02 - Mestrado - Ciências da Reabilitação
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Navegando 02 - Mestrado - Ciências da Reabilitação por Assunto "Aged"
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Item Efeitos do exercício funcional em circuito (FEC) comparado ao treinamento aeróbico sobre desfechos relacionados à sarcopenia e estresse oxidativo em idosos saudáveis(2020-12-03) Maciel, Renata Pires Tricanico; Probst, Vanessa Suziane; Teixeira, Denilson de Castro; Lopes, JosianeIntrodução: O envelhecimento leva a um declínio na capacidade regenerativa dos tecidos musculares que causa perda de massa e força muscular com risco de eventos adversos como incapacidade física e funcional. Esse processo é denominado sarcopenia e estudos relacionam-a ao estresse oxidativo. O exercício físico regular pode trazer benefícios significativos à saúde. Existem evidências cada vez mais indicativas de que o exercício físico pode prolongar anos de vida independente e ativa, reduzir a incapacidade e melhorar a qualidade de vida de pessoas idosas. Objetivo: O objetivo deste estudo foi comparar o efeito de duas intervenções (exercício funcional em circuito (FEC) e exercício aeróbico) sobre variáveis metabólicas e funcionais relacionadas à sarcopenia e estresse oxidativo em idosos saudáveis. Métodos: Foram incluídos neste estudo 48 idosos que não praticavam exercícios físicos há pelo menos 6 meses. Foram avaliados o desempenho físico, força muscular, composição corporal, níveis de estresse oxidativo e marcadores metabólicos. Após a avaliação inicial, foram formados dois grupos e separadamente submetidos aos programas de exercício FEC e aeróbico por 12 semanas, 3 vezes por semana, com duração de 50 minutos cada sessão. Resultados: Nos testes de capacidade de exercício, ambos os grupos obtiveram melhora nos testes de caminhada de 6 minutos, velocidade de marcha de 4 metros e sit to stand 5 repetições (p<0,05). O grupo FEC apresentou diferença significativa na composição corporal após o treinamento, com aumento da massa livre de gordura e uma diminuição da massa gorda, além de aumento na circunferência da panturrilha (p<0,05 para todos). Já o grupo aeróbico teve diminuição da circunferência da panturrilha (p<0,05). Sobre o estresse oxidativo, no grupo FEC observamos aumento nos níveis de NO, FOX, GT, GSH, TRAP, SH e CAT (p<0,05) e no grupo aeróbico houve diminuição de FOX e aumento de SH e CAT (p<0,05). Em relação às variáveis metabólicas, o grupo FEC apresentou diminuição nos níveis de glicose, colesterol e triglicerídeos, e o grupo aeróbico nos níveis de LDL e HDL (p<0,05). Conclusão: O método FEC apresentou mais efeitos nas medidas funcionais de sarcopenia (massa muscular e função física), capacidade antioxidante e marcadores metabólicos em população idosa saudável em comparação com o exercício aeróbico.Item Efetividade de uma cartilha para incentivo à atividade física, aplicada por abordagens autoinstrucional e orientada, sobre variáveis comportamentais, de saúde e aptidão física de pessoas idosas da atenção primária à saúde(2025-10-24) Santos, Adriana Pereira dos; Teixeira, Denilson de Castro; Safons, Marisete Peralta; Oliveira, Márcio Rogério deA prática de atividade física é amplamente reconhecida como benéfica para a promoção da saúde em pessoas idosas. A educação em saúde, promovida por meio de cartilha educativa com abordagem metodológica autoinstrucional e acompanhamento profissional, pode favorecer que idosos atendidos na atenção primária à saúde tornem-se mais fisicamente ativos. Nesse contexto, esta dissertação teve como objetivo investigar se o uso de uma cartilha educativa voltada à orientação para um estilo de vida mais ativo, combinando abordagens autoinstrucional e orientada, contribui para ampliar o conhecimento sobre os benefícios desse estilo de vida e para melhorar indicadores de saúde e aptidão física de idosos atendidos na atenção primária à saúde (APS). Participaram do estudo 75 idosos de ambos os sexos, fisicamente independentes, recrutados em uma Unidade Básica de Saúde do município de Prado Ferreira-PR, em um ensaio clínico randomizado. Os participantes foram alocados aleatoriamente em dois grupos de intervenção: o grupo que utilizou a cartilha de forma autoinstrucional (AUT) e o grupo que utilizou a cartilha com orientação de uma fisioterapeuta (ORI). As intervenções tiveram duração de 12 semanas e foram conduzidas em quatro etapas: avaliações iniciais, randomização, intervenções e reavaliações. Os dados foram coletados por meio de avaliações que mensuraram percepções dos idosos sobre as contribuições da cartilha à saúde, além de variáveis relacionadas à cognição, fragilidade, sintomas depressivos, aptidão física, nível de atividade física e comportamento sedentário. Os resultados indicaram que ambos os grupos avaliaram positivamente o material educativo; contudo, o grupo ORI relatou maior aquisição de conhecimentos