02 - Mestrado - Enfermagem
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Navegando 02 - Mestrado - Enfermagem por Assunto "Adolescence"
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Item Educação sexual & adolescência para agentes comunitários de saúde(2026-02-20) Leon, Cristine Freire Faria Silva de; Pimenta, Rosângela Aparecida; Zani, Adriana Valongo; Furtado, Marcela DemittoIntrodução: A adolescência é um período de transição entre a infância e a vida adulta, marcado por mudanças significativas nos aspectos biológicos, psicossociais e sociais. Toda essa mudança pode acarretar riscos ao adolescente, e nesse contexto encontra-se o Agente Comunitário de Saúde é peça chave no elo entre o adolescente e a unidade de saúde. A sensibilização desse profissional por meio da educação permanente torna-se de suma importância para desenvolver ações de prevenção e promoção da saúde sexual deste grupo etário. Objetivo: Analisar o conhecimento de Agente Comunitário de Saúde antes e após a participação na oficina sobre educação sexual voltado para adolescentes. Método: Trata-se de um estudo quase experimental do tipo antes e após realizado com Agente Comunitário de Saúde da Atenção Primária de um município de médio porte, localizado na região norte do estado do Paraná, Brasil, no período de janeiro a abril de 2025. O critério de inclusão foi participar dos três momentos: responder o pré-teste, participar integralmente da oficina e responder o pós-teste. O convite para participação foi enviado via WhatsApp e o local de realização foi cedido pela Secretaria de Saúde Municipal. Foi utilizado um instrumento autopreenchível constituído por questões sociodemográficas e 46 afirmativas com opções para assinalar (verdadeira/falsa), o mesmo dividido em cinco constructos: construção do corpo feminino e masculino, gênero, métodos contraceptivos, infecções sexualmente transmissíveis, violência, drogas e direitos dos adolescentes. A oficina teve duração de quatro horas e foi dividida em 10 dinâmicas. Os dados foram digitalizados em planilha eletrônica no Microsoft Excel® e analisados no software R Core Team, versão 2020, por dimensões. Todos os testes de normalidade indicaram distribuição não normal dos dados; portanto, empregou-se o teste de Wilcoxon não pareado, adotando-se como critério de significância estatística valor de p50%). Conclusão: Houve retenção do conhecimento dos Agentes Comunitários de Saúde sobre as dimensões abordadas na oficina, com maior número de acertos sobre a construção do corpo humano, gênero e direito dos adolescentes, mas em todas as dimensões houve aumento de acertos quando comparado pré e pós-teste.Item Impacto das oficinas de educação sexual para professores do ensino fundamental e médio(2024-02-20) Silva, Luana da; Pimenta, Rosângela Aparecida; Zani, Adriana Valongo; Oliveira, Jonas Sâmi Albuquerque de; Polita, Naiara BarrosIntrodução: Considerando processos que envolvem a sexualidade e as vulnerabilidades que emergem no processo do adolescer e que a escola se caracteriza como espaço que abrange os adolescentes e o professor é aquele que diariamente está em contato com esse público, portanto são peças-chave para promover a educação sexual, no entanto enfrentam múltiplos desafios. Assim, é necessário que aconteça formação e preparo para professores escolares a fim de que tenham subsídio para abordar a sexualidade na escola. Objetivo: Analisar o efeito da oficina de educação sexual no conhecimento dos professores de escola pública de ensino fundamental e médio. Método: Trata-se de um estudo quase-experimental com abordagem quantitativa e qualitativa realizado com professores do ensino fundamental e médio de um colégio estadual do norte do Paraná, de fevereiro a junho de 2023. No estudo quantitativo foi realizado intervenção com oficinas de educação sexual com os professores, antes de após cada a oficina foi aplicado o pré e pós-teste via google forms, contendo afirmativas com conteúdos relacionados aos temas desenvolvidos durante as oficinas. Os dados foram transportados de uma planilha Microsoft Excel®, organizados e analisados no software R Core Team, versão 2020®, foi aplicado teste t-Student pareado e análise de variância para comparar as diferentes áreas de atuação dos professores, todos com nível de significância de 5%. Para o estudo qualitativo realizou-se entrevistas gravadas com os professores participantes da oficina até obter-se saturação de códigos. Utilizou-se como referencial teórico a teoria do pensamento complexo de Edgar Morin e os resultados foram analisados seguindo o referencial metodológico de Braun