02 - Mestrado - Educação

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    As práticas pedagógicas e a brincadeira de papéis sociais: reflexões na perspectiva Histórico-Cultural
    (2026-03-06) Pereira, Ana Luiza Gonçalves; Magalhães, Cassiana; Silva, Greice Ferreira da; Lima, Elieuza Aparecida de
    A presente pesquisa, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Londrina, compõe o conjunto de estudos realizados pelo Grupo de Pesquisa Travessias Luso-Brasileiras na Educação da Infância. Ancorada nos pressupostos da Teoria Histórico-Cultural, tem como objeto as práticas pedagógicas na Educação Infantil. A partir das reflexões acerca desse objeto, delineamos como problema central a questão: “As ações de planejamento e desenvolvimento de práticas pedagógicas podem contribuir (ou não) para a realização da brincadeira de papéis sociais no contexto da Educação Infantil?”. Para responder tal questão, o objetivo geral foi investigar como as ações de planejamento e desenvolvimento de práticas pedagógicas com crianças de 4 e 5 anos podem contribuir (ou não) para a realização da brincadeira de papéis sociais. Para tanto, elencamos os objetivos específicos: a) investigar, a partir de pesquisas da área, conhecimentos científicos acumulados a respeito da brincadeira de papéis sociais; b) compreender, à luz da Teoria Histórico-Cultural, aspectos das regularidades do desenvolvimento infantil no período pré-escolar; c) refletir acerca das práticas pedagógicas e suas implicações para o desenvolvimento da brincadeira de papéis sócias. Os dados foram gerados em um Centro Municipal de Educação Infantil da cidade de Londrina, no Paraná, e compreendeu quatro etapas de procedimentos: aplicação de questionários, realização de entrevistas semiestruturadas, observações das práticas pedagógicas e análises dos dados. Participaram da pesquisa duas professoras da Educação Infantil e suas respectivas turmas de crianças de 4 a 5 anos de idade. Para a inspeção dos dados, foram elaboradas duas categorias de análise: 1) níveis da brincadeira de papéis sociais; e 2) intencionalidade e participação da professora na prática pedagógica. Ao retomar o problema central da pesquisa, conclui-se que o planejamento e a organização intencional da prática pedagógica pela professora, orientados pela atividade-guia do período, criam possibilidades concretas para a vivência da brincadeira de papéis sociais na Educação Infantil. Isso implica considerar, de forma articulada, o tempo, o espaço e os materiais disponibilizados às crianças. Além disso, ao ampliar e promover as relações das crianças com a cultura, a professora cria condições para o desenvolvimento da situação imaginária. Desse modo, o papel ativo e autoral da professora, em diálogo com o papel igualmente ativo das crianças, possibilitam o desenvolvimento da brincadeira de papéis sociais. Por fim, espera-se contribuir para a consolidação de práticas pedagógicas humanizadoras, que respeitem as crianças em suas especificidades e assegurem às professoras condições objetivas — institucionais, formativas e materiais — que lhes permitam planejar, organizar e sustentar, de modo intencional, práticas comprometidas com a valorização e o respeito à infância
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    O ensino para crianças na primeira infância: contribuições de Galperin por meio da teoria da formação das ações mentais por etapas
    (2026-02-09) Cabrioti, Mariana Amalia da Costa; Barros, Marta Silene Ferreira; Rodrigues, Divania Luiza; Leite, Sandra Regina Mantovani
    A Educação Infantil constitui base essencial para o desenvolvimento integral da criança, articulando dimensões cognitivas, sociais e emocionais, e a qualidade do ensino nessa etapa é decisiva para favorecer a apropriação cultural. A Teoria Histórico-Cultural, de Vigotski, Leontiev, Luria e demais colaboradores, permite compreender a aprendizagem como processo social e culturalmente mediado, enquanto a Teoria da Formação das Ações Mentais por Etapas, de Piotr Yakovlevich Galperin, descreve como a atividade externa pode ser gradualmente transformada em ação mental internalizada. A presente pesquisa faz parte da linha de pesquisa “Docência: saberes e práticas”, núcleo “Ação docente” do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Londrina – UEL e tem como finalidade desvendar o seguinte problema de pesquisa: de que forma a Teoria Histórico-Cultural e a proposta pedagógica e metodológica de Galperin sobre a formação das ações mentais por etapas podem contribuir para a aprendizagem e o desenvolvimento na Educação Infantil? O objetivo geral é compreender os conceitos da Teoria Histórico-Cultural e o pensamento metodológico de Galperin para a organização do ensino na primeira infância. Os objetivos específicos são: analisar os princípios fundamentais da Teoria Histórico-Cultural e sua aplicação na Educação Infantil; conhecer a vida e obra de Galperin, bem como a Teoria da Formação das Ações Mentais por Etapas e seu impacto no desenvolvimento cognitivo das crianças; e identificar formas de utilização do método pedagógico baseado nessa teoria e sua aplicabilidade na organização do ensino para a faixa etária de 0 a 3 anos. Metodologicamente, o estudo é de natureza qualitativa e far-se-á por meio de pesquisa bibliográfica e pesquisa-ação, fundamentadas nos pressupostos crítico-dialéticos, visando compreender e intervir de forma crítica e participativa na prática pedagógica. Os instrumentos de coleta de dados foram: aplicação de questionário (inicial), observação participante, realização de um projeto de intervenção e por fim, a aplicação de um questionário (final). Os resultados evidenciam que a apropriação de referenciais como os de Vigotski e Galperin contribui para que os professores compreendam a importância da mediação intencional e da organização sistemática do ensino para as crianças pequenas. Conclui-se que a teoria da formação das ações mentais por etapas constitui um recurso potente para a Educação Infantil, ao oferecer subsídios para práticas pedagógicas que superam o espontaneísmo e se orientam pela intencionalidade, sistematicidade e promoção do desenvolvimento humano. A pesquisa contribui em três dimensões: científica, ao difundir uma teoria pouco estudada no Brasil, sobretudo na Educação Infantil; social, ao oferecer subsídios para a qualidade da prática educativa; e formativa, ao aproximar professores de referenciais teóricos capazes de orientar práticas transformadoras na primeira infância
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    O livro didático na educação infantil: tensões e desafios na prática docente
    (2026-01-27) Secorum, Letícia Bassetto; Jesus, Adriana Regina de; Franco, Sandra Aparecida Pires; França, Fabiane Freire
