01 - Doutorado - Ciência Animal

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    Avaliação da eficácia de uma vacina de DNA (ROP18+SAG1) contra Toxoplasma gondii em suínos
    (2025-02-28) Candeias, Ana Paula Molinari; Garcia, João Luis; Zangirolamo, Amanda Fonseca; Watanabe, Michelle Igarashi; Fernandes, Nelson Luis Mello; Cardim, Sérgio Tosi; Barros, Luiz Daniel de
    O objetivo do presente estudo foi avaliar a resposta imune humoral e a proteção contra a formação de cistos teciduais de Toxoplasma gondii em suínos imunizados, pelas vias intradérmica (ID) e intramuscular (IM), com uma vacina de DNA (ROP18 e SAG1). Suínos (n=14) foram divididos em quatro grupos (G), animais que compõem o G1 (n=4) receberam por via ID e os do G2 (n=3) por via IM: 300µg da vacina (150µg ROP18+pcDNA3.1 e 150µg SAG1+pcDNA3.1); animais do G3 (n=4) receberam por via IM pcDNA 3.1 (300µg); por fim, animais do G4 (n=3) receberam apenas solução salina (0,9%) por via IM. Todos os grupos receberam levamisole 2,0% (v/v) como adjuvante. As imunizações foram realizadas nos dias (D) 0, 14, 35 e 56. O desafio foi realizado no dia 70 com oocistos esporulados da cepa ME49 (~4x103) de T. gondii. Os animais foram examinados clinicamente todos os dias e amostras de sangue foram coletadas até o momento do abate (D0, D14, D35 e D56, D70, D84 e D100). A resposta humoral foi avaliada por meio da RIFI (IgG) e do ELISA (IgM e IgG). Tecidos dos suínos (cérebro, coração, diafragma, masseter, língua, pulmão e retina) foram coletados no abate para a realização de bioensaio em camundongos, PCR e qPCR. Manifestações clínicas foram observadas a partir do quarto DPD (prostração, apatia, anorexia e hipertermia). Os suínos apresentaram resultado positivo na RIFI somente após o desafio (D84 e D100). Diferenças estatísticas nos níveis de IgM e IgG entre os grupos foram avaliadas pelo teste de ANOVA two way (p = 0,05). No bioensaio, Qui-quadrado foi usado para mostrar diferença significativa em relação ao número de cistos teciduais detectado entre os grupos (p = 0,05). ELISA-IgM e ELISA-IgG apresentaram diferenças significativas entre os grupos nos dias 70, 84 e 100. G1 e G2 permaneceram com níveis mais elevados de IgM até o fim do experimento. Diferença significativa de IgG antes do desafio foi notada somente entre G2 vs G3 (P < 0.005). Em relação ao bioensaio, PCR e qPCR, um suíno do G1 apresentou resultados negativos em todas as análises. Os animais do G1 (50%), G2 (67%) e G3 (83%) foram positivos no bioensaio em camundongos (detecção de cistos por microscopia). Os valores estimados da Fração de Prevenção (FP) contra a formação de cistos teciduais foram de 40% (G1 vs G3) e 20% (G2 vs G3). Não houve diferença significativa entre G1 vs G2 (p=0,34), G1 vs G3 (p=0,22) e G2 vs G3 (p=0,37). Apesar disso, foi observada eficácia na redução do número de cistos teciduais nos grupos vacinados. Conclui-se que manutenção dos níveis de IgM nos animais imunizados sugere a ocorrência de imunidade duradoura. Os animais vacinados pela via IM apresentaram melhor resposta imune humoral com diferença significativa de IgG antes do desafio. No entanto, os animais vacinados pela via ID apresentaram melhores resultados no bioensaio com FP de 40% em relação à formação de cistos teciduais.
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    Métodos ômicos empregados no estudo do ciclo ovariano de fêmeas bovinas
    (2025-06-30) Oliveira, Fernanda Amarante Mendes de; Seneda, Marcelo Marcondes; Chiaratti, Marcos Roberto; Peixer, Maurício Antonio Silva; Zangirolamo, Amanda Fonseca; Cavalieri, Fabio Luiz BimMétodos ômicos empregados no estudo do ciclo ovariano de fêmeas bovinas; Sterza, Fabiana de Andrade Melo
    Resumo: O ponto crítico do manejo reprodutivo bem-sucedido é a fecundação de um oócito competente e o subsequente desenvolvimento embrionário. Em fêmeas bovinas temos que a competência oocitária é essencialmente dependente do status folicular, com influência dos padrões de crescimentos folicular, bem como do estágio do ciclo estral. Neste contexto, com o objetivo de agregar dados das ciências ômicas e ampliar os conhecimentos sobre as características moleculares do oócito, foram realizados três estudos. No artigo 1 uma revisão sistemática teve por objetivo sintetizar as evidências científicas de estudos com métodos ômicos em pesquisas sobre a aquisição da competência oocitária durante o ciclo estral em bovinos. A revisão seguiu as diretrizes PRISMA e utilizou três bases de dados: Scopus, Web of Science e PubMed. Os materiais de estudo foram o fluido folicular, células do cumulus e da granulosa, e oócitos. A transcriptômica predominou como método ômico mais utilizado. E o principal tema abordado foi a janela ovulatória (período entre o pico de LH e a ovulação). Os resultados enfatizaram a importância das interações da matriz extracelular, das vias de sinalização hormonal, e do metabolismo dos nucleotídeos, com destaque aos genes INHBA, TNFAIP6 e TRIB2, na regulação da maturação oocitária. No artigo 2, o objetivo foi investigar o perfil lipídico de oócitos de fêmeas bovinas em diferentes fases do ciclo ovariano. Foram utilizados pares de ovários provenientes de matadouros. A classificação do ciclo foi baseada no período do ciclo estral, na avaliação do corpo lúteo, no desenvolvimento folicular e na presença de divergência folicular (= 6 mm). O ciclo ovariano foi dividido em quatro fases (Phase 1 a 4), cada uma representando um grupo experimental. Foram coletadas amostras de oócitos (grau I e II) dos diferentes grupos experimentais. A composição lipídica dos oócitos foi analisada por meio de MRM profiling, e utilizadas as quantidades relativas da intensidade dos íons detectados para comparação entre os grupos. Foram identificados 664 lipídios, destes 59.9% foram significativos. Em geral, foi possível observar uma redução nas quantidades relativas de lipídios na Fase 4 (P < 0.05), em comparação as demais fases. Apenas as subclasses de esfingomielina apresentaram aumento significativo na Fase 4 e na análise de PCA as fases 1, 2 e 3 apresentaram perfis lipídicos semelhantes, sem uma estratificação clara dos clusters. No Artigo 3, o objetivo foi investigar alterações na expressão gênica de oócitos bovinos em diferentes fases do ciclo ovariano, por meio de análise transcriptômica e identificação de vias metabólicas enriquecidas. O delineamento experimental seguiu a metodologia do Artigo 2, com quatro grupos experimentais. O sequenciamento de RNA (RNA-Seq) foi realizado em 12 amostras (3 réplicas/grupo e 10 oócitos/réplica). A análise identificou 2.129 genes diferencialmente expressos, com destaque para o contraste P4 vs. P1, que revelou 934 genes exclusivos e enriquecimento em vias de repressão transcricional, remodelação epigenética e regulação do ciclo celular. A via Polycomb Repressive Complex apresentou regulação negativa significativa em três contrastes. Os achados ressaltam a importância da regulação epigenética na dinâmica transcricional e no desenvolvimento oocitário ao longo do ciclo ovariano.