e Clarke. Resultados: No primeiro estudo a média geral de acertos no pós-teste foi significativamente maior do que no pré-teste, bem como quando comparado os diferentes constructos do conhecimento. Quando comparada as médias de conhecimento entre as áreas de atuação dos professores, antes e após a participação na oficina, não foram estatisticamente significativas. No segundo estudo qualitativo, por meio dos relatos emergiram quatro temas: 1. Corresponsabilidade escola-família na educação sexual do adolescente; 2. Desafios para abordar a sexualidade no ambiente escolar; 3. Estratégias para abordar a sexualidade no ambiente escolar; 4. Aplicabilidade da oficina em sala de aula. Conclusão: As oficinas de educação sexual indicaram impacto sobre ganho de conhecimento dos professores na temática. Também foi revelado a importância da educação sexual com a população adolescente no ambiente escolar bem como a corresponsabilidade deste setor com a familiar nessa formação. Ao buscar abordar essa temática no ambiente escolar, professores, mas buscam estratégias para oportunizar o conhecimento de forma segura e efetivaItem Prevalência do uso regular de produtos derivados do tabaco por adolescentes de escolas públicas e fatores associados no município de Londrina, PRMenezes, Adriana Henriques Ribeiro; Dalmas, José Carlos [Orientador]; Cardelli, Alexandrina Aparecida Maciel; Scarinci, Isabel Cristina; Cardelli, Alexandrina Aparecida Maciel [Coorientadora]Resumo: As estratégias de controle do uso do tabaco têm reduzido o número de fumantes, entretanto, o acesso ao tabaco e o hábito de fumar têm ocorrido precocemente O número de jovens fumantes vem aumentando devido à facilidade de acesso e às influências sociais, ambientais e genéticas Diariamente, cerca de 1 mil adolescentes tornam-se fumantes Sabe-se que 9% dos adultos fumantes iniciaram o hábito na adolescência e 75% dos adolescentes que fumam permanecem tabagistas quando adultos Neste contexto, a presente pesquisa, que se caracteriza como estudo epidemiológico transversal, teve objetivo levantar a prevalência do uso regular de produtos derivados do tabaco por adolescentes de escolas públicas e identificar os fatores associados, no município de Londrina A população do estudo, que foi realizado em 211, foi composta por 517 alunos do 9º ano do ensino fundamental de escolas estaduais Utilizou-se um questionário estruturado para a coleta de dados, que foram tabulados no programa Microsoft Excel 27 e pelo programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) Realizou-se análise descritiva e cálculos estatísticos (Odds Ratio – OR; stepwise) Observou-se que 48,7% (n=252) dos participantes eram do sexo masculino, a faixa etária compreendeu as idades entre 13 e 19 anos, sendo que 87,4% (n=452) tinham idade igual ou menor que 15 anos Houve predominância das raças branca (51%, n=262) e parda (38%, n=195) A maioria dos alunos pertencia às classes B1, B2 e C1, com 19% (n=96), 44% (n=22) e 24% (n=121) respectivamente O percentual de experimentação de cigarros foi de 38,7% (n=2), sendo maior entre as meninas (52%;n=14) A idade mínima de experimentação relatada foi de seis anos, e a maior frequência ocorreu nas idades de 12 (33%; n = 66) e 13 (25%; n=5) anos O uso regular de cigarros industrializados foi relatado por 8,9% dos adolescentes e, dentre estes, 52,2% (n=24) eram meninos O consumo de outros produtos derivados do tabaco, nos trinta dias que antecederam a pesquisa, foi de 23,4% (n=121), entre eles: o narguilé (93%, n=113), sendo este o produto mais consumido; o cachimbo (1%, n=1); o fumo de mascar (1%, n=1); e o cigarro de maconha 5% (n=6) A principal forma de aquisição do cigarro foi a compra pelo próprio adolescente (54% n=25), e o local com maior frequência de compra foram bares (57%, n=26); 69,6% (n=32) dos adolescentes menores de 18 anos não foram impedidos de comprar cigarros Na análise estatística univariada, a idade = 15 anos, possuir amigos fumantes, baixa escolaridade materna e experimentação de álcool apresentaram associação ao uso regular de cigarros; assim como, não possuir amigos fumantes e idade = 14 anos constituiram fatores de proteção O sexo, a raça, a classe social, morar ou não com o pai e a mãe, religião, atividade física e atividade remunerada não foram fatores, estatisticamente, associados ao uso regular de cigarros Na análise multivariada, permaneceu associado a idade = 15 anos e possuir amigos fumantes Estes dados podem contribuir para a implementação de ações de controle do tabaco que envolvam entidades educacionais, família e sociedade, na promoção da saúde do adolescente