    A presente pesquisa vincula-se ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Londrina, na linha de pesquisa Docência: Saberes e Práticas, e ao Grupo de Estudos e Pesquisa Currículo, Formação e Trabalho Docente (CNPq). A Educação Infantil foi escolhida como eixo central da pesquisa por sua relevância na formação integral da criança, contemplando as dimensões físicas, cognitivas, sociais e emocionais. Justifica-se a pesquisa diante da recorrente busca por práticas de antecipação da alfabetização em detrimento da valorização da infância como etapa singular de descobertas, brincadeiras, vivências e interações, aliada à desvalorização. Sob a perspectiva da Teoria Histórico-Cultural, compreende-se que a linguagem é fator primordial do desenvolvimento humano, e que a ação pedagógica deve promover experiências significativas que possibilitem o avanço das funções psíquicas superiores. Diante desse contexto, o problema de pesquisa consistiu em investigar: Quais são as implicações da utilização do livro didático no contexto das políticas curriculares e do trabalho docente na Educação Infantil? Isso posto, a investigação teve como objetivo geral compreender o processo de escolha e analisar o material do livro Porta Aberta – Pré-Escola, Volume I (FTD, 2020), destinado a turmas de P4 dos Centros Municipais de Educação Infantil e das Escolas Municipais de Ensino Fundamental dos Anos Iniciais em Londrina, devido a obra ser a mais presente na rede de ensino do município. Com os objetivos específicos pretende-se: a) Identificar os critérios de seleção do livro a fim de desvelar suas implicações no contexto das políticas curriculares e no trabalho docente; b) Analisar se o material contribui para processo de aprendizagem e desenvolvimento de acordo com a periodização infantil; c) Compreender a participação dos professores no processo de escolha e a utilização do recurso didático, a fim de perceber suas implicações na práxis pedagógica. O foco da pesquisa demarca-se sobre o exemplar destinado a crianças de 4 anos de idade, e matriculada na Educação Infantil, em específico na turma do P4 que abrange crianças com idade pré-escolar com 4 anos até o dia 31 de março do respectivo ano. Sendo a primeira turma da etapa obrigatória de ensino da Educação Básica Nacional, ofertado no município de Londrina nos Centros Municipais de Educação Infantil e nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental dos Anos Iniciais de Londrina. A pesquisa qualitativa baseada na análise dos dados, fundamentou-se no Materialismo Histórico-Dialético, adotando a categoria de totalidade como princípio de análise dos documentos oficiais, do conteúdo do livro e das respostas dos docentes ao questionário aplicado. A Teoria Histórico-Cultural orientou a compreensão do desenvolvimento infantil e das práticas pedagógicas. Os resultados evidenciaram que a maioria dos professores que utilizou o livro, não participou da escolha e demonstrou criticidade, selecionando e adaptando atividades. Constatou-se que o material apresenta caráter mecanicista, com propostas distantes da periodização do desenvolvimento infantil, textos longos e a presença de imagens estereotipadas, aproximando os conteúdos mais para o Ensino Fundamental do que da Educação Infantil. As análises, revelaram que as políticas educacionais frequentemente se sobrepõem à prática docente, restringindo experiências significativas e reduzindo a autonomia do professor. Conclui-se que o livro didático, embora legitimado por políticas públicas, apresenta limitações para o trabalho com crianças de 4 anos, contrastando com a concepção pedagógica fundamentada na Teoria Histórico-Cultural. A pesquisa reafirma a necessidade de fortalecer a formação docente crítica e continuada, capaz de ressignificar os materiais didáticos e promover práticas alinhadas aos direitos de aprendizagem da BNCC: conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. Como limites, destaca-se a concentração no município de Londrina e a participação de um número restrito de docentes, o que não permite generalizações. O estudo contribui para ampliar o debate sobre a presença do livro didático na Educação Infantil e indica a importância de políticas educacionais que respeitem a especificidade da infância, assegurem condições adequadas de ensino e primem pela valorização docente efetiva
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    Brincadeiras de papéis sociais na educação infantil: contribuições dos livros de imagens
    (2025-12-11) Freitas, Tamires Justino; Franco, Sandra Aparecida Pires; Girotto, Cyntia Graziela Guizelim Simões; Pizarro, Mariana Vaitiekunas
    Esta pesquisa integra o Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Londrina (PPEdu/UEL), vinculando-se à Linha 2 de Pesquisa em Docência: Saberes e Práticas do Núcleo de Ação Docente e teve como objetivo analisar a contribuição das brincadeiras de papéis sociais na Educação Infantil, considerando os livros de imagens como recurso capaz de ampliar a imaginação e a criação de enredos de crianças de três anos da Educação Infantil na Rede Municipal de Londrina. Para alcançar tal objetivo, delinearam-se três objetivos específicos, sendo eles: Compreender o contexto da Educação Infantil no Brasil e o papel da leitura literária na formação humana; Investigar as contribuições das brincadeiras de papéis sociais para a formação da personalidade, considerando a relação com a socialização, a imaginação e a construção de significados; Analisar obras de leitura literária imagética, examinando sua influência nas brincadeiras de papéis sociais e como essa interação pode enriquecer as experiências infantis e ampliar as formas de expressão. Teve como problemática: Os livros de imagens, quando utilizados de forma intencional, influenciam as brincadeiras de papéis sociais de crianças de três anos na Rede Municipal de Londrina? Para responder essa questão adotou-se a pesquisa experimental com delineamento de levantamento, com tratamento qualitativos de dados e de abordagem crítico-dialético. Os resultados demonstraram que a leitura de livros de imagens contribui significativamente para as brincadeiras de papéis sociais
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    A formação continuada dos professores da rede municipal de ensino de Londrina voltada para a educação especial: um olhar sobre a perspectiva da educação inclusiva
    (2026-02-27) Alves, Juliana Aparecida; Fonseca, Ricardo Lopes; Burioli, Simone; Torres, Eloiza Cristiane
    Esta dissertação está vinculada à linha de pesquisa 3, “Aprendizagem e Desenvolvimento Humano em contextos escolares”, no núcleo 2, “Educação Especial”, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Londrina. A inclusão de estudantes público-alvo da Educação Especial na educação regular tem se apresentado como um tema constante na educação brasileira, assim como a formação continuada dos professores na área. Considerando a importância dessa formação e suas contribuições para a atuação dos professores em uma perspectiva inclusiva, esta pesquisa teve o objetivo de investigar as características da formação continuada na área de Educação Especial ofertada pela Secretaria Municipal de Educação de Londrina aos professores da rede municipal de ensino, à luz da Teoria Histórico-Cultural. Desse modo, a pesquisa se propôs a aproximar-se da concepção desse processo formativo por meio da entrevista com três gestoras do setor de formação continuada, na área de Educação Especial, além da análise dos documentos norteadores desse processo e as informações sobre o quantitativo de professores com pós-graduação lato sensu na área. Para tanto, o estudo utilizou três formas distintas para coleta de dados, sendo eles, a entrevista semiestruturada, a revisão sistemática dos documentos norteadores da formação continuada e, por meio de dados oficiais fornecidos por uma das entrevistadas. A análise dos dados foi realizada por meio da técnica de Análise de Conteúdo e originou cinco categorias de análise: “Descrição das profissionais responsáveis pela organização da formação continuada”, “Caracterização da formação continuada”, “Temáticas exploradas durante a formação continuada”, “Documentos municipais norteadores da formação continuada” e “Professores com formação específica na área de Educação Especial". A partir da interpretação de cada categoria encontrou-se como resultados que a formação continuada dos professores, na área de Educação Especial, se encontra centralizada na Gerência de Educação Especial, com foco nos professores vinculados a ela, enquanto para os demais professores a formação ocorre mediante solicitações pontuais das gerências de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos, sem periodicidade, carga horária e formato dos cursos estabelecidos, bem como verificou-se a ausência de políticas públicas municipais que especifiquem e garantam esse processo. Com relação ao quantitativo de professores que possuem pós-graduação lato sensu na área de Educação Especial, identificou-se que esse percentual foi inferior a 50% do total de professores no momento da pesquisa. Em suma, sugere-se que o processo formativo abranja todos os professores e demais profissionais da educação em prol da inclusão, assim como a articulação de ações que pleiteiem políticas públicas que o sistematizem e assegurem
