01 - Doutorado - Ciências da Reabilitação
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Item Alinhamento postural da coluna no plano sagital de crianças eutróficas e acima do peso em fase pré-escolar e escolar : estudo longitudinalCamargo, Mariana Zingari; Fujisawa, Dirce Shizuko [Orientador]; Macedo, Christiane de Souza Guerino; Costa, Viviane de Souza Pinho; Siqueira, Cláudia Patrícia Cardoso Martins; João, Silvia Maria AmadoResumo: Introdução: Os problemas posturais em crianças e adolescentes estão relacionados aos maus hábitos posturais, na escola e em casa, e ao estilo de vida A identificação precoce das alterações posturais e de fatores agravantes se faz necessária para que a criança mantenha o alinhamento adequado, durante seu crescimento e desenvolvimento Objetivos: Descrever e caracterizar o alinhamento postural da coluna vertebral, em plano sagital, durante o crescimento e desenvolvimento de crianças da fase pré-escolar à escolar Para tal, dois estudos específicos foram desenvolvidos: (1) caracterizar a postura da cabeça, cervical e ombros; (2) avaliar o alinhamento da coluna torácica e lombar e oscilação de tronco, no plano sagital, de crianças eutróficas e acima do peso corporal Métodos: Em ambos os estudos, a amostra foi de 99 crianças, e as avaliações foram realizadas em dois momentos do crescimento e desenvolvimento infantil, fase pré-escolar (cinco e seis anos) e escolar (de oito a onze anos) As crianças foram avaliadas por meio de análise antropométrica e fotogrametria computadorizada As variáveis angulares e lineares avaliadas por meio da fotogrametria foram: ângulo sagital da cabeça, ângulo cervical, ângulo dos ombros, distância da cabeça, ângulo oscilação de tronco, ângulo torácico e ângulo lombar Resultados: No primeiro estudo, diferenças foram encontradas entre as fases pré-escolar e escolar, mas apenas as variáveis ângulo do ombro (AO) e distância da cabeça (DC) foram significantes (AO = 32,79 [3,49 – 35,9] e 35,84 [33,53 – 38,15] p = ,26, respectivamente; DC = 8,4 [8,7 – 8,73] e 11,23 [1,94 -11,52] p <,1, respectivamente) A correlação positiva foi obtida entre a distância da cabeça e massa corporal (rho= ,597, p <,1) No segundo estudo, foram identificadas diferenças entre os grupos eutrófico e acima do peso, na fase escolar, para as variáveis ângulo torácico-AT(26,7±7,31 e 211,63±5,68; p<,1) e ângulo lombar-AL (14,32±7,93 e 97,13±9,32; p<,1) Observou-se que os valores obtidos de AT e AL dos escolares sofreram influência na postura dos pré-escolares Conclusão: Os estudos desenvolvidos identificaram a presença de alterações no alinhamento postural das crianças durante o periodo de crescimento e desenvolvimento As alterações observadas foram no posicionamento da cabeça, da cervical e dos ombros entre as crianças nas fases pré-escolar e escolar, apresentando cabeça anteriorizada e ombros protusos Também foram identificadas alterações significantes nas regiões torácica e lombar da coluna em escolares com excesso de peso corporal, evidenciando hipercifose torácica e hiperlordose lombarItem Análise cinemática dos membros inferiores e pelve de mulheres com síndrome da dor no grande trocânter em testes de step e marcha(2026-02-27) Cunha, Amanda Paula Ricardo Rodrigues da; Macedo, Christiane de Souza Guerino; Aguiar, Andreo Fernando; Oliveira, Márcio Rogério de; Saccol, Michele Forgiarini; Okazaki, Victor Hugo Alves; Moura, Felipe ArrudaResumo: Introdução: A Síndrome da Dor no Grande Trocânter (SDGT) é causa comum de dor lateral no quadril em mulheres de meia-idade ativas, e está associada às alterações biomecânicas angulares na pelve e quadril. Porém, não existem relatos sobre alterações cinemáticas de todo o membro inferior na realização de testes funcionais e na marcha. Objetivo: Investigar possíveis diferenças angulares da pelve, quadril, joelho e tornozelo em tarefas funcionais como descida de degrau e marcha em mulheres com e sem SDGT. Materiais e Métodos: A presente tese está dividida em dois estudos. No estudo 1 foram avaliadas 32 mulheres distribuídas em grupo SDGT (n=16) e grupo controle (n=16), e o estudo 2 foi composto por 24 mulheres distribuídas em grupo SDGT (n=12) e grupo controle (n=12). Todas as participantes preencheram o questionário de caracterização da amostra, a escala numérica de dor e o VISA Tendinopathy Questionnaire for Greater Trochanteric Pain Syndrome (VISA-G). Posteriormente, foram submetidas à análise cinemática do membro inferior durante os testes Lateral e Forward Step-Down (estudo 1) e durante a marcha (estudo 2). A captura de movimento foi realizada com um sistema OptiTrack® de oito câmeras (120 Hz), e marcadores retrorrefletivos foram posicionados em pontos de referência e grupos anatômicos. Os dados angulares da pelve, quadril, joelho e tornozelo foram calculados usando Visual3D e MATLAB. As comparações entre os grupos foram realizadas usando o teste de Mann-Whitney, e a análise temporal dos ângulos articulares por Statistical Parametric Mapping (SPM). Resultados: O estudo 1 apontou que durante os testes Lateral e Forward Step Down não houve diferenças significativas nos valores mínimo e máximo para variáveis angulares nas articulações da pelve, quadril, joelho e tornozelo entre os grupos (P > 0,05). No entanto, a análise por SPM revelou diferenças no desempenho entre os grupos, com maior flexão do quadril (63–87%; P < 0,01), rotação interna (45–55%; P < 0,01), aumento da flexão do joelho (80–100%; P < 0,01) e redução da dorsiflexão do tornozelo (23–100%; P < 0,01) no grupo GTPS. Durante o FSD, mulheres com GTPS apresentaram redução da inclinação pélvica anterior (0–100%; P < 0,01), maior rotação interna do quadril (58–95%; P < 0,01) e menor dorsiflexão do tornozelo (22–100%; P < 0,01). No estudo 2 a análise por SPM durante a marcha demonstrou que mulheres com SDGT apresentaram maior queda pélvica entre 1–12% e 81–100% do ciclo da marcha, e maior rotação interna do quadril entre 86–98%. Diferenças no joelho foram observadas, com maior flexão entre 72–89%, maior varo entre 14–67% e 85–100%, e maior rotação externa entre 42–54% e 87–99%. Conclusão: Mulheres com SDGT apresentaram alterações cinemáticas na pelve, quadril, joelho e tornozelo durante os testes em step. Também apresentaram alterações cinemáticas na pelve, quadril e joelho durante a marcha, sugerindo estratégias compensatóriasItem Análise da influência de fatores intrínsecos na avaliação do controle postural em crianças com desenvolvimento típicoVitor, Leonardo George Victorio; Fujisawa, Dirce Shizuko [Orientador]; Santos, Suhaila Mahmoud Smaili; Costa, Viviane de Souza Pinho; Oliveira, Márcio Rogério de; Lopes, JosianeResumo: Introdução: O controle postural (CP) em crianças vem sendo amplamente estudado, devido as suas diferentes metodologias e respostas de avaliação Inúmeros são os fatores que influenciam positivamente ou negativamente a qualidade das estratégias de equilíbrio, como exemplo, o processo de evolução motora, o sexo, a antropometria e as informações visuais, que podem alterar o padrão de respostas de ação Objetivos: Verificar o controle postural de crianças em desenvolvimento típico, por meio de dois estudos: 1) Analisar a influência de fatores intrínsecos (faixa etária, sexo, informação visual e antropometria) no CP de crianças com desenvolvimento típico, e; 2) Identificar a qualidade das estratégias de equilíbrio da criança sobre a plataforma de força durante o teste de alcance Métodos: Participaram ao todo 62 crianças No estudo 1 foram avaliadas 62, e no 2 participaram 61 crianças Em ambos estudos as crianças foram divididas em grupos por faixa etária: G1 5-6 anos; G2 7-8 anos e G3 9-1 anos No estudo 1 foram analisados os parâmetros área de deslocamento do centro de pressão (A-COP) e velocidades (VEL) anteroposterior (AP) e médio-lateral (ML) na plataforma de força (PF) em condições bipodal olhos abertos e olhos fechados O estudo 2 avaliou o teste de alcance funcional (TA) nas direções anterior e laterais direita e esquerda sobre a PF, extraídos os principais parâmetros do centro de pressão Resultados: No estudo 1, o G3 apresentou melhor desempenho de equilíbrio com e sem informação visual As meninas, inicialmente, tiveram pior CP do que os meninos em G1, mas em G2 e G3 já não apresentaram diferenças O avanço da idade influenciou positivamente a qualidade das respostas de equilíbrio em melhora da A-COP de 21%, 24% menor VEL AP e 39% em VEL ML No estudo 2, os resultados da PF e TA não se correlacionaram e o G3 teve melhor alcance (p<,1), mas não melhores estratégias na PF As meninas apresentaram melhor CP sobre a plataforma, mas não alcançaram significativamente mais do que os meninos A idade foi o fator de maior influência positiva no TA Conclusão: O avanço da idade tem maior influência no CP, em função do processo evolutivo Meninas, inicialmente, tiveram piores respostas de CP, mas aos 7–8 anos de idade, superam os meninos As crianças com maior limite de estabilidade, nem sempre apresentam boas estratégias de CP A idade aumenta o limite de estabilidade em todas as direções, mas não melhora os índices de CP sobre a PF As meninas têm melhores estratégias sobre a PF nos deslocamentos, mas não tem maior limite de estabilidade do que os meninosItem Análise tridimensional da marcha de crianças com paralisia cerebral: efetividade do uso de órteses suropodálicas, confiabilidade e validade de classificações preexistentes e criação e avaliação de propriedades psicométricas de uma nova classificaçãoMelanda, Alessandro Giurizatto; Santos, Suhaila Mahmoud Smaili [Orientador]; Lavado, Edson Lopes; Moura, Felipe Arruda; Rolim Filho, Epitácio Leite; Lucareli, Paulo Roberto Garcia; Fujisawa, Dirce Shizuko [Coorientadora]Resumo: Introdução: Paralisia Cerebral (PC) é a causa mais comum de distúrbio físico na infância As crianças com PC, como efeito da lesão neurológica, comumente apresentam fraqueza, espasticidade, falta de coordenação muscular e controle postural inadequado, que juntos dificultam a mobilidade e limitam as atividades físicas Entretanto, mais da metade das crianças identificadas com PC andam de forma independente A avaliação criteriosa dos indivíduos auxilia na indicação, frequência, tempo ou momento no processo de tratamento que cada modalidade deve ser utilizada A análise tridimensional da marcha (A3DM) é considerada o padrão-ouro na avaliação do andar de indivíduos com PC e foi utilizada nesta tese como principal instrumento de medida Objetivos: avaliar a efetividade do uso de órteses suropodálicas (OSP) em crianças com PC, identificar a aplicabilidade de classificações preexistentes da marcha em crianças com PC espástica e construir uma nova classificação da marcha para crianças com PC para suprir deficiências das classificações atuais Métodos: Quatro estudos originais retrospectivos foram desenvolvidos e contaram com a utilização do banco de dados do Laboratório de Marcha do Centro Hospitalar de Reabilitação de Curitiba – Paraná, coletados entre os anos de 21 e 217 O primeiro (1) estudo avaliou 24 crianças com PC espástica que foram submetidas a A3DM com e sem OSP Foram utilizados para análise o “Gait Profile Score” (GPS) e dados de tempo e espaço da marcha das crianças com e sem as órteses O segundo (2) estudo determinou utilidade da classificação publicada por Papageorgiou et al, em 219, em avaliar uma amostra de 13 crianças com PC espástica Também foi determinada a reprodutibilidade inter e intraobservador da referida classificação O terceiro (3) estudo determinou a utilidade clínica e a reprodutibilidade inter e intraobservadores a partir da classificação da marcha proposta e publicada por Davids e Bagley, em 214, em uma amostra de 131 crianças O quarto (4) estudo propôs uma nova classificação baseada em níveis de comprometimento para a marcha de crianças com PC espástica Foram utilizados dados da A3DM de 11 crianças para construção desta classificação De forma inovadora, também foi considerado o uso de equipamentos auxiliares da marcha (bengalas, muletas e andadores) nesta construção Foi determinada a reprodutibilidade inter e intraobservadores, assim como a reprodutibilidade dos observadores com o resultado do consenso da avaliação dos autores e a reprodutibilidade entre os diferentes profissionais (fisioterapeutas e cirurgiões ortopédicos) Resultados: O estudo (1) mostrou que o índice GPS, dos lados direito e esquerdo, não apresentaram variações estatisticamente significantes ao comparar os mesmos indivíduos deambulando com e sem órteses Foi observado aumento das variáveis espaço-temporais (velocidade da marcha, comprimento do passo e da passada), quando os participantes estavam em uso de órtese O estudo (2) mostrou que todos os grupos da classificação foram representados na amostra avaliada, com 95,4% dos participantes classificados A classificação mostrou sobreposição das características cinemáticas entre os grupos A reprodutibilidade foi quase perfeita interobservador, com reprodutibilidade intraobservador substancial e moderada para os avaliadores um e dois, respectivamente O terceiro estudo (3) determinou que a classificação de Davids e Bagley apresenta utilidade clínica com reprodutibilidade interobservadores e intraobservadores, moderada e moderada a substancial, respectivamente No quarto estudo (4) foi construída uma classificação de níveis da marcha de crianças com PC, após avaliação do padrão de uma amostra de 11 participantes A classificação proposta mostrou validade de face, critério e concorrente A reprodutibilidade interobservadores foi substancial, tanto utilizando dados da A3DM, quanto utilizando apenas a análise observacional da marcha (AOM), por meio de vídeo bidimensional A reprodutibilidade intraobservador foi substancial ou quase perfeita, a partir dos dados da A3DM ou somente AOM A reprodutibilidade entre os observadores e o consenso da classificação realizado pelos autores foi substancial ou quase perfeita, assim como a reprodutibilidade entre os tipos de profissionais avaliadores mencionados Conclusões: os quatro estudos científicos utilizaram a A3DM na avaliação de crianças com PC espástica e adicionaram informações relevantes na avaliação da marcha desta população A presente tese mostrou por meio do primeiro estudo (1) que OSP prescritas por profissional sem utilização da A3DM não produzem alterações significativas no padrão global da marcha (GPS), apesar de apresentarem benefícios funcionais (parâmetros de tempo e espaço) A classificação da marcha dessa população, auxilia na comunicação e no planejamento de tratamentos O segundo (2) e terceiro (3) estudos determinaram que as classificações estudadas são instrumentos capazes de classificar a marcha de crianças com PC, apesar de limitações terem sido observadas em ambas O quarto estudo (4) construiu uma nova classificação que objetiva agregar benefícios às classificações existentes com validade e excelente reprodutibilidade em classificar crianças com PCItem Associação entre fadiga e sintomas não motores e motores na doença de Parkinson(2023-03-31) Terra, Marcelle Brandão; Santos, Suhaila Mahmoud Smaili; Christofoletti, Gustavo; Vitório, Rodrigo; Andrade, Suellen Marinho; Probst, Vanessa SuzianeIntrodução: A doença de Parkinson (DP) é uma desordem neurodegenerativa, caracterizada pela perda dos neurônios dopaminérgicos da substância negra compacta do mesencéfalo. Hoje sabe-se que a doença engloba tanto sintomas motores, como a bradicinesia, tremor, rigidez, alterações posturais e da marcha, assim como sintomas não motores, entre eles as alterações do sono, do humor, problemas urinários, disfunções na fala, disfagia, hiposmia, constipação, comprometimento cognitivo, distúrbios autonômicos e fadiga. O quadro de sintomas não motores é muito relevante e tem impacto negativo na qualidade de vida dos indivíduos. A fadiga é um sintoma muito prevalente na doença, atingindo até 50% dos indivíduos e que pode ser muito incapacitante. Apesar de sua importância no contexto da DP, ainda é um sintoma insuficientemente estudado na literatura. Objetivos: o nosso estudo almejou verificar a associação entre a fadiga com: características demográficas (sexo, idade, tempo de diagnóstico, escolaridade, índice de massa corporal - IMC, dose de medicamento dopaminérgico), clínicas (ansiedade e depressão, cognição, estadiamento da doença – escala de Hoehn Yahr - HY) e com o equilíbrio, sintomas motores e sintomas não motores da doença. Metodologia: Primeiramente, categorizamos nossa amostra em dois grupos: “fadiga” e “não fadiga”, com objetivo de os comparar em relação as variáveis citadas. Foram desenvolvidas duas pesquisas: (1) no primeiro estudo, realizamos análise de correlação, para verificar a relação entre o desfecho equilíbrio, avaliado por meio da plataforma de força, e a fadiga, avaliada por meio da Parkinson Fatigue Scale (PFS). Além disso, comparamos os grupos “com fadiga” e “sem fadiga” nas variáveis demográficas, sinais e sintomas da DP e equilíbrio; (2) no segundo estudo, investigamos a associação entre a fadiga, avaliada de forma subjetiva por meio da PFS, e os dados demográficos, estadiamento da doença, ansiedade e depressão, cognição e os sintomas não motores e motores da doença (Movement Disorder Society – Unified Parkinson’s disease Rating Scale). Foi também realizada a comparação entre os grupos (“fadiga” e “não fadiga”), nas variáveis citadas. Resultados: no primeiro estudo, verificamos que não houve correlação entre as variáveis de fadiga e os parâmetros de controle postural (área do centro de pressão dos pés, velocidade e amplitude) e que não houve diferença entre os grupos “low-fatigue” e “high-fatigue”. No segundo estudo, verificamos que o grupo “fadiga” apresentou: maior pontuação na escala de HY, maior severidade dos sintomas não motores e motores relacionados às atividades de vida diária, mais complicações motoras e maior ansiedade e depressão. De acordo com os modelos de análise de regressão, nossos resultados apontam que a fadiga se associa a menor dose diária equivalente de levodopa e ao aumento do: IMC, ansiedade e depressão, sintomas não motores das experiências da vida diária. Conclusão: De acordo com os achados dos dois estudos que compõem esta tese, a fadiga esta´ mais relacionada aos sintomas na~o motores, quando comparado ao comprometimento motor em si. Estes resultados reforc¸am a importa^ncia de uma abordagem sistematizada dos sintomas na~o motores na DP.Item Atividade física na vida diária e comportamento sedentário de pacientes com DPOC : mortalidade, perfil dos pacientes e impacto da variação sazonal e do uso de equipamentos portáteisFurlanetto, Karina Couto; Pitta, Fábio de Oliveira [Orientador]; Bellinetti, Laryssa Milenkovich; Mayer, Anamaria Fleig; Fernandes, Karen Barros Parron; Guedes, Dartagnan PintoResumo: Introdução: A quantificação detalhada, objetiva e padronizada do nível de atividade física na vida diária (AFVD) de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) permitiu identificar que desfechos clínicos relevantes estão associados com o padrão de comportamento inativo desses pacientes Apesar da crescente relevância de diferentes aspectos da AFVD no mundo científico e na rotina clínica, muitas lacunas sobre este tema ainda existem na literatura atual Questões importantes precisam ser melhor elucidadas em pacientes com DPOC com base em evidências sólidas, como a associação entre