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    Otimização reprodutiva de bagres neotropicais sul-americanos
    (2025-02-26) Leite, Natalia Gonçalves; Barrero, Nelson Mauricio Lopera; Streit Júnior, Danilo Pedro; Grandis, Fernando Augusto; Inoue, Luis Antonio Kioshi Aoki; Bumbieris Júnior, Valter Harry; Povh, Jayme Aparecido
    Os peixes continentais neotropicais representam um terço das espécies de água doce do mundo e possuem grande potencial para a aquicultura na América do Sul. No entanto, a falta de dados sobre sua biologia reprodutiva limita a reprodução em cativeiro na aquicultura. Diante da crescente demanda por peixes, compreender os aspectos reprodutivos dessas espécies é essencial para aprimorar a produção de juvenis e garantir a sustentabilidade do setor. Este estudo, composto por dois artigos, avaliou a indução da reprodução sucessiva em Pseudoplatystoma reticulatum e a morfologia e morfometria espermática de quatro espécies nativas: P. reticulatum, Pseudoplatystoma corruscans, Phractocephalus hemioliopterus e Hemisorubim platyrhynchos. No primeiro artigo, foi analisada a indução hormonal sucessiva em Pseudoplatystoma reticulatum com intervalos médios de 65 dias. Das 19 fêmeas induzidas, 12 desovaram na primeira indução, e 7 foram submetidas à segunda indução, todas com sucesso reprodutivo. A fecundidade foi maior na segunda desova (922.940 oócitos) em comparação à primeira (550.517 oócitos). As análises morfológicas confirmaram a liberação sucessiva de oócitos, demonstrando que a indução sucessiva é uma estratégia viável para otimizar a produção de alevinos sem comprometer a qualidade reprodutiva. No segundo artigo, foram caracterizados os parâmetros morfológicos e morfométricos dos espermatozoides das quatro espécies nativas por meio de microscopia eletrônica de varredura (MEV) e análise morfométrica com o software IMAGEJ. Os espermatozoides apresentaram características típicas de aquasperma primitivo, com variações nas dimensões da cabeça e da peça intermediária. A análise estatística não revelou diferenças significativas entre as espécies. Os resultados deste estudo contribuem para o avanço da aquicultura de peixes nativos, oferecendo estratégias para otimizar a produção de juvenis, melhorar a qualidade genética das populações e promover práticas reprodutivas mais eficientes
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    Impacto da doença renal crônica e da inflamação sistêmica sobre o metabolismo do ferro e alterações hemogasométricas em cães
    (2025-05-14) Brandão, Mariza Dinah Manes; Flaiban, Karina Keller Marques da Costa; Almeida, Breno Fernando Martins de; Vieira, Flávia Volpato; Gomes, Lucas Alécio; Giordano, Lucienne Garcia Pretto
    A anemia é uma ocorrência comum na doença renal crônica (DRC) e considerada multifatorial. Entre os fatores que contribuem para o seu desenvolvimento, destaca-se a alteração no metabolismo do ferro. Condições inflamatórias alteram o metabolismo desse íon, induzindo a síntese de hepcidina, resultando em redução da sua disponibilidade sérica e consequente anemia. Além da anemia, a DRC causa outras alterações, como a redução da capacidade de excreção renal acarretando alterações ácido-base. A tese consiste nas alterações no metabolismo do ferro em cães com DRC e leptospirose em um contexto inflamatório. Adicionalmente, investiga-se as alterações na hemogasometria, comparando as abordagens, em cães com DRC. Estes achados foram compilados em três artigos. No primeiro, objetivou-se analisar e comparar as concentrações séricas de hepcidina, interleucina-6 (IL-6), eritropoetina (EPO) e parâmetros do metabolismo do ferro em 41 cães. Dos 17/41 cães eram sadios e 24/41 com DRC, estadiados em IRIS I:12 e IRIS II-IV:12. Realizou-se, hemograma, ureia, creatinina, alanina aminotransferase (ALT), fosfatase alcalina, albumina, proteína totais, dimetilarginina simétrica (SDMA), ferro, capacidade total de ligação do ferro (TIBC), transferrina e índice de saturação de transferrina (IST%), eletrólitos, urinálise e relação proteína:creatinina urinária (UPC). As concentrações de hepcidina EPO, IL-6, ferritina foram mensuradas por método imunoenzimático. Os grupos de cães doentes apresentaram aumento da hepcidina sérica comparados aos saudáveis (p<0,001). Tal aumento precedeu a redução dos níveis séricos de EPO. Cães anêmicos com DRC apresentaram níveis séricos inferiores de ferro (p=0,018), TIBC (p=0,005), transferrina (p=0,004) e EPO (p=0,013) comparados aos não anêmicos com DRC. A hepcidina associou-se negativamente a contagem de hemácias (r=-0,341 p=0,048) e hemoglobina (r=-0,383 p=0,025). Conclui-se que assim como a EPO, a hepcidina também atua na patogenia na anemia da DRC em cães. O segundo artigo teve como objetivo avaliar as concentrações séricas de hepcidina e dos parâmetros do metabolismo do ferro em 13 cães anêmicos, azotêmicos e com diagnostico presuntivo de leptospirose e em 16 cães saudáveis. Realizou-se hemograma, urinálise, mensuração sérica de ureia, creatinina, proteína total, albumina, fósforo, eletrólitos, ferro, TIBC, transferrina e IST%. As concentrações de hepcidina e ferritina mensuradas por método imunoenzimático. Houve aumento significativo nos níveis séricos de ferritina no grupo doente em relação ao grupo controle (p=0,040). A correlação positiva entre a ferritina e a leucocitose por neutrofilia (r=0,389 p=0,045), sugeriu inflamação decorrente da lesão tecidual causada pelo agente. Contudo, não houve diferença significativa nas concentrações séricas de hepcidina entre os grupos avaliados (p=0,509). Os demais parâmetros relacionados ao metabolismo do ferro não apresentaram alterações que justificassem a anemia observada nos cães doentes. O terceiro artigo teve como objetivo caracterizar os desequilíbrios hídrico, eletrolítico e ácido-base além de comparar quantitativamente os desequilíbrios pelas abordagens tradicional e quantitativa da hemogasometria em cães com DRC. Avaliou-se 34 cães com diagnóstico clínico e laboratorial de DRC e azotemia e 10 cães saudáveis. A hipercalemia 76,4% (26/34), hipocloremia em 58,8% (20/34) e hiponatremia (52,9%) (18/34) foram as alterações eletrolíticas mais comuns. A acidose metabólica foi o distúrbio ácido-base mais comum em ambas as abordagens utilizadas. Já a alcalose metabólica foi detectada apenas pela abordagem quantitativa, que, por sua vez, conseguiu identificar um número maior de distúrbios ácido-base no total. Concluiu-se, que o metabolismo do ferro e a hepcidina sérica podem ser análises adicionais no diagnóstico de DRC em cães, assim como na medicina. A anemia em infecções é complexa e multifatorial. Isso pode explicar por que, mesmo com a presença de anemia em cães com leptospirose, nem sempre observamos alterações no metabolismo do ferro. A abordagem quantitativa identifica distúrbios ácidos-base que não seriam detectados pela abordagem tradicional, principalmente em casos complexos
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    Efeitos dos óleos essenciais de alho e alecrim sobre o microbioma ruminal, metaboloma, desempenho produtivo e qualidade de carcaça e carne de ovinos confinados
    (2025-05-16) Cavalheiro Junior, Elias Rodrigues; Calixto, Odimári Pricila Prado; Barrero, Nelson Mauricio Lopera; Daniel, João Luiz Pratti; Pilau, Eduardo Jorge; Prado, Rodolpho Martin do
    Resumo: Este trabalho foi elaborado com o objetivo de avaliar os efeitos da suplementação com óleos essenciais (OEs) de alho e alecrim sobre o desempenho produtivo, características de carcaça, qualidade da carne, metaboloma ruminal e diversidade microbiana do rúmen de cordeiros confinados. O experimento foi conduzido com 35 cordeiros machos, não castrados, cruzados Texel × Dorper × Santa Inês, com peso inicial médio de 26,3 ± 6,2 kg, distribuídos em cinco tratamentos dietéticos: sem aditivo, alho (0,14 e 1,00 mL/L de líquido ruminal) e alecrim (0,40 e 1,00 mL/L de líquido ruminal). As dietas foram formuladas com base em 30% de silagem de milho e 70% de concentrado composto por milho moído e farelo de soja, sendo fornecidas ad libitum por 90 dias. Os dados resultaram em três artigos científicos. O primeiro avaliou o desempenho zootécnico, características de carcaça e qualidade da carne. A dieta com 0,40 mL/L de óleo essencial de alecrim (Alecrim B) proporcionou os maiores ganhos médios diários entre os dias 31–60 (0,233 kg/dia) e 61–90 (0,193 kg/dia), maior consumo de matéria seca, melhor conversão alimentar, maior peso final (45,16 kg) e espessura de gordura subcutânea (4,68 mm), sem alterações nos parâmetros de cor, pH ou oxidação lipídica da carne. Os tratamentos com óleo de alho não apresentaram diferença entre as dosagens. O segundo artigo avaliou a composição da microbiota ruminal por meio do sequenciamento da região V3–V4 do gene 16S rRNA. A menor dosagem de óleo de alecrim (0,40 mL/L) induziu alterações significativas na estrutura microbiana do rúmen, promovendo uma redução na abundância relativa de gêneros associados à produção excessiva de amônia e fermentações menos eficientes, como Prevotella, e favorecendo o crescimento de bactérias celulolíticas e lipolíticas como Ruminococcus e Butyrivibrio. Além disso, observou-se aumento da diversidade em nível de gênero e maior uniformidade entre os indivíduos do grupo Alecrim B, sugerindo uma microbiota mais estável e funcionalmente eficiente para a degradação de fibras e metabolismo energético. O terceiro artigo investigou o metaboloma do líquido ruminal por UHPLC-MS/MS em abordagem não direcionada, utilizando extrações com acetato de etila e éter metil-terc-butílico. Foram detectadas 7.064 entidades químicas e identificados 47 metabólitos. A dieta Alecrim B apresentou um metaboloma distinto, com destaque para compostos como ácido sebácico, aurantiamida e colestenona, sugerindo estímulo de rotas metabólicas associadas à digestão e ao aproveitamento de nutrientes. A integração dos dados zootécnicos, análise genética e metabolômica da microbiota ruminal demonstra que o óleo essencial de alecrim na dosagem de 0,40 mL/L melhora o desempenho produtivo e modula o ambiente ruminal de forma a favorecer processos fermentativos mais eficientes em cordeiros confinados, caracterizando-se como um aditivo funcional promissor para sistemas intensivos de produção