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    Educação antirracista e gestão escolar: concepções de diretores à luz da epistemologia genética
    (2026-01-16) Ramos, Sabrina Lima; Oliveira, Francismara Neves de; Reis, Leandro Augusto dos; Mano, Amanda de Mattos Pereira
    A presente dissertação, vinculada à Linha: Aprendizagem e Desenvolvimento Humanos em Contextos Escolares, do Programa de Pós- Graduação em Educação da UEL – PPEDU, teve como objetivo investigar as concepções atribuídas por diretores de escola ao racismo estrutural no contexto escolar, bem como identificar práticas administrativas e pedagógicas por eles desenvolvidas, ou propostas, para o enfrentamento do racismo em suas escolas. A pesquisa esteve ancorada nos pressupostos da Epistemologia Genética de Jean Piaget, pautando-se, principalmente, pelos conceitos de respeito mútuo e desenvolvimento sociomoral, compreendendo o racismo como fenômeno social historicamente estruturado. O estudo adotou uma abordagem qualitativa inspirado nos pressupostos do Método Clínico Crítico, em coleta de dados pautada em entrevista, da qual participaram 12 diretores de escolas da rede pública de um município do interior paulista. A análise de dados procedeu-se pela elaboração de eixos de análise que emergiram da leitura das respostas dos participantes na qual se identificou correspondências temáticas sobre como os gestores entendem e respondem às situações de racismo que ocorrem no cotidiano escolar. Os resultados revelaram variações e fragilidades na identificação do racismo como fenômeno estrutural. No que diz respeito às práticas adotadas pelos diretores predominam medidas pontuais ou reativas. Além disso, identificou-se como lacuna nos processos da gestão que, embora os gestores reconheçam a importância do tema e o relacionem à gestão democrática, suas práticas administrativas e pedagógicas revelam-se pontuais, no sentido de que atuam para resolver problemas já manifestos no contexto escolar. Não há projetos integradores e coletivos conduzidos a partir da gestão para que a escola se mobilize para formar pessoas antirracistas, uma comunidade que está concentrada em produzir respeito mútuo em suas relações, o que caracteriza prevenção, identidade de grupo, pertencimento e de fato propositura de educação antirracista. Conclui-se que é necessário avançar na propositura da formação de diretores escolares, no sentido de fortalecer práticas pedagógicas e institucionais que estejam alinhadas ao respeito à diversidade e ao combate efetivo às desigualdades raciais na escola. Por vezes os municípios fazem investimentos na formação continuada de professores, o que é fundamental, mas deixam de incluir diretores escolares nos processos formativos tais como na temática da educação antirracista. Considera-se imprescindível que sejam convocados a pensar a temática uma vez que são eles quem viabilizam ou não projetos coletivos envolvendo toda a comunidade escolar
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    Escola Municipal Mábio Gonçalves Palhano (1970-2020): um olhar por meio dos arquivos em 50 anos de história
    (2025-11-28) Gomes, Natália Camacho; Burioli, Simone; Fonseca, Ricardo Lopes; Morgado, Suzana Pinguello
    A presente pesquisa, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Londrina, foi realizada pautando-se no seguinte problema: “Qual é a história possível de ser contada a partir dos arquivos da Escola Municipal Mábio Gonçalves Palhano?”. Objetivou-se, dessa forma, organizar e analisar os arquivos da Escola Municipal Mábio Gonçalves Palhano, situada em Londrina, no Paraná. O recorte temporal do trabalho inicia em 1970, ano de nascimento da escola, até 2020, completando 50 anos desta instituição. Para isso, é essencial, em um primeiro momento, discorrer teoricamente sobre o desenvolvimento do Estado do Paraná e do município de Londrina, considerando autores que estudam sobre a temática, como Tomazi (1989), Faria (2010), Candoti (2013) e Leme (2013). Em segundo, faz-se necessário compreender a importância da conservação e da memória dos documentos resguardados nas instituições, utilizando-se autores como Furtado (2011), Mogarro (2018), Tessitore (2003) e Barletta (2005). É essencial discorrer acerca dos arquivos encontrados referentes à Escola Municipal Mábio Gonçalves Palhano, tanto na escola em questão quanto em outros locais, como no Projeto MEL (Museu Escolar de Londrina), situado na Universidade Estadual de Londrina. Para a terceira seção, por sua vez, torna-se indispensável analisar os documentos resguardados no Projeto MEL, onde, além de documentos administrativos, existem também registros que se referem à história da escola estudada. Para a realização da pesquisa em questão, a metodologia utilizada consistiu na pesquisa bibliográfica e análise documental, a partir de uma pesquisa de cunho qualitativo sob a perspectiva da nova história cultural, buscando reforçar a história das instituições escolares do município de Londrina. Como resultado, foram encontradas mais de cem caixas na própria instituição escolar, com documentos de alunos, como certidão de nascimento e histórico escolar, dentre outras caixas com registros administrativos da escola. Também foram localizados, no Projeto MEL, na Universidade Estadual de Londrina, duas caixas com registros de caráter histórico, pedagógico e administrativos. No entanto, devido a grande quantidade de arquivos resguardados, buscou-se analisar os arquivos do Projeto MEL, os quais possibilitam o reconhecimento da história da Escola Municipal Mábio Gonçalves Palhano. Nesse sentido, estudar sobre a história das escolas é fundamental para perpetuar a sua memória, valorizando o processo histórico percorrido no passado, para que, dessa forma, possa se compreender o presente. Nesse sentido, há um movimento que possibilita o enriquecimento da História da Educação do Brasil, especialmente, do município de Londrina
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    O professor reflexivo e a educação democrática
    (2020-02-20) Guarnieiri, Damarli; Muraro, Darcísio Natal; Nascimento, Edna Maria Magalhães do; Henning, Leoni Maria Padilha
