02 - Mestrado - Estudos da Linguagem
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Navegando 02 - Mestrado - Estudos da Linguagem por Assunto "Adolescentes"
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Item Produção de Presença e Stimmung: um estudo sobre experiências de leitura com adolescentes(2026-02-26) Santana, Lara Guilherme; Lima, Sheila Oliveira; Oliveira, Marilu Martens; Ferreira, Cláudia CristinaO tradicional foco hermenêutico na relação entre leitores e textos literários vem cedendo espaço a abordagens que valorizam aspectos corporais e emocionais, impulsionadas por novos paradigmas de enfoque da leitura e demandas resultantes das mudanças geracionais e socioculturais. Nesse contexto, surge o seguinte questionamento: de que modo leitores sem a prática de leitura literária, nascidos na era digital, experienciam a leitura de prosas ficcionais e quais fatores influenciam sua imersão? A partir disso, busca-se analisar o processo de leitura de narrativas literárias sob o impacto do estilo de vida contemporâneo, com ênfase no efeito de presença e no Stimmung, conceitos explorados por Gumbrecht (2010, 2014). Objetiva-se investigar, portanto, como leitores sem a prática de leitura literária experienciam a leitura de prosas ficcionais, avaliando quais elementos narrativos são mais facilmente imaginados, explorando como esses leitores estabelecem conexões emocionais, sensoriais e corporais com o texto literário em prosa. O resultado esperado é contribuir com a comunidade científica e com os docentes da área– em especial aqueles que lecionam na Educação Básica – em relação à identificação de motivos que impactam na prática da leitura dos alunos e na formação de novos leitores. Essa pesquisa é de caráter qualiquantitativo e de campo, tendo sido realizada a partir da leitura de contos pertencentes ao Fantástico Puro e ao Realismo Maravilhoso com alunos do segundo ano do Ensino Médio de uma escola pública em Londrina, fundamentando-se em autores como Lígia Diniz, Michèle Petit, Vicent Jouve, Sigmund Freud, Tzvetan Todorov, David Roas e Kieran Egan. A hipótese inicial do trabalho, posteriormente contestada pelos resultados evidenciados, foi a de que os adolescentes entrevistados possuíssem grandes dificuldades ou até mesmo não conseguissem produzir presença durante a leituraItem A variação da concordância adolescente : eu sou porque nós é ou eu sou porque nós somosOliveira, Eliane Vitorino de Moura; Baronas, Joyce Elaine de Almeida [Orientador]; Ricardo, Stella Maria Bortoni; Aguilera, Vanderci de AndradeResumo: O adolescente, em uma etapa de vida marcada por processos de várias ordens, entre eles a questão identitária, ao utilizar a língua busca se impor, fixar-se como integrante e demarcar espaço dentro de um grupo, ou seja, utilizar a língua de uma forma ou de outra, torna-se um símbolo por meio do qual apresenta sua imagem ou seu valor social diante dos outros, com o intuito de torná-lo igual aos seus pares Assim sendo, sua expressão linguística, a qual constitui um campo profícuo de pesquisa, já que ele terá que adequar sua expressão à variedade utilizada pelo grupo em que se insere ou quer se inserir, levou-nos a buscar uma análise mais aprofundada da forma de expressão adolescente, por meio da investigação do uso da língua, em especial a Concordância Verbal (CV) Analisando as redes sociais em que se introduz e quais as influências pertinentes para a questão identitária, buscamos testar as seguintes hipóteses: a) os adolescentes de classe baixa não usam a CV porque o grupo, ou as redes sociais, em que se inserem não a usam, ou seja, tal variação é utilizada para compactuar com seus pares e b) os adolescentes inseridos na classe privilegiada utilizam a CV para igualar-se ao seu grupo, já que é durante a adolescência que o indivíduo se coloca mais à mercê de um grupo Com base nos pressupostos da Sociolinguística, realizamos nossas análises, por meio por meio das quais foi possível observar, entre outros dados relevantes, que a opção pela CV ou não-CV relaciona-se, sobretudo, com as redes de interação dos adolescentes, além de que os fatores extralinguísticos têm peso e são cruciais para a formação da identidade adolescente Assim, com base nos resultados, esperamos poder colaborar para a inserção e valorização de estudos direcionados à variação linguística no meio escolar