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    Avanços na tilapicultura: seleção genética, práticas de manejo pré-abate, bem-estar animal e qualidade do filé
    (2025-03-25) Terto, Daniela Kaizer; Bridi, Ana Maria; Soares, Adriana Lourenço; Vilas Boas, Laurival Antonio; Grandis, Fernando Augusto; Simonato, Juliana Delatim; Carvalho, Rafael Humberto de
    Objetivou-se investigar a relação entre seleção genética, manejo pré-abate e qualidade do filé de tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus), avaliando a expressão dos genes RyR3 e m-calpaína e os efeitos de diferentes densidades de transporte em condições sazonais, com enfoque no bem-estar animal e na qualidade do filé. No primeiro artigo, foram avaliadas 78 tilápias provenientes do programa de melhoramento genético Tilamax, sendo 40 de alto valor genético e 38 de baixo valor genético para ganho de peso, em um delineamento completamente casualizado. Foram realizadas análises de expressão gênica (RT-qPCR), composição centesimal (umidade, cinzas, lipídios totais e proteína total) e qualidade do filé (cor, pH, perda de líquido por descongelamento e por cocção). A expressão gênica não diferiu entre os grupos para RyR3 (p=0,9260) e m-calpaína (p=0,3808). No entanto, o grupo de alto valor genético apresentou maior teor de cinzas (p=0,012), lipídios totais (p=0,013), além de maior luminosidade (L*) (p<0,001) e croma (p<0,001), indicando efeitos positivos da seleção genética sobre a qualidade do filé. No segundo artigo, foram avaliadas três densidades de transporte (375, 425 e 475 kg/m³) durante verão e inverno, em um delineamento completamente casualizado em esquema fatorial 3x2. Foram analisados biomarcadores de estresse (glicose e lactato), parâmetros bioquímicos (glutationa reduzida, catalase e lipoperoxidação) e atributos qualitativos do filé (pH, capacidade de retenção de água (CRA), cor e textura). O lactato aumentou no inverno sob 375 kg/m³ e no verão sob 475 kg/m³ (p=0,0131). O pH reduziu sob 375 kg/m³ no inverno (p=0,0043). A CRA foi maior no verão sob 375 kg/m³ e menor no inverno sob 425 kg/m³ (p= 0,0112). A coesividade da carne reduziu no verão sob 425 kg/m³ (p=0,0051), enquanto a gomosidade foi menor no inverno (p=0,0056). A resiliência dos filés aumentou sob 475 kg/m³ no inverno (p=0,0017). Conclui-se que ajustes sazonais na densidade de transporte são essenciais para garantir bem-estar animal e qualidade do filé, reforçando a importância de estratégias integradas de seleção genética para otimizar a produtividade e a sustentabilidade na tilapicultura
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    Patógenos de interesse em Saúde Única transmitidos por carrapatos em gambás-de-orelha-branca (Didelphis albiventris) em Alagoas, nordeste do Brasil
    (2024-08-16) Silva, Ana Clécia dos Santos; Garcia, João Luis; Alves, Philippe Vieira; Vieira, Rafael Felipe da Costa; Barros, Luiz Daniel de; Rodrigues, Fernando de Souza
    O conceito de Saúde Única destaca-se pelos seus esforços em enfrentar desafios com uma perspectiva que compreende e conecta vários aspectos entre saúde, zoonoses e meio ambiente, e patógenos transmitidos por carrapatos estão diretamente envolvidos nesse conceito. Ehrlichia sp. e Piroplasmas, ambos com potencial zoonótico, são detectados em várias espécies animais, incluindo Didelphis albiventris. Portanto, este trabalho tem como objetivo estudar a ocorrência de patógenos transmitidos por carrapatos em D. albiventris de Alagoas, nordeste do Brasil, com objetivos específicos de caracterizar molecularmente Ehrlichia sp. e Piroplasmas desses animais. Foram coletadas 30 amostras de sangue de D. albiventris anestesiados com ketamina (10 mg/kg) e xilazina (2 mg/kg) aplicadas via intramuscular. A extração de DNA foi realizada usando um kit comercial. Todas as amostras foram triadas para Ehrlichia sp. e Piroplasmas. Para Ehrlichia sp., a triagem foi realizada pelo gene16S seguido de dsb para sequenciamento por Oxford Nanopore e amostras positivas foram submetidas a uma PCR do gene groEL para sequenciamento por Sanger. Para Piroplasma, foi realizada uma PCR para o gene 18S e sequenciamento por Sanger. Sequências consesus foram geradas para análises filogenéticas pelo sequenciamento de Sanger. Dos 30 animais, 19/30 (63,33%) eram machos e 11/30 (36,66%) fêmeas. 23/30 (76,6%; IC 95%: 59,07 – 88,21%) testaram Anaplasmapaceae-positivo pelo ensaio de PCR do gene 16S, 24/30 (80%; IC 95%: 62,69 - 90,49%) testaram positivo para Ehrlichia pelo gene dsb. Todas as 24 amostras também testaram positivo na PCR do gene groEL e sete amplicons foram sequenciados. Quatro das 30 amostras (13,33%; IC 95%: 5,31 - 29,62%) testaram positivo para Piroplasma pelo ensaio de PCR do gene 18S, e todos os quatro amplicons foram sequenciados. As sequências de 18S de Piroplasma obtidas foram agrupadas em uma politomia com sequências de Piroplasma de marsupiais do Brasil. Até o momento, isso representa a primeira detecção molecular com dados de sequenciamento de Babesia sp. em D. albiventris do nordeste do Brasil, reforçando ainda mais a existência do clado de PiroplasmPiroplasmas "South American Marsupialia". O sequenciamento do gene groEL confirmou que os D. albiventris estavam infectados por uma possível nova espécie de Ehrlichia sp. e todas as sequências estavam em uma politomia, em um clado exclusivo. Estudos futuros devem focar em possíveis carrapatos vetores e se esse novo agente ehrlichial pode causar doença clínica em populações de gambás. Este estudo também fornece o primeiro relato da ocorrência de Babesia sp. em D. albiventris no nordeste do Brasil, e esses dados servem de base para pesquisas futuras para esclarecer melhor a circulação de Piroplasmas não apenas no país e em toda a América do Sul.
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    Piometra em cadelas: avaliação do proteoma urinário, identificação bacteriana e perfil de suscetibilidade antimicrobiana
    (2025-08-28) Silva, Leticia Amanda dos Santos; Martins, Maria Isabel Mello; Souza, Fabiana Ferreira de; Vilas-Boas, Laurival Antônio; Giordano, Lucienne Garcia Pretto; Sant'Anna, Marcos Cezar
    Piometra é a infecção uterina que acomete 20 a 25% das cadelas, geralmente de meia idade a idosas. A infecção, causada por bactérias oportunistas, frequentemente causam alterações renais e sepse. Conhecer os agentes infecciosos envolvidos e as alterações renais decorrentes da infecção, auxiliam no entendimento e no tratamento e da doença. O objetivo deste trabalho foi avaliar a proteômica urinária das cadelas no dia da infecção e após o tratamento, além de identificar as bactérias associadas a infecção uterina juntamente com seu perfil de susceptibilidade antimicrobiana. Para o primeiro artigo, foram colhidas urinas de 27 cadelas diagnosticadas com piometra e separadas em grupos, sendo 18 animais não azotêmicos (NAZO) e nove azotêmicos em T1 (dia do diagnóstico) e após mediana de 206 dias, oito cadelas retornaram e realizaram colheita de urina por cistocentese guiada por ultrassom. As amostras foram preparadas, realizada digestão com tripsina e realizado a espectrometria de massas. Para o segundo artigo, foram avaliados 35 conteúdos uterinos de cadelas submetidas a ovariohisterectomia. Realizada cultura bacteriana e teste de resistência com os antimicrobianos: enrofloxacina, amoxicilina com clavulanato, cefalexina, ceftriaxona, cefovecina, imipenem e metronidazol, além do sequenciamento de genes. No primeiro artigo foram identificadas 286 proteínas nos grupos NAZO e AZO, com 18 proteínas diferencialmente abundantes entre os grupos. Dezesseis proteínas foram encontradas em maior abundância no grupo AZO sendo elas Uncharacterized protein (A0A8I3NC47); Prostaglandin-H2 D-isomerase; Lipocalin/cytosolic fatty-acid binding domain-containing protein; Vesicular integral-membrane protein VIP36; Cathelicidin; Keratin 75; Gelsolin (ADF); Trypsin; Uncharacterized protein (A0A8I3NNP2); Cystatin B; Serpin family A member 3; Uncharacterized