inatividade e mortalidade, uma melhor definição do perfil da população, e o grau de influência de variações sazonais e do uso de equipamentos portáteis Adicionalmente, os termos “sedentarismo” e “inatividade física” são comumente e erroneamente considerados como sinônimos A presente tese de doutorado foi desenvolvida com o intuito de contribuir com evidências científicas envolvendo questões relativas à mortalidade, perfil dos pacientes e impacto da variação sazonal e do uso de equipamentos portáteis sobre a AFVD de pacientes com DPOC Métodos: Quatro estudos foram desenvolvidos, sendo 3 artigos originais e 1 artigo de revisão de literatura Os dois primeiros estudos abordam as formas e pontos de corte para identificar os pacientes com DPOC que apresentam padrão de comportamento sedentário, inativo ou ativo Os outros dois estudos abordam o impacto de dois fatores sobre a AFVD que ainda não estão bem estabelecidos, como a sazonalidade e o uso de equipamentos portáteis Foram desenvolvidos: (1) um estudo retrospectivo de coorte (n=11) para identificar um ponto de corte de comportamento sedentário em pacientes com DPOC e investigar sua associação com a mortalidade em um follow-up de 5 anos; (2) um estudo transversal (n=14) para comparar o perfil de pacientes com DPOC considerados fisicamente ativos ou inativos de acordo com diferentes classificações do nível de AFVD; (3) um estudo prospectivo de coorte para investigar a variabilidade da AFVD causada pela sazonalidade (verão e inverno) em pacientes com DPOC que vivem em regiões do mundo com diferentes características climáticas (Londrina, Brasil [n=19] e Leuven, Belgica [n=18]); e (4) um estudo de revisão de literatura que investiga se a utilização de equipamentos portáteis, como a oxigenoterapia domiciliar ou a ventilação não-invasiva (VNI) influenciam no aumento ou redução do nível de AFVD, e neste caso, de pacientes mais graves Resultados: O estudo (1) concluiu que 8:3 horas/dia em atividades que requerem <1,5 equivalente metabólico (MET) é um ponto de corte capaz de identificar pacientes com DPOC sedentários e que apresentam maior risco de mortalidade Este estudo também mostrou que cada hora/dia gasta em atividades <1,5 MET aumenta o risco de mortalidade em 42% O estudo (2) identificou que, independente do método de classificação utilizado, pacientes com DPOC fisicamente ativos são caracterizados por melhor capacidade de exercício, função pulmonar, composição corporal e estado funcional quando comparados a pacientes fisicamente inativos Adicionalmente, pacientes fisicamente ativos são possivelmente também caracterizados por melhor força muscular periférica e expiratória e qualidade de vida, além de menor prevalência de doença cardíaca estável e risco de mortalidade O estudo (3) mostrou que a AFVD dos pacientes com DPOC reduz no período do inverno em ambas as regiões do mundo, e de forma mais acentuada em pacientes brasileiros Além disso, identificou que pacientes brasileiros são mais ativos que pacientes belgas mesmo após o ajuste para as variáveis climáticas Por fim, o estudo de revisão de literatura (4) identificou que pacientes com DPOC que utilizam oxigenoterapia ou VNI domiciliar apresentam a AFVD ainda mais comprometida do que pacientes que não se utilizam desses equipamentos Possivelmente, fornecer equipamentos mais leves de oxigenoterapia não seja suficiente para reverter o comportamento sedentário Adicionalmente, diferentes estudos mostraram que intervenções com implementação de 3 meses de VNI noturna parecem aumentar a AFVD de pacientes com hipercapnia Conclusões: Os quatro artigos científicos desenvolvidos apresentam conclusões clinicamente relevantes e mostram que os fatores pesquisados nesta tese impactam na AFVD dos pacientes com DPOC A associação entre mortalidade e o ponto de corte para sedentarismo proposto sugere que estratégias para reduzir o comportamento sedentário podem aumentar a sobrevida desses pacientes Além disso, estratégias que encorajam o paciente com DPOC a se tornar fisicamente mais ativo são fortalecidas com as evidências encontradas por meio da comparação entre os pacientes fisicamente inativos ou ativos Por fim, as variações no clima e o uso de equipamentos portáteis como a oxigenoterapia domiciliar e a ventilação não invasiva noturna devem ser considerados nas avaliações futuras dos pacientes com DPOC pois são fatores que influenciam a atividade física diária Novas pesquisas em pacientes com DPOC são incentivadas, de forma que no futuro seja possível determinar quais formas de intervenção que objetivam o aumento da atividade física e a redução do sedentarismo podem resultar em benefícios reais para a saúde desses pacientesItem Avaliação da capacidade funcional em pacientes com DPOC : revisão da literatura sobre testes funcionais de membros inferiores, confiabilidade do cronômetro no registro da velocidade de marcha e utilização do teste 4-metre gait speed para prescrição..Reche, Gianna Kelren Waldrich Bisca; Pitta, Fábio de Oliveira [Orientador]; Teixeira, Denilson de Castro; Karsten, Marlus; Fernandes, Karen Barros Parron; Trelha, Celita SalmasoResumo: Introdução: Testes funcionais, tais como velocidade de marcha, timed Up and Go (TUG), sit-to-stand (STS) e teste do degrau, ganharam popularidade tanto em pesquisa quanto na prática clínica nos últimos anos, visto que avaliam a capacidade funcional de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) de maneira prática, rápida e com menor custo Entretanto, as propriedades de medida dos diferentes protocolos de teste, aspectos técnicos e a utilização dos mesmos na prescrição de exercício ainda não foram solidamente estabelecidos A presente tese de doutorado foi então desenvolvida com o intuito de se aprofundar sobre a utilização de testes funcionais em pacientes com DPOC, e assim contribuir com as evidências científicas relacionadas à avaliação funcional desses pacientes Métodos: Três estudos foram desenvolvidos, sendo um artigo de revisão sistemática da literatura e dois artigos originais A revisão sistemática (1) avaliou as características e evidências disponíveis sobre as propriedades de medida dos testes de velocidade da marcha, timed Up and Go (TUG), sit-to-stand (STS) e teste do degrau; investigou a relação entre esses testes e alguns desfechos clínicos importantes na DPOC; e ainda viabilizou recomendações para a prática clínica e para pesquisas futuras O artigo (2) comparou e avaliou a concordância de dois métodos (cronômetro e vídeo) que registram o tempo de realização do teste velocidade de marcha em 4 metros (ou 4-metre gait speed, 4MGS) em pacientes com DPOC, e avaliou a concordância entre dois avaliadores que realizaram a mensuração do tempo apenas com cronômetro No artigo (3) foi avaliada a eficácia do teste 4MGS na prescrição da intensidade de exercício físico e para predizer a distância percorrida no teste da caminhada de seis minutos (TC6min) bem como identificar qual protocolo do teste melhor estima esses resultados em pacientes com DPOC Resultados: O estudo (1) concluiu que testes funcionais simples de membros inferiores revelam informações sobre desfechos clínicos importantes em pacientes com DPOC Os testes 4MGS; 5 repetições do movimento de levantar e sentar e o teste do degrau de 6 minutos (TD6) apresentam as propriedades psicométricas mais bem estabelecidas quando comparados aos outros testes, enquanto as propriedades do TUG precisam ser melhor estudadas O estudo (2) mostrou que o cronômetro apresentou resultado semelhante ao método critério (vídeo) e excelente concordância com ele em todos os protocolos do 4MGS testados Adicionalmente, quando o cronômetro foi utilizado por dois avaliadores independentes, verificou-se excelente concordância entre eles Como resultado do estudo (3), o 4MGS realizado com velocidade máxima em um corredor de 8 metros predisse melhor a intensidade do exercício, com um coeficiente de determinação R2 = ,46 Conclusão: Testes funcionais podem ser utilizados na prática clínica para avaliar a capacidade funcional em pacientes com DPOC Os testes 4MGS, 5STS, TUG e TD6 são bem tolerados pelos pacientes, práticos e viáveis, considerando o tempo, espaço e recursos disponíveis Além disso, refletem desfechos clínicos importantes na DPOC de morbimortalidade, hospitalizações, quedas, capacidade de exercício e qualidade de vida Para a avaliação do tempo gasto no 4MGS, o uso do cronômetro mostrou-se confiável, ampliando a possibilidade de uso do teste na prática profissional Por fim, a utilidade clínica do 4MGS pode ser maior do que previamente esperado, uma vez que todos os protocolos do teste se correlacionaram com o TC6min e o protocolo do 4MGS realizado com velocidade máxima em um corredor de 8 metros provou ser a melhor opção para a prescrição da intensidade do exercício para pacientes com DPOC moderada a muito graveItem Avaliação das atividades de vida diária em pacientes com DPOC : revisão, avaliação crítica e aprimoramento das ferramentas disponíveis na literatura(2021-06-16) Paes, Thaís Rebeca; Hernandes, Nidia Aparecida; Pitta, Fabio; Corso, Simone Dal; Motta, Thais Jordão Perez Sant Anna; Rodrigues, Antenor Luiz LimaIntrodução: A presente tese de doutorado teve como objetivo geral contribuir cientificamente para o aprimoramento das ferramentas utilizadas na avaliação das atividades de vida diária (AVDs) em indivíduos com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Dessa forma, os objetivos dos estudos que compõem a presente tese foram: 1) desenvolver um mapa conceitual das AVDs para indivíduos com DPOC, identificar e avaliar criticamente as ferramentas que avaliam AVDs disponíveis e verificar se as ferramentas abordam os temas encontrados no