02 - Mestrado - Ciências da Reabilitação

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    Avaliação comparativa de modelos de aprendizado de máquina para a classificação da marcha na paralisia cerebral: uma análise exploratória do sistema GCS-CP
    (2026-08-10) Monteiro, João Paulo Manassés Bernardi; Moura, Felipe Arruda; Muniz, Adriane Mara de Souza; Lucareli, Paulo Roberto Garcia; Melanda, Alessandro Giurizatto
    Resumo: Introdução: A paralisia cerebral (PC) é a deficiência física mais comum com início na infância, caracterizada por distúrbios permanentes do movimento e da postura. As alterações da marcha são frequentes e funcionalmente relevantes, porém sua classificação clínica permanece desafiadora devido à subjetividade das avaliações visuais. Objetivo: Avaliar técnicas de aprendizado de máquina para a classificação automática de padrões da marcha em crianças com PC, com base no Sistema de Classificação da Marcha para Crianças com Paralisia Cerebral (GCS-CP), enfatizando a análise do desempenho por classe como critéri de aplicabilidade clínica. Métodos: Estudo transversal retrospectivo com 115 crianças e adolescentes com PC espástica (5 a 19 anos; GMFCS I–III), utilizando registros de análise cinemática tridimensional da marcha com divisão rigorosa por paciente entre conjuntos de trein e teste. O GCS-CP classifica padrões em três componentes: Apoio e Balanço (plano sagital) e Transverso (plano transverso), definidos com base em ângulos articulares específicos do quadril, joelho e tornozelo durante o ciclo da marcha. Foram avaliados nove algoritmos de aprendizado de máquina (Regressão Logística, Máquina de Vetores de Suporte, Árvores de Decisão, K-NN, Naive Bayes, Floresta Aleatória, LightGBM, XGBoost e Redes Neurais Artificiais) e três modelos de fusão (Voting Hard, Voting Soft e Stacking), comparando dois pipelines de variáveis (Cinemática Angular e Cinemática Geral, este último adicionando parâmetros espaço-temporais), duas estratégias de redução de dimensionalidade (com e sem seleção de variáveis por consenso, neste caso substituída por análise de componentes principais, PCA) e duas estratégias de balanceamento (com e sem SMOTE). Adicionalmente, foram avaliadas abordagens hierárquicas em cascata e três estratégias de otimização clínica orientadas à minimização de falsos negativos. Resultados: Os melhores modelos alcançaram Acurácia Balanceada de 0,791 para o Transverso (Regressão Logística, Pipeline Cinemática Geral, PCA), 0,717 para o Apoio (Naive Bayes, Pipeline Cinemática Angular, com consenso) e 0,702 para o Balanço (Árvore de Decisão, abordagem Hierárquica), atingindo o limiar de 0,70 adotado neste estudo. A análise comparativa entre estratégias metodológicas revelou padrão alvo-dependente sistemático em cinco eixos: seleção por consenso × PCA, classificação Flat × Hierárquica, com × sem SMOTE, pipelines de variáveis, e algoritmos individuais × modelos de fusão, sem superioridade universal de nenhuma escolha em nenhum eixo. Como exemplo, PCA foi superior para Transverso e para Balanço em reexecuções com sementes aleatórias distintas (+5,5 pontos percentuais), enquanto a seleção por consenso foi claramente superior para Apoio (+8,9 pontos percentuais). A análise por classe revelou heterogeneidade clinicamente relevante, com sensibilidade de 100% para Transverso Externo e apenas 56,6% para marcha em salto e 50,6% para marcha rígida nos melhores modelos antes da otimização clínica. As estratégias de otimização clínica demonstraram que sensibilidades próximas ou superiores a 90% são alcançáveis para quatro das cinco classes patológicas avaliadas, com eliminação completa dos falsos negativos para os padrões Sagital Agachado e Transverso Externo. Conclusão: Técnicas de aprendizado de máquina demonstram potencial para auxiliar a classificação objetiva de padrões da marcha na PC, com desempenho compatível com o teto de confiabilidade inter avaliadores humanos. Métricas agregadas mostraram-se insuficientes para avaliação clínica completa, sendo a análise por classe e as estratégias de otimização orientadas à sensibilidade patológica pré-requisitos para implementação clínica responsável
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    Detecção e ocorrência de alterações neurológicas em bebês de alto risco e fatores associados
    (2026-02-09) Souza, Isadora Martins de; Felcar, Josiane Marques; Chagas, Paula Silva de Carvalho; Souza, Tathiana Ghisi de
    Introdução: Os bebês de alto risco são aqueles que possuem fatores que contribuem para desenvolvimento motor atípico, e é de suma importância o diagnóstico precoce e específico para proporcionar intervenção rápida e individualizada. A avaliação utilizando o Hammersmith Infant Neurological Examination (HINE) é considerada altamente sensível para o diagnóstico precoce de risco de Paralisia Cerebral e de outros distúrbios neurológicos e cognitivos. Objetivo: Detectar a prevalência de alterações neurológicas por meio do exame neurológico HINE em bebês de alto risco e verificar os fatores associados às alterações neurológicas. Metodologia: Estudo longitudinal aprovado pelo Comitê de Ética com CAAE 72841223.4.0000.5231, com avaliação de bebês de risco aos 3, 5, 7 e 9 meses de idade corrigida pelo HINE aplicada por uma fisioterapeuta previamente treinada, na presença dos responsáveis após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para a análise estatística foi realizado teste de Shapiro-Wilk para normalidade dos dados, Mann-Whitney para a comparações e regressão logística binária para análise dos fatores associados. A significância estatística adotada foi de p<0,05. Resultados: Foram incluídos 50 bebês, separados em: GF - Grupo que seguiu com o Follow-up e que não apresentou alterações nas avaliações (n=36) e GE - Grupo que apresentou alterações e necessitou ser encaminhado para intervenção precoce (n=14). Os diagnósticos clínicos mais frequentes foram: prematuridade, cardiopatias e sepse, sendo que a cardiopatia apresentou associação independente e estatisticamente significativa com maior probabilidade de pertencer ao GE. Da pontuação total do HINE houve diferenças estatisticamente significativas nas avaliações aos 5 e 7 meses de idade corrigida com o GF apresentando pontuações mais elevadas. Conclusão: Apresentaram alterações neurológicas 28% dos bebês de risco, sendo a cardiopatia o fator associado que ofereceu maior probabilidade de alteração neurológica nesta amostra
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    Comparação dos efeitos dos exercícios aquáticos versus outras modalidades de exercícios sobre a intensidade de dor e limitação funcional para o tratamento da dor lombar crônica: revisão sistemática com metanálise de rede
    (2026-02-23) Santos, Eduarda Hirle dos; Cardoso, Jefferson Rosa; Terra, Andréia Maria Silva Vilela; Oliveira, Vinicius Cunha de; Silva, Mariana Felipe
    Introdução: A dor lombar crônica (DLC) é considerada uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo, por interferir na função e participação social dos indivíduos. Os exercíos são frequentementes recomendados pelas diretrizes de DLC, onde os exercícios aquáticos recebem destaque, por possuírem um ambiente com características favoráveis. No entanto, não há um consenso a respeito da melhor modalidade e as revisões sistemáticas com metanálise de rede (RS-MTR) que abordam esse tema, possuem comprometimento na validade interna ou não incluem exercícios realizados no ambiente aquático. Objetivos: (1) Estimar o efeito diferentes modalidades de tratamentos em solo e água e ausência de intervenção (GC) por meio de comparações diretas e indiretas, para DLC específica e não específica nos desfechos intensidade de dor e limitação funcional. (2) Verificar a classificação relativa das intervenções para os desfechos estabelecidos pelo estudo. Método: Esta RS-MTR, de acordo com as recomendações da Colaboração Cochrane e PRISMA-NMA (Reporting Item for Systematic Review and Meta-analysis Protocols). A busca foi realizada no início das bases de dados até dezembro de 2025: Web of Science, Embase, Scopus, PEDro e Medline. A avaliação do risco de viés foi realizada por meio do Risk of Bias 2 (RoB 2) e a certeza de evidência pelo Confidence in Network Meta-Analysis (CINeMA). As comparações diretas foram estimadas por metanálises pareadas, utilizando a diferença da média padronizada e intervalo de confiança de 95 %, modelo de efeito aleatório e os métodos de Hartung & Knapp e Sidik & Jonkman. As comparações indiretas foram avaliadas pela metanálise de rede, por meio do modelo frequentista. O diagrama de rede e o método P- Score foram incorporados, além da avaliação da transitividade e coerência. Resultados: 32 ensaios clínicos aleatórios foram elegíveis, dos quais, 14 estudos que foram incluídos na metanálise de rede, por possuirem comparadores comuns entre sí. Para a limitação funcional, exercícios aquáticos e exercícios aquáticos + Pilates (EAPLT), apresentaram efeitos superiores a GC. Também, EAPLT apresentou P-Score = 78 %. Para intensidade de dor, todas as intervenções apresentam efeitos superiores à GC, com excessão do Ai Chi, bem como, estabilização neuromuscular dinâmica (END) e EAPLT mostraram efeitos realtivos superiores ao Ai Chi. Entre as modalidades com melhor classificação relativa, END, EAPLT e exercícios aquáticos + educação neurofisiológica da dor, com P-Score de 89 %, 82 % e 62 %, reespectivamente. Todos os resultados apresentaram qualidade de evidência muito baixa e inconsistencia global. Conclusão: As modalidades de exercícios aquáticos, isoladas ou combinadas com Pilates e exercícios em solo, para intensidade de dor e exercícios aquáticos associados ou não ao Pilates, para limitação funcional, foram mais eficazes que a ausência de intervenção em adultos com DLC. Entretanto, os resultados devem ser interpretados com cautela devido à qualidade de evidência muito baixa, alto risco de viés e incoerências globais e local.