    Na convivência diária no ambiente escolar observamos que a democracia é um desejo comum a todos os professores. Percebemos que esse desejo está fortemente presente no discurso muito mais do que na ação, o que nos leva a indagar sobre as possíveis causas desse dualismo. Encontramos na filosofia de John Dewey uma base conceitual importante para pensar a relação entre democracia e educação. Esse autor é mundialmente reconhecido como um defensor da democracia entendida como um modo digno de vida humana. Considerando a possibilidade de pensar os problemas atuais de nossa democracia e da nossa educação à luz desta fonte teórica, definimos a seguinte pergunta como problema de pesquisa: como se relaciona a concepção de pensamento reflexivo com a prática docente numa educação em e para a democracia na perspectiva de John Dewey? Determinamos como nosso objetivo geral, pesquisar o conceito de pensamento reflexivo na filosofia de Dewey para compreender como a condução, pelo docente, da experiência de aprendizagem pode formar hábitos de vida democrática. Para alcançar esse objetivo utilizamos como metodologia a pesquisa bibliográfica, que nos levou ao estudo dos conceitos de pensamento reflexivo, experiência e democracia à luz da filosofia da educação deweyana. A metodologia pretende ser um estudo na área de filosofia da educação, na busca de pensar a atividade pedagógica intencionalizada no âmbito escolar. A proposta é pensar a escola como um ambiente da vida social, como um espaço para o exercício do pensamento reflexivo e da democracia, integrando igualmente alunos oriundos de diversos contextos sociais. Por meio da experiência pensada e proporcionada pelo professor, o estudante interage com o meio, reflete sobre suas ações e constrói seu conhecimento. Consideramos que uma das grandes dificuldades que enfrentamos no campo educacional neste contexto é a emergência de grupos conservadores que se opõem a reflexividade crítica na educação como é o caso da proposta denominada “Escola sem Partido”. Pensar reflexivamente se apresenta como uma tarefa urgente da qual os professores e a escola não podem se eximir. Ante aos acontecimentos que assolam nosso país, em mais um momento histórico de enfraquecimento das estruturas democráticas sentimos a necessidade de fortalecer os estudos sobre democracia por meio da prática de questionamento, reflexão e diálogo, exigências da própria democracia
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    A imprensa feminina do século XIX no Brasil: a representação da mulher na revista A Palavra (1889-1898)
    (2025-09-19) Silva, Maria Heloisa Scheel da; Burioli, Simone; Oliveira, Sandra Regina Ferreira de; Lima, Michelle Castro
    Esta dissertação faz parte de pesquisas da Linha 1 - Perspectivas Filosóficas, Históricas, Políticas e Culturais da Educação, do Núcleo de História, Cultura, Escola e Ensino - do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Londrina. O problema da pesquisa envolve a questão sobre como os discursos veiculados na revista A Palavra: revista litteraria dedicada à instrucção e recreio da mulher, representavam os ideais sobre ser mulher na sociedade oitocentista brasileira. Desse modo, o objetivo geral é analisar como as mulheres eram representadas nos discursos da revista, a fim de compreender o papel social feminino naquele período. A pesquisa, de cunho qualitativo, consta de um estudo documental e bibliográfico sob a perspectiva da Nova História Cultural. A fim de obter uma análise histórica de A Palavra, periódico do fim do século XIX, tem-se como parte da fundamentação teórica autores(as) como Chartier (1990), Duarte (2017), Priore (2020) e Barreto (2024). Com a análise, foi possível perceber que a revista da imprensa feminina, prescrevia, bem como descrevia um padrão social de feminilidade marcado por valores morais, religiosos e patriarcais, que reforçaram o papel da mulher no ambiente privado, em casa, cuidando de sua família. Os resultados confirmam que a imprensa feminina do final do século XIX foi um espaço de tensão, mas também de possibilidades entre manter uma tradição seguindo as estruturas de poder e a abrir brechas para a participação da mulher no espaço público. Analisar um periódico como A Palavra é conhecer e entender discursos limitados de direitos femininos, que ao mesmo tempo mostram possibilidades de inserção da mulher na vida pública. Portanto, espera-se que esta pesquisa seja uma base e incentivo para novas investigações sobre variadas representações de sujeitos históricos sob a ótica da imprensa brasileira
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    Resolução de conflitos entre pares na educação básica: o que pensam os licenciandos de educação física?
    (2025-03-28) França, Bianca Emanuele Ilkiu; Oliveira, Francismara Neves de; Reis, Leandro Augusto dos; Mano, Amanda de Mattos Pereira; Saladini, Ana Cláudia
    A pesquisa apresentada neste relatório é fruto do mestrado em Educação no PPEDU-UEL, vinculada à linha 3, “Aprendizagem e Desenvolvimento em Contextos escolares”. Guiou-se pela abordagem teórica da Epistemologia Genética, em especial quanto ao desenvolvimento sociomoral discutido por Jean Piaget (1896-1980) e pesquisadores contemporâneos que embasaram seus estudos na teoria construtivista ou piagetiana. Definiu-se como estudo de caso qualitativo e objetivou analisar as concepções que licenciandos de Educação Física de 2º e 4º anos de um curso de graduação público no sul do país apresentam sobre a resolução de conflitos nas aulas de Educação Física, na Educação Básica. E como objetivos específicos: 1) analisar a discussão sobre conflitos entre pares na escola nos programas e ementas das disciplinas que compõem a matriz curricular do curso de Educação Física da instituição pública em que os licenciandos estão matriculados; 2) investigar na BNCC (Brasil, 2017) indicadores que se relacionem à resolução de conflitos nos diferentes níveis da Educação Básica; 3) comparar as significações dos licenciandos em Educação Física dos 2º e 4º anos no que se refere à resolução dos conflitos que se manifestam nas aulas de Educação Física na Educação Básica. A pesquisa foi realizada em uma instituição de Ensino Superior pública, localizada no norte do Paraná. Participaram 20 estudantes, sendo 10 do 2º ano e 10 do 4º ano. As entrevistas ocorreram individualmente, via google meet, com duração entre 15 e 25 minutos. Os dados foram analisados e cotejados com a literatura e depreendeu-se as seguintes reflexões: 1) O PPP do curso de Educação Física analisado não tem o desenvolvimento sociomoral como eixo norteador das discussões na formação dos estudantes sendo que a temática aparece como conteúdo de duas disciplinas apenas; 2) A BNCC, como documento oficial que norteia o ensino de Educação Física na Educação Básica é lacunar e embora cite o desenvolvimento moral, não solidifica as bases de seu trabalho no ambiente escolar; 3) As concepções dos participantes do estudo revelaram que reconhecem que na Educação Básica a temática dos conflitos entre pares é frequente e que não se sentem preparados para atuar na sua resolução em sua atuação profissional e 4) Os participantes indicaram que vivenciam em sua formação postura autoritária na resolução de conflitos que surgem entre eles, inclusive entre estudantes do bacharelado e da licenciatura, revelando ambiente competitivo e pouco construtivo. A literatura consultada tanto da área de Educação Física (Motricidade Humana) como das pesquisas sobre educação sociomoral indicam a necessidade de ambiente dialógico, aprendizagem que integre os diferentes âmbitos constitutivos da pessoa em desenvolvimento e práticas construtivas e de cooperação em lugar da competição e do autoritarismo, o que indica caminhos formativos diferentes dos revelados como predominantes nas concepções dos participantes e nos documentos analisados neste estudo.