protein (A0A8I3MXY6), Ig-like domain-containing protein, Cystatin E/M, Profilin e Ig-like domain-containing protein. As proteínas encontradas com maior abundância no grupo NAZO foram: Lysozyme e Uncharacterized protein (A0A8I3P2M2). Em T1 foram encontradas 34 proteínas diferencialmente abundantes sendo 29 upregulated em T1, sendo: uncharacterized protein (A0A8I3MX03), alpha 1 antitrypsin, alpha-1-acid glycoprotein, antithrombin-III (serpin C1), inter-alpha-trypsin inhibitor heavy chain 4, complement factor B, alpha-2-HS-glycoprotein (fetuin-a), clusterin, angiotensinogen (serpin A8), C4A anaphylatoxin, ig-like domain-containing protein, uncharacterized protein (a0a8i3nc47), heparan sulfate proteoglycan 2, cystatin E/M, cadherin-1 (epithelial cadherin), gelsolin (adf/actin-depolymerizing factor), uncharacterized protein (a0a8i3mxy6), plasma retinol-binding protein, beta-2-microglobulin, lysozyme, prostaglandin-H2 D-isomerase, NPC intracellular cholesterol transporter 2, cea cell adhesion molecule 1, ig-like domain-containing protein, vesicular integral-membrane protein (vip36), cystatin B, vitamin D-binding protein (gc-globulin) (group-specific component), lipocalin/cytosolic fatty-acid binding domain-containing protein e ig-like domain-containing protein. As proteínas identificadas em abundância no grupo t2 foram: keratin, type II cytoskeletal 1, cd44 antigen, lymphatic vessel endothelial hyaluronan receptor 1, pepsin a e uromodulin. No segundo artigo os resultados obtidos foram: 4/35 (11,4%) culturas negativas e 31/35 (88,6%) com crescimento bacteriano. Segundo as características morfológicas, tintoriais e degradação da lactose, a identificação sugestiva das colônias isoladas foi de 22/31 (70,9%) amostras cocobacilos Gram-negativos, lactose-positivos, dessas 20 foram identificadas como E. coli., e duas como Klebsiella spp. Das 3/31 (9,6%) Gram-negativas lactose-negativas, uma como Pseudomonas spp. e duas sem identificação. Dos seis (19,5%) cocos Gram-positivos, catalase-negativas, todas foram identificadas como Streptococcus spp. No sequenciamento do fragmento 16S, dos doze isolados, dos três Gram-negativos, lactose-positivo, uma Escherichia coli, uma Klebsiella aerogenes e uma falha de identificação. Dos três Gram-negativos lactose-negativa, foram identificadas uma Pseudomonas aeruginosa e duas Escherichia fergusonii. Dos seis isolados cocos Gram-positivos, quatro foram identificados como Streptococcus canis, um Peptostreptococcus canis e uma sem identificação. No antibiograma, as resistências bacterianas foram de 1/31 (3,2%) para enrofloxacina, 6/31 (19,3%) para cefazolina, 4/31 (12,9%) para amoxicilina com clavulanato, 2/31 (6,5%) para ceftriaxona, 8/31 (25,8%) para cefovecina, 0/31 (0%) para imipenem e 29/31 (93,5%) para metronidazol. É possível concluir, com base em ambos os artigos, que a piometra é uma afecção com potencial lesão renal aguda, com recuperação da função renal e que as bactérias responsáveis pela infecção devem ser caracterizadas e seu perfil de susceptibilidade verificado para evitar uso desnecessário de antibióticos de última geração
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    Avaliação da aplicação dos planos de qualificação dos fornecedores de leite – PQFL: uma análise de banco de dados em laticínio da região norte-central do Paraná
    (2025-12-11) Pecoraro, César Augusto; Junior, Valter Harry Bumbieris; Grecco, Fabiola Cristine de Almeida Rego; Giovannetti, Camila Bortoliero Costa; Muniz, Carolina Amalia de Souza Dantas; Fagnani, Rafael
    Resumo: A qualidade do leite cru refrigerado é um dos principais desafios da cadeia láctea brasileira, especialmente após a publicação das Instruções Normativas nº 76 e nº 77 (Brasil, 2018a, 2018b), que tornaram obrigatória a implementação dos Planos de Qualificação dos Fornecedores de Leite (PQFL). Apesar da relevância do setor, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial, com 35,4 bilhões de litros em 2024, e o Paraná ocupa a segunda posição nacional, evidências científicas sobre o efeito concreto dos PQFL na qualidade do leite ao longo do tempo ainda são escassas. O presente estudo objetivou avaliar os efeitos da implementação dos PQFL sobre os parâmetros composicionais e higiênico-sanitários do leite cru refrigerado na região Norte-Central do Paraná, caracterizar o índice de entalpia como indicador bioclimático regional e estimar o retorno econômico das melhorias sanitárias obtidas. Foram analisados 4.464 registros mensais de 78 propriedades leiteiras (2014–2024), avaliando gordura, proteína, lactose, extrato seco total (EST), extrato seco desengordurado (ESD), contagem de células somáticas (CCS) e contagem bacteriana total (CBT). O índice de entalpia foi calculado a partir de dados do SIMEPAR, integrando temperatura, umidade relativa e pressão barométrica. A análise comparativa organizou os dados em dois períodos: pré-qualificação (2014–2018) e pós-qualificação (2019–2024). Os resultados demonstraram que variações climáticas, especialmente a combinação de temperatura e umidade elevadas, impactaram negativamente os componentes físico-químicos do leite, com reduções significativas em proteína, gordura e sólidos totais. Contudo, não foi verificada correlação significativa entre os indicadores sanitários (CBT e CCS) e o estresse térmico medido pela entalpia, evidenciando a efetividade dos PQFL na manutenção da qualidade higiênico-sanitária mesmo em condições climáticas adversas. No período pós-qualificação, observou-se redução expressiva da CBT e estabilização da CCS. Economicamente, o controle sanitário resultou em menor incidência de mastite, redução de perdas por descarte e aumento nas bonificações ao produtor. Conclui-se que a integração entre qualificação técnica dos fornecedores, monitoramento bioclimático e avaliação econômica dos programas é fundamental para garantir padrões consistentes de qualidade na pecuária leiteira regional
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    Avaliação de cães e gatos com traumatismo craniano por meio de escalas de trauma e da monitoração não invasiva da complacência intracraniana
    (2026-04-27) Bernardes, Giselle de Lima; Arias, Mônica Vicky Bahr; Di Santis, Giovana Wingeter; Flaiban, Karina Keller Marques da Costa; Gava, Fábio Nelson; Zacarias Junior, Ademir
    O traumatismo craniano é importante causa de morbidade e mortalidade em cães e gatos, e a hipertensão intracraniana (HIC) é determinante de pior prognóstico. Na medicina veterinária, ainda há poucos estudos prospectivos sobre dinâmica intracraniana, e muitas condutas são extrapoladas da medicina. O comprometimento da complacência intracraniana (CI) pode preceder o aumento da pressão intracraniana (PIC), atuando como marcador fisiopatológico precoce. A monitorização invasiva da PIC é padrão de referência, porém envolve alto custo e riscos de hemorragia e infecção, limitando seu uso rotineiro. Métodos não invasivos têm sido propostos como alternativa, incluindo a análise morfológica da onda de PIC e da razão P2/P1 como marcador indireto de CI. Esta tese teve como objetivo avaliar a dinâmica da CI em cães e gatos por meio da razão P2/P1 obtida pela monitorização não invasiva da onda de PIC, correlacionando-a com escalas clínicas e desfecho hospitalar, além de compará-la em gatos com traumatismo craniano com gatos saudáveis. O estudo 1 foi prospectivo e incluiu 38 animais com traumatismo craniano (18 cães e 20 gatos). Após estabilização, foram registrados parâmetros clínicos à admissão (temperatura retal, frequência cardíaca e respiratória, tempo de preenchimento capilar, coloração de mucosas, grau de hidratação, qualidade do pulso, pressão arterial sistólica e glicemia), hemogasometria venosa e aplicadas a Escala de Coma de Glasgow modificada (ECGM) e a Triagem de Trauma Animal (TTA). A PIC não invasiva foi obtida em 26 animais (15 cães e 11 gatos), com cálculo da razão P2/P1. O desfecho avaliado foi sobrevivência até a alta hospitalar, e a acurácia prognóstica das variáveis analisada por curvas ROC. No estudo 2, a razão P2/P1 foi comparada entre gatos com traumatismo craniano e controles saudáveis. A sobrevivência hospitalar nos cães e gatos com TCE foi de 71,1%, com maior mortalidade em cães. Parâmetros clínicos à admissão não diferiram entre sobreviventes e não sobreviventes, enquanto menores concentrações de bicarbonato associaram-se ao óbito. A ECGM inicial foi menor nos não sobreviventes e mostrou excelente desempenho prognóstico (AUC 0,96; ponto de corte =11), enquanto a TTA apresentou desempenho moderado (AUC 0,66). A razão P2/P1 não diferiu entre sobreviventes e não sobreviventes, não se correlacionou com ECGM ou TTA e apresentou baixa capacidade discriminatória para mortalidade (AUC 0,43). Em contraste, na análise comparativa, gatos com traumatismo craniano apresentaram razão P2/P1 significativamente maior que controles, indicando comprometimento da CI. Conclui-se que a razão P2/P1 obtida pela monitorização não invasiva da onda de PIC não foi capaz de predizer o desfecho hospitalar nem se correlacionou com escalas clínicas, mas demonstrou capacidade de detectar alterações da CI, especialmente em gatos. A ECGM mostrou-se um forte preditor de mortalidade. Assim, a monitorização não invasiva da onda da PIC não substitui as escalas clínicas, mas pode complementar a avaliação fisiopatológica
