Repositório Institucional da UEL - RIUEL

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Submissões Recentes

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Elaboração do guia de anuros do município de Londrina
(2025-12-09) Domingues, Amanda Guedes da Silva; Almeida, Fernanda Simões de; Jerep, Fernando; Orsi, Mário Luís; Tavares, Tatiana Motta
O envolvimento da população na ciência é crucial para a conservação das espécies, visto que o conhecimento é um dos primeiros passos para que possa ocorrer essa preservação. Os anfíbios anuros, apesar de conhecidos, carregam visões negativistas advindas de informações incorretas, passadas de geração a geração. Além disso, o habitat dessas espécies vem sofrendo constante degradação por ações antrópicas, com especial destaque para a Mata Atlântica. Diante dessas informações, o presente trabalho buscou elaborar e produzir um guia de anuros da cidade de Londrina, a fim de fornecer informações corretas sobre as espécies e conscientizar a população de Londrina e região sobre a conservação dos anuros. O guia, e as fotografias nele utilizadas, foram produzidos pelos membros do LEPIB/LEACEN (Laboratório de Ecologia de Peixes e Invasões Biológicas/Laboratório de Ecologia Aquática e Conservação de Espécies Nativas) da Universidade Estadual de Londrina. As espécies encontradas são diversas, o que evidencia ainda mais a necessidade de conservação. É esperado que o guia, além de auxiliar na identificação das espécies, também cumpra um papel importante no incentivo à preservação da biodiversidade de Londrina e região, apresentando as informações de forma intuitiva e acessível.
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Morfologia e anatomia foliar comparada de Moquiniastrum polymorphum (Less.) G. Sancho (Asteraceae) em Cerrado e Mata Atlântica
(2025-12-08) Rocha, Maria Luísa Mansano; Vanzela, André Luis Laforga; Vanzela, André Luis Laforga; Nascimento, Marcela Blagitz Ferraz do; Medri, Cristiano; Nascimento, Marcela Blagitz Ferraz do
Tipos vegetacionais do Cerrado e Mata Atlântica diferem em relação às condições ambientais. No cerradão, predominam espécies decíduas e semidecíduas, com uma variação da luminosidade ao longo do ano, enquanto a floresta ombrófila conta com uma vegetação mais densa, resultando num ambiente sombreado. Adicionalmente, no cerradão há uma maior sazonalidade pluviométrica, com período de seca marcante, enquanto na floresta ombrófila a distribuição de chuvas é relativamente constante durante o ano. Além disso, os solos do Cerrado são considerados oligotróficos. Mesmo com essas diferenças, Moquiniastrum polymorphum (Less.) G. Sancho (Asteraceae) está presente em ambos locais. Para melhor entender sua capacidade de se desenvolver em diferentes ambientes, foram realizados estudos comparativos entre indivíduos do cerradão e da floresta ombrófila, analisando variáveis morfológicas e anatômicas foliares. Não houve variações significativas na morfologia e na anatomia foliar qualitativa entre os ambientes. Foi observado um maior investimento de estruturas escleromórficas nos pecíolos de indivíduos do cerradão, característica típica de plantas oriundas de solos oligotróficos. A epiderme adaxial das folhas foi mais espessa em indivíduos do cerradão, atributo adaptativo para ambientes com uma maior irradiância, pois auxilia na dissipação de luz e calor. Não foram encontradas diferenças estruturais relacionadas a variações de condições hídricas, sendo as variações edáficas e de irradiância as que mais impactaram os tecidos foliares. Com o entendimento da dinâmica de resposta dessa espécie a diferentes condições ambientais, é possível destacar seu potencial para iniciativas de restauração ambiental e aprofundar a compreensão de suas possíveis respostas às iminentes mudanças climáticas.
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Aves de Rapina em paisagens fragmentadas de Floresta Estacional Semidecidual do Paraná
(2025-12-09) Cestaro, Natasha Oliveira de; Anjos, Luiz dos; Shibatta, Oscar Akio; Magnoni, Ana Paula Vidotto; Rosa, Gabriel Lima Medina
Meu estudo analisou a riqueza e a composição de aves de rapina em fragmentos de Floresta Estacional Semidecidual no Paraná, relacionando esses padrões com variáveis de estrutura da paisagem e do habitat. Foram avaliados 20 fragmentos por pontos de escuta, com 11 espécies registradas, e 18 fragmentos por gravadores autônomos, com 21 espécies registradas; as vocalizações foram identificadas com softwares especializados e bancos de dados de referência. As espécies foram classificadas quanto à sua especialização alimentar, e a relação entre presença de aves e variáveis de paisagem (cobertura florestal e isolamento) foi avaliada por correlações de Spearman em diferentes escalas. Entre as espécies, uma foi totalmente especialista, 12 especialistas, 5 generalistas e 6 totalmente generalistas. A cobertura florestal apresentou correlação positiva com a riqueza de espécies, enquanto o isolamento afetou negativamente principalmente os Strigiformes. Espécies generalistas mostraram maior tolerância a áreas fragmentadas e capacidade de explorar bordas e habitats antropizados. Os resultados indicam que a quantidade e qualidade da vegetação nativa, associadas à conectividade entre fragmentos, são determinantes para a manutenção das comunidades de aves de rapina, sendo consistentes entre as metodologias utilizadas. Esses achados reforçam a necessidade de estratégias de conservação que priorizem a integridade, proximidade e preservação dos remanescentes florestais, fornecendo subsídios para o manejo de predadores de topo em paisagens fragmentadas e contribuindo para a preservação da biodiversidade da Mata Atlântica paranaense.