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    Atividade Objetal-Manipulatória: um olhar para as práticas pedagógicas com crianças pequenas
    (2025-04-16) Borges, Débora Fontana; Magalhães, Cassiana; Peroza, Marilúcia Antônia de Resende; Oliveira, Francismara Neves de
    A presente pesquisa teve como objeto de estudo a Atividade Objetal-Manipulatória, considerada atividade-guia do período da Primeira Infância à luz da Teoria Histórico- Cultural (THC). Para tanto, foi estabelecido como questionamento: como a compreensão da Atividade Objetal-Manipulatória pode orientar a prática pedagógica com crianças entre 2 e 3 anos? A pesquisa delineou como objetivo geral: analisar como a prática pedagógica, organizada a partir da Atividade Objetal-Manipulatória, pode contribuir para o processo de aprendizagem e desenvolvimento das crianças pequenas. E os objetivos específicos foram: a) Caracterizar o período da Primeira Infância na perspectiva da Teoria Histórico-Cultural; b) Discutir quais as condições necessárias para o desenvolvimento da Atividade Objetal-Manipulatória com crianças entre 2 e 3 anos; c) Desvelar implicações pedagógicas para o trabalho com as crianças pequenas. A metodologia foi realizada primeiramente por meio de um levantamento bibliográfico, seguida por estudo acerca do desenvolvimento infantil fundamentado na Teoria Histórico-Cultural e, ainda, uma pesquisa-intervenção com crianças entre 2 e 3 anos de idade matriculadas em um Centro Municipal de Educação Infantil, localizado em município do norte do Paraná. Foram realizadas dez sessões com propostas pedagógicas organizadas a partir da atividade-guia do período da Primeira Infância. As propostas aconteceram duas vezes por semana, com duração de aproximadamente uma hora cada, entre os meses de abril e maio de 2024. Os dados foram registrados no diário de campo da pesquisadora e, ainda, por meio de fotografias, posteriormente transformados em episódios e analisados à luz da Teoria Histórico-Cultural. Os resultados confirmaram o que a teoria indica: é possível promover a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças pequenas por meio das práticas pedagógicas organizadas intencionalmente. Os dados revelaram que a organização do espaço e a ação intencional do adulto/pesquisador contribuíram para a ampliação da linguagem das crianças, o reconhecimento da função social de diferentes objetos e, ainda, corroboraram o desenvolvimento da percepção e da atenção, tão importantes nesse período da vida. Espera-se com a pesquisa subsidiar as práticas pedagógicas dos professores com as crianças pequenas.
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    Boas Práticas com Tecnologias Digitais na Disciplina de Química no Ensino Médio à Luz da Teoria da Cognição Distribuída
    (2025-02-21) Gonçalves, Amanda Presente; Moraes, Dirce Aparecida Foletto de; Mello, Diene Eire de; Suart Junior, José Bento
    Esta dissertação está vinculada à linha de pesquisa 2, “Docência: Saberes e Práticas”, no núcleo 2, “Ações Docentes”, do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPEdu) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), estando sua discussão atrelada ao grupo de estudos “Didática, Aprendizagem e Tecnologia” (DidaTic). As tecnologias digitais estão cada vez mais inseridas em vários setores da sociedade contemporânea, incluindo a educação escolar. Mas diante de tantas práticas vivenciadas no contexto educativo com os dispositivos digitais, fica difícil identificar aquelas consideradas boas práticas, capazes de possibilitar experiências de aprendizagem. Nessa direção, a pesquisa tem por objetivo investigar experiências consideradas como boas práticas com as tecnologias digitais, à luz da Teoria da Cognição Distribuída, na disciplina de química no ensino médio. A pesquisa é de abordagem qualitativa, na modalidade exploratória e explicativa, e foi realizada por meio de entrevista narrativa com professores que ministram a disciplina de química. Os resultados indicam, mesmo que de forma sutil, boas práticas de ensino com o uso de ferramentas digitais nas práticas dos entrevistados, na medida em que suas experiências apresentaram indícios de autoria, interatividade, parceria intelectual e colaboração. Os dados demonstram que os participantes têm familiaridade com os dispositivos digitais, a partir de experiências advindas da formação inicial, fator que contribui para indícios de boas práticas, mesmo diante das dificuldades referentes ao uso efetivo de ferramentas digitais na disciplina de química relacionadas às exigências impostas pelo governo do estado do Paraná. A pesquisa revela, ainda, que os professores entrevistados conhecem as especificidades de seus alunos e também da sociedade que os envolve, portanto, entendem que o uso de tecnologias pode favorecer boas práticas com as tecnologias digitais e um aprendizado significativo na disciplina de química.
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    QUE OS LIVROS NOS LIBERTEM DAS CORRENTES QUE NOS PRENDEM: Um estudo sobre práticas de leitura antirracistas desenvolvidas na Educação Infantil.