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    Mensuração ultrassonográfica da uretra peniana de cordeiros de corte sadios
    (2025-09-26) Franco, Marina; Lisbôa, Júlio Augusto Naylor; Morotti, Fábio; Queiroz, Gustavo Rodrigues; Cunha Filho, Luiz Fernando Coelho da; Pereira, Priscilla Fajardo Valente
    Os objetivos do estudo foram estabelecer, por meio do exame ultrassonográfico, valores da largura do lúmen da uretra peniana em cordeiros da raça Texel (estudo 1) ou cruzados Dorper × Santa Inês (estudo 2) e comparar dois tipos de transdutores lineares para esta finalidade. Foram incluídos 30 cordeiros Texel e 40 cordeiros Dorper × Santa Inês hígidos, não castrados, desmamados aos 2 meses de idade e mantidos confinados para engorda. Os exames ultrassonográficos foram realizados aos 60 (± 5) dias (início do período de confinamento), 120 (± 5) dias e 150 (± 5) dias de idade (final do período de confinamento). A uretra peniana foi examinada em quatro locais específicos: uretra proximal (região perineal), flexura sigmoide (aspecto caudal da base do escroto), distal à flexura sigmoide (aspecto cranial da base do escroto), e uretra distal (½ da distância entre a glande e a base do escroto). As imagens foram realizadas em modo B com cortes transversais utilizando-se dois tipos de transdutores lineares: para uso externo (TE; 13 MHz) e para uso transretal em grandes animais (TR; 10 MHz). Em cada local, a largura do lúmen da uretra foi mensurada. Os dados foram analisados por meio da análise de variâncias de medidas repetidas bifatorial. A qualidade das imagens foi superior com o uso do TE comparado ao uso do TR. A uretra foi identificada como uma estrutura de formato circular ou elíptico com a sua parede ligeiramente hiperecoíca e o lúmen anecoíco. Nos cordeiros Texel, a largura da uretra aumentou com o avançar da idade (P < 0,001) nos quatro locais anatômicos examinados. O efeito do tipo de transdutor utilizado foi confirmado na uretra proximal (P = 0,048), na flexura sigmoide (P = 0,011), distal à flexura sigmoide (P = 0,003) e na uretra distal (P < 0,001) e os valores mensurados com o TR foram maiores. Com o uso do TE, a largura do lúmen variou de 1,0 a 3,4 mm na uretra proximal, de 0,6 a 3,3 mm na flexura sigmoide, de 0,5 a 2,9 mm distal à flexura sigmoide e de 0,7 a 2,5 mm na uretra distal. Com o TR estes valores foram, respectivamente, 0,8 a 3,9 mm, 0,6 a 3,3 mm, 0,7 a 3,3 mm e 0,8 a 2,9 mm. Nos cordeiros Dorper × Santa Inês, a largura da uretra aumentou com o avançar da idade na uretra proximal (P = 0,038), distal à flexura sigmoide (P = 0,013) e na uretra distal (P < 0,001), mas não na flexura sigmoide (P = 0,056). O efeito do tipo de transdutor utilizado foi confirmado nos quatro locais anatômicos examinados (P < 0,001) sendo os valores mensurados com o TR maiores. Com o TE, a largura do lúmen variou de 0,5 a 2,0 mm na uretra proximal, de 0,6 a 1,9 mm na flexura sigmoide, de 0,7 a 2,0 mm distal à flexura sigmoide e de 0,7 a 2,1 mm na uretra distal. Com o TR estes valores foram, respectivamente, 0,6 a 2,3 mm, 0,8 a 2,2 mm, 0,7 a 2,1 mm e 0,8 a 2,5 mm. O exame ultrassonográfico da uretra peniana de cordeiros Texel ou Dorper × Santa Inês é viável e os valores obtidos da largura do seu lúmen podem ser admitidos como padrão fisiológico para comparação. O exame pode ser realizado com o transdutor linear para uso retal em grandes animais.
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    Identificação molecular dos tipos de Papilomavírus Bovino presentes em lesões hiperproliferativas do trato gastrointestinal superior de bovinos leiteiros
    (2025-03-10) Matias, Bruna Fonseca; Alfieri, Amauri Alcindo; Faccin, Tatiane Cargnin; Takiuchi, Elisabete; Claus, Marlise Pompeo; Daudt, Cíntia; Lunardi, Michele
    Resumo: Papilomavírus (PVs) são considerados oncogênicos, capazes de produzir lesões hiperproliferativas de origem benigna ou maligna em tecido cutâneo ou em mucosa. Estes patógenos são responsáveis por causar perdas econômicas consideráveis na cadeia produtiva bovina, além disso, são negligenciados e pouco estudados, necessitando de estudos mais aprofundados para elucidar a real diversidade de tipos virais existentes. O objetivo deste trabalho foi avaliar a presença do vírus em lesões no trato gastrointestinal superior (TGIS) de bovinos leiteiros criados em pastagens contaminadas com samambaia (Pteridium spp.), a fim de demonstrar a diversidade de tipos virais de Bos taurus papillomavirus (BPV), já caracterizados e ainda não descritos, associados com essas lesões. As lesões foram coletadas em bovinos leiteiros de descarte abatidos em abatedouro frigorífico localizado na Mesorregião Norte Central do Paraná. No primeiro artigo, PCR (Polimerase cadeia reaction – Reação em cadeia da polimerase) convencional com primers degenerados foi utilizada, seguida pelo sequenciamento Sanger. Vinte e três lesões hiperproliferativas de esôfago extraídas de desesseis bovinos foram avaliadas. Entre elas foi possível amplificar os genes L1 e E1 em apenas cinco papilomas. Na análise histopatológica, foi possível classificar todas as lesões como papiloma escamoso. Além disso, os BPVs 1 e 4, já caracterizados nestas lesões em estudos anteriores, foram detectados. Pela primeira vez, os BPVs 9 e 39 foram identificados em lesões presentes na mucosa deste sítio anatômico, além de um possível novo tipo relacionado ao BPV12. Já no segundo artigo, duas lesões hiperproliferativas em esôfago de um bovino foram investigadas. Após análise histopatológica, as lesões foram classificadas como papiloma escamoso e carcinoma in situ. Para análise molecular, foram utilizadas a PCR convencional com o uso de primers degenerados, seguida de sequenciamento Sanger, além da técnica de RCA (Rolling circle amplification - Amplificação por círculo rolante) seguida pelo HTS (High-throughput sequencing – Sequenciamento de alto rendimento). Com a utilização da PCR convencional com primers degenerados, foi possível amplificar fragmento genômico parcial do BPV4 no papiloma escamoso e pela primeira vez fragmento genômico parcial do BPV2 em carcinoma in situ. Já com o emprego das técnicas RCA e HTS, foi possível obter o genoma completo do BPV4 a partir do papiloma escamoso e demonstrar a coinfecção com os BPVs 2 e 4 no carcinoma in situ. Conclui-se, a partir dos achados do presente estudo, que a diversidade viral de BPVs associados a mucosa do TGIS de bovinos é superior a estimada nos estudos iniciais
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    Desenvolvimento de uma vacina de imersão contra estreptococose em tilápias do nilo (Oreochromis niloticus): caracterização morfológica e perfil de transcrição gênica
    (2024-01-30) Mainardi, Raffaella Menegheti; Pereira, Ulisses de Pádua; Oliveira Júnior, Admilton Gonçalves de; Di Santis, Giovana Wingeter; Barrero, Nelson Mauricio Lopera; Soares, Siomar de Castro
    O setor da aquicultura destaca-se na produção da tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus). No entanto, a produção intensiva dessa espécie enfrenta desafios significativos no que diz respeito ao controle e prevenção de infecções provocadas pela bactéria Streptococcus agalactiae, principalmente durante as fases de alevinagem e juvenil no verão. No presente estudo, desenvolvemos uma vacina de imersão inativada bivalente com duas cepas isoladas de S. agalactiae, sorotipos Ib e III (S13 e S73), associada a estratégias que otimizem o seu efeito e que proporcione proteção dos alevinos de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) frente a estreptococose. Foram realizados dois experimentos e gerados dois artigos, no primeiro, os alevinos foram imersos em duas soluções hiperosmóticas (4,5% e 6%) e uma solução de PBS estéril por 5 minutos, após foram transferidos para uma água normal contendo a bacterina e/ou uma vacina completa (bacterina em combinação com adjuvante aquoso), por 1 minuto, totalizando seis grupos experimentais mais o controle negativo. Posteriormente, foram coletadas as brânquias desses animais em três diferentes tempos: 0h (logo após a vacinação), 6h e 24h após a vacinação e as amostras foram fixadas em formol 10% tamponado por 48 horas e armazenadas em etanol a 70%. Análises histopatológicas das brânquias demonstraram diferença percentual significativa (p<0,05) com um aumento no número de células de muco e da lamela primária e elevação epitelial lamelar, em resposta ao adjuvante de imersão aquoso e ao estresse osmótico de 4.5% e 6% após a vacinação. No segundo experimento, foram estabelecidos quatro grupos experimentais distintos: G1 (Bacterina+Probiótico+Adjuvante), G2 (Bacterina+Adjuvante), G3 (Bacterina+ ß-glucano +Adjuvante), G4 (Bacterina), além dos controles positivos e negativos. Vinte e um dias após a vacinação, um desafio experimental foi conduzido por meio da injeção intraperitoneal dos mesmos isolados de S. agalactiae. Os resultados revelaram que os alevinos vacinados com a vacina de imersão, associada ao adjuvante e combinada com o probiótico, bem como a vacina associada com o adjuvante de imersão, apresentaram redução estatisticamente significativa na mortalidade, com porcentagens relativas de sobrevivência (RPS) de 77,1% e 67,5%, respectivamente. Já, o grupo do ß-glucano e da bacterina isolada não foram eficazes, exibindo baixos RPS (44,0% e 30,4%, respectivamente). Análises transcriptômicas foram realizadas para avaliar os efeitos no sistema imunológico dos peixes infectados, demonstrando a expressão diferencial de 32 genes imunes, relacionados à imunidade inata e adaptativa. Destacaram-se genes envolvidos na ativação de plaquetas, receptor Toll-like e uma série de genes up-regulated associados ao processamento/apresentação de antígenos dos peixes infectados. Conclui-se que o uso de vacinas na aquicultura representa uma estratégia imunoprofilática em evolução, demandando estudos adicionais para validar sua eficácia. Os insights obtidos nos dois artigos têm implicações importantes, pois oferecem novas perspectivas para a compreensão do sistema imunológico dos peixes, indicando possíveis aplicações futuras no campo