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    Efeitos de um programa de exercícios supervisionado associado a exercícios domiciliares multimodais em indivíduos pós-hospitalização por COVID-19
    (2024-04-01) Maluf, Jordana Cordeiro; Probst, Vanessa Suziane; Di Lorenzo, Valeria Amorim Pires; Moreno, Marlene Aparecida; Loyola, Walter Aquiles Sepúlveda
    Introdução: A COVID-19 é uma infecção viral que atinge principalmente o sistema respiratório, sendo que a gravidade da doença varia individualmente. As sequelas pós-infecção incluem danos neuropsicológicos, físicos e funcionais. Indivíduos com sintomas persistentes após a recuperação da COVID-19 são encaminhados para reabilitação, mas a melhor abordagem ainda não foi estabelecida. A fisioterapia tem o papel de amenizar e tratar estas sequelas, por meio da reabilitação, sendo que o melhor protocolo de tratamento fisioterapêutico ainda não foi estabelecido. Objetivo: O objetivo desta pesquisa foi analisar os efeitos e a viabilidade de um treinamento de resistência e força de alta intensidade supervisionado ambulatorialmente de 8 semanas associado a exercícios domiciliares multimodais, sobre desfechos físicos e funcionais, níveis de ansiedade e depressão e qualidade de vida em indivíduos pós-hospitalização por COVID-19. Metodologia: Estudo não-randomizado com amostragem de conveniência, adultos de ambos os sexos relatando fraqueza muscular, dispneia, e/ou fadiga após a hospitalização COVID-19, com limitações significativas. Os dados foram coletados entre junho a dezembro de 2021. O programa de exercícios incluiu a combinação de um treinamento resistido de alta intensidade e força, supervisionado de 8 semanas (duas vezes por semana ambulatorialmente) e um treinamento domiciliar multimodal (uma vez por semana). Os seguintes desfechos foram avaliados antes (pré) e imediatamente após (pós) o programa de treinamento: função pulmonar (espirometria), capacidade de exercício (teste de caminhada de 6 minutos - TC6), capacidade funcional (sentar para levantar - STS-1min e Escala Funcional Pós-COVID - PCFS), força muscular (preensão manual - FPM e máxima de uma repetição - 1RM de cinco grupos musculares), qualidade de vida (Short Form Health Survey - SF-36) e níveis de ansiedade e depressão (Hospital Anxiety and Depression Scale - HADS). A viabilidade foi alcançada se 50% da amostra completou 90% das sessões do programa. Resultados: De um total de 101 indivíduos interessados no projeto, 46 iniciaram os testes de avaliação, 33 indivíduos deram continuidade e iniciaram o programa de treinamento, destes 22 concluíram todo o programa (idade média de 45±5 anos; 68% do sexo masculino). Após a intervenção, houve melhora da função pulmonar CVF(% pred) pré 74,5[61-79] vs pós 84,5[75-102], FEV1(L) pré 2,59[2,22-3,08] vs pós 3,44[2,39-3,7]litros, FEV1(% pred) pré 77,77±15,34 vs pós 92,27±16,17, do condicionamento físico TC6 pré 490±122 vs pós 582±95m e STS 1min pré 19[14-23] vs pós 26[23-30] repetições, da força muscular 1RM peitoral pré 18±10 vs pós 31±15Kg, grande dorsal pré 26[19-33] vs pós 36[23-45]Kg, tríceps braquial pré 17±6 vs pós 26±11Kg, bíceps braquial pré 15±7 vs pós 22±8Kg, quadríceps pré 24±12 vs pós 36±13Kg e FPM pré 34±15 vs pós 41±13Kg, HADS total pré 13±8 vs pós 10±7 pontos, PCFS pré 3[2-3] vs pós 1[0-2] pontos; p<0.05 para todos. Observaram-se tamanhos de efeito médio a grande para os principais resultados. A viabilidade foi alcançada, pois 66% dos participantes completaram 90% das sessões do programa. Conclusão: O treinamento supervisionado de resistência e força de alta intensidade associado ao exercício domiciliar multimodal apresenta viabilidade e melhorou a capacidade de exercício, a funcionalidade, a força muscular, os sintomas de ansiedade e a qualidade de vida em indivíduos pós-hospitalização devido à COVID-19.