sobre a prática de atividade física em comparação ao grupo AUT (60% versus 4%), mais benefícios na saúde mental (17% versus 0%) e maior redução de dores (23% versus 0%). Além disso, ambos os grupos apresentaram melhorias na cognição (p=0,020), redução nos escores de fragilidade física (p=0,049) e melhor desempenho físico em todos os testes aplicados (p<0,05). Embora ambos os grupos tenham apresentado progressos na aptidão física após as intervenções, o grupo ORI obteve desempenho superior no teste Timed Up and Go (TUG) (ORI: pré=11,6±3; pós=9,8±2,3; AUT: pré=11,1±7,7; pós=10,7±8,2; p=0,010). Concluímos que os idosos participantes avaliaram positivamente a cartilha educativa para a promoção de uma vida mais fisicamente ativa. O uso da cartilha, tanto pelo método autoinstrucional quanto orientado, contribuiu para a melhora nos indicadores de saúde e aptidão física, sendo que algumas variáveis apresentaram vantagens específicas para a abordagem orientadaItem Fatores associados à capacidade para o trabalho em servidores idosos de uma instituição de ensino superiorAmorim, Juleimar Soares Coelho de; Trelha, Celita Salmaso [Orientador]; Mesas, Arthur Eumann; Silva Junior, Rubens Alexandre daResumo: O envelhecimento dos trabalhadores é uma tendência no Brasil, e a permanência do idoso na força de trabalho tem sido discutida como estratégia de superação de problemas contributivos na Seguridade e Previdência Social, redução na dependência funcional, manutenção do bem-estar, atividade física, estilo de vida ativo e inserção social O objetivo do estudo determinar a associação entre o índice de capacidade para o trabalho e os fatores sociodemográficos, clínico-funcionais, ocupacionais, estilo de vida e saúde em servidores idosos de uma instituição pública de ensino superior Investigação do tipo transversal, com voluntários servidores de uma instituição de ensino superior, de 6 anos ou mais, em Londrina, PR Foi utilizado um questionário sociodemográfico, ocupacional e clínico-funcional estruturado para caracterizar a amostra O Índice de Capacidade para o Trabalho foi utilizado como variável dependente para as análises estatísticas, e as exploratórias foram idade, sexo, escolaridade, estado conjugal, cor/raça, renda, autopercepção de saúde, sintomas depressivos e osteomusculares, tabagismo, etilismo, qualidade do sono, atividade física e social, quedas, hospitalização, carga horária, tempo de serviço, índice de massa corpórea, mobilidade, equilíbrio e força de preensão manual Utilizou-se análise univariada e multivariada pelo Modelo de Regressão Logística para determinar os fatores associados à capacidade para o trabalho, por meio do SPSS v2 para Windows Participaram do estudo 258 servidores, prevaleceram na amostra os homens (57,8%), indivíduos entre 6 a 64 anos (75,6%), vivendo com companheiro(a) (6,9%) e com ensino superior completo ou pós-graduação (57,8%) Os trabalhadores foram classificados como sedentários e insuficientemente ativos (89,1%) Pertencer ao sexo feminino (OR=,47, IC95%=,25-,87, p=,16) e não ser afiliado à associação comunitária (OR=,41, IC95%=,2-,87, p=,2) foram associados com menor capacidade para o trabalho O Índice de Capacidade para o Trabalho médio observado foi de 41,45 pontos (dp=6,41), predominando atividade mental no trabalho (62,8%) A demanda física (OR=,28, IC95%=,12-,63, p=,2) associou com menor frequência aos melhores escores do ICT Os participantes apresentaram bons escores nos testes de mobilidade e força de preensão manual, associando de forma significativa com a variável de desfecho a força (OR=2,3; IC95%=1,16-3,54; p=,13) e o desempenho de membros inferiores (OR=,28; IC95%=,8-,96; p=,43) Foram considerados com sobrepeso 53% do total, 21,3% relataram queda nos últimos 12 meses e 25,6% fazem uso regular de múltiplos medicamentos diariamente Perceber a saúde como boa (OR=,21, IC95%=,6-,82, p=,24) ou ruim (OR=,2, IC95%=,1-,25, p=,3) e ter sofrido algum comprometimento no trabalho nos últimos 12 meses em decorrência de sintomas osteomusculares (OR=,7, IC95%=,8-,53, p=,11), permaneceram como fatores independentes aos demais Os resultados finais da análise de regressão logística apontaram que autopercepção ruim de saúde (OR=,19, IC95%=,5-,68, p=,11), sintomas osteomusculares (OR=,6, IC95%=,7-,49, p=,9) e exigência física (OR=,38, IC95%=,18-,79, p=,1) para o trabalho estiveram associados ao índice de capacidade para o trabalho de forma independente comparando todas as variáveis A continuidade no mercado de trabalho nessa amostra de idosos expressa diferenças relativas às exigências para o trabalho, qualidade de vida e relato de sintomas osteomusculares Este estudo identificou que a melhor condição de saúde e funcionalidade, especialmente da mobilidade física, favorecem a permanência na vida ativa em idosos Assim, investimentos em saúde, inserção social e capacidade para o trabalho se tornam essenciais aos idosos atuais