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Submissões Recentes

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Amostragem e mapa do potencial reprodutivo de Diceraeus melacanthus (Hemiptera: Pentatomidae) no Paraná
(2024-02-22) Oliveira, Luciano Mendes de; Menezes Júnior, Ayres de Oliveira; Bueno, Adeney de Freitas; Ventura, Maurício Ursi; Bianco, Rodolfo; Roggia, Samuel; Androcioli, Humberto Godoy
O percevejo-barriga-verde Diceraeus melacanthus (Dallas, 1851) (Heteroptera: Pentatomidae) se destaca como praga sugadora do milho (Zea mays L.), devido ao seu hábito de se alimentar de plântulas, resultando em distúrbios fisiológicos, que podem levar à sua morte. Conhecer o padrão de disposição, identificar o tamanho de unidade amostral e o número de amostras necessárias para estimar a densidade populacional do percevejo, são pré-requisitos para poder construir planos de amostragem com manejo mais ecológico e financeiramente viável. Portanto, este trabalho objetivou determinar o padrão de disposição do percevejo- barriga-verde e estabelecer planos de amostragem, visando praticidade e aplicabilidade no campo. No artigo (A), o padrão de disposição e tamanho amostral ideal de D. melacanthus foram avaliados em um campo experimental do Instituto Rural do Paraná IAPAR-EMATER e para o ensaio dos planos de amostragens foi desenvolvido com dados coletados em nove propriedades rurais de seis municípios do norte do Paraná. Quatro planos de amostragem foram desenvolvidos. O percevejo D. melacanthus apresenta disposição agregada que pode ser representada por uma distribuição binomial negativa na cultura do milho. O tamanho da unidade amostral ideal para o percevejo-barriga-verde, no período de pré-semeio do milho até a fase fenológica V4 do milho, é de 0,25 m². O plano amostral sequencial construído com a distribuição binomial negativa, recomenda no máximo 65 pontos amostrais de 0,25 m² e no mínimo 30 amostras contando-se seis percevejos (0,2 percevejo por 0,25 m²) para tomar a decisão de controle. O plano amostral binomial positivo de presença- ausência recomenda no máximo 60 pontos amostrais de 0,25 m² e no mínimo 25 pontos amostrais somando seis presenças (0,24 presenças por 0,25 m²) para tomar a decisão de controle, se mostrando o mais aplicável a campo. O plano amostral sequencial enumerativo recomenda no máximo 50 pontos amostrais de 0,25 m e no mínimo 20 pontos amostrais contando-se sete percevejos barriga-verde para recomendar o controle. O plano amostral sequencial construído a partir da Lei de Potência de Taylor, mesmo a um nível de 80 % de precisão, exige grande número de amostras, portanto seria pouco viável. Também, objetivou-se determinar a temperatura base inferior (Tb) e superior (Tsup) de crescimento, a constante térmica (K) e calcular o número de gerações anuais do percevejo-barriga-verde no estado do Paraná. No artigo (B), os dados utilizados são oriundos de artigo científico, publicado em 2019, sobre a biologia do percevejo-barriga-verde. As Tb e Tsup de D. melacanthus são de 14,2 e 32,7 °C, respectivamente, e a constante térmica é de 341 grau dias. A zona ótima de desenvolvimento do percevejo D. melacanthus está entre 18 e 27 °C. As regiões norte, noroeste e oeste do estado do Paraná, são as regiões com maior número potencial de gerações anuais do percevejo-barriga-verde. O número de gerações anuais do percevejo pode subsidiar decisões de manejo no cultivo do milho e identificar regiões do Paraná com maiores riscos de dano desta praga
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As interações discursivas na elaboração do conhecimento químico em sala de aula
(2024-03-21) Ogasawara, William Hitoshy; Lorencini Júnior, Álvaro; Mortimer, Eduardo Fleury; Roberto, Lucia Helena Sasseron
O presente estudo tem como objetivo analisar os padrões discursivos em aulas da disciplina de Química na elaboração do conhecimento químico dos alunos. Considerando as influências da perspectiva construtivista, o trabalho se desenvolve por referenciais da psicologia sociointeracionista de Vygotsky (1991) e na teoria do discurso de Bakhtin (2011), considerando que o aprendizado se estrutura na mediação entre os objetos simbólicos da realidade e os signos abstratos do conhecimento pela atividade discursiva do professor. Sendo a linguagem o principal instrumento de mediação utilizado na prática docente no exercício da fala, estabelecendo um discurso escolar, os tipos de interação provenientes das cadeias enunciativas permitem investigar a construção de um discurso comum e o desenvolvimento cognitivo que implica no aprendizado. Foram analisadas as interações discursivas, assim como a