mapa conceitual; 2) Revisar sistematicamente os protocolos objetivos disponíveis para a avaliação de AVDs em indivíduos com DPOC, assim como as propriedades de medida testadas de cada protocolo; 3) Determinar a mínima diferença detectável (MDD) do desempenho funcional de indivíduos com DPOC avaliado por meio do Londrina ADL Protocol (LAP); 4) Desenvolver uma forma de classificação do desempenho funcional avaliado pelo LAP considerando, além de seu principal desfecho (i.e., tempo de execução), os sintomas percebidos, o estresse cardiovascular e a saturação periférica de oxigênio (SpO2). Métodos: Quatro estudos foram desenvolvidos e são apresentados nesta tese. No primeiro estudo foram realizadas entrevistas com indivíduos com DPOC cujo objetivo foi identificar o que é relevante e importante em relação à realização das AVDs para, então, desenvolver um mapa conceitual e verificar se o que foi apontado pelos indivíduos é abordado nas ferramentas de avaliação de AVDs disponíveis na literatura vigente. No segundo estudo, conduziu-se uma revisão sistemática para a identificação dos testes objetivos de avaliação das AVDs em DPOC disponíveis na literatura e a verificação de suas propriedades de medida. O terceiro estudo, o método baseado na distribuição dos dados foi utilizado para determinar a MDD do LAP. No último estudo, foi realizada uma análise de clusters para dividir os indivíduos com DPOC em grupos e, na sequência, utilizou-se uma árvore de decisão para classificar os indivíduos nesses grupos utilizando-se o tempo de execução do LAP, a variação dos sintomas, das variáveis de estresse cardiovascular e da saturação periférica de oxigênio (SpO2). Resultados: Os temas relevantes para a realização das AVDs identificados no mapa conceitual foram: limitação durante as AVDs; tipo de atividade; participação na vida diária; e barreiras e facilitadores. Dentre as ferramentas disponíveis, a maioria aborda a limitação durante as AVDs e o tipo de atividade; algumas ferramentas avaliam a participação na vida diária e poucas avaliam as barreiras e os facilitadores. Somente as ferramentas: Activities of Daily Living Questionnaire by Odgen et al (ADLQ); Manchester Respiratory Activities of Daily Living Questionnaire (MRADL); Pulmonary Functional Status Scale (PFSS) versão longa e curta avaliaram os quatro temas. Na revisão sistemática, foram encontrados cinco testes que avaliam objetivamente o desempenho nas AVDs, sendo que somente três são considerados confiáveis e válidos (Glittre ADL Test, MFTE e LAP), e somente um (Glittre ADL Test) teve sua responsividade testada e confirmada na população de indivíduos com DPOC. A MDD do LAP, estimada por meio do método baseado na distribuição dos dados, varia entre 19 e 30 segundos. Por fim, a amostra de indivíduos com DPOC estudada foi dividida em quatro clusters, sendo identificado que a fadiga referida, o tempo de execução e a frequência cardíaca podem ser usados para classificar o grau de limitação funcional dos indivíduos nos quatro grupos: Grupo 1, que gasta mais tempo para realizar o LAP e com mais dispneia; Grupo 2, que gasta mais tempo para realizar o LAP com mais dispneia e fadiga; Grupo 3, que realiza o LAP em menos tempo e sem sintomas; e Grupo 4, que realiza o LAP em menos tempo, com poucos sintomas e com maior estresse cardiovascular . Conclusão: Os artigos científicos apresentados nesta tese mostraram que: 1) A Limitação durante as AVDs, o tipo de atividade, a participação na vida diária e as barreiras e facilitadores são os temas relevantes para os indivíduos com DPOC, e poucas são as ferramentas que avaliam os quatro temas; 2) Cinco teste objetivos de avaliação de AVDs foram encontrados, sendo que somente três são confiáveis e válidos e somente o Glittre ADL Test teve sua responsividade testada e confirmada na população; 3) A MDD do desempenho funcional avaliado pelo LAP varia entre 19 e 30 segundo; 4) Os indivíduos com DPOC podem ser classificados em quatro grupos, complementando a avaliação e facilitando a intrepretação dos resultados do teste. Isso porque, alguns pacientes podem realizar o LAP com tempo similar, porém parte deles pode apresentar esforço físico e experimentar mais sintomas do que outros.Item Avaliação objetiva para classificação de caidores, confiabilidade e comparação do controle postural de tronco de indivíduos com e sem doença de Parkinson(2024-02-16) Araújo, Hayslenne Andressa Gonçalves de Oliveira; Santos, Suhaila Mahmoud Smaili; Fujisawa, Dirce Shizuko; Silva, Diego Orcioli da; Lopes, Edson Lavado; Moraes, RenatoIntrodução: A instabilidade postural e as alterações da marcha estão entre os principais sintomas da doença de Parkinson (DP), com repercussões motoras importantes, que impactam a capacidade funcional e autonomia dos indivíduos. É essencial que instrumentos acurados e específicos sejam desenvolvidos, confiáveis para oferecer a melhor avaliação possível e para guiar o manejo mais eficiente e com melhores resultados para essa população. Objetivos: Analisar o uso de tecnologias (sensores inerciais vestíveis e Wobble Chair) na avaliação funcional do controle postural e marcha de indivíduos com DP. Métodos: foram desenvolvidos três estudos com indivíduos com DP, um deles com comparação com controles saudáveis. No primeiro, foram utilizados sensores inerciais vestíveis e medidas clínicas para a classificação de caidores e não caidores entre uma amostra de 127 indivíduos com DP, submetidos a testes de marcha com e sem dupla tarefa cognitiva. As análises de ponto de corte para cada medida utilizada, bem como a combinação entre as medidas, foram realizadas por meio da área sob a curva receiver operating characteristic (ROC). No segundo estudo, foi analisada a confiabilidade do uso da Wobble Chair na avaliação do controle postural de tronco de 44 indivíduos com DP nas posições olhos abertos (OA), olhos fechados (OF) e sem apoio para os pés (SA), por meio de teste e reteste realizado com sete dias de intervalo, em duas tentativas de 30s cada entre elas. Foram extraídos os dados de área de centro de pressão (COP), amplitude e velocidade anteroposterior (AP) e mediolateral (ML) de cada posição. O terceiro estudo seguiu metodologia semelhante ao segundo, sem a realização do reteste e com adição de grupo controle saudável (n=45) pareado em idade e sexo ao grupo intervenção. Também foi adicionada a posição dupla tarefa (DT), realizada por meio do Stroop test. Resultados: no primeiro estudo, verificamos que a combinação de medidas clínicas (escala de eficácia de quedas e de congelamento da marcha) e medidas objetivas (ângulo da dorsiflexão e da rotação de tronco) é a melhor estratégia para classificação de caidores. No segundo estudo, observamos que a Wobble chair é confiável para a avaliação do controle postural de tronco na DP, especialmente se considerando o parâmetro velocidade e as posições OA e SA. Por fim, o terceiro estudo demonstrou comportamento de tronco semelhante entre pessoas com e sem DP, com diferença entre os grupos apenas quando retirado o apoio para os pés, e que ambos apresentaram mais dificuldade na realização de tarefas mais desafiadoras (DT e OF). Conclusão: Avaliações que combinam medidas clínicas e objetivas são essenciais para detectar anormalidades de marcha e controle postural de tronco na DP. Em especial, instrumentos objetivos confiáveis aumentam a acurácia diagnóstica e ajudam a guiar o tratamento, pois elucidam o comportamento destes desfechos desta população.Item Avaliação, reabilitação e sobrevida na doença pulmonar obstrutiva cronicaRodrigues, Antenor Luiz Lima; Pitta, Fábio de Oliveira [Orientador]; Mantoani, Leandro Cruz; Camillo, Carlos Augusto; Buzzachera, Cosme Franklin; Teixeira, Denilson de CastroResumo: Introdução: A presente tese de doutorado tem o objetivo de contribuir cientificamente para: o aprimoramento de estratégias para a suspeição/diagnóstico da fraqueza dos músculos inspiratórios; elucidar o padrão de ativação e oxigenação dos músculos respiratórios, assim como do gasto energético e oferta de oxigênio sistêmica de pacientes com DPOC quando submetidos a situações de sobrecarga; avaliar se a sobreposição da DPOC e da asma (ie, ACO: asma-COPD overlap) modifica os efeitos de um programa de treinamento físico em termos de qualidade de vida, estado funcional, sintomas de ansiedade e depressão, impacto da dispneia durante atividades de vida diária e capacidade de exercício quando comparados a sujeitos com DPOC sem a sobreposição de asma; e identificar estatisticamente grupos de pacientes com DPOC que apresentem maior associação com a incidência de óbito em dois anos Métodos: Quatro estudos foram desenvolvidos e são apresentados nesta tese No primeiro estudo o impacto do uso de diferentes equações de predição para força muscular inspiratória na suspeição/diagnóstico de fraqueza muscular inspiratória foi investigado No segundo estudo, durantes dois tipos de sobrecarga, a ativação e a oxigenação dos músculos respiratórios e o gasto energético e oferta sistêmica de oxigênio de sujeitos com DPOC foram investigadas No terceiro estudo os efeitos de um programa de treinamento físico de alta intensidade (>6% da capacidade máxima de exercício) sobre a qualidade de vida, estado funcional, sintomas de ansiedade e depressão, impacto da dispneia durante atividades de vida diária e capacidade de exercício foram comparados em sujeitos apresentando somente DPOC e pacientes apresentando ACO No quarto estudo, fatores que previamente demonstraram ser associados com mortalidade em pacientes com DPOC foram utilizados para agrupar pacientes com DPOC por meio da análise de k-means e a associação entre ser alocado nos diferentes grupos e o óbito