“Entre a História e a Literatura, a poesia ocupando o espaço” : a poética Contracultural de Guilherme Mandaro

Data

2024-05-27

Autores

Barros, Patricia Marcondes de

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Resumo

A presente tese tem como propósito analisar a poética de Guilherme Mandaro (1952-1979) em seus aspectos estéticos e políticos no contexto da ditadura militar e da Contracultura. Partindo do mimeógrafo e suas reverberações na memória e na literatura de uma geração, analisaremos inicialmente o contexto no qual ocorreu a geração literária denominada marginal. Posteriormente, apresentaremos o referido autor, considerado um dos principais precursores dessa produção nos anos 1970. Sua poética deriva dos ecos urbanos originados da poesia oswaldiana, da Contracultura norte-americana, do rock, do carnaval de rua carioca, do existencialismo e da experiência performática na poesia, entre inúmeras possibilidades provenientes das vivências experimentadas por essa geração. O poeta desvela o movimento literário marginal na contramão dos cânones oficiais da literatura e das formas de oposição à ditadura militar. De uma perspectiva ampla, une-se à juventude Contracultural global, utilizando a poesia como instrumento de implosão do sistema capitalista e tecnocrático. O termo “marginal”, no contexto da poesia, relaciona-se não apenas a uma classe social marginalizada, mas também aos meios de produção literária utilizados e à sua concepção sempre situada às margens dos cânones. Assim, ampliou os horizontes da arte em geral, descentralizando-a de antigos paradigmas, resultado do profundo atomismo vivenciado no final da década de 1960. A pesquisa qualitativa de natureza bibliográfica é conduzida através dos rastros deixados pelo poeta em sua breve e intensa existência, exploradas por meio de sua participação no coletivo Nuvem Cigana (1972-1980) e em suas obras poéticas Hotel de Deus (1976) e Trem da noite (1979).

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Palavras-chave

Geração Mimeógrafo, Coletivos Poéticos, Ditadura Militar, Guilherme Mandaro, Poesia Contemporânea, Movimento literário, Poesia, Militarismo, Poetas, História na literatura

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