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    Fatores determinantes do tempo de internação e mortalidade em indivíduos hospitalizados em uma Unidade de Cuidados Prolongados de um hospital terciário do sul do Brasil
    (2026-04-17) Rodrigues, Lauanda da Rocha; Probst, Vanessa Suziane; Ramos, Ercy Mara Cipulo; Chiavegato, Luciana Dias
    Resumo: Introdução: A Unidade de Cuidados Prolongados (UCP) atende indivíduos em longos períodos de internação. A avaliação do perfil clínico-funcional e de fatores associados a desfechos clínicos relevantes é fundamental para otimizar o plano terapêutico. Objetivo: Analisar o perfil clínico e funcional dos indivíduos hospitalizados em uma UCP e investigar os determinantes do tempo de internação e mortalidade. Metodologia: Estudo longitudinal, com amostra de conveniência com idade =18 anos, de ambos os sexos, hospitalizados na UCP do HU-UEL. Foram coletados dados antropométricos e da internação hospitalar, incluindo principais diagnósticos, tipo de cuidado e desfechos clínicos, além da avaliação da funcionalidade, mensurada por meio da Escala de Medida de Independência Funcional (MIF), Escala de Barthel e Intensive Care Unit Mobility Scale (ICU Mobility Scale). A caracterização da amostra foi realizada por meio da análise de distribuição de frequências. A regressão linear foi empregada para analisar a associação entre as escalas funcionais e o tempo de internação enquanto a logística para analisar a associação entre as escalas funcionais e a mortalidade (em 14 dias e 6 meses). Resultados: A amostra incluiu 105 indivíduos (56 homens), com idade de 70 [57–81] anos, índice de massa corporal de 24 [21–28] kg/m² e tempo de internação de 32 [13–62] dias. A maioria dos indivíduos estava em cuidados paliativos, apresentava doenças neurológicas como diagnóstico mais frequente e evoluiu a óbito. A funcionalidade estava prejudicada (Escala de Barthel 15 [05–35] pontos, indicando dependência total; MIF 43 [21–69] pontos, caracterizando dependência grave a moderada, e ICU Mobility Scale 1 [0–5] ponto, evidenciando elevada dependência). O aumento de um ponto na pontuação da MIF reduziu o tempo de internação em 0,23 dias (ß = –0,228; Intervalo de confiança (IC) 95% –0,449 a –0,007; p = 0,044) e a ICU Mobility Scale previu uma redução de 2,4 dias por ponto (ß = –2,405; IC 95% –4,634 a –0,176; p = 0,035). No que diz respeito à mortalidade em 14 dias, cada ponto adicional na MIF reduziu o risco de mortalidade em 3% (razão de risco [HR] 0,971; IC 95% 0,953 a 0,989; p = 0,002), da Escala de Barthel em 4% (HR 0,960; IC 95% 0,934 a 0,986; p = 0,003) e da ICU Mobility Scale em 23% (HR 0,768; IC 95% 0,640 a 0,921; p = 0,004). Para a mortalidade em 6 meses, o aumento de uma unidade na pontuação da MIF estava associado à diminuição de 1,5% no risco de mortalidade (HR 0,985; IC 95% 0,971 a 0,998; p = 0,030), enquanto o Índice de Barthel produziu redução de 2,1% (HR 0,979; IC 95% 0,960 a 0,998; p = 0,032). Conclusão: Indivíduos hospitalizados na UCP do HU-UEL são idosos, eutróficos, com longo tempo de internação, em cuidados paliativos e com importante comprometimento funcional. Níveis mais baixos de funcionalidade estão associados a maior permanência hospitalar e a maiores taxas de mortalidade, indicando que o comprometimento funcional constitui fator relevante associado ao prognóstico desses indivíduos
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    Perfil e correlações entre força muscular, capacidade aeróbia e desempenho funcional de atletas de futebol profissional na pré-temporada
    (2026-05-12) França, Vinicius Viggiani; Macedo, Christiane de Souza Guerino; Lobato, Daniel Ferreira Moreira; Oliveira, Rodrigo Ribeiro de; Araujo, Cynthia Gobbi Alves
    Resumo: Introdução: A pré-temporada no futebol representa um período de adaptação fisiológica e neuromuscular do atleta. Neste sentido, avaliações sistematizadas são fundamentais para que as equipes de saúde e performance possam monitorar e otimizar o desempenho dos atletas antes do início do período competitivo. Objetivo: Verificar o perfil e a correlação entre força muscular, capacidade aeróbia e o desempenho funcional dos membros inferiores em atletas profissionais de futebol na pré-temporada. Métodos: Estudo transversal, aprovado pelo Comitê de ética institucional. Foram avaliados 36 atletas profissionais de futebol (24,5±0,7 anos), no período pré-temporada. As variáveis analisadas contemplaram a força muscular por dinamômetro isocinético (pico de torque normalizado pela massa corporal), capacidade aeróbia (VO2máx estabelecido pelo protocolo de Bruce modificado) e desempenho funcional (Single, Triple, Crossover e Side Hop tests e Countermovement Jump Test). Os resultados de desempenho entre os membros inferiores foram comparados pelos testes t de Student ou Wilcoxon, com significância de 5%, e correlacionados pelo coeficiente de correlação de Pearson. Resultados: Não houve diferença significativa ou assimetria importante no torque extensor e flexor do joelho. O VO2max foi de 64,60 (62,54-74,10) ml/kg/min. Houve melhor desempenho do membro inferior não-dominante no Single Hop Test (P<0,01) e no Triple Hop Test (P=0,04). O Countermovement Jump Test foi de 41,35 (38,90-43,87) centímetros. Houve correlação moderada, no membro inferior dominante, entre a força do quadríceps e o VO2max (r=-0,40; P=0,01; R2=16%); entre a força de isquiossurais e o Triple Hop Test (r=0,45; P<0,01; R2 = 20%) e Crossover Hop Test (r=0,46; P<0,01; R2=21%). Houve, no membro inferior não dominante, correlação entre a força do quadríceps e o VO2max (r=-0,41; P=0,01; R2 = 17%). Conclusão: Os atletas de futebol profissional na pré-temporada apresentaram boa capacidade aeróbia, boa simetria de força muscular e desempenho funcional entre os membros inferiores, sugerindo equilíbrio neuromuscular. Verificou-se correlação moderada e inversa entre a força do quadríceps (bilateral) e o VO2máx. A força dos isquiossurais do membro dominante se correlacionou com o desempenho no Triple Hop Test e Crossover Hop Test. Esses achados reforçam a relevância da avaliação pré-temporada para que se possa traçar estratégias especificas às necessidades da equipe
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    Fatores associados ao aconselhamento da atividade física por profissionais da APS no manejo das doenças crônicas não transmissíveis
    (2024-07-29) Serra, Daniella Carneiro de Souza; Teixeira, Denilson de Castro; Macedo, Christiane de Souza Guerino; Muller, Erildo Vicente
    Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são responsáveis por elevado número de mortes prematuras. Tendo como principais fatores de risco o sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo e uso abusivo de álcool. A prática regular de atividade física, é fundamental para prevenção e controle das DCNT. O aconselhamento para a prática de atividade física, na atenção primária, é uma excelente estratégia trazendo aos usuários a manutenção da saúde, diminuição da taxa de mortalidade e evolução dessas doenças. Objetivo: Analisar os fatores associados ao aconselhamento da prática da atividade física para o enfrentamento das DCNT (obesidade, hipertensão arterial sistêmica e diabetes) por profissionais de saúde e gestores de nível superior da Atenção Primária à Saúde (APS). Metodologia: Participaram 117 profissionais com nível superior das equipes da APS de Londrina, Maringá e Ponta Grossa. Os dados foram coletados mediante questionários elaborados especificamente para o estudo. As associações foram realizadas mediante o teste Qui-quadrado (x²) e as comparações mediante o teste de Mann-Whitney. Resultados: O aconselhamento de atividade física foi associado aos profissionais de educação física e fisioterapia (p=0,019). Os profissionais que realizam aconselhamento de atividade física, percebem mais positivamente do que os que não realizam, que atuam em UBS que ofertam ações voltadas ao incentivo de hábitos saudáveis, que se sentem mais preparados para lidar com a prevenção, tratamento e fatores de risco pra as DCNT, que conhecem os determinantes sociais da saúde/doença, que implementam estratégias individuais e comunitárias para o comportamento saudável e que concedem escuta e conhecem os principais problemas dos usuários (p<0,05 para todos). Conclusão: Profissionais da área de educação física e fisioterapia e os profissionais com percepções mais positivas sobre a infraestrutura da UBS, conhecimentos sobre conteúdos relacionados às DCNT e atitudes profissionais para atuar nessa área, estão relacionados ao aconselhamento de atividade física.