em dois anos foi analisada Resultados: O primeiro estudo mostrou que o uso de diferentes equações de referência disponíveis na literatura impacta de maneira importante na suspeição/diagnóstico de fraqueza muscular inspiratória O segundo estudo mostrou que o diafragma e os músculos inspiratórios “não-diafragmáticos” são recrutados quando a demanda ventilatória é aumentada; no entanto, os outros músculos inspiratórios parecem ser utilizados como uma reserva quando o diafragma tem sua capacidade de gerar força limitada O terceiro estudo mostrou que os efeitos de um programa de treinamento físico de alta intensidade são similares em pacientes com DPOC e naqueles com ACO Finalmente, o quarto estudo mostrou que a análise de K-means foi capaz de identificar um grupo de indivíduos com DPOC com maior chance de óbito Conclusão: Os artigos científicos apresentados nesta tese mostram que: 1) a suspeição/diagnóstico de fraqueza muscular inspiratória pode variar dependo da equação de referência utilizada; 2) apesar de tanto o diafragma quanto os músculos inspiratórios “não-diafragmáticos” serem recrutados quando a demanda ventilatória é aumentada, os outros músculos parecem ser utilizados como uma reserva para auxiliar quando o diafragma tem sua capacidade de gerar força limitada; 3) O treinamento físico de alta intensidade promove benefícios similares sobre a qualidade de vida, estado funcional, sintomas de ansiedade e depressão, impacto da dispneia durante atividades de vida diária e capacidade de exercício em indivíduos com DPOC e com ACO; e 4) grupos de indivíduos com DPOC com maior risco de óbito podem ser identificados por meio da utilização da análise de k-meansItem Características físicas e funcionais de crianças vítimas de queimaduras e efeitos do programa de exercícios com base no método pilates sobre a força muscular respiratória, mobilidade toracoabdominal e qualidade do sono em escolaresValenciano, Paola Janeiro; Fujisawa, Dirce Shizuko [Orientador]; Santos, Mara Lisiane de Moraes dos; Trelha, Celita Salmaso; Oliveira, Josiane Marques Felcar Piaie de; Probst, Vanessa SuzianeResumo: Introdução: O crescimento e desenvolvimento infantil sofrem influências de fatores ambientais, como por exemplo, a atividade física O método Pilates pode ser uma alternativa de atividade física, no entanto, seus potenciais efeitos precisam ser investigados Objetivos: Investigar a atividade física em dois contextos diferentes, primeiro sobre a influência de acidentes graves por queimaduras em crianças em relação à capacidade funcional de exercício e atividade física e, segundo, avaliar os efeitos do de um programa de exercícios com base no método Pilates sobre a mobilidade toracoabdominal, força muscular respiratória e qualidade do sono para crianças na fase escolar Métodos: No primeiro estudo, do tipo transversal com crianças vítimas de queimaduras, foi avaliado o estado nutricional por meio do escore z, a atividade física regular por meio do questionário Physical Activity Questionnaire for Older Children (PAQ-C) e a capacidade funcional de exercício pelo Teste de caminhada de seis minutos (TC6) O segundo estudo foi do tipo ensaio clínico controlado randomizado com crianças escolares em que foi avaliado o efeito de 28 sessões, em grupo, do Pilates em solo Os desfechos foram mobilidade toracoabdominal, mensurada por meio de cirtometria (medida do coeficiente respiratório - CR); força muscular respiratória por meio da manovacuometria; e qualidade do sono por meio do questionário de Hábitos de Sono das Crianças (CSHQ-PT) Resultados: No primeiro estudo participaram 21 crianças vítimas de queimaduras Após 12,7±5,5 meses da alta hospitalar, 13 (61,9%) dos participantes encontravam-se eutróficos e 7 (33,3%) com a estatura abaixo do esperado Em relação à atividade física, 11 (52,3%) foram classificados como ativos e 1 (47,6%) como sedentários e a distância percorrida no TC6 foi de 564,7±7,6 metros Na análise de associação, não houve diferença significante entre as variáveis eutróficos, sobrepeso / obeso com ativos ou sedentários (P=,65); e entre médio ou grande queimados com ativos ou sedentários (P=,31) No segundo estudo, participaram 4 crianças, 2 no grupo pilates e 2 no controle Houve redução dos despertares noturnos no grupo pilates P=,3 (ES=,4, SRM=,5), e diferença na comparação dos deltas entre os grupos (P=,1); o controle apresentou aumento da sonolência diurna (P=,6) e a comparação dos deltas mostrou diferença (P=,1) Houve redução do CR basal no grupo pilates P=,1 (ES=,3, SRM=,6) e diferença na comparação dos deltas (P=,4); houve aumento do CR abdominal no grupo pilates P=,2 (ES=,6, SRM=,5) Houve aumento da força muscular expiratória no grupo pilates P=,5 (ES=,1, SRM=,2) Conclusão: Os achados mostraram que não houve associação entre as crianças consideradas grande queimado ou sobrepeso / obesos com o sedentarismo, também não houve redução da capacidade funcional do exercício, mesmo com parte dos participantes apresentando alteração nos dados antropométricos e sendo sedentários Também foi possível observar que o método Pilates em solo melhorou a mobilidade toracoabdominal (basal e abdominal), a força muscular expiratória e a qualidade do sono de crianças em idade escolar, podendo ser considerado como opção de atividade física estruturada para a população infantilItem Caracterização fenotípica e molecular de determinantes de resistência e formação de biofilme em isolados de Acinetobacter spp(2023-03-17) Fávaro, Larissa dos Santos.; Venancio, Emerson José; Perugini, Márcia Regina Eches; Amarante, Marla Karine; Cano, Barbara Gionco; Petroli, Suelen Balero de Paula; Carrara, Floristher ElaineNos últimos anos, espécies de Acinetobacter não-baumannii (NBA) têm se destacado como importantes patógenos responsáveis por infecções relacionadas a assistência à saúde, assim como A. baumannii, a espécie clinicamente mais relevante do gênero. O objetivo deste estudo foi caracterizar os determinantes de resistência aos antimicrobianos e fatores de virulência de isolados clínicos de Acinetobacter spp. recuperados de pacientes atendidos no Hospital Universitário de Londrina (HU) num período de dez anos (2006-2016). Um total de 750 isolados de Acinetobacter spp., não repetidos, foram incluídos no estudo, sendo 738 pertencentes ao complexo A. calcoaceticus-A. baumannii e 12 NBA. A análise genotípica revelou que A. baumannii foi a espécie mais comumente isolada (98,4%), seguida por A. bereziniae (0,8%), A. haemolyticus (0,1%) e A. colistiniresistens (0,1%). Os isolados apresentaram altas taxas de resistência para a maioria dos antimicrobianos avaliados, incluindo os carbapenêmicos. Os genes codificadores de carbapenem-hydrolyzing class D beta-lactamases (CHDL) adquiridos mais comumente identificados foram: blaOXA-23-like (89,2%) seguido por blaOXA143-like (1,2%) e blaOXA58-like (0,8%). O gene blaOXA-58 foi detectado em cinco isolados de A. bereziniae e um de A. colistiniresistens (Ac 505/15), classificados como produtores de biofilme. A tipagem molecular destes isolados por enterobacterial repetitive intergenic consensus-polymerase chain reaction (ERIC-PCR) identificou quatro grupos genéticos (I-IV), sendo três agrupamentos individuais (I, II e III), e um (grupo IV) composto por três isolados de A. bereziniae relacionados clonalmente. A análise do contexto genético revelou que todos os isolados apresentaram ISAba3 a jusante do gene blaOXA-58, e os três isolados com ISAba1, ISAba3 e ISAba125-?ISAba3 a montante foram classificados como multirresistentes. Adicionalmente, as análises de bioinformática do sequenciamento do genoma total do isolado Ac505/15 (grupo I) revelaram a presença de genes codificadores de resistência à beta-lactâmicos, aminoglicosídeos, fenicóis, sulfonamidas e macrolídeos, bem como, várias famílias de sistemas de efluxo, ilhas genômicas, sequências de inserção e genes de virulência. Neste estudo, demonstrou-se que a resistência aos carbapenêmicos em Acinetobacter spp. no HU parece ser atribuída à presença de genes codificadores de CHDL. Além disso, destaca-se a necessidade da identificação correta das espécies de Acinetobacter e da vigilância epidemiológica a fim de evitar a disseminação de determinantes de resistência, e virulência entre patógenos hospitalares relevantes.Item Comportamento sedentário em indivíduos com DPOC: pontos de corte preditores de mortalidade a longo prazo e perfil de pacientes respondedores a um programa de reabilitação voltado a reduzir o sedentarismo(2025-07-30) Martins, Laís Carolini Santin; Pitta, Fábio de Oliveira; Teixeira, Denilson de Castro; Ramos, Ercy Mara Cipulo; Mesquita, Rafael; Corso, Simone DalIntrodução: Apesar de haver diferentes pontos de corte para identificar sedentarismo em indivíduos com DPOC, não se sabe quais deles predizem de fato a mortalidade a longo prazo nessa população. Além disso, a redução do tempo sedentário (TS) é um alvo clínico importante para indivíduos com DPOC pois trata-se de um desfecho modificável com potencial benefícios; no entanto, não se conhece o perfil de pacientes que respondem positivamente a um programa de reabilitação pulmonar (RP) voltado especificamente para redução do comportamento sedentário. Portanto, a presente tese de doutorado foi desenvolvida com dois objetivos principais: 1) identificar a utilidade e comparar três pontos de corte de comportamento sedentário (i.e., TS >8,5 horas/dia; >70% do tempo acordado gasto em comportamento sedentário; e <4300 passos/dia) como preditores de mortalidade por todas as causas em um seguimento de 12 anos em indivíduos com DPOC; e 2) identificar as características de pacientes que respondem positivamente a um programa multidimensional