    (2025-02-10) Silva, Luana Maria Floriano de Souza; Fonseca, Ricardo Lopes; Franco, Sandra Aparecida Pires; Lima, Angela Maria de Sousa
    A presente pesquisa está vinculada ao Núcleo 1 – Formação de professores, Linha 2, pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Londrina, aprovada pelo Comitê de Ética no primeiro semestre de 2023. A escrita foi organizada em seis seções, sendo Introdução, duas seções de fundamentação teórica com suas subseções, a seção relacionada ao método e suas subseções e a conclusão. A metodologia explana a respeito do surgimento das primeiras leis educacionais, sobre o reconhecimento dos Centros Municipais de Educação Infantil enquanto instituição social e seu importante papel de responsabilidade na luta contra as desigualdades sociais, e consequentemente contra as formas de racismo que não se limita apenas ao morfológico, mas também ao sistêmico, cultural e estrutural. Com base nesta situação, elenca-se o seguinte problema: Como as práticas de leitura literária desenvolvidas pelos professores da Educação Infantil, têm mediado a abordagem de questões raciais, a fim de contribuir para a formação de uma consciência antirracista nas crianças? O intuito desta pesquisadora foi investigar segundo as percepções dos professores, se por meio de práticas de leitura literária em sala de aula, questões raciais têm sido abordadas com as crianças da Educação Infantil. Para tanto, entrevistas semiestruturadas foram conduzidas com professoras do Colégio de Aplicação da Universidade Estadual de Londrina - UEL e em dois Centros Municipais de Educação Infantil no Município de Pinhalão, a fim de coletar dados a respeito do trabalho que tem sido desenvolvido em relação às práticas de leitura literárias antirracista durante as aulas. Os dados coletados revelam que 53,3% das professoras entrevistadas realizam práticas de leitura literária no mínimo uma vez por semana, mas em relação a abordagem antirracista, demonstram pouco conhecimento, mencionando em sua maioria apenas a obra "Menina bonita do laço de fita" de Ana Maria Machado, que de acordo com relatos obtidos é utilizada apenas na semana da Consciência Negra, apesar de não ser adequada para abordagens antirracistas. As professoras também relataram escassez de obras literárias e materiais pedagógicos, que valorize a cultura afro-brasileira no acervo bibliográfico da instituição em que atuam, limitando suas práticas pedagógicas. Em suma, a análise das entrevistas sugere, que a formação inicial das professoras entrevistadas em sua maioria, carece de uma abordagem crítica sobre questões raciais, resultando em uma educação empobrecida em termos culturais e históricos. Destarte, esta pesquisa propõe que as instituições de Educação Infantil enriqueçam seus acervos bibliográficos, que docentes se capacitem e adotem práticas pedagógicas pautadas na Teoria Decolonial, a fim de desconstruir padrões discriminatórios e promover uma educação inclusiva e antirracista
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    Significações de docentes e gestores de uma escola cívico-militar norte-paranaense sobre clima escolar e respeito: um estudo na perspectiva da epistemologia genética
    (2025-03-14) Aleixo, Ana Carolina Mexia; Oliveira, Francismara Neves de; Silva, Sônia Bessa da Costa Nicacio; Lopes, Ricardo
    Desde o ano de 2019, o estado do Paraná aderiu à proposta do então governo federal transformando escolas públicas em cívico-militares por meio do PECIM (Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares). Tal contexto de recente implementação requer estudos científicos uma vez que o referido modelo altera a dinâmica do funcionamento escolar. Na perspectiva da Epistemologia Genética, a relação entre clima escolar e o valor sociomoral do respeito foi possível e considerada relevante para a análise de um contexto escolar cívico-militar. Anteriormente ao estudo apresentado neste relatório de pesquisa, mais precisamente no ano de 2022, realizou-se uma pesquisa em uma unidade escolar cívico-militar norte paranaense, na qual foi analisada a percepção de clima escolar para 50 estudantes participantes daquele estudo. Os resultados indicaram um predomínio da moral heterônoma, evidenciada pela obediência à autoridade, respeito unilateral e clima escolar autoritário, para 89% dos participantes. Partindo das conclusões da referida epsqusia anterior, a proposta atual também fundamentada na Epistemologia Genética de Jean Piaget, especialmente acerca de valores sociomorais, teve como problema de pesquisa: “Com base na epistemologia genética, quais as percepções de gestores e docentes da educação básica de uma escola estadual cívico-militar de um município norte paranaense sobre o clima escolar e como significam o respeito nas relações interpessoais nesse contexto?” Objetivou analisar o clima escolar em uma escola cívico-militar no norte do Paraná, com base nas percepções de docentes e gestores e suas significações acerca da noção de respeito fundamentando-se na perspectiva da epistemologia genética. Para a coleta de dados, utilizou-se a "Escala de Avaliação do Clima Escolar" (Moro, 2020), estruturada em formato Likert de quatro pontos, desenvolvida pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (GEPEM), aplicada a 14 docentes e 6 gestores. Além da escala, foram gerados dados através de entrevista semiestruturada, elaboradas especificamente para esta pesquisa, com base nos subitens da escala e visando capturar a noção de respeito manifesta. Entre os participantes da primeira fase da pesquisa (escala), 12 aceitaram participar da entrevista, sendo 5 gestores, 1 monitor militar e 6 docentes. O estudo adotou uma abordagem exploratória e descritiva, combinando análises quantitativas e qualitativas. A análise quantitativa foi realizada a partir da avaliação dos dados coletados por meio da escala, utilizando técnicas estatísticas descritivas como média, desvio padrão e inferencial com a correlação de Sperman. Paralelamente, a análise qualitativa debruçou-se sobre as respostas dos participantes na entrevista, com o objetivo de identificar e categorizar as significações em relação ao respeito e ao clima escolar. O estudo diferencia percepções e significações para analisar os dados obtidos. As percepções referem-se às respostas dos participantes na escala, enquanto as significações correspondem às respostas abertas que expressam o pensamento dos sujeitos e sua fala livre sobre o tema. Os resultados proporcionaram indicadores sobre a produção do clima escolar no contexto investigado e promoveram reflexões sobre a mediação pedagógica que deve favorecer um ambiente cooperativo, autônomo e respeitoso nas relações interpessoais.
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    Leitura literária e sua interface com a teoria da atividade e políticas curriculares: reflexões e proposições na formação leitora da criança nos anos iniciais do ensino fundamental
    (2025-05-09) Miranda, Mônica Trindade; Jesus, Adriana Regina de; Franco, Sandra Aparecida Pires; Valiengo, Amanda
    A presente pesquisa está vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Londrina, área de concentração Educação Escolar, especificamente na linha de pesquisa intitulada Docência: Saberes e Práticas, Núcleo I: Formação de professores, que congrega estudos em educação com o intuito de produzir conhecimentos sobre a docência, visando uma educação comprometida com as necessidades do contexto escolar nos diversos níveis e modalidades de ensino. O estudo está vinculado também ao Grupo de Estudos e Pesquisa cadastrado no CNPq: Currículo, Formação e Trabalho Docente. O problema de pesquisa desta investigação consiste em perceber como a leitura literária é apresentada no contexto do currículo escolar, bem como, identificar como a Teoria da Atividade, pode auxiliar na formação do sujeito leitor, voltada às práticas de leitura literária nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental por meio de uma intervenção pedagógica? Isso posto, o objetivo geral deste estudo tem como foco compreender a importância da leitura literária na formação de crianças do terceiro ano dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental a fim de verificar como a Teoria da Atividade pode ser balizadora de práticas de leitura literária em contexto escolar. No que tange aos objetivos específicos pretende-se: a) Analisar como a leitura está presente na organização escolar e nas políticas curriculares, a fim de identificar suas implicações no processo de ensino e aprendizagem; b) Identificar como a leitura literária é trabalhada, tendo como premissa a formação da criança leitora, em uma sala de aula do terceiro ano dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental de uma escola pública localizada na zona norte da cidade de Londrina e c) Discutir a Teoria da Atividade a fim de apresentar seu arcabouço teórico e implementá-la a partir das práticas de leitura literária nos Anos Inicias do Ensino Fundamental. A metodologia utilizada tem como pressuposto o Materialismo Histórico Dialético, a Teoria Histórico-Cultural e a Teoria da Atividade. Para tanto, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, documental e de campo. Ao término da pesquisa constatou-se que a leitura literária é minimamente citada nas políticas curriculares e nos documentos oficiais, de forma aligeirada e utilitarista. Identificamos também, que a Teoria da Atividade pode contribuir para o desenvolvimento da criança no que tange as práticas de leitura literária, fundamentadas pela Estrutura Geral da Atividade, bem como, para a formação humana do sujeito leitor.