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    Mudanças na capacidade de exercício após treinamento físico em indivíduos com DPOC nos diferentes fenótipos de composição corporal
    (2024-02-28) Garcia, Isabella Ortiz; Pitta, Fábio de Oliveira; Cruz, Joana; Valderramas, Silvia Regina
    Introdução: Indivíduos com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) podem apresentar condições extrapulmonares associadas à doença, como diferentes tipos de alterações na composição corporal. Esses pacientes se beneficiam de treinamento físico, em especial na melhora da capacidade de exercício. No entanto, até o momento não se sabe se a magnitude de melhora na capacidade de exercício é similar ou distinta nos diferentes fenótipos de composição corporal. Objetivo: Investigar se indivíduos com DPOC classificados em diferentes fenótipos de composição corporal apresentam diferenças na magnitude de melhora da capacidade de exercício após um programa de treinamento físico. Materiais e Métodos: Foram estudados indivíduos com DPOC avaliados antes e após um programa de 3 meses de treinamento físico de alta intensidade quanto à composição corporal e capacidade funcional de exercício (teste de caminhada de 6 minutos [TC6min]). A composição corporal foi avaliada por bioimpedância elétrica, e os indivíduos foram classificados em quatro fenótipos: composição corporal normal, sarcopênicos, obesos e obesos-sarcopênicos. Resultados: 51 pacientes (26 homens, 66±8 anos, IMC 27±6 kg/m2; VEF1 50[34- 64]%predito) foram analisados. Após o treinamento físico houve interação significativa entre os fenótipos de composição corporal e a variação da massa de gordura (MG) (F [3,47] = 2,78) e seu respectivo índice (F [3,47] = 2,90). Não houve interação entre melhora no TC6min e os fenótipos de composição corporal; no entanto, indivíduos sarcopênicos e obesos-sarcopênicos melhoraram significativamente o TC6min, tanto em metros (30±50m e 46±48m, respectivamente) quanto em %predito (4±10 e 7±9, respectivamente), o que não ocorreu nos outros dois fenótipos. Conclusão: Há interação dos fenótipos de composição corporal com a variação da MG após treinamento físico, embora não tenham ocorrido interações com a capacidade de exercício. Porém, a presença de sarcopenia (com ou sem obesidade associada) indica melhora significativa e clinicamente relevante no TC6min.
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    Efeito imediato da fotobiomodulação transcraniana e da terapia manual craniana na ansiedade, qualidade de sono e controle postural de adultos jovens : ensaio clínico aleatorizado
    (2026-03-10) Briganó, Josyane Ulian; Macedo, Christiane de Souza Guerino; Ferraresi, Cleber; Jassi, Fabrício José; Araujo, Cynthia Gobbi Alves
    Introdução: A ansiedade e a má qualidade do sono são condições frequentes em adultos jovens e podem impactar negativamente o controle postural. Intervenções fisioterapêuticas como a fotobiomodulação transcraniana (FBMT) e a terapia manual craniana (TMC) têm sido investigadas por seus potenciais efeitos sobre aspectos neurofisiológicos e psicoemocionais. Entretanto, suas eficácias clínicas permanecem inconclusivas. Objetivo: Analisar o efeito imediato da FBMT, da FBMTsham e da TMC sobre os índices de ansiedade, qualidade do sono e controle postural de mulheres jovens universitárias. Métodos: Ensaio clínico aleatorizado, que avaliou mulheres jovens alocadas em três grupos: FBMT (N=15), FBMTsham (N=15) e TMC (N=15). A ansiedade foi avaliada por meio do Inventário de Ansiedade de Beck, a qualidade do sono pelo Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh e o controle postural por análise do deslocamento do centro de pressão em apoio unipodal semi-estático com plataforma de força. As avaliações foram realizadas antes e imediatamente após cinco dias consecutivos das intervenções (protocolo de capacete de FBMT com Leds de comprimento de onda de 660nm e 850nm, potência por LED de 7,5 mW a 23 mW e densidade de energia de 33,75J/cm² a 103,5J/cm², irradiância 33,5mW/cm² e 115mW/cm²; capacete de FBMTsham e TMC) que ocorreram no horário do almoço, com duração de 900 segundos, em ambiente controlado e silencioso. A análise estatística seguiu o princípio da intenção de tratar, e as comparações foram realizadas por Equações de Estimativas Generalizadas (GEE). Resultados: Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos para ansiedade (P = 0,516), qualidade do sono (P = 0,225) e controle postural (P = 0,995). Entretanto, todos os grupos apontaram reduções nos escores de ansiedade. Na análise intragrupo, o grupo FBMTsham estabeleceu melhora na qualidade do sono e do controle postural. Conclusão: A fotobiomodulação transcraniana e a terapia manual craniana não apresentaram efeito imediato superior ao sham sobre a ansiedade, a qualidade do sono e o controle postural de mulheres jovens. Os resultados indicam que, nas condições avaliadas, não há evidência suficiente para recomendar clinicamente essas intervenções com base em seus efeitos imediatos. Em adição, os achados destacam o impacto potencial do efeito placebo e do repouso estruturado na redução da ansiedade.
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    Vivência e conhecimento do fisioterapeuta nos cuidados paliativos em UTI neonatal : estudo qualitativo
    (2025-04-14) Morais, Lorena Oliveira Bezerra; Probst, Vanessa Suziane; Pinto, Keli Regiane Tomeleri da Fonseca; Pereira, Silvana Alves; Zani, Adriana Valongo
    Introdução: Os cuidados paliativos neonatais são uma abordagem de cuidado multidisciplinar, que se expandiu nas últimas décadas, destinada a melhorar a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias por meio da prevenção e alívio dos sintomas, sejam eles físicos, psicológicos, sociais ou espirituais. No entanto, em contraste com a pesquisa de cuidados paliativos em adultos, na neonatologia, ainda há uma estrutura conceitual resumida. A prestação de cuidados paliativos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIn) ainda é um desafio, sendo necessário treinamento e orientação dos profissionais envolvidos no desenvolvimento e entrega de cuidados a esses pacientes. A equipe de fisioterapia pode desempenhar papel importante na satisfação das necessidades das pessoas que recebem cuidados paliativos. Entretanto, os fisioterapeutas estão, muitas vezes, ausentes ou são subutilizados no contexto de cuidados paliativos nessa população. Objetivo: Compreender o conhecimento e vivência do fisioterapeuta no contexto dos cuidados paliativos neonatais na UTIn em que atua. Metodologia: Estudo qualitativo, que contou com a população de 12 fisioterapeutas atuantes em unidades de cuidados intensivos neonatais de dois municípios da região norte do Paraná. O referencial metodológico utilizado foi a Análise de Conteúdo e a organização dos dados foi realizado pelo software Iramuteq. Resultados: Pela análise de conteúdo foi possível entender que os profissionais revelam conhecimento sobre cuidados paliativos, reconhecendo que esse é um momento desafiador, marcado por uma mistura de sentimentos como pena, tristeza e compaixão. Expressam sua relação com familiares, demonstrando empatia para com eles, enfatizando que compreender fé e crença é um ponto a ser reconhecido e respeitado para melhor manejo desses indivíduos. Consideram que a fisioterapia no contexto dos cuidados paliativos apresenta diferenças nas condutas de acordo com o ambiente, seja na UTIn ou no domicílio do paciente. Entendem que na UTIn, o foco está no manejo da ventilação mecânica, desmame ventilatório e na manutenção da estabilidade do recém-nascido, além de prevenir complicações e deformidades. Já no domicílio, é possível explorar de maneira mais ampla as habilidades de terapia motora, com a participação da família e ênfase na promoção da educação em saúde. Destacam que os principais desafios identificados incluem a falta de discussões, pouco inserção do fisioterapeuta juntamente com a equipe na tomada de decisão sobre o cuidado paliativo e baixo nível de conhecimento sobre o tema entre os membros da equipe multiprofissional, além do impacto emocional envolvido. Em relação às estratégias de implementação, destaca-se a necessidade de diretrizes institucionais claras e condutas específicas voltadas para o atendimento a esses recém-nascidos. Conclusão: Os fisioterapeutas entrevistados demonstraram ter conhecimento sobre o cuidado paliativo em neonatologia, porém se sentem pouco incluídos, em relação ao restante da equipe, na discussão sobre os cuidados paliativos desses pacientes. Também compartilharam diversas experiências vivenciadas em seus ambientes de trabalho. As categorias e subcategorias identificadas revelaram uma gama de sentimentos, desafios, aspectos relacionados à interação com as famílias e possíveis estratégias de implementação de cuidados paliativos no ambiente neonatal.
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    Efetividade de uma cartilha para incentivo à atividade física, aplicada por abordagens autoinstrucional e orientada, sobre variáveis comportamentais, de saúde e aptidão física de pessoas idosas da atenção primária à saúde
    (2025-10-24) Santos, Adriana Pereira dos; Teixeira, Denilson de Castro; Safons, Marisete Peralta; Oliveira, Márcio Rogério de
    A prática de atividade física é amplamente reconhecida como benéfica para a promoção da saúde em pessoas idosas. A educação em saúde, promovida por meio de cartilha educativa com abordagem metodológica autoinstrucional e acompanhamento profissional, pode favorecer que idosos atendidos na atenção primária à saúde tornem-se mais fisicamente ativos. Nesse contexto, esta dissertação teve como objetivo investigar se o uso de uma cartilha educativa voltada à orientação para um estilo de vida mais ativo, combinando abordagens autoinstrucional e orientada, contribui para ampliar o conhecimento sobre os benefícios desse estilo de vida e para melhorar indicadores de saúde e aptidão física de idosos atendidos na atenção primária à saúde (APS). Participaram do estudo 75 idosos de ambos os sexos, fisicamente independentes, recrutados em uma Unidade Básica de Saúde do município de Prado Ferreira-PR, em um ensaio clínico randomizado. Os participantes foram alocados aleatoriamente em dois grupos de intervenção: o grupo que utilizou a cartilha de forma autoinstrucional (AUT) e o grupo que utilizou a cartilha com orientação de uma fisioterapeuta (ORI). As intervenções tiveram duração de 12 semanas e foram conduzidas em quatro etapas: avaliações iniciais, randomização, intervenções e reavaliações. Os dados foram coletados por meio de avaliações que mensuraram percepções dos idosos sobre as contribuições da cartilha à saúde, além de variáveis relacionadas à cognição, fragilidade, sintomas depressivos, aptidão física, nível de atividade física e comportamento sedentário. Os resultados indicaram que ambos os grupos avaliaram positivamente o material educativo; contudo, o grupo ORI relatou maior aquisição de conhecimentos sobre a prática de atividade física em comparação ao grupo AUT (60% versus 4%), mais benefícios na saúde mental (17% versus 0%) e maior redução de dores (23% versus 0%). Além disso, ambos os grupos apresentaram melhorias na cognição (p=0,020), redução nos escores de fragilidade física (p=0,049) e melhor desempenho físico em todos os testes aplicados (p<0,05). Embora ambos os grupos tenham apresentado progressos na aptidão física após as intervenções, o grupo ORI obteve desempenho superior no teste Timed Up and Go (TUG) (ORI: pré=11,6±3; pós=9,8±2,3; AUT: pré=11,1±7,7; pós=10,7±8,2; p=0,010). Concluímos que os idosos participantes avaliaram positivamente a cartilha educativa para a promoção de uma vida mais fisicamente ativa. O uso da cartilha, tanto pelo método autoinstrucional quanto orientado, contribuiu para a melhora nos indicadores de saúde e aptidão física, sendo que algumas variáveis apresentaram vantagens específicas para a abordagem orientada
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    Elaboração e análise da efetividade de um protocolo de estimulação sensório-motora precoce no desenvolvimento neuropsicomotor de recém-nascidos prematuros : um estudo piloto
    (2024-02-19) Paula, Amanda Oliveira de; Probst, Vanessa Suziane; Proença, Mahara Daian Garcia Lemes; Valenciano, Paola Janeiro
    Introdução: A fisioterapia age no desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM), porém não há padronização das ações. Objetivos: Elaborar e avaliar a efetividade de um protocolo de estimulação sensório-motora sobre o desempenho neuropsicomotor, ganho ponderal e tempo de internação de prematuros admitidos em uma unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN). Métodos: 22 prematuros com idade gestacional (IG) <32 semanas foram avaliados com a escala Hammersmith Neonatal Neurological Assessment (HNNE) a partir das 34 semanas de IG. Posteriormente, foram alocados para grupo controle (GC) e intervenção (GI). O GI recebeu o protocolo de estimulação sensório-motora 1 vez por dia, durante 5 dias/semana, até a alta hospitalar, enquanto o GC recebeu os cuidados usuais. Resultados: Na comparação intragrupo da escala HNNNE, o GC apresentou, na avaliação final, maior pontuação nos itens tração de perna (2[1-4]vs3[1-4];p=0,017), resposta à tração (1[1-2,2]vs3[2,5-3]; p=0,018) e tônus extensor da perna (4[3,7-4]vs3[2-4];p=0,046). Já o GI apresentou maior pontuação nas variáveis tração do braço (1[1-1]vs2[2-4]; p=0,006), controle de cabeça 1(1[1-4]vs3[3-4]; p=0,024), controle de cabeça 2(2[1-4]vs3[3-4]; Z=-2,121; p=0,034), resposta à tração (1[1-3,2]vs3[3-3,7]; p=0,009) e movimentos espontâneos quantitativos (2[1-4]vs4[3-4]; p=0,04). No escore de otimização, o GC apresentou melhor performance nas variáveis tração de perna (1[0-1] vs 1[1-1]; p=0,046), controle de cabeça 2(1[0-1]vs1[1-1]; p=0,046) e suspensão ventral (0[0-1]vs1[0-1]; p=0,025). O GI obteve melhor score de otimização nas variáveis tração de braço (0[0-0]vs1[1-1]; p=0,005), controle de cabeça 1(5[0-1]vs1[1-1]; p=0,025), suspensão ventral (0[0-0]vs0[0-1]; p=0,046) e alerta (1[0-1]vs1[1-1],p=0,046). Não houve diferença no peso final entre GC e o GI (1932 [1830-2240]vs1957[1880-2185]; p=0,83) e com o tempo de internação (59,2±35 dias vs 56,1±18,5 dias; Z=0,799; p=0,74). A realização do protocolo não alterou a rotina de cuidados da unidade, tampouco a estabilidade clínica dos bebês. Conclusão: O protocolo de estimulação sensório-motora é viável, pode ser aplicado de forma segura e parece ter benefícios no DNPM de bebês prematuros internados na UTIN.
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    Efeito agudo do exercício aeróbico isolado e com dupla tarefa sobre as concentrações plasmáticas de BDNF e controle inibitório em mulheres idosas
    (2025-04-29) Franco, Cláudia Cristina Bueno; Teixeira, Denilson de Castro; Santos, Suhaila Mahmoud Smaili; Torres Neto, João Bento
    O treinamento aeróbico parece aumentar os níveis de BDNF (Brain-Derived Neurotrophic Factor) periférico de idosos, porém, não há evidências suficientes para considerar que esses benefícios podem ser potencializados com a associação de tarefas cognitivas, seja em sessões agudas de exercício ou no treinamento crônico. Objetivo: Analisar o efeito agudo do exercício físico aeróbico isolado (EA) e com dupla tarefa (EADT) nas concentrações plasmáticas de BDNF e controle inibitório de idosas fisicamente independentes. Metodologia: Estudo experimental, com delineamento cruzado, que avaliou 18 idosas, fisicamente independentes e sem comprometimento cognitivo. A pesquisa foi desenvolvida em 3 etapas: na etapa 1 foram avaliadas variáveis sociodemográficas, estado cognitivo, índice de comorbidades, e a familiarização da Tarefa Stroop para avaliação do controle inibitório. Na etapa 2, foram avaliados os níveis de ansiedade e depressão pela escala (HADS), estado de humor pela Escala de Humor de BRUNEL (BRUMS), o controle inibitório pelo teste Tarefa Stroop e a coleta de sangue para a análise do BDNF. Na etapa Etapa 3 foram realizadas intervenções em ordem aleatória (EA e EADT), na bicicleta ergométrica horizontal durante 35 minutos, com intensidade de treinamento moderada e a reavaliação da Tarefa Stroop e do BDNF. Resultados: Ambos os grupos aumentaram significativamente as concentrações plasmáticas de BDNF após as intervenções (efeito tempo) [EA (X¯pré=1298±433,6; X¯pós=1764±954,9); EADT (X¯pré=1424±557,1; X¯pós=1511,8±622,8); Wald ?2 (1,16) = 6,197; p=0,013]. Embora não tenha havido interação grupo*tempo [Wald ?2 (1,16) = 2,794; p=0,095], a intervenção EA obteve tamanho de efeito grande (1,14) e o EADT muito pequeno (0,15). No controle inibitório (Tarefa Stroop), não houve mudanças estatisticamente significativas em nehuma das variáveis (p>0,05 para todas) e em nenhuma das intervenções. Conclusão: Sessões agudas de EA e EADT contribuíram para o aumento das concentrações plasmáticas de BDNF mas não provocaram mudanças no controle inibitório
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    Análises da capacidade funcional, controle postural, força de reação do solo e equilíbrio dinâmico em corredores de rua com e sem tendinopatia proximal dos isquiotibiais.