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    Achados anatomopatológicos e contaminantes ambientais em aves marinhas encalhadas no litoral do Estado do Paraná
    (2024-08-23) Matos, Andressa Maria Rorato Nascimento de; Bracarense, Ana Paula Frederico Rodrigues Loureiro; Baptista, Ana Angelita Sampaio; Domit, Camila; Goldberg, Daphne Wrobel; Calefi, Atílio Sersun
    Há uma preocupação global com a conservação de animais marinhos. As aves encalhadas podem ser animais debilitados e com diversas enfermidades devido à poluição e degradação dos mares e das regiões costeiras. Esse cenário também facilita a dispersão de agentes infecciosos. As aves marinhas podem atuar como sentinelas ambientais, uma vez que estudos relacionados à sua biologia e medicina fornecem insights valiosos sobre a saúde dos ecossistemas oceânicos. Dentre as espécies sentinelas, Larus dominicanus, o gaivotão, se destaca pelos seus hábitos sinantrópico e oportunista. Objetivou-se com este trabalho (1) avaliar os achados microscópicos de aves marinhas encalhadas em óbito e verificar suas associações com os níveis detectados de elementos traços não essenciais (ETN) e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA); (2) avaliar os achados anatomopatológicos em Larus dominicanus encalhados, com ênfase na ocorrência de amiloidose e sua associação com infecções fúngicas. As aves marinhas utilizadas foram encontradas encalhadas no litoral do estado do Paraná e recolhidas pela equipe da Universidade Federal do Paraná (UFPR), executora do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), programa requerido pelo órgão federal ambiental brasileiro, IBAMA, para o licenciamento ambiental da produção e do transporte de petróleo e gás do pré-sal pela Petrobras. Os resultados dos exames macroscópicos, microscópicos e dos contaminantes foram obtidos pelo acesso público ao Sistema de Informação de Monitoramento da Biota Aquática (SIMBA), uma plataforma integrada destinada a coleta, armazenamento de dados dos PMPs. No primeiro artigo, foram avaliadas as concentrações hepáticas de ETN (As, Cd, Hg e Pb) e de 16 HPA prioritários. Um total de 182 aves marinhas (58 residentes e 124 migratórias) encalhadas entre 2016 e 2021 foram submetidas a análises macroscópicas, histológicas e de ETN e HPA. Todas as aves avaliadas para ETN (n = 42) apresentaram concentrações detectáveis de Cd, Hg e As e 23 para Pb. Para HPA, 24% (42/175) apresentaram níveis detectáveis, sendo o naftaleno o composto mais frequente. Associações significativas foram observadas entre (1) hepatite, hiperplasia tireoidiana e fenantreno; (2) necrose muscular e As; e (3) hemossiderose hepática e HPA. O segundo artigo verificou as alterações em 77 gaivotões encalhados entre 2015 e 2019. As principais lesões foram granulomas nos pulmões e sacos aéreos (32/77), sendo observadas estruturas fúngicas em 26 desses animais. Do total de animais com infecção fúngica, 84,61% foram encontrados encalhados em óbito e 15,38% foram encontrados vivos e levados para reabilitação. Depósito de amiloide foi observado em 31 animais. Detectou-se associação significativa entre amiloidose e infecção fúngica. Naftaleno foi o mais frequente HPA encontrado (43.75%; 7/16). Cd, As e Hg foram detectados em todos os animais avaliados (8/8) e Pb foi encontrado em seis de um total de oito animais. Devido ao pequeno número de gaivotões avaliados para esses contaminantes, não foi possível verificar suas associações com alterações orgânicas. Os resultados indicam que, embora conduzido em uma região costeira que possui reservas da biosfera, o ambiente e as aves marinhas estão expostos a numerosos contaminantes emergentes e agentes infecciosos. Dessa forma, os estudos apresentaram o status da saúde de aves marinhas e sugerem o comprometimento também da saúde do ecossistema marinho, destacando a importância do monitoramento constante
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    Achados anátomo-patológicos e os impactos antrópicos em tartarugas marinhas no litoral do Paraná
    (2024-08-08) Ribeiro, Camila Roberta da Silva; Bracarense, Ana Paula Frederico Rodrigues Loureiro; Martinez, Cláudia Bueno dos Reis; Leandro, Hassan Jerdy; Domit, Camila; Rosa, Liana
    As tartarugas marinhas estão expostas a diversos impactos antrópicos durante todo o seu ciclo de vida, sendo que alguns destes podem afetar a saúde de suas populações. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi caracterizar os achados anatomopatológicos e níveis de contaminantes em espécimes de Chelonia mydas e achados anatomopatológicos em espécimes de Caretta caretta. A área de estudo compreendeu o litoral do Estado do Paraná. Os animais analisados foram encontrados encalhados na praia mortos ou provenientes de captura acidental, durante o período de 2015 a 2021, pela equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). O PMP-BS é um programa exigido pelo IBAMA para o processo de licenciamento ambiental da produção e escoamento de petróleo pela Petrobrás na Província do Pré-Sal da Bacia de Santos. Cada animal teve o comprimento curvilíneo da carapaça - CCC (cm), massa corporal - MC (kg) medidos e escore corporal avaliado. Foi realizada análise histopatológica e avaliados os níveis de contaminantes (elementos traço não essenciais - As, Cd, Hg e Pb) e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs, peso seco; mg/kg-1) em fígados de espécimes de C. mydas. Os dados biológicos, histológicos e níveis de contaminantes foram obtidos por meio do banco de dados SIMBA (Sistema de Informação de Monitoramento da Biota Aquática). Foram colhidas amostras de diferentes órgãos para a análise histopatológica. Um modelo de regressão logística simples foi utilizado para verificar a relação entre achados histopatológicos, interações antrópicas e contaminantes. O primeiro estudo foi realizado com um total de 354 animais da espécie C. mydas. O CCC médio foi de 37,2 ± 6,2 cm (± DP) (26,4- 68,0) e a massa corporal foi de 6,19 ± 4,0 (± DP) (1,8-28,2). A interação com resíduos sólidos foi observada em 49,1% e captura acidental em 47,7% dos animais. As principais alterações encontradas foram degeneração hepática, congestão renal, pulmonar, hepática, cerebral e cardíaca, e infiltrado inflamatório granulomatoso, frequente na maioria dos órgãos. A análise estatística revelou associação significativa entre alterações circulatórias e captura acidental, e a presença de resíduos sólidos foi correlacionada com alterações inflamatórias e degenerativas. No segundo estudo foram analisados 86 espécimes de C. mydas. O critério de inclusão de animais neste estudo foi a colheita de amostras para histopatologia, HPAs e elementos traço não essenciais. O CCC médio foi de 36,0 ± 5,1 cm (± DP) (23,2 - 51,3 cm) e a massa corporal foi de 5,38 ± 2,18 kg (± DP) (1,72 - 13,8 kg). As principais alterações histológicas foram degeneração e congestão hepática, congestão e infiltrado granulomatoso pulmonar. Dentre os contaminantes, naftaleno foi o HPA mais frequente e Cd e As apresentaram os níveis mais elevados dos elementos traço. Cádmio apresentou mais associações significativas com os achados histopatológicos. Infiltrado inflamatório granulomatoso foi observado em diversos órgãos, sendo associado a contaminantes. No estudo com C. caretta o CCC observado foi de 67,3 cm ± 6,9 (49,4 – 81,5 cm). Evidências de interação antrópica foram registradas em 80% dos animais. As principais alterações histológicas registradas foram pneumonia intersticial, esplenite heterofílica, nefrite, endocardite, congestão, degeneração hidrópica hepática e renal. A obtenção de dados sobre os achados histopatológicos é essencial para avaliar o estado de saúde de populações de tartarugas marinhas, sendo uma estratégia valiosa que pode auxiliar na criação de ações mitigadoras e em futuros projetos de conservação das espécies
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    Efeitos do desoxinivalenol e a-zearalenol em suínos: impactos sistêmicos e no trato reprodutivo
    (2025-02-25) Balbo, Luciana de Carvalho; Bracarense, Ana Paula Frederico Rodrigues Loureiro; Borges, Fernando Henrique; Gerez, Juliana Rubira; Giordano, Lucienne Garcia Pretto; Martins, Maria Isabel Mello
    O desoxinivalenol (DON) e o a-zearalenol (a-ZOL) são metabólitos secundários produzidos por fungos que frequentemente contaminam cereais e induzem efeitos tóxicos em humanos e animais. Mesmo em baixos níveis, a contaminação compromete o desempenho dos suínos na fase de crescimento e terminação, além de afetar funções reprodutivas e imunológicas. A avaliação dos efeitos dessas micotoxinas, tanto isoladas quanto em combinação, é essencial para subsidiar estratégias de mitigação e definir limites seguros na legislação. Para esse fim, foram conduzidos dois estudos. O primeiro teve como objetivo investigar os múltiplos efeitos in vivo de uma curta exposição ao DON no limite máximo tolerável para a ração de suínos. Foram realizados dois experimentos nos quais leitões receberam dieta controle ou contaminada com DON em baixa concentração (0,83 mg/kg no primeiro experimento e 0,85 mg/kg no segundo) por três e duas semanas, respectivamente. No primeiro experimento, um grupo adicional recebeu 2,85 mg/kg de DON como controle positivo. Os efeitos do DON sobre os tecidos intestinais, hepáticos e esplênicos foram avaliados por meio de análises histológicas e qPCR de genes relacionados à resposta imune. Além disso, foram conduzidas análises bioquímicas e de proteínas de fase aguda no plasma. Lesões foram detectadas no intestino (jejuno e íleo), no fígado e no baço dos suínos expostos a ambas as concentrações de DON. A exposição a baixos níveis também afetou a expressão de genes ligados à integridade da barreira intestinal, à resposta imune no intestino e à função hepática. O segundo estudo avaliou os efeitos do DON, a-ZOL e sua associação em explantes de útero e ovário de suínos, utilizando um modelo ex vivo. Foram coletados oito úteros e ovários de porcas férteis em abatedouros, a partir dos quais foram obtidos explantes uterinos (8 mm) e ovarianos (6 mm). As amostras foram incubadas a 37°C em meio de cultura DMEM suplementado por 8 e 12 horas, respectivamente, e distribuídas nos seguintes grupos experimentais: Controle, a-ZOL (0,68 µM), DON (10 µM) e a-ZOL+DON (0,68 µM + 10 µM). Após a incubação, os explantes foram submetidos a análises histológicas e imuno-histoquímicas para avaliação da integridade folicular, apoptose (caspase-3), expressão de citocinas (IL-10, TNF-a), proteínas de junção celular (E-caderina), cicloxigenase-2 (COX-2), fator de crescimento endotelial vascular (VeGF) e receptores hormonais (E1 e P4). Além disso, foi realizada a análise de dano oxidativo. Nos explantes uterinos expostos às micotoxinas, observou-se descamação epitelial, edema intersticial, achatamento e apoptose do epitélio glandular. Nos explantes ovarianos, predominou a desorganização estrutural, com picnose das células da granulosa, redução do número de folículos viáveis e aumento da degeneração folicular. A exposição combinada a a-ZOL e DON reduziu a expressão de TNF-a, IL-10, E-caderina, VeGF e E1 no epitélio uterino, enquanto aumentou a expressão de caspase-3 no epitélio superficial. Nos ovários, a expressão de E1 foi reduzida nos oócitos e aumentada nas células da granulosa. Além disso, a combinação das micotoxinas comprometeu a capacidade antioxidante dos explantes uterinos e ovarianos. Os resultados indicam que ambos os órgãos são vulneráveis aos efeitos tóxicos do DON e a-ZOL e que a exposição combinada dessas micotoxinas potencializa os danos reprodutivos por um efeito sinérgico. O modelo ex vivo mostrou-se eficaz na avaliação da toxicidade reprodutiva dessas substâncias. Em suma, os dois estudos demonstram que o DON e o a-ZOL causam impactos negativos mesmo em doses abaixo dos limites máximos toleráveis estabelecidos pela legislação da União Europeia, sugerindo a necessidade de revisão desses valores para garantir a saúde dos suínos
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    Avaliação da resposta imune humoral e proteção contra Toxoplasma gondii em camundongos vacinados com rROP18 e vacina pcDNAROP18 e pcDNASAG1
    (2023-03-10) Sasse, João Pedro; Garcia, João Luis; Barros, Luiz Daniel de; Rodrigues, Fernando de Souza; Cardim, Sérgio Tosi; Watanabe, Michelle Igarashi
    Toxoplasma gondii é um protozoário intracelular que pode infectar diversos animais e os felídeos são seus hospedeiros definitivos. Para o controle desta doença, vacinas estão sendo estudadas para que se possa fazer a prevenção da infecção nos animais e humanos. Este estudo teve como objetivo avaliar a resposta imune dos camundongos em relação as proteínas ROP18 e SAG1 do T. gondii e a proteção contra taquizoítos e cistos teciduais no desafio dos camundongos imunizados. Realizou-se a clonagem e a expressão da proteína recombinante ROP18 e a clonagem da proteína ROP18 e SAG1 para a vacina de DNA, ambas as vacinas foram testadas em camundongos. Em relação a produção de anticorpos, no teste ELISA, observou-se um aumento na Densidade Óptica (DO) entre a segunda e terceira dose da vacina nos camundongos vacinados com a proteína recombinante, verificando um aumento na produção de anticorpos. Quando desafiados com taquizoítos da cepa RH (1x104/mL) pela via intraperitoneal, os camundongos apresentaram taxa de sobrevivência de 60% em cada grupo testado, não tendo significância estatística (p=0.50). Com isso a proteína rROP18 apresentou uma proteção parcial com relação a doença aguda. Nos camundongos vacinados com a vacina de DNA com as proteínas ROP18 e SAG1, estes apresentaram aumento na DO no teste ELISA, demonstrando que houve produção de anticorpos para proteína ROP18. Estes camundongos foram então desafiados com a cepa ME 49, sendo administrados 25 cistos pela via oral, e observados para quanto a evolução da doença. Os grupos apresentaram taxa de sobrevivência até os 140 dias variando entre 44% e 88%, sendo o grupo vacinado com a ROP18 juntamente com a SAG1 foi o que apresentou menor taxa de sobrevivência. Entretanto os grupos não apresentaram significância estatística quanto a taxa de sobrevivência (p>0.05). Em relação a produção de cistos cerebrais nos camundongos vacinados, os grupos que foram imunizados somente com a proteína apresentaram diminuição na contagem dos cistos em relação ao grupo controle do vetor. Já o grupo vacinado com uma mistura das duas proteínas apresentou uma taxa de sobrevivência baixa (44%), porém houve baixa contagem de cistos nos respectivos animais. Podemos concluir que nossas vacinas apresentaram proteção parcial contra as diferentes cepas do T. gondii utilizadas nos desafios devido a suas taxas de sobrevivência observadas nos grupos vacinados e controles. Em nosso estudo pode-se observar que a proteína ROP e proteína SAG apresentam resposta imunogênica nos camundongos, porém a sua proteção ainda precisa de mais estudos para desenvolvermos uma vacina com melhor proteção contra as diferentes cepas do T. gondii. Estudos futuros devem ser realizados para melhor compreensão da resposta imunológica perante algumas proteínas candidatas a vacina para assim conseguirmos compreender melhor o mecanismo de resposta imune dos animais infectados
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    Desempenho de suínos em fase de creche, até o abate, submetidos a dietas com redução dos níveis de cálcio e fósforo, suplementadas com fitase, e efeitos na qualidade da carne e carcaça
    (2024-01-31) Marques, Cristina Satie Hideshima; Silva, Caio Abércio da; Bridi, Ana Maria; Carvalho, Rafael Humberto de; Silva, Marcos Augusto Alves da; Hoshi, Edgard Hideaki
    O presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes níveis de inclusão da fitase bacteriana (RONOZYME HiPhos) e de fitase de quarta geração (HiPhorius) em dietas com teor reduzido de fósforo e cálcio no desempenho, rendimento de carcaça e qualidade de carne em suínos nas fases de creche, crescimento e terminação. O experimento incluiu 125 fêmeas e 125 machos castrados com peso inicial de 6,08 ± 0,753 kg e 21 dias de idade, distribuídos em delineamento de blocos casualizados, com cinco tratamentos e dez repetições com cinco animais cada. No primeiro experimento os animais foram alimentados com dietas à base de milho e farelo de soja, correspondendo aos tratamentos: T1:controle positivo (CP), suplementado com fósforo inorgânico e cálcio, atendendo as exigências nutricionais; T2: controle negativo (CN), com redução de 0,18% no fósforo disponível e 0,16% no cálcio; T3: CN+1.000 unidades de fitase (FYT); T4: CN+2.000 FYT; T5: CN+3.000 FYT. Resultados mostram que os tratamentos T3, T4 e T5apresentaram semelhante ganho de peso diário (GPD) durante a fase creche (0,430 kg, 0,441 kg e 0,428 kg respectivamente) comparados com a T1 (0,481 kg), sendo que T2 apresentou menor GPD (0,398 kg), em relação aos demais tratamentos. A conversão alimentar (CA) dos tratamentos que receberam fitase foram na fase de creche similares ao T1 e diferentes do T2, correspondendo a 1,546; 1,516; 1,535; 1,519 e 1,676. Para as fases de