de RP voltado especificamente à redução do TS. Métodos: Com base nesses objetivos, dois estudos originais foram conduzidos. O primeiro investigou a associação dos três diferentes pontos de corte com a mortalidade em um follow-up de 12 anos em 92 indivíduos com DPOC estável. Já o segundo estudo incluiu 22 indivíduos que tiveram seu nível de sedentarismo e atividade física avaliado antes e após a realização de um programa multidimensional de RP especificamente focado na redução do TS, composto por três componentes principais: i) seções educativas com estratégias de mudança de comportamento; ii) uso de um dispositivo tecnológico portátil (“wearable”) que emitia um alerta vibrotátil e alertava o indivíduo a levantar-se e quebrar blocos de sedentarismo; e iii) treinamento físico de alta intensidade incluindo exercício aeróbico e fortaleciemento muscular. Para análise, os indivíduos foram classificados como respondedores ou não respondedores de acordo com a redução (ou não) do TS após o programa de RP. Resultados: No estudo 1, após a análise de curva ROC dos três pontos de corte, foram encontrados os seguintes valores: TS >8,5 horas/dia, área sob a curva (AUC) 0,632 (95% IC 0,510-0,754; P= 0,03), sensibilidade 41% e especificidade 71%; >70% de tempo acordado, AUC 0,602 (95%IC 0,478-0,727; P=0,10), sensibilidade e especifidade 29% e 81%, respectivamente; <4300 passos/dia, AUC 0,620 (95%IC 0,499-0,742; P=0,05), sensibilidade 58% e especificidade 65%. Porém quando comparados os valores de curva ROC, não foram encontradas diferenças significativas. Por outro lado, o ponto de corte TS >8,5 horas/dia foi um preditor independente de mortalidade (hazard ratio 1,23; 95%IC 1,021–1,589; P=0,02), ao contrário dos outros dois pontos de corte. No segundo estudo, quando os indivíduos foram classificados como respondedores (n=12) ou não-respondedores (n=10) com base na redução (ou não) do TS/dia pós-RP, a mudança pós-pré no TS/dia foi de -97±95min/dia e 86±82min/dia, respectivamente (P<0,001). Respondedores apresentavam maior TS/dia e menor tempo/dia em atividade física (AF) leve e número de passos/dia na avaliação pré-RP. A respeito das mudanças pós-pré RP, houve diferenças significativas entre respondedores e não-respondedores em tempo/dia em AF leve (26±46 vs -33±57 min/dia) e passos/dia (904 [537–2444] vs -615 [-3575–1288], respectivamente)(P=0,01 para ambos). Diminuição no TS/dia se correlacionou bem com aumento no tempo/dia em AF leve, tanto no grupo geral (r=-0,83) quanto nos respondedores (r=-0,66), mas não com o aumento no tempo/dia em AF moderada-a-vigorosa (AFMV)(r=-0,33 e -0,13, respectivamente). Regressão linear mostrou associação significativa entre mudanças no TS/dia e no tempo/dia em AF leve (R² ajustado=0,643; P<0,0001). Conclusões: Entre diferentes pontos de corte que indicam comportamento sedentário, TS >8,5 horas/dia foi o indicador independente mais forte do risco de mortalidade em um seguimento de 12 anos em indivíduos com DPOC, indicando um risco 23% maior em comparação com aqueles que apresentam TS <8,5 horas/dia. Além disso, indivíduos com DPOC que respondem positivamente a um programa multidimensional de RP focado especificamente em reduzir o TS eram caracterizados por piores níveis basais de AF comparados aos não respondedores, enquanto a diminuição no TS/dia após o programa se associou fortemente ao aumento da AF leve, mas não da AFMVItem Desempenho funcional em doenças respiratórias crônicas : um olhar aprofundado na doença pulmonar intersticialZamboti, Camile Ludovico; Camillo, Carlos Augusto Marçal [Orientador]; Furlanetto, Karina Couto; Oliveira, Cristino Carneiro; Cruz, Joana; Mesquita, Rafael Barreto deResumo: Introdução: Pacientes com doenças respiratórias crônicas (DRC) apresentam alterações pulmonares e sistemicas, com consequente limitação nas atividades de vida diária (AVDs) No entanto, existem inumeros instrumentos para avaliar o desempenho funcional de indivíduos com DRC, e portanto, difícil a compreensão dos testes mais apropriados para avaliação do desempenho funcional, em especial nas DRC que não possuam o diagnósico principal a doença pulmonar obstrutiva cronica (DPOC) Ainda, em doenças pulmonares intersticiais (DPI) são escassos os testes com propriedades métricas adequadas e que possuem relação com outros defechos clínicos, e não se sabe se a longo prazo existe piora do desempenho funcional e equilíbrio corporal, e também, se pacientes com DPI apresentam quedas Objetivos: A presente tese foi elaborada no intuito de contribuir com as evidências científicas relacionadas aos instrumentos de desempenho funcional em DRC, especialmente em DPI Bem como, aprofundar o olhar no desempenho funcional em pacientes com DPI, testes de desempenho funcional adequados para DPI, associação do desempenho funcional com atividade física da vida diária (AFVD) e diferenças no desempenho funcional, equilíbrio corporal e história de quedas em pacientes com DPI ao longo de um ano Metodologia: Quatro estudos foram desenvolvidos: (1) Através de uma revisão sistemática, o primeiro estudo sumarizou as informações dos instrumentos de desempenho funcional, propriedades de medidas investigadas e associação com desfechos negativos em pacientes com DRC que não possuam como diagnóstico principal a DPOC; (2) No segundo estudo foi comparado o desempenho funcional em pacientes com DPI clínicamente estáveis e individuos saudáveis e investigado as propriedades métricas de testes de desempenho funcional em pacientes com DPI; (3) O terceiro estudo investigou a relação e um ponto de corte discriminativo do teste timed up and go (TUG) com a AFVD em pacientes com DPI; e por fim, (4) o quarto estudo observou o número de quedas em um ano em pacientes com DPI e comparou o desempenho funcional e equilíbrio estático em pacientes classificados como caidores e não caidores em um ano Resultados: O primeiro estudo demonstrou que o desempenho funcional é avaliado primariamente por questionários em DRC não-DPOC e de acordo com os estudos publicados até o momento, a maioria dos testes com propriedades de medida satisfatórias foram em pacientes com asma e DPI e poucos intrumentos possuem associações com desfechos clínicos negativos (ex mortalidade, hospitalização, entre outros) O segundo estudo demonstrou pior desempenho funcional em pacientes com DPI (n=4, 25 mulheres, 61±11 anos, 75±17% predito de capacidade vital forçada – CVF), comparados a indivíduos saudáveis (n=36, 22 mulheres, 61±9 anos, CVF 97±11%pred), e também mostrou que os testes TUG na velocidade usual (TUGu), rápida (TUGf) e 5 repetições de sentar e levantar (5rep-STS) possuem propriedades métricas adequadas para pacientes com DPI O terceiro estudo encontrou uma boa relação do desempenho do TUG com as variáveis de passos e atividade moderada em pacientes com DPI (n=54, 26 mulheres, 6±11 anos, CVF 68±17%pred) e o desempenho no TUG>9,25s parece ser um bom ponto de corte discriminativo de inatividade física avaliada pelo número de passos por dia O quarto estudo incluiu 52 pacientes com DPI (33 mulheres, 59±11 anos, CVF 69±11 %pred), 12 (22%) apresentaram queda em um ano e não houve diferença no desempenho funcional e equilíbrio estático em pacientes classificados como caidores e não caidores em um ano Conclusões: Os quatro artigos científicos agregam à literatura com informações sobre instrumentos de desempenho funcional em pacientes com DRC não-DPOC, em especial em pacientes com DPI Os instrumentos disponíveis na literatura para avaliação do desempenho funcional em DRC não-DPOC foram descritos, e considerando os estudos publicados até o momento, poucos foram os intrumentos adequados e com associações de desfechos clínicos negativos em diferentes diagnósticos com DPI Diante das lacunas expostas, foi observado comprometimento funcional nos pacientes com DPI comparado a indivíduos saudáveis e três instrumentos (TUGu, TUGf e 5rep-STS) demonstraram ser adequados para avaliação do desempenho funcional em pacientes com DPI Bem como, foi possível observar que existe relação do desempenho funcional (TUG) com a atividade fisica da vida diária, e apesar dos pacientes com DPI apresentarem relativamente alta proporção de quedas, não há diferença na performance funcional e equilíbrio estático entre pacientes com DPI caidores e não caidoresItem Dor, funcionalidade, resistência muscular e controle postural de mulheres com síndrome de dor no grande trocânter e efeito do fortalecimento dos músculos do quadril e do core(2023-04-17) Marcioli, Marieli Araujo Rossoni; Macedo, Christiane de Souza Guerino; Andraus, Rodrigo Antonio Carvalho; Oliveira, Marcio Rogerio de; Siqueira, Claudia Patrícia Cardoso Martins; Facci, Ligia MariaIntrodução: Apesar de ser a causa mais comum de dor lateral no quadril e possuir alta incidência, ainda não há um consenso sobre as melhores opções de tratamentos conservadores para a Síndrome de Dor no Grande Trocânter (SDGT). Objetivo: Avaliar as diferenças de capacidade funcional e controle postural entre mulheres com e sem SDGT; e os efeitos do fortalecimento dos músculos do quadril e do core sobre a dor, capacidade funcional e controle postural em mulheres com SDGT. Métodos e resultados: Foram desenvolvidos dois estudos. O primeiro estudo estabeleceu as alterações funcionais e o controle postural durante o apoio unipodal semi-estático e dinâmico (com mini agachamentos) em 36 mulheres sedentárias. Destas, 18 tinham diagnóstico de SDGT (grupo dor - GD) e 18 sem queixas álgicas (grupo controle - GC). Todas responderam ao questionário Victorian Institute of Sports Assessment for Gluteal Tendinopathy (VISA-G) para análise da capacidade funcional relacionada a dor lateral do quadril, e