responsividade e natureza das perguntas que compõe o discurso escolar em quatro episódios decorrentes da atividade docente exercida pelo professor-pesquisador em duas turmas de 1º ano do Novo Ensino Médio de um colégio estadual situado no Norte do Paraná. Para análise, foram utilizadas as ferramentas analíticas de Mortimer e Scott (2002, 2003) e as categorias de perguntas em aulas investigativas de Ciências de Machado e Sasseron (2012). Ao final da análise foram identificados os padrões discursivos que predominam em sala de aula, caracterizados como: interativo/de autoridade nos trechos transcritos e não interativo/ de autoridade, na explicação direta do professor após interações, além do desenvolvimento de ZDP’s proporcionadas pela prática interativa e questões que buscam a investigação. Os resultados evidenciam esquemas e intencionalidades que perpetuam a elaboração do conhecimento no sentido único da vertente científica, as interações são realizadas como uma forma de propagação unidirecional, o conhecimento químico se elabora pela abstração direta dos enunciados do professor. Demais abordagens também foram observadas, como a interativa/ dialógica, presente em esquemas que descentralizam o conhecimento exclusivamente do ponto de vista científico, permitindo a inserção de elementos da realidade dos alunos. As elaborações de ZDP’s foram observadas para situações de auxílio exercido pelo professor na utilização de representações e esquemas conceituais baseados em fenômenos presentes no conhecimento dos alunos. Os tipos de pergunta utilizadas pelo professor para promover interações mostram um direcionamento ao caráter de autoridade, pela seleção e abordagem das variáveis. Assim, entende-se que a aprendizagem se concretiza na utilização de diferentes abordagens comunicativas que permitem, não só a perpetuação de um conhecimento específico, mas também, a associação com esquemas da realidade, entretanto, o que se encontra nos episódios analisados é a perpetuação de um modelo tradicional caracterizado pela abordagem de autoridade
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Difusão de poluentes inorgânicos potencialmente tóxicos em matrizes ambientais
(2023-12-15) Silva, Angelita Aparecida Ribeiro da; Yabe, Maria Josefa Santos; Bisinoti, Márcia Cristina; Vendrame, Pedro Rodolfo Siqueira; Carvalho, Gizilene Maria de; Angilelli, Karina Benassi
A difusão de poluentes inorgânicos potencialmente tóxicos foi avaliada em bentonita e solos. O estudo foi dividido em duas partes. Na primeira parte foram determinados os coeficientes de difusão aparente e efetivo do selenito [Se(IV)] e selenato [Se(VI)) em uma bentonita brasileira, utilizando o método de fonte planar e a segunda lei de Fick. A determinação dos valores do potencial redox (EH), dos coeficientes de distribuição e a especiação de Se(IV) e Se(VI) em bentonita, por extração sequencial com análise por Espectrometria de Absorção Atômica acoplada a gerador de hidretos, contribuíram para a compreensão dos fenômenos ocorridos durante a difusão. Os coeficientes de difusão aparente foram da ordem de 10-11 m2 s-1 para Se(VI) e 10-12 m2 s-1 para Se(IV). Um aumento no (EH) da suspensão de bentonita+Se(IV), de 448 para 511 mV, pode estar associado à oxidação do selenito em um processo de interconversão das espécies. A interconversão pode mobilizar o selênio, uma vez que espécies reduzidas podem ser oxidadas tornando-se mais móveis e aumentando a contaminação ambiental, limitando as aplicações de bentonita como barreiras geológicas. A segunda parte trata da difusão de crômio, cobre e arsênio (CCA), proveniente de madeiras tratadas, pinus e eucaliptos, em dois tipos de solo, um de textura argilosa e um de textura média. Os coeficientes de difusão de Cr(VI), Cu(II) e As(V) nos solos foram determinados utilizando o método de fonte planar. Um experimento paralelo, realizado em vasos plásticos, simulou uma situação real de contaminação de solos por CCA proveniente das madeiras. Os coeficientes de difusão estiveram na ordem de 10-12 m2 s-1. Observou-se que uma sorção competitiva entre as espécies Cr(III) e Cu(II) pode favorecer a difusão do Cu(II). As características do solo de textura argilosa (pH 6,10 e EH 531 mV) e de textura média (pH 4,55 e EH 593 mV) sugerem interconversão entre as espécies Cr(III/VI). O transporte e a dinâmica dos contaminantes foram mais acentuados no solo de textura argilosa. Os resultados evidenciaram o potencial poluidor das madeiras tratadas com CCA. Os resultados nos permitem alertar os órgãos ambientais sobre a contaminação ambiental causada pela difusão de íons potencialmente tóxicos em solos a partir de madeiras tratadas com CCA