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    Professores indígenas de geografia: limites e potencialidades acerca de suas formações acadêmicas e o desenvolvimento de uma geografia intercultural.
    (2024-08-02) Sabino, Jaqueline de Paula; Fonseca, Ricardo Lopes; Kaseker, Mônica Panis; El Kadri, Michele Salles; Amaral, Wagner Roberto do
    A presente pesquisa tem por finalidade ouvir profissionais indígenas acerca de suas formações acadêmicas nos cursos de Geografia pelas universidades estaduais do Paraná, suas compreensões no que tange às possibilidades e os limites no desenvolvimento de um ensino de Geografia intercultural que possa tornar a escola indígena um espaço de apropriação dos conhecimentos científicos e ancestrais. Este trabalho se orienta pela emergência de professores indígenas egressos dos cursos de Geografia os quais passam a atuar nas escolas indígenas, ofício até então realizado por professores não indígenas no Brasil. Por coerência, a autoria desta dissertação é de uma pesquisadora Kaingang professora de Geografia, o que possibilitou um olhar mais sintonizado com as realidades e sentidos de uma geografia intercultural que dialoga com as realidades dos territórios indígenas. A pesquisa foi realizada por meio da revisão bibliográfica, de levantamento documental e de pesquisa de campo através de entrevistas. Estimo que as discussões aqui levantadas possam colaborar teoricamente tornando-se um referencial para novas pesquisas que envolvam esta temática.
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    Africanidades e identidade cultural na escola: noções sociais de crianças em contexto de oficinas interculturais – konstruson di mi pabia di nos.
    (2025-03-13) Tavares, Yacine Henriques; Reis, Leandro Augusto dos; Souza, Ângela Maria de; Oliveira, Francismara Neves de
    Esta pesquisa teve como objetivo analisar a noção social de africanidades, por meio de noções sociais de crianças da educação infantil e do ensino fundamental. Optou-se por uma abordagem qualitativa, descritivo-interpretativa, com base na Epistemologia Genética de Jean Piaget (1896-1980) para entender os processos de construção do conhecimento social, orientada pelos princípios da Educação Intercultural, às perguntas que nortearam o nosso estudo foram: como as crianças da educação infantil e do ensino fundamental significam africanidades por meio de elementos geradores? 2) Quais relações de identidade cultural são identificadas nas significações das crianças? A coleta de dados ocorreu em um colégio estadual em Londrina, com alunos de 4 a 5 anos na educação infantil e de 9 a 11 anos no ensino fundamental. Utilizaram-se rodas de conversa, denominadas djumbai, baseadas nos princípios do método clínico crítico piagetiano. Jogos e canções da cultura africana foram selecionados como elementos geradores de significações em oficinas interculturais. Com este estudo, espera-se aprofundar o entendimento sobre o conhecimento social relacionado à cultura africana no contexto escolar, contribuindo para outros estudos e para o ensino da história e das culturas africanas nas escolas. O contato com outras culturas promove interações ricas, possibilitando a compreensão além de concepções estereotipadas. Portanto, é essencial criar oportunidades de ensino-aprendizagem que valorizem as interações culturais em diversos contextos, permitindo que os indivíduos desenvolvam uma compreensão mais complexa de si mesmos e do mundo, promovendo respeito e convivência com a diversidade.
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    Auto eficácia De Estudantes De Pedagogia Para Ensinar Matemática E Percepções Das Fontes
    (2025-02-27) Morais, Caroline de; Bzuneck, José Aloyseo; Ramos, Maely Ferreira Holanda; Alliprandini, Paula Mariza Zedu
    Pesquisas têm mostrado que as crenças de autoeficácia na formação inicial de professores têm influência na aprendizagem e no ensino em relação à matemática, ressaltando que aqueles que desenvolveram sólidas crenças de autoeficácia tendem a lidar melhor com desafios no ensino. Nesta perspectiva da Teoria Social Cognitiva, dois objetivos interligados nortearam a presente pesquisa. O primeiro foi investigar em que medida estudantes de Pedagogia já terão desenvolvido a autoeficácia necessária para ensinar matemática, no futuro, nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Como segundo objetivo, buscou-se identificar as percepções dos estudantes que já passaram pelo estágio quanto à influência das fontes quer alimentam essa crença. Trata-se de estudo exploratório, que envolveu 513 estudantes de Pedagogia de duas instituições públicas de Ensino Superior, com 464 (90,6%) do sexo feminino e 47 (9,2%) do sexo masculino. A idade dos participantes variou de 17 a 21 anos (faixa 1) até um grupo de 42 anos ou mais (faixa 5). Inicialmente, os coordenadores das duas instituições foram informados sobre a pesquisa por e-mail e, na sequência, deram a permissão para a execução do estudo. Para a presente pesquisa, dois questionários em escala tipo Likert foram aplicados. O primeiro, construído para esta pesquisa, com 15 itens, destinava-se a medir as crenças de autoeficácia para ensinar matemática no seu futuro como professores, com respostas a serem marcadas numa escala de 0 a 6. Aos estudantes que já haviam passado pelo estágio (n = 97) foi aplicada uma segunda escala com oito itens, elaborada para avaliar as percepções das quatro fontes de autoeficácia preconizadas por Bandura. Um novo item foi adicionado para avaliar a percepção dos conhecimentos adquiridos no curso. Os dois conjuntos de escalas foram intitulados Questionário de Autoeficácia e suas fontes para acadêmicos de Pedagogia (Bzuneck; Morais, 2024). As análises estatísticas trouxeram os seguintes resultados. A média geral da Autoeficácia para ensinar Matemática entre os 513 participantes foi acima do ponto médio (4,43 DP = 0,81), com distribuição assimétrica à esquerda. Comparando os períodos, os alunos do noturno apresentaram média significativamente maior (M = 4,51) do que os do matutino (M = 4,35), conforme o Teste t de Student (t = 2,29, p = 0,02). Ao comparar 97 estudantes que realizaram estágio (de 1 a 10 aulas) com uma amostra similar daqueles que ainda não haviam estagiado, verificou-se que o primeiro grupo apresentou uma média significativamente mais baixa em autoeficácia (M = 4,24) em relação ao segundo (M = 4,53). Analisando os 97 estudantes que deram aula no estágio, as médias das quatro fontes de Autoeficácia variaram, com destaque para experiência de domínio (M = 4,18) e conhecimentos adquiridos no curso (M = 4,31). Correlações de Spearman indicaram que todas as quatro fontes estavam significativamente associadas à autoeficácia. Entretanto, a percepção dos conhecimentos no curso apresentou correlação negativa. Por fim, comparando os alunos que deram apenas de 1 a 2 aulas no estágio com aqueles que ministraram de 4 a 10 aulas, verificou-se que o segundo grupo obteve escores significativamente mais altos em experiência de domínio, experiência vicária e ansiedade. Esse resultado sugere que, à medida que os estudantes avançam no estágio, sua percepção sobre as próprias capacidades se torna mais realista em sentido positivo. O estágio supervisionado impacta inicialmente de forma negativa a autoeficácia para ensinar Matemática, uma vez que os estudantes apresentaram médias significativamente menores do que aqueles que ainda não iniciaram a prática (t = 2,63, p = 0,005). Isso sugere que a experiência real de ensino leva a uma autoavaliação mais crítica das próprias capacidades. No entanto, estudantes que ministraram mais aulas no estágio (4-10) tiveram escores mais altos em experiência de domínio e de persuasão social, além de ansiedade. Por um lado, os dados indicam que uma prática mais estendida pode fortalecer a autoeficácia, pela influência de ao menos duas fontes. Por outro, a percepção de ansiedade em relação ao ensino de matemática sugere que essa emoção tem certo impacto negativo à confiança docente em suas capacidades para esse ensino. Foram apontadas limitações na condução do estudo. Os resultados foram discutidos à luz da Teoria social cognitiva e foram comparados com os de estudos anteriores, especialmente com os nacionais. Por último, nas considerações finais, foram apresentadas diretrizes para professores do curso, em vista do desenvolvimento da autoeficácia dos estudantes para o ensino de matemática nos anos iniciais do ensino fundamental.