foram submetidas à avaliação do controle postural na plataforma de força. Os resultados mostraram que GD apresentou alto índice de dor, por 10 meses e baixa capacidade funcional. Na análise do controle postural semi-estático, GD mostrou piores resultados para a área de oscilação do centro de pressão (COP) e maior amplitude de oscilação médio-lateral. Na avaliação dinâmica, os resultados da amplitude médio-lateral e velocidade antero-posterior foram maiores no GD, mas o COP foi pior no GC. O segundo estudo, caracterizado como ensaio clínico randomizado, comparou os efeitos de dois protocolos de exercícios: um com fortalecimentos dos músculos do quadril (G1, N=12) e outro com fortalecimentos dos músculos do quadril e dos músculos do core (G2, N=12), desenvolvidos por 4 semanas (2 vezes por semana). Todas as participantes foram avaliadas no início da pesquisa, logo após o término do protocolo e 12 semanas depois (follow up). Foram avaliadas a dor (Escala Visual Analógica de dor – EVA), capacidade funcional (Questionário Visa-G.Br), controle postural (semi-estático e dinâmico, pela plataforma de força) e a resistência do core (testes funcionais Prone Bridge Test (PBT) e Supine Bridge Test (SBT)). Os resultados demonstraram que inicialmente os dois grupos apresentavam dor moderada, que diminuíram após as intervenções e permaneceram menores no follow up, com forte tamanho de efeito e com diferenças entre os tempos de análises, porém sem diferença entre os grupos. A capacidade funcional melhorou para os dois grupos após a intervenção e após o follow up, sem diferenças entre os grupos, e com efeito fraco. Os dois grupos melhoraram o tempo de permanência na PBT, porém sem diferenças entre os grupos e os tempos; entretanto, o G2 apresentou efeito forte para o desempenho. Para o SBT, G2 foi melhor nos momentos após a intervenção e no follow up, porém estabeleceu pequeno tamanho de efeito do tratamento. A análise do controle postural não mostrou diferença entre os grupos e tempos avaliados, com efeitos moderados na área do COP no controle postural semi-estatico e dinâmico. Conclusão: Mulheres com SDGT apresentaram baixa capacidade funcional e pior controle postural semi-estático e dinâmico. Além disso, exercícios para o quadril e para o core diminuem, de forma semelhante, a dor, melhoram a capacidade funcional e a resistência do core, sem efeitos sobre o controle postural semi-estático e dinâmico.Item Dyspnea in focus: Insights on assessment(2023-03-31) Belo, Letícia Fernandes; Pitta, Fabio de Oliveira; Paes, Thais Rebeca; Rodrigues, Antenor Luiz Lima; Camilo, Carlos Augusto Marçal; Hernandes, Nidia AparecidaDyspnea is a limiting symptom in several populations, and one of the main symptoms reported by individuals with chronic obstructive pulmonary disease (COPD). The progression of dyspnea correlates with disease progression. In early stages of COPD, the complaint of dyspnea is more common during exertion, while in severe stages the subjects report a limitant sensation sometimes even at rest. In addition, dyspnea leads to impaired quality of life and hindered performance in activities of daily living. Concomitantly, a reduction in the level of physical activity in daily life increases the risk of death. In recent years there has been growing interest in the study of all facets of this symptom. However, there are still several gaps in the literature to be addressed, especially with regard to the physiological mechanisms that trigger dyspnea during exertion and its evaluation methods. Objectives: This thesis has the aim of contributing to the scientific evidence related to the dyspnea assessment specifically by: 1) comparing the clinical and physiological variables of individuals with and without COPD who stop exercising due to dyspnea versus others symptoms; and 2) making available a multidimensional tool for dyspnea assessment for Portuguese-speaking individuals with COPD. Methodology: Two original studies were developed: (1) The first study discriminated the proportion of individuals with and without COPD according to their reason to stop the exercise. Furthermore, the physiological responses at the peak of the exercise were verified and compared between groups, as well as their pulmonary function and clinical data; (2) In the second study, the translation, validation and reproducibility of the Portuguese version of the Multidimensional Dyspnea Profile (MDP) were proposed. Results: Study (1) demonstrated that, independently of COPD diagnosis, individuals who stop exercising due to dyspnea present changes such as hyperinflation and restriction of lung volumes, even with preserved exercise capacity, compared to individuals who stop for another reason. Study (2) showed that the Portuguese version of the MDP is a valid and reproducible tool for assessing this symptom in individuals with COPD. Conclusions: The two scientific articles contained in this thesis add novel information to the available literature on dyspnea in individuals with COPD. Rregardless of lung function, age and BMI, individuals who stop exercise due to dyspnea have greater lung restrictions than individuals who stop exercise for other reasons. Moreover, dyspnea can now be confidently assessed multidimensionally in Brazilian individuals with COPD.Item Efeito da fotobiomodulação na resposta ergogênica, funcionalidade, dano muscular, estresse e recuperação percebida de atletas de rugby : ensaio clínico randomizadoSantos, Vanessa Batista da Costa; Macedo, Christiane de Souza Guerino [Orientador]; Aguiar, Andreo Fernando; Ramos, Solange de Paula; Oliveira, Márcio Rogério de; Carmargo, Mariana ZingariResumo: Introdução: A fotobiomodulação é um bom recurso para acelerar a recuperação de atletas e reduzir os danos musculares causados pelo exercício físico, entretanto existem lacunas na literatura relacionadas aos parâmetros e momento ideal de aplicação Objetivo: Avaliar os efeitos da fotobiomodulação com diodos emissores de luz (LED) aplicada em diferentes momentos na dor muscular, resposta inflamatória e ergogênica, além do desempenho funcional e da percepção de recuperação de atletas de rugby Métodos e resultados: Foram realizados dois ensaios clínicos randomizados cruzados O primeiro avaliou o melhor momento de aplicação da fotobiomodulação (85nm, 8J/cm2) na resposta ergogênica e dano muscular de atletas de rugby de ambos os sexos (onze homens e sete mulheres), idade 24,23 (± 5,33) anos e índice de massa corporal (IMC) de 29,21 (± 5,47) Os participantes foram testados por quatro semanas, em três delas foram submetidos a fotobiomodulação em momentos diferentes (aplicações antes, no intervalo e após o exercício físico) e uma situação controle sem nenhuma intervenção, todas de forma randomizada, com avaliadores cegos O protocolo de exercício utilizado foi composto por duas baterias de exercícios com os testes Bangsbo Sprint test (BST) e Yo-Yo intermittent recovery level 1(Yoyo-IR1) Este estudo não encontrou diferenças no teste de BST entre os grupos, no entanto, a fotobiomodulação aplicada no intervalo do exercício manteve o desempenho na análise intragrupo do tempo médio e total do BST entre o primeiro e o segundo bloco de exercício (p>,5), enquanto os outros grupos apresentaram queda significativa do desempenho no segundo bloco (p<,5) A aplicação da fotobiomodulação antes do exercício melhorou o desempenho seguinte no teste de Yoyo-IR1 (p<,1 comparados aos demais grupos), tal como a aplicação no intervalo preveniu a redução da distância percorrida no segundo teste de Yoyo-IR1 (p>,5), ao contrário do que ocorreu com os grupos de fotobiomodulação antes e após o exercício com queda da distância percorrida (p<,5) Entretanto, não ocorreram alterações significativas entre os grupos nos marcadores de fadiga (lactato) e dano muscular (creatina quinase) O segundo estudo, utilizou a mesma metodologia do primeiro, e avaliou o efeito da fotobiomodulação aplicada antes do exercício, com as análises do desempenho nos testes funcionais Modified Star Excursion Balance Test (mSEBT), Single Hop Test (SHT) e Triple Hop Test (THT), percepção de recuperação pelo questionário Recovery-Stress Questionnaire for Athletes (RESTQ-Sport-76) A amostra foi composta por atletas de rugby do sexo masculino, com média de idade de 25,36 (± 5,81) anos, IMC de 3,75 (± 5,9) No mSEBT os resultados mostraram que o grupo que recebeu a fotobiomodulação alcançou a distância de 91,47 (± 11,53) cm pré protocolo de fadiga, 91,9 (± 14,93) cm imediatamente após e 91,62 (± 13,64) cm após 48 horas do exercício físico, comparado ao grupo controle que alcançou 89,4 (± 12,67) cm, 9,63 (± 14,1) cm, 93,45 (± 12,24) cm, respectivamente (p>,5) No SHT o grupo fotobiomodulação apresentou pré protocolo de fadiga 158,33 (± 21,8) cm, pós 148,39 (± 25,4) cm e 48 após o exercício 154,81 (27,21) cm, enquanto o grupo controle atingiu 16,3 (± 18,9) cm, 155,57 (± 24,19) cm e 16,21 (± 21,5) cm, respectivamente (p>,5) No THT, os atletas alcançaram no grupo fotobiomodulação pré protocolo de fadiga 52,9 (± 82,77) cm, após 473,24 (±76,29) cm e após 48 horas 49,45 (83,52) cm, comparado ao grupo controle que desempenhou 533,48 (± 57,87) cm, 52,36 (± 61,45) cm e 54,69 (± 62,96) cm, respectivamente (p>,5) Além disso, os resultados estabeleceram que a fotobiomodulação não alterou a percepção de estresse e recuperação (p>,5) dos atletas avaliados Conclusão: A fotobiomodulação (85nm, 8J/cm2) aplicada antes do exercício foi eficaz para melhorar o desempenho no teste de YoyoIR1 e não alterou o dano muscular após o exercício No entanto, nenhum achado foi observado no desempenho funcional ou na percepção de estresse e recuperação de atletas de rugby Como