) e humor (r = 0,22; p = 0,04). A eficácia dos pivôs correlacionou-se moderadamente ao humor (r = 0,36; p = 0,01), enquanto o TQR dos alas esquerdos correlacionou-se com finalizações/minuto e maior acurácia em relação a fixos (p = 0,01) e alas esquerdos (p = 0,03), além de escores mais altos de TQR e bem-estar. Pivôs tiveram maior chance de finalizar na trave (p < 0,05), enquanto alas direitos apresentaram maior probabilidade de marcar gols (p < 0,05). Goleiros que atuaram na linha registraram mais erros de finalização (p < 0,05) e menores escores de bem-estar, especialmente em estresse. As correlações foram fracas, mas positivas, entre finalizações/minuto e bem-estar (r = 0,21 a 0,28; p < 0,05) e, entre acurácia e TQR (r = 0,24; p = 0,03) e humor (r = 0,22; p = 0,04). A eficácia dos pivôs correlacionou-se moderadamente ao humor (r = 0,36; p = 0,01), enquanto o TQR dos alas esquerdos correlacionou-se com finalizações/minuto (r = 0,33; p = 0,02). Conclui-se que o bem-estar e a recuperação subjetiva influenciam de modo distinto o desempenho técnico, variando conforme a posição em quadra. Esses achados reforçam a importância do monitoramento
Ensino por investigação e relação com educação em saúde: perspectivas para educação básica
(2025-12-08) Campos, Pedro Antonio da Silva; Zompero, Andreia de Freitas; Klein, Tânia Aparecida da Silva; Frasson, Fernanda
A Educação em Saúde (ES) no ambiente escolar brasileiro tem sido historicamente caracterizada por abordagens normativas, que negligenciam os determinantes sociais da saúde em favor de um modelo prescritivo. Em contrapartida, o Ensino por Investigação (EI) emerge como uma proposta metodológica alternativa, focada na problematização da realidade e na construção ativa do conhecimento. O objetivo geral deste trabalho foi identificar e analisar, em bases de dados, as produções acadêmicas que relacionam a Educação em Saúde e o Ensino por Investigação na Educação Básica, entre 2018 e 2025. Para isso, foi realizada uma metanálise qualitativa de cunho bibliográfico. O levantamento sistemático nas bases CAPES e BDTD resultou na seleção de um corpus final de 14 trabalhos, entre teses e dissertações. A análise dos resultados revela que as publicações são unânimes em criticar o modelo biomédico tradicional. O Ensino por Investigação consolida-se como uma das principais estratégias para a efetivação de uma ES crítica e a Sequência Didática (SD) investigativa a forma de aplicação mais recorrente. Os estudos também apontam a formação de professores como um pilar essencial para a mudança de paradigma. Conclui-se que a articulação Educação em Saúde e Ensino por Investigação é uma aliança pedagógica promissora e necessária, que avança ao validar propostas concretas para o desenvolvimento da autonomia e da cidadania, em consonância com as diretrizes da BNCC