    (2025-04-10) Ogasawara, Karoline Tiemy; Macedo, Christiane de Souza Guerino; Vanderlei, Franciele Marques; Oliveira, Rodrigo Ribeiro de
    Introdução: A tendinopatia proximal dos isquiotibiais (TPIT) é caracterizada pela dor persistente e perda da função associada à sobrecarga mecânica na origem dos tendões na tuberosidade isquiática. É comum entre corredores de média e longa distância, com prevalência de 12,5% em corredores recreacionais. Tem causa multifatorial, com muitas lacunas a serem preenchidas. Objetivos: Estabelecer as alterações da capacidade funcional, controle postural, força de reação do solo e equilíbrio dinâmico em corredores de rua com e sem tendinopatia proximal dos isquiotibiais. Bem como, estabelecer a validade e confiabilidade do Star Excursion Balance Test modificado (SEBTm) em corredores com TPIT. Métodos: Estudo transversal, com 23 corredores de rua com TPIT (GTPIT) e 23 corredores sem queixas (GC). Todos responderam ao Victorian Institute Of Sport Assessment – Hamstring versão Brasileira (VISA-H-Br). O controle postural foi avaliado em apoio unipodal estático e em mini-agachamento unipodal. A força vertical de reação do solo (FRSv) foi avaliada na subida e descida de degraus. O equilíbrio dinâmico foi avaliado por meio do SEBTm por dois avaliadores independentes. Os grupos foram comparados e foi estabelecida a validade e confiabilidade do SEBTm para corredores com TPIT. Resultados: O GTPIT apresentou mais dor e limitações funcionais no VISA-H-Br (P < 0,001). O controle postural no apoio unipodal e no mini agachamento não apontou diferenças entre os grupos. GTPIT apresentou maior FRSv durante a descida de degraus, na fase de aceitação do peso (P = 0,041, d = 0,619). Não houve diferenças significativas entre os grupos nas análises do equilíbrio dinâmico com o SEBTm, que se mostrou um teste válido e com excelente confiabilidade intra (CCI = 0,94–0,96) e interavaliadores (CCI = 0,93–0,96). Conclusão: Corredores de rua com TPIT apresentam mais dor, maior comprometimento funcional e maior FRSv na fase de aceitação do peso ao descer degraus. O SEBTm mostrou-se um instrumento válido e confiável para a avaliação do equilíbrio dinâmico em corredores de rua com TPIT.
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    Qual variável de quantificação da atividade física na vida diária se associa melhor com desfechos físico-funcionais na DPOC: volume total de atividade física por semana ou tempo gasto por dia em atividades moderadas a vigorosas?
    (2023-10-26) Oliveira, Fernanda Subtil de; Pitta, Fábio de Oliveira; Mesquita, Rafael; Matte, Darlan Laurício; Silva, Humberto; Camillo, Carlos Augusto Marçal
    Introdução: A atividade física na vida diária (AFVD) pode ser quantificada de várias formas, sendo o tempo gasto/dia em atividades físicas moderadas a vigorosas (AFMV) uma variável comumente utilizada na avaliação de diferentes populações, inclusive indivíduos com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Por outro lado, a quantificação da AFVD mensurada por meio do volume total de atividade física por semana nos permite avaliar a AFVD de uma forma mais abrangente, contemplando todas as intensidades em uma única métrica, inclusive atividades leves e sedentárias. No entanto, ainda não há nenhum estudo disponível na literatura científica que mostre se esses dois métodos de quantificação de AFVD (i.e., tempo em AFMV e volume total de AF/semana) refletem similarmente outros desfechos clínicos da DPOC. Portanto, a presente dissertação de mestrado foi desenvolvida com o intuito de contribuir com evidências científicas envolvendo a avaliação de diferentes variáveis de AFVD na DPOC, mais especificamente verificando qual variável de quantificação da AFVD (volume total de AF por semana ou tempo gasto/dia em AFMV) se associa melhor com os desfechos físico-funcionais da DPOC. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, no qual indivíduos com DPOC foram submetidos à avaliação da AFVD (monitor de atividade física Sensewear Armband), da função pulmonar (espirometria), capacidade de exercício (teste de caminhada de seis minutos [TC6min]), composição corporal (bioimpedância), força muscular de quadríceps femoral (teste de uma repetição máxima [1RM] e dispneia na vida diária (escala do Medical Research Council [MRC]. Os pacientes utilizaram o monitor de atividade física durante 7 dias consecutivos. O volume total de AFVD foi definido como o produto da média de intensidade em METs pela duração da atividade, e AFMV foi considerada como aquela que demandava >3 equivalentes metabólicos (MET). A análise da normalidade dos dados foi realizada pelo teste de Shapiro-Wilk. As correlações foram avaliadas pelo coeficiente de Spearman e regressão linear simples foi realizada para investigar as associações entre o volume total de AF/semana e tempo gasto/dia em AFMV com outros desfechos físico-funcionais. Resultados: Foram analisados 91 indivíduos com DPOC (45 homens, 66±8anos; VEF1 50±16%predito; IMC 27±5kg/m2). Tanto o tempo gasto/dia em AFMV quanto com o volume total de AF/semana se correlacionaram significativamente com TC6min, índice de massa corpórea, massa gorda e massa livre de gordura em magnitudes muito similares (0,23 < r < 0,46, p<0,05 para todas). Nenhuma das duas variáveis se correlacionou de forma significativa com os outros desfechos, e na regressão linear simples ambas variáveis apresentaram associações significativas com TC6min, massa gorda e massa livre de gordura. Conclusão: O volume total de AF/semana e o tempo gasto/dia em AFMV apresentaram associações similares com desfechos físico-funcionais em indivíduos com DPOC.
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    Associações entre atividade física na vida diária, aptidão física e funcional, e risco de mortalidade em idosos fisicamente independentes.
    (2023-07-31) Santana, Natali Maciel Folster de; Teixeira, Denilson de Castro; Pitta, Fábio de Oliveira; Oliveira, Laís Campos de
    Durante o envelhecimento ocorrem alterações corporais, condicionadas à fatores intrínsecos e extrínsecos, que podem aumentar à vulnerabilidade do idoso à comorbidades, a reduzir a sua aptidão física e funcional e a aumentar o risco de mortalidade. A produção de conhecimento sobre fatores intervenientes que interferem nas condições de saúde do idoso deve ser estimulada para que intervenções mais eficazes sejam oferecidas à essa população. Sendo assim, essa dissertação teve como analisar as possíveis relações entre o nível de atividade física na vida diária (AFVD) com a aptidão física e funcional e a predição de mortalidade precoce em idosos fisicamente independentes. A dissertação foi composta por dois estudos realizados: o primeiro, com delineamento transversal que analisou as diferenças na aptidão física e funcional de homens e mulheres idosos que atingem ou não 5000 passos diários e o segundo, um estudo de coorte com base populacional que investigou a associação de diferentes pontos de corte de passos/dia para a AFVD com a mortalidade por todas as causas. Participaram dos estudos 396 idosos, homens e mulheres, fisicamente independentes, que tiveram os seus dados de base coletados entre 2009 e 2010, mediante entrevista estruturada com informações sociodemográficas e estado de saúde, medidas antropométricas para cálculo do IMC, testes de aptidão física e funcional mediante seis testes funcionais, nível de AFVD avaliado pelo pedômetro e taxas de mortalidade dos participantes em 10 anos de seguimento. Os dados foram analisados mediante o Test t Student, coeficiente de correlação de Spearman, Curva Roc, Qui-quadrado e Regressão de Cox. Os resultados referentes às comparações demonstraram os homens e mulheres idosos que realizavam em média =5000 passos/dia tiveram melhor desempenho nos testes de agilidade e equilíbrio dinâmico (AGI), no equilíbrio estático (EQUI) e no teste de sentar e levantar da cadeira (SLEV) do que os seus pares que atingiram =5000 passos/dia (p<0,05 para todos). Foram observadas correlações moderadas e negativas entre a AFVD e a AGI para os homens e mulheres (p<0,001 para todos) e o único teste com acurácia diagnóstica aceitável para discriminar baixos níveis de AFVD (<5000 passos/dia), foi o teste de AGI (AUC= 0,76 e 0,72 para homens e mulheres respectivamente). A regressão de Cox considerando os diferentes pontos de corte para a AFVD no modelo ajustado por covariáveis, identificou que quanto menor o nível de AFVD mais riscos os idosos apresentam para a mortalidade, ou seja, os idosos que realizam <2500, entre 2500 a 4999 e entre 5000 a 7999 passos/dia, possuem respectivamente 5,2, 2,6 e 3,2 vezes mais chances de irem a óbito em 10 anos do que os idosos que realizam =8000 passos/dia (p<0,05 para todos). Concluímos que os idosos, homens e mulheres mais ativos (=5000 passos/dia) possuem melhor aptidão física e funcional do que os menos ativos (<5000 passos/dia) e que o risco de mortalidade em 10 anos é maior nos idosos com menores níveis de AFVD.
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    Mensuração das propriedades métricas de três testes funcionais em indivíduos hospitalizados vítimas de queimaduras
    (2023-04-25) Hoshino, Angela Ayumi; Mantoani, Leandro Cruz; Anami, Elza Hiromi Tokushima; Reche, Gianna Kelren Waldrich Bisca
    Introdução: Avaliar a capacidade funcional de indivíduos vítimas de queimaduras requer instrumentos confiáveis. Porém, até o momento, poucos instrumentos objetivos foram validados nesta população. Dessa forma, testes que sejam rápidos e práticos seriam de grande valia para medir os resultados de intervenções terapêuticas em ambientes hospitalares. Objetivos: Verificar as propriedades métricas dos testes Sit-to-Stand de 5 repetições (STS5r), Sit-to-Stand de 1 minuto (STS1min) e Timed Up and Go (TUG) em indivíduos hospitalizados vítimas de queimaduras. Adicionalmente, verificar os valores de erro padrão de medida (SEM), a mínima mudança detectável com 95% de intervalo de confiança (MDC95) e o efeito aprendizado dos testes. Métodos: Foi realizado um estudo longitudinal, com indivíduos vítimas de queimaduras internados no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Universitário de Londrina, em programação de alta hospitalar. Os indivíduos foram avaliados em duas ocasiões: próximo da alta hospitalar e após 30 dias no retorno ambulatorial. Para a validação concorrente e convergente, foram realizados o teste de caminhada de 6 minutos (TC6min) e mensurado a força muscular de quadríceps femoral (QF), respectivamente. Para a confiabilidade, os três testes em estudo foram aplicados de forma aleatorizada, por dois avaliadores em três momentos. Duas vezes pelo mesmo avaliador (intra-avaliador) com intervalo de 1 dia e uma vez por um segundo avaliador (interavaliador) após a primeira avaliação. Foram calculados o SEM e MDC95 de cada teste. Para análise do efeito aprendizado, os testes foram realizados duas vezes em cada momento por cada avaliador. Antes e após cada teste foram registrados os sinais vitais, a dor pela escala visual analógica e fadiga pela escala de Borg modificada. Por fim, para a responsividade foi calculado o tamanho de efeito (EF) e o Standardize Response Mean (SRM). Resultados: Sessenta e quatro indivíduos foram incluídos no estudo, 42 homens, 39,5±13 anos, porcentagem da superfície corporal queimada de 8 [4- 18] %, 67% apresentavam acometimento em membros inferiores (queimaduras ou presença de área doadora na região) e tempo de internação hospitalar de 14[10-21,5] dias. O teste TUG apresentou correlação muito forte (r= -0,90 p<0,0001) com o TC6min e os testes STS5r e STS1min apresentaram uma correlação moderada (r= -0,55 e r= 0,60, p<0,0001), também com o TC6min. Ao analisar os testes com a força muscular de QF, foi observado uma correlação moderada com o teste TUG (r= -0,41, p=0,0008), uma correlação fraca com o teste STS5r (r= -0,30, p=0,013) e nenhuma com o STS1min (r= 0,21, p=0,091). Os valores de coeficiente de correlação intraclasse (ICCs) mostraram-se bons a excelente (0,88 a 0,97) em todos os testes intra e interavaliadores. Todos os testes apresentaram valores de MDC95% (19 a 23%) aceitáveis. Foi observado uma melhora pequena, mas estatisticamente significativa em todos os testes quando realizados mais de uma vez, demonstrando um efeito aprendizado nos mesmos. Além disso, os três testes demonstraram um moderado a grande tamanho de efeito e responsividade, verificada pelo SRM. Conclusão: Os testes STS5r, STS1min e TUG mostraram-se válidos, confiáveis, responsivos e viáveis para avaliar a capacidade funcional de indivíduos vítimas de queimaduras antes da alta hospitalar. Os valores de SEM e MDC95 encontrados poderão ser utilizados na prática clínica e devido ao possível efeito aprendizado, o melhor valor de dois testes deve ser escolhido.
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    Dor musculoesquelética em ciclistas recreacionais: diferenças e relações da altura, inclinação e deslizamento anteroposterior do selim da bicicleta
    (2024-10-04) Paula, Jorge Augusto Schulhan de; Macedo, Christiane de Souza Guerino; Oliveira, Marcio Rogério de; Bertoncello, Dernival
    Introdução: Ciclistas recreacionais estão sujeitos à dores musculoesqueléticas, mas não se sabe se as posições do selim se relacionam ou determinam estas dores. Objetivos: Comparar as características dos ciclistas, dos treinos e das posições do selim da bicicleta de ciclistas recreacionais com e sem dores musculoesqueléticas, correlacionar as posições do selim com as dores musculoesqueléticas e o que melhor as determina. Métodos: Foram avaliados 58 ciclistas recreacionais, 29 com dor musculoesquelética (10 homens e 19 mulheres) e 29 sem dor (11 homens e 18 mulheres). Analisaram-se os dados de caracterização da amostra, da prática do ciclismo, intensidade da dor pela escala visual analógica de dor (EVA) e as medidas do selim (altura, inclinação e deslizamento anteroposterior). Os resultados foram comparados, correlacionados e na sequência aplicou-se a análise de regressão linear simples. Resultados: Os grupos foram semelhantes nos dados de caracterização da amostra, quilômetros pedalados na semana, frequência treinos semanais, altura, inclinação e deslizamento do selim. Os ciclistas com dores musculoesqueléticas apontaram queixas na coluna lombar (30,6%; EVA=2[1-3]), quadril (14,5%; EVA =2[1-2]), períneo (14,5%; EVA =2[2-2,5]) e joelho (16,1%; EVA =2[1-2]). Para a amostra total a correlação foi alta e significativa entre dor no quadril e: dias de treinos na semana (rho=0,70) e inclinação do selim (rho=0,70), e de insignificante à moderada nas demais análises. Estabeleceu-se os dias pedalados na semana determinam 74% da dor no quadril e 68% da dor na região de períneo, e que a inclinação posterior do selim determina 82% da dor na região de quadril. Para as ciclistas mulheres com dores musculoesqueléticas a dor no quadril (EVA=1,5[1-3]) demonstrou correlação alta e significativa com dias de treinos na semana (rho=0,90), nas demais correlações foram de insignificantes à moderadas. Os dias pedalados na semana determinaram 74% da dor no quadril e 78% de dor na região do períneo, e a inclinação posterior do selim determinou 65% de dor no quadril das ciclistas mulheres. Para os ciclistas homens houve correlação alta, significativa e inversa entre todas as queixas de dor e: inclinação do selim (rho=-0,80), deslizamento anteroposterior do selim (rho=-0,80) e inversa e moderada com a idade (rho=-0,60), assim como para a dor lombar (EVA=1,6 (0,5)) e: inclinação do selim (rho=-0,80), deslizamento anteroposterior do selim (rho=-0,70) e inversa e moderada com a idade (rho=-0,70). As dores no geral foram determinadas em 73% pela inclinação do selim, em 60% pelo deslizamento do selim e em 48% pela idade. A dor lombar nos ciclistas homens pode ser determinada em 67% pela inclinação e em 59% pelo deslizamento do selim. Conclusão: Os ciclistas recreacionais com e sem dores musculoesqueléticas tem as mesmas características físicas, de treinamento e de posição do selim. Algumas características dos treinos e da posição do selim se relacionam e podem determinar as dores musculoesqueléticas, de forma diferente em ciclistas recreacionais homens e mulheres.