contribuição para a prática clínica aponta-se que a fotobiomodulação pode ser aplicada antes do exercício com o objetivo de melhora do desempenho em exercícios de predominância aeróbia, mas não apresenta efeitos benéficos para melhorar a funcionalidade dos membros inferiores ou o estresse percebidoItem Efeitos da hidroterapia em balde sobre sinais vitais, necessidade de oxigênio, parâmetros comportamentais e tônus muscular em bebês prematuros com displasia broncopulmonar(2025-05-26) Soares, Darllyana de Sousa; Probst, Vanessa Suziane; Zani, Adriana Valongo; Monteiro, Karolinne Souza; Proença, Mahara-Daian Garcia Lemes; Pereira, Silvana AlvesIntrodução: A presente tese de doutorado foi elaborada com o intuito de contribuir com o conhecimento sobre os efeitos da hidroterapia em balde em recém-nascidos prematuros (RNP) com displasia broncopulmonar (DBP). Foi desenvolvido um ensaio clínico randomizado (ECR) que resultou em dois estudos. Objetivo: Avaliar os efeitos da hidroterapia em balde sobre sinais vitais, necessidade de uso de oxigênio (O2), parâmetros comportamentais e tônus muscular em RNP com DBP durante a internação na unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN). Métodos: O ECR foi registrado no ClinicalTrials.gov e aprovado pelo Comitê de Ética da instituição. Vinte RNP com DBP foram randomizados em grupo intervenção (hidroterapia em balde - GHB) ou controle (fisioterapia convencional - GC). Foram submetidos a doze dias consecutivos de intervenção e dados do primeiro (D1), sexto (D6) e décimo segundo (D12) dias foram analisados. As variáveis frequência respiratória (FR), cardíaca (FC), saturação de oxigênio (SpO2), fração inspirada de oxigênio (FiO2), dor, esforço respiratório, sono e estado de vigília foram medidos antes, imediatamente após, 15, 30 e 60 minutos após a intervenção. A atividade elétrica dos músculos Serrátil Anterior (SA), Trapézio (TR), e Eretor da Espinha (EE) foi analisada por meio da eletromiografia de superfície (EMGs) antes e 30’ após a intervenção. Resultados: A análise intragrupo no GHB mostrou que a FiO2 diminuiu no D1 (30': P=0,03, 60': P=0,02), a FC diminuiu no D6 (60': P=0,004). No D12, a FR reduziu (15',30' e 60': P<0,03 para todos) e a SpO2 aumentou (imediatamente após: P= 0,0003). As comparações intergrupos favoreceram o GHB para a SpO2 (P=0,03; tamanho do efeito (ES)=0,99) e FiO2 (P<0,02; ES>0,47) no D1, e alterações na FC no D6 (P<0,04; ES>0,9) e D12 (P=0,009; ES=0,61). Nenhuma diferença significativa intra ou intergrupos foi encontrada em relação à dor, esforço respiratório, sono ou vigília (p > 0,05 para todos). Para a análise da EMG, os dados de 18 RNP foram analisados. Observou-se maior tônus muscular para o EE no GHB em comparação ao GC nas banda 30 GHB 107 [89 -152] V versus GC 85 [14 – 46] V; p=0,03 e banda 42 GHB 105 [71-160] V versus GC 79 [55 -103] V; p=0,02 e menor tônus muscular para o SA no GHB em comparação ao GC na banda 180 GHB 66 [45 -109] V versus GC 85 [83-127] V; p=0,04. Também houve diferença significativa na FiO2 no D1, com redução para o GHB -4 [-6 a 0]% em comparação ao GC 0 [0 a 0.5]%; p=0,04. Conclusão: A presente tese demonstra que a hidroterapia em balde configura-se como um recurso terapêutico não farmacológico eficaz, promovendo melhorias na FC, FR e SpO2, além de reduzir a demanda de oxigênio e estimular a atividade elétrica muscular em bebês prematuros com DBP. Por não causar efeitos adversos e por manter parâmetros comportamentais dentro dos padrões de normalidade, a hidroterapia em balde destaca-se como uma opção segura e promissora para a reabilitação respiratória desses bebês no ambiente hospitalarItem Efetividade da estimulação transcraniana por corrente contínua combinada à fisioterapia na marcha e equilíbrio de indivíduos com doença de Parkinson : ensaio clínico randomizado(2023-05-11) Bueno, Maria Eduarda Brandão; Smaili, Suhaila Mahmoud; Moura, Felipe Arruda; Machado, Daniel Gomes da Silva; Lindquist, Ana Raquel Rodrigues; Probst, Vanessa SuzianeIntrodução: Devido a heterogeneidade dos estudos envolvendo a utilização da estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC) em indivíduos com doença de Parkinson (DP), ainda não está claro se a ETCC melhora a função motora nessa população, bem como se o tratamento combinado da ETCC com fisioterapia é superior ao tratamento da ETCC ou da fisioterapia isoladamente. Objetivo: Verificar a efetividade da ETCC combinada à fisioterapia na melhora da marcha e equilíbrio de indivÍduos com DP. Metodologia: Foram realizados dois ensaios clínicos randomizados, com os grupos alocados da seguinte forma: 1) No primeiro estudo, em que foi verificado o efeito agudo da ETCC associado a fisioterapia, 50 indivíduos foram alocados em quatro grupos (ETCC ativa aplicada em Cz + fisioterapia; ETCC ativa aplicada em C3-Cz-C4 + fisioterapia; ETCC sham + fisioterapia; e Palestra educacional + fisioterapia). Foi realizada uma única sessão de intervenção conforme a distribuição dos grupos, e a corrente foi aplicada por 20 minutos com intensidade de 2Ma. 2) No segundo estudo, foram realizadas dez sessões de intervenção, com 42 individuos randomizados em três diferentes grupos (ETCC ativa aplicada em C3-Cz-C4 + fisioterapia; ETCC sham + fisioterapia; Palestra educacional + fisioterapia). A corrente foi aplicada por 20 minutos com intensidade de 2Ma. Os dois estudos apresentaram protoloco de avaliação semelhante, com análise de marcha e equilíbrio realizadas por meio de sistema 3D de análise de movimento. Na análise biomecânica da marcha, foram realizadas três condições: marcha normal, marcha com dupla tarefa e marcha com obstáculo. Para a análise do equilíbrio, foram utilizadas as seguintes posições: Romberg com olhos abertos e olhos fechados, e Tandem com olhos abertos e olhos fechados. No primeiro estudo, as avaliações foram realizadas em três momentos: pré-intervenção, pós-intervenção (imediatamente após o término da intervenção) e follow-up (24 horas após o término da intervenção). Já no segundo estudo, as avaliações foram realizadas em dois momentos: pré-intervenção e pós-intervenção (um dia após o término das dez sessões). Resultados: Nos dois estudos não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes para todas as variáveis de marcha e equilíbrio quando considerada a interação tempo (pré-intervenção, pós-intervenção e follow-up) vs. grupo (ETCC real, ETCC sham ou Educação). Conclusão: Não foi verificado efeito agudo após aplicação de uma sessão de ETCC ativa sobre áreas motoras combinada à fisioterapia na melhora da marcha e equilíbrio de indivíduos com DP, quando comparada com ETCC sham ou palestra educacional. Adicionalmente, não foi verificado efeito adicional da ETCC a longo prazo após aplicação de um protocolo de dez sessões combinadas à fisioterapia nestes mesmos desfechos.Item Efetividade do método Pilates em solo na flexibilidade da cadeia posterior, mobilidade de tronco e alinhamento postural no plano sagital em crianças de oito a 12 anos : ensaio clínico randomizadoCibinello, Fabíola Unbehaun; Fujisawa, Dirce Shizuko [Orientador]; Santos, Suhaila Mahmoud Smaili; Macedo, Christiane de Souza Guerino; Lavado, Edson Lopes; Siqueira, Cláudia Patrícia Cardoso MartinsResumo: Introdução: O método Pilates pode ser uma alternativa de exercício físico na infância, porém seus potenciais efeitos ainda não estão bem descritos na literatura Objetivos: Verificar a efetividade de um programa de exercícios com base no método Pilates sobre a flexibilidade da cadeia posterior, mobilidade de tronco (Estudo 1) e alinhamento postural no plano sagital (Estudo 2) em crianças de oito a 12 anos sem doenças crônicas ou alterações musculoesqueléticas Métodos: Os estudos apresentados foram do tipo ensaio clínico randomizado controlado com a participação de 4 crianças na faixa etária entre oito a 12 anos Os participantes foram divididos em dois grupos, 2 no grupo Pilates (GP) e 2 no grupo controle (GC) O efeito de 28 sessões, em grupo, de Pilates em solo foi avaliado Os desfechos do estudo 1 foram a flexibilidade muscular e a mobilidade de tronco, mensuradas pelos testes distância do terceiro dedo ao solo e sentar e alcançar no banco de Wells No estudo 2 foi o alinhamento postural no plano sagital avaliado pela fotogrametria Resultados: Em ambos os estudos não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos na avaliação pós-intervenção No estudo 1, houve diferença significante na distância alcançada no teste de sentar e alcançar (p = 4; ES = 29; SRM = 73) e no teste distância do terceiro dedo ao solo, no ângulo posterior do joelho (p = 26; ES = 56; SRM = 54) entre a avaliação pré e pós-intervenção no GP No estudo 2, entre a avaliação pré e pós-intervenção no GP na vista sagital direita (p=19; ES=7; SRM=57) e esquerda (p= 37; ES = 76; SRM = 5) houve uma diferença significante no alinhamento vertical do corpo e no ângulo sagital da cabeça na vista direita (p= 35; ES = 41; SRM = 51) Houve diferença significante no GC entre a avaliação pré e pós-intervenção no alinhamento vertical do tronco na vista sagital esquerda (p= 16; (ES = 56; SRM = 44) Conclusão: Não houve comprovação da efetividade do método Pilates em solo na flexibilidade da cadeia posterior, mobilidade de tronco e alinhamento postural no plano sagital em crianças de oito a 12 anos, pois não houve diferença significante em relação ao grupo controle Portanto, não se pode afirmar que a melhora encontrada em algumas variáveis seja decorrente do programa de intervenção com exercícios baseados no método Pilates solo Entretanto, a proposta foi possível de ser realizada em ambiente escolar, envolvendo atividades lúdicas e linguagem adaptada para a faixa etária