crescimento e terminação os resultados do consumo diário de ração (CDR), GPD e da CA favorecem os grupos T1, T3, T4 eT5 , sendo superiores a T2 (p<0,05). Este mesmo resultado foi verificado para o cômputo de todo o período experimental (21 a 156 dias), sendo para T1, T2, T3, T4 e T5, verificados os seguintes GPD e as seguintes CA: 1,041; 0,788; 1,014; 1,028 kg; e 1,046; e 2,419; 2,705; 2,454; 2,450; 2,452, respectivamente. Efeito quadrático foi verificado para a CA considerando todo a fase de CT, com melhor nível de 1.923 FYT/kg. A suplementação com fitase determinou resultados semelhantes (p>0,05) ao do grupo T1 e distintos em relação ao T2 para todos os parâmetros de carcaça, excetuando a espessura de toucinho. Efeitos lineares (p<0,05) foram observados para o percentual e a quantidade de carne magra na carcaça. A suplementação com fitase determinou resultados semelhantes (p>0,05) ao do grupo T1 e distintos em relação ao T2, que apresentou piores resultados, não havendo diferença entre tratamentos somente na espessura de toucinho (ET). Não houve diferença entre os tratamentos para todas as variáveis para as características de qualidade de carne. A suplementação de fitase em dietas à base de farelo de milho e soja com redução severa de P e Ca inorgânicos melhorou o ganho de peso diário, o consumo de ração e a conversão alimentar de suínos em creche, crescimento e terminação, influenciando positivamente também as características de carcaça. No segundo experimento, T1 e T2 seguiram o mesmo modelo da primeira avaliação, com uma dieta T1: CN, uma T2: CP e três dietas CN suplementadas com T3: CN+600 unidades de fitase (FYT); T4: CN+1.200 FYT; T5: CN+1.8000 FYT, que apresentaram resultados semelhantes a T1. Na creche T1 teve o melhor GPD (0,481 kg) quando comparado a T2 (0,398 kg), T3, T4 e T5 não diferiram nos resultados (0,455, 0,448, e 0,431 kg, respectivamente), T2 resultou na pior conversão alimentar quando comparado aos demais grupos e o CDR foi maior para T1 menor para T5, seguidos dos demais grupos com resultados intermediários. Para as fases de crescimento e terminação, houve diferença entre os tratamentos para todas as variáveis analisadas, com o grupo T2 apresentando os piores resultados. Quanto ao rendimento de carcaça a inclusão de fitase influenciou positivamente todas as variáveis, não havendo diferença entre tratamentos, somente para espessura de toucinho (ET). Efeitos quadráticos foram verificados para CA na fase de creche e de crescimento e terminação, com as melhores doses em 1.320 e 1.404 FYT/kg, respectivamente. A suplementação com fitase garantiu os mesmos resultados de peso final (PF), peso (CP) e rendimento de carcaça (RC) e porcentagem (PCM) quantidade de carne magra na carcaça em relação ao T1, sendo estes diferentes e superiores ao T2, com efeitos quadráticos para PF, PC, RC e PCM, respectivamente, 1.377, 1.324, 1.416 e 1.246 FYT/kg. Níveis crescentes de fitase de quarta geração em dietas à base de farelo de milho e soja com redução severa de P e Ca inorgânicos melhoraram o ganho de peso diário, o consumo de ração e a conversão alimentar de suínos em creche, crescimento e terminação, influenciando positivamente também no rendimento da carcaça
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    Uso de painéis de marcadores SNP para teste de paternidade e avaliação genômica de embriões biopsiados de bovinos nelore
    (2023-02-27) Marestone, Bruna Silva; Ribeiro, Edson Luis de Azambuja; Simonelli, Sandra Maria; Fernandes, Sergio Rodrigo; Camargo, Ana Claudia Ambiel Corral; Menezes, Gilberto Romeiro de Oliveira; Muniz, Carolina Amália de Souza Dantas
    Touros jovens podem ser selecionados através das avalições genômicas e utilizados como reprodutores, proporcionando melhorias na elaboração de estratégias para o melhoramento genético de bovinos. A seleção genômica tem o objetivo de utilizar SNPs (Single Nucleotide Polymorphism – Polimorfismos de Nucleotídeo Único) como ferramentas auxiliares na predição de valores genéticos mais acurados, contribuindo para um processo de seleção mais eficaz e auxiliando na identificação correta do parentesco e todo o pedigree. Assim, o objetivo do trabalho foi primeiramente avaliar diferentes densidades de painéis de marcadores SNPs na identificação da paternidade de bovinos da raça Nelore. Posteriormente, realizou-se outro estudo com o objetivo de avaliar a viabilidade da predição dos valores genéticos de embriões biopsiados, com painéis de moderada densidade e imputados para painéis com maiores densidades. No primeiro estudo foram genotipados, em painéis HD, 2027 animais, sendo 1883 produtos e 144 touros. Cinco painéis foram testados, sendo eles o painel desenvolvido pela International Society of Animal Genetics (ISAG) possuindo 166 SNPs (Painel ISAG), um painel contemplando 10K SNPs e três painéis customizados, contendo 98 (Painel 100), 206 (Painel 200) e 311 (Painel 300) SNPs selecionados, acrescidos de 166 SNPs provenientes do painel ISAG, para a avaliação da paternidade no software FImpute. No segundo estudo utilizou-se 93 embriões provenientes da coleta dos óvulos de 28 doadoras, que foram fertilizados in vitro utilizando sêmen de dois touros. Todos os embriões foram genotipados utilizando o chip 50K e posteriormente os genótipos foram imputados para o painel HD. Os embriões foram implantados nas vacas receptoras e, após o nascimento, a genotipagem de 10 bezerros foi realizada, assim como a estimativa dos seus valores genéticos genômicos. Entre os painéis customizados, o Painel 200 foi eficiente para validação do parentesco de todas as progênies. A qualidade da genotipagem dos embriões foi satisfatória, sendo o call rate médio das amostras de 93%, a média de heterozigosidade dos genótipos imputados (22,5%) foi maior do que nos genótipos observados (11,7%), e a correlação observada entre os índices de seleção de embrião e bezerro foi de 99,3%. Conclui-se que o painel ISAG não foi suficiente para avaliar a paternidade dos animais da raça Nelore, criados nacionalmente, sendo necessário acrescentar 206 SNPs ao painel para se obter a identificação entre touro e progênie. Os valores genéticos genômicos estimados a partir dos genótipos dos embriões biopsiados apresentaram alta correlação com os valores estimados posteriormente para os bezerros, demonstrando grande potencial de aplicação na produção animal, para seleção de animais ainda na fase embrionária.
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    Análise integrada da carne DFD em bovinos Nelore: termografia infravermelha e avaliação sensorial
    (2023-05-30) Ferreira, Guilherme Agostinis; Bridi, Ana Maria; Soares, Adriana Lourenço; Prado, Ivanor Nunes do; Pedrão, Mayka Reghiany; Carvalho, Rafael Humberto de
    Esta tese discute o fenômeno da carne de corte escuro, também conhecida como DFD na espécie bovina em condições tropicais e está dividida em três estudos acerca do tema. O primeiro estudo teve como objetivo investigar as diferenças entre carne bovina com valores intermediários e altos de pHu e de características físico-químicas, além de avaliar a correlação entre biomarcadores sanguíneos ligados ao estresse e o pH final (pHu) de carcaças. O estudo constatou que os bifes do grupo de pH intermediário e alto apresentaram valores de a* e b* mais baixos do que os bifes do grupo normal, com diferença apenas na luminosidade entre eles. Os grupos de pH intermediário e alto apresentaram maior conteúdo de Metamioglobina do que o normal. O grupo de pH alto foi o mais macio entre todos os grupos. Com relação aos biomarcadores sanguíneos, houve correlação moderada entre os biomarcadores sanguíneos e o pHu, indicando que a mensuração dos parâmetros sanguíneos no momento do abate pode ser uma ferramenta útil para identificar carcaças com diferentes pHu. O segundo estudo avaliou a percepção do consumidor brasileiro sobre carne bovina com diferentes valores de pHu por meio de uma análise sensorial. O estudo constatou que os consumidores gostaram mais dos bifes de pH mais elevado em termos de maciez, e houve uma tendência para o mesmo comportamento em termos de suculência. Não houve diferença nos demais parâmetros avaliados. Os modelos de regressão indicaram uma forte influência da cor e aparência de frescor, além de maciez e suculência nas pontuações gerais de preferência dos consumidores. O terceiro estudo explorou o uso da termografia infravermelha (IRT) para identificar o fenômeno DFD na carne bovina brasileira. Os resultados indicaram correlações significativas entre a termografia infravermelha (TRI) e vários preditores. O IRT max sozinho apresentou um valor notável de R-quadrado (R²) de 0,75, indicando uma forte relação com a variável desfecho. A combinação da TRI máx com diferentes variáveis, como Glicose e Lactato, resultou em melhora dos valores de R², chegando até 0,80. Essas descobertas ressaltam o potencial da TRI como uma ferramenta valiosa para modelagem preditiva em nosso estudo. De forma geral, os estudos destacam a importância de entender o fenômeno DFD e desenvolver ferramentas eficazes para identificar carcaças com alto pHu para melhorar a qualidade da carne.