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    A influência da Lei 10.639/2003 na formação de professores: um estudo nas universidades estaduais do Paraná (2003 - 2023)
    (2025-02-14) Santos, Gabriela Paula; Burioli, Simone; Cainelli, Marlene Rosa; Lima, Ângela Maria de Sousa
    A presente pesquisa analisa a formação de professores nos cursos de Pedagogia das universidades estaduais do Paraná (UEL, UEM, UEPG) com foco na implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, estabelecidas pela Lei 10.639/2003. Justifica-se pela necessidade de avaliar como essas diretrizes estão sendo incorporadas nos currículos dos cursos de Pedagogia e seu impacto na formação de professores e gestores educacionais. A metodologia adotada consiste na análise documental dos Projetos Políticos de Curso e dos currículos atuais das instituições investigadas. Os principais resultados evidenciam uma implementação parcial das diretrizes: embora haja avanços, persistem desafios, como a integração efetiva dos conteúdos étnico-raciais e a formação continuada de professores. A pergunta central da pesquisa é: "Como os cursos de Pedagogia das universidades estaduais do Paraná estão integrando as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na formação de professores e gestores?". O objetivo maior da pesquisa é analisar como esses cursos têm formado professores e gestores visando a implementação dos dispositivos presentes na Resolução CNE/CP 001/2004, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena no currículo escolar. A pesquisa busca identificar traços perceptíveis nos currículos e avaliar como as questões étnico-raciais estão sendo abordadas nos cursos de Pedagogia, promovendo um ambiente educacional que seja verdadeiramente inclusivo, antirracista e representativo da história e cultura afro-brasileira e africana.
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    O podcast como instrumento didático pedagógico na formação do pequeno leitor à luz da teoria da atividade
    (2025-03-07) Retkva, Simone Steffan; Jesus, Adriana Regina de; Franco, Sandra Aparecida Pires; Girotto, Cyntia Graziella Guizelim Simões
    A presente pesquisa integra a linha de pesquisa “Docência: Saberes e Práticas”, núcleo Formação de professores, do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A investigação está vinculada ao Grupo de Estudo e Pesquisa cadastrado no CNPq: Currículo, Formação e Trabalho Docente. Assim como ao Projeto “Leitura e práticas pedagógicas na Escola da Infância em tempos de pandemia: ação docente para o ensino e a aprendizagem on-line e presencial”. O problema da investigação consiste em saber “Se por meio de uma intervenção didático pedagógica à luz da Teoria da Atividade, é possível trabalhar a leitura literária, utilizando o podcast, tendo em vista contribuir com a formação do pequeno leitor”. Logo, justifica-se este estudo, por entender que a dificuldade da aprendizagem se acentuou após a pandemia do Covid-2019, nessa perspectiva, é necessário combater essa defasagem e encontrar abordagens que possam contribuir com a formação de sujeitos leitores. Isso posto, o estudo tem como objetivo geral compreender o podcast como instrumento didático pedagógico, a fim de identificar suas implicações na formação de leitores, tendo como parâmetro alunos do 5º ano dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, de uma escola pública localizada em Londrina. Como objetivos específicos, pretendeu-se: a) refletir sobre o contexto da leitura, do ato de ler e da formação do leitor no processo educativo para a formação do pequeno leitor no Ensino Fundamental I; b) conhecer a Teoria da Atividade de Leontiev para contribuição de atividades organizadas em prol da formação leitora; c) analisar o podcast como potencial instrumento didático pedagógico no trabalho com a leitura com alunos do 5º ano dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental; d) identificar, por meio da prática didático-pedagógica, a atuação do podcast como audiobooks, para a formação de leitores no 5º ano do Ensino Fundamental I e e) avaliar os possíveis resultados, da prática didático-pedagógica, na formação leitora, dos alunos do 5º ano dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Para tal, a pesquisa consistiu uma abordagem qualitativa e foi pautada no método do Materialismo Histórico-Dialético. A metodologia utilizada teve como base a pesquisa bibliográfica, documental e de campo, tendo como categoria dialética: conteúdo e forma. A base teórica no qual a pesquisa se fundamentou foi a Teoria Histórico-Cultural desenvolvida por Vygotsky e na Teoria da Atividade de Leontiev na qual analisou a psique humana a partir dos pressupostos do Materialismo Histórico e Dialético de Karl Marx e Friedrich Engels. Os resultados apontam que o podcast atuou como Motivo Estímulo o qual propiciou o interesse real dos alunos para a realização da atividade e a compreensão da leitura ocorreu de forma dinâmica e coletiva produzindo assim atribuição de sentidos e significado e inferências explícitas e implícitas; qualidades pertinentes para a formação do leitor. Logo, a Teoria da Atividade de Leontiev, por meio das estruturas que a compõem, contribui nas atividades organizadas em prol da formação leitora. Desse modo, conclui-se que as novas experiências literárias por meio do podcast, um recurso alternativo, criativo e motivador, contribui potencialmente nas estratégias que estimulem a leitura.