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    Preditores de falha no desmame da ventilação pulmonar mecânica em pacientes acometidos pela Covid-19
    (2024-10-21) Silva, Natália Trindade da; Probst, Vanessa Suziane; Brandão, Daniella Cunha; Carvalho, Celso Ricardo Fernandes de; Okamura, Larissa Araújo de Castro
    Introdução: Durante a pandemia de COVID-19, uma importante parcela dos indivíduos acometidos cursou com insuficiência respiratória aguda e necessidade de ventilação mecânica invasiva (VMI). Uma vez que esse suporte se torna necessário, grandes são os esforços para conduzir um desmame ventilatório bem-sucedido e prevenir os efeitos deletérios associados ao uso prolongado de pressão positiva. Portanto, identificar as características clínicas de pacientes acometidos pela COVID- 19 que obtiveram falha ou sucesso no desmame ventilatório pode fornecer subsídios para otimizar o manejo ventilatório. Objetivo: Identificar preditores de falha no desmame da ventilação mecânica de pacientes acometidos pela COVID-19, internados em um hospital de referência. Metodologia: Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo. As seguintes informações foram obtidas por meio de análise de prontuário eletrônico: dados pessoais, clínicos, parâmetros da VMI e de mecânica ventilatória nas primeiras 72 horas, tempo de VMI, de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e hospitalar, desfecho de alta ou óbito. Foram incluídos todos os indivíduos diagnosticados com COVID-19, internados em um hospital terciário do sul do Brasil entre março de 2020 e abril de 2021, =18 anos de idade e que necessitaram de VMI. Os indivíduos que atingiram os critérios de desmame da ventilação mecânica foram separados em dois grupos: sucesso (SD) e falha (FD) no desmame. SD foi definido como retirada da prótese orotraqueal sem a necessidade de novo procedimento de intubação em até 48 horas ou, no caso de pacientes traqueostomizados, desconexão da ventilação mecânica por um período de =48 horas sem retorno da VMI. Resultados: Foram incluídos 2.198 indivíduos no estudo, dentre os quais, 229 (56 [45-65] anos, 129 homens, índice de massa corpórea 29 [25-33] Kg/m2) preencheram os critérios para desmame ventilatório e permaneceram nas análises (SD: n=180; 96 homens e FD: n=49; 33 homens). Os indivíduos do grupo SD se mostraram mais novos (SD 55 [43-63] vs FD 62 [52-70] anos; p<0,0001), além de terem permanecido menos tempo na UTI (SD 17 [10-27] vs FD 31[17-47] dias; p<0,0001) e menos tempo em VMI (SD 13 [7-20] vs FD 28 [18-40] dias; p<0,0001). A idade (OR [IC 95%] 1,070 [1,023 - 1,119]), o tempo de internação hospitalar (OR [IC 95%] 0,939 [0,888 - 0,993]), o tempo em VMI (OR [IC 95%] 1,147 [1,066 - 1,236]) e a driving pressure (OR [IC 95%] 4,215 [1,004 - 17,703]) se mostraram preditores de falha no desmame ventilatório, independente do sexo e do número de comorbidades. A proporção de indivíduos que evoluíram para óbito foi significantemente maior no grupo FD (FD: 69% vs SD: 24%; p <0,0001). Conclusão: Indivíduos acometidos pela COVID-19, com idade mais avançada, mecânica ventilatória mais comprometida e que permanecem por mais tempo em VMI, constituem um grupo específico que apresenta maiores chances de falha no desmame ventilatório. Portanto, atenção especial deve ser dada a esse grupo, a fim de minimizar as consequências deletérias no insucesso do desmame, com o aumento da mortalidade associada às falhas de extubação.
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    Associação da resistência das vias aéreas medida por pletismografia corporal com desfechos clínicos na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
    (2022-12-14) Medeiros, Letícia da Silva; Pitta, Fábio de Oliveira; Gastaldi, Ada Clarice; Rodrigues, Antenor Luiz Lima; Andrello, Ana Carolina dos Reis
    Introdução: A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma doença sistêmica com sintomas e limitações multifatoriais. A avaliação da resistência das vias aéreas (Raw) na DPOC tem sido comumente utilizada na avaliação do acometimento de pequenas vias aéreas, diagnóstico precoce e melhor entendimento da sintomatologia apresentada por esses indivíduos. Diferentes estudos investigaram a relação dos parâmetros de Raw com desfechos clínicos da doença por meio da oscilometria de impulso, uma tecnologia moderna e relativamente pouco comum no contexto da prática clínica. No entanto, informações acerca da Raw obtida por outro método clinicamente mais comum, a pletismografia corporal, ainda são pouco disponíveis na literatura, assim como sua contribuição na avaliação da DPOC. Objetivo: Investigar a associação da resistência específica das vias aéreas (sRaw) avaliada pela pletismografia corporal com variáveis de função pulmonar, capacidade funcional e máxima de exercício, estado de saúde e limitação por dispneia em indivíduos com DPOC. Métodos: Estudo transversal com análise retrospectiva de dados basais de indivíduos recrutados para um programa de reabilitação pulmonar. Foram realizadas avaliações de função pulmonar completa pela espirometria e pletismografia corporal (Vmax®Carfusion, Germany). Também foram realizadas avaliações da capacidade funcional e máxima de exercício (teste de caminhada de seis minutos [TC6min] e teste cardiopulmonar de esforço [TCPE], respectivamente); estado de saúde (questionário COPD Assessment Test [CAT]); e limitação pela dispneia na vida diária (escala Medical Research Council [MRC]). O teste de Shapiro-Wilk foi utilizado para verificar a normalidade dos dados e o coeficiente de Spearman para analisar as correlações entre a sRaw e os demais desfechos. O teste de Kruskal-Wallis foi utilizado para comparação da sRaw nas diferentes gravidades da doença, classificadas de acordo com a Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD). Resultados: Foram estudados 73 indivíduos com DPOC estável (53% do sexo masculino, idade média 67±7 anos e limitação ao fluxo aéreo de moderada a muito grave). A sRaw apresentou correlações moderadas com FEF25-75%predito, VEF1/VEF6, VR/CPT e VEF1%predito (r=-0,45, r=-0,49, r=0,53, r=0,66, respectivamente). Não houve correlação clinicamente relevante com nenhum outro desfecho. Conclusão: A sRaw avaliada pela pletismografia corporal em indivíduos com DPOC moderada a muito grave se correlaciona moderadamente apenas com desfechos de função pulmonar também indicativos de distúrbio obstrutivo e aprisionamento aéreo, mas não com os outros desfechos clínicos avaliados como a capacidade de exercício e dispneia. Mesmo sem refletir outros desfechos clínicos da DPOC, a sRaw avaliada pela pletismografia corporal é útil por refletir desfechos importantes da função pulmonar, além de ser mais comumente encontrada na prática clínica.