01 - Doutorado - Ciências da Saúde
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Navegando 01 - Doutorado - Ciências da Saúde por Autor "Almeida, Sílvio Henrique Maia de"
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Item Análise clínica e anatomopatológica dos feocromocitomas esporádicos em comparação com os associados à doença de von Hippel-LindauCrespigio, Jefferson; Mazzuco, Tânia Longo [Orientador]; Fornazieri, Marco Aurélio; Almeida, Sílvio Henrique Maia de; Pignatelli, Duarte; Rocha, José Claudio Casali da; Mazzu, Tânia Longo [Coorientadora]Resumo: Introdução: A doença de von Hippel-Lindau (VHL) constitui uma síndrome rara com herança autossômica dominante, caracterizada pela predisposição a múltiplos tumores decorrentes de mutações no gene VHL Pacientes classificados como VHL do tipo 2 exibem alto risco de desenvolvimento de tumores da medula da adrenal denominados feocromocitomas, os quais apresentam características clínicas e morfológicas distintas dos casos esporádicos de feocromocitomas e de casos presentes em outras síndromes genéticas Marcadores moleculares, tais como as enzimas da família glutationa S-transferase, caspases, proteína p53, bem como biomarcadores relacionados ao padrão de vascularização e à proliferação celular, têm sido relacionados a fatores prognósticos em diversas neoplasias Feocromocitomas presentes na doença de VHL são tumores raros, cujos dados histopatológicos são escassos na literatura Objetivos: Descrever as características clínicas e de biomarcadores em feocromocitomas presentes na doença de VHL em comparação aos casos esporádicos de feocromocitomas Metodologia: Foi realizado um estudo observacional descritivo e transversal incluindo casos de feocromocitomas esporádicos (n = 6) e feocromocitomas VHL (n = 3) a partir de dados clínicos e laboratoriais Foram coletadas dos prontuários médicos as seguintes informações: idade, sexo, lateralidade e maior diâmetro do tumor, presença ou ausência de sintomas e sinais adrenérgicos, excreção urinária de catecolaminas e metanefrinas Na etapa seguinte, realizou-se revisão anatomopatológica com classificação de PASS (pheochromocytoma of the adrenal gland scaled score) de cortes histológicos nos blocos de parafina dos feocromocitomas removidos cirurgicamente Foi realizado estudo experimental através da técnica imunoistoquímica utilizando os anticorpos primários para cromogranina A, caspase-3, GSTP1, Ki-67, p53, CD34 e S-1 Resultados: No momento do diagnóstico os pacientes com feocromocitomas VHL apresentaram média de idade menor (34,6 anos; IC95% 33-36) que os casos esporádicos (57,5 anos, IC95% 5-64) (p=,3) O maior diâmetro tumoral nos pacientes com VHL (2,4 cm; IC95% ,8-4,3) foi significativamente menor do que nos casos esporádicos (6,6 cm; IC95% 5,8-8,) (p=,7) Todos os pacientes apresentaram tumores unilaterais, à exceção de um paciente com doença de VHL que apresentou tumor bilateral A tríade clássica de sintomas de feocromocitoma esteve presente somente nos casos esporádicos, com todos os pacientes desse grupo exibindo valores elevados de metanefrinas urinárias Todos os feocromocitomas apresentaram critérios de PASS menor que 4 A densidade vascular, avaliada através da expressão do CD 34, foi 3,5 vezes maior nos feocromocitomas VHL em comparação aos casos esporádicos (p=,2) Os feocromocitomas presentes na síndrome VHL exibiram menor expressão das proteínas GSTP1 (p=,1) e caspase-3 (p=,2) em relação aos casos esporádicos Não houve diferenças significativas na imunoexpressão das proteínas p53, S-1 e do índice de proliferação celular (Ki-67) Conclusão: Nossos resultados demonstraram que feocromocitomas presentes em pacientes com doença de VHL apresentam aumento da vascularização com diminuição da apoptose e baixa proliferação celular, estando de acordo com dados da literatura de desregulação da via do HIF (fator induzido pela hipóxia) Houve baixa imunoexpressão de GSTP1 nos feocromocitomas VHL porém não há estudos na literatura referentes ao metabolismo xenobiótico nos casos de feocromocitomas esporádicos ou familiares sendo, portanto, um assunto a ser investigado de forma mais aprofundada A complementação do estudo anatomopatológico do feocromocitoma, incluindo a avaliação da densidade vascular com a técnica de imunoistoquímica em exame de rotina, poderá auxiliar na suspeita da doença de VHL em pacientes cujo feocromocitoma assintomático (incidentaloma) seria a primeira manifestação da doença Considerando a raridade destes tumores neuroendócrinos, estudos multicêntricos com aumento da casuística contribuirão para melhor entendimento da fisiopatologia e dos mecanismos moleculares presentes em feocromocitomas na doença de VHLItem Análise dos custos de pacientes internados em um centro universitário de referência no tratamento de queimadurasAnami, Elza Hiromi Tokushima; Grion, Cíntia Magalhães Carvalho [Orientador]; Delfino, Vinicius Daher Alvares; Almeida, Sílvio Henrique Maia de; Leonardi, Dilmar Francisco; Nonino, Eleine Aparecida Penha MartinsResumo: O objetivo desse estudo foi descrever os custos diretos do tratamento de pacientes admitidos na Unidade de Terapia Intensiva de um centro de referência no tratamento de queimaduras de um hospital terciário, universitário, público, no estado do Paraná, no sul do Brasil Trata-se de um estudo longitudinal prospectivo, de pacientes consecutivamente admitidos nos leitos de terapia intensiva de queimados, no período de maio de 211 a maio de 213 Os pacientes que preenchiam os critérios de inclusão foram acompanhados diariamente até a alta hospitalar ou óbito Os itens de custos diretos foram agrupados em cinco categorias: suporte clínico, medicamentos e hemoderivados, procedimentos médicos, procedimentos específicos para tratamento das queimaduras e taxas hospitalares Os valores dos itens em moeda nacional (ano 214) foram baseados nos índices de preços de procedimentos médicos da Associação Médica Brasileira (AMB) e para medicamentos, soluções e materiais de consumo hospitalar os índices de preços da tabela Brasíndice Foram também coletados dados demográficos, etiologia, extensão e profundidade das queimaduras e os dados para o cálculo dos escores de prognósticos Acute Physiology and Chronic Health Evaluation (APACHE II) e Abbreviated Burn Severity Index (ABSI), o escore de disfunção orgânica (SOFA) e de intervenções terapêuticas (TISS 28) para caracterização da população do estudo Não foram coletados os custos indiretos Foram incluídos e analisados 18 pacientes Houve predominância do sexo masculino 131 (72,8%) A média de idade foi de 42, ± 15,3 anos, a média de superfície corpórea queimada de 27,9 ± 17,8% e a média do tempo de internação de 28, ± 21,4 dias A média do índice ABSI foi de 79 ± 23 e 164 ± 85 para o APACHE II A maioria dos pacientes sofreu queimaduras decorrentes de acidentes domésticos (56,1%) As queimaduras térmicas foram as mais frequentes 154 (85,5%) e o agente acelerador foi o álcool líquido com 84 (46,7%) casos O custo total médio diário foi de R$ 2874,5 ± 1111,95 e o custo total médio da internação foi de R$ 85544,79 ± 81541,2 Em concordância com literatura disponível, os custos do tratamento dos pacientes queimados foram elevados Constatou se diferenças entre as estimativas de custos diretos publicados ao redor do mundo As variações de abordagens metodológicas dos estudos, características populacionais e diferentes protocolos de cuidados podem justificar essas diferençasItem Avaliação de desfechos em longo prazo em pacientes crítico crônicos sobreviventes de internação em unidade de terapia intensiva:qualidade de vida, dependência funcional e sintomas psicológicos(2025-08-27) Festti, Josiane; Grion, Cíntia Magalhães Carvalho; Carrilho, Alexandre José Faria; Mezzaroba, Ana Luiza; Carrilho, Cláudia Maria Dantas de Maio; Almeida, Sílvio Henrique Maia deIntrodução: Os avanços tecnológicos na Medicina Intensiva reduziram as taxas de mortalidade hospitalar, o que resultou no surgimento dos pacientes crítico crônicos, que necessitam de internações prolongadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e podem apresentar dependência funcional e sintomas psicológicos, com impacto na sobrevida e qualidade de vida após alta da UTI. Objetivos: Avaliar mortalidade e qualidade de vida, dependência funcional e sintomas psicológicos de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático do doente crítico crônico após alta da UTI a longo prazo. Métodos: Estudo de coorte prospectivo com pacientes crítico crônicos sobreviventes após internação em UTI. Paciente crítico crônico foi definido como: 8 ou mais dias de UTI e uma condição de elegibilidade: ventilação mecânica (VM), traqueostomia, sepse, feridas complexas e falência de órgãos. Na entrevista hospitalar, de forma retrospectiva, o estado de saúde basal foi avaliado com os instrumentos EQ-5D-3L, SF-36, Escala de Rankin, Índice de Barthel e Escala HADS. Nas entrevistas telefônicas após alta da UTI aos 3 e 6 meses foram aplicados: EQ-5D-3L, SF-36, Escala de Rankin, Índice de Barthel, Escala HADS e Escala IES. Aos 3 anos foi verificado o estado vital e aplicado o questionário EQ-5D-3L para avaliação da qualidade de vida a longo prazo. Resultados: Foram incluídos 130 pacientes que responderam ao questionário basal. As entrevistas telefônicas foram realizadas com 44 pacientes aos 3 meses, 29 aos 6 meses e 66 aos 3 anos. A mediana de idade foi de 60,5 anos (ITQ 42-70). Critérios de elegibilidade de paciente crítico crônico foram: VM 80,7%, traqueostomia 33,8%, sepse 86,2%, feridas complexas 11,5% e falência de órgãos 20,8%. Houve piora da qualidade de vida, da funcionalidade e aumento dos sintomas psicológicos principalmente aos 3 meses após alta da UTI. Aos 6 meses houve tendência a melhora porém sem retorno aos valores basais, com persistência da queda da qualidade de vida aos 3 anos. Os resultados apresentaram diferença estatisticamente significativa nos questionários aplicados: na avaliação da qualidade de vida para o questionário EQ-5D-3L nos itens mobilidade (p<0,0001), cuidados pessoais (p=0,0067), atividades habituais (p<0,0001) e no SF-36 nos domínios capacidade funcional (p=0,00042), limitação por aspectos físicos (p=0,01704), saúde metal (p=0,04641), aspectos sociais (p= 0,0019) e saúde geral (p=0,0128); para avaliação de dependência funcional e incapacidades para a Escala Rankin (p=0,0003) e para o Índice de Barthel (p=0,00091); para avaliação dos sintomas psicológicos na escala HADS depressão (p=0,00932) e na escala IES de avaliação de estresse pós traumático (p=0,0476). A curva de sobrevida de Kaplan Meier apresentou queda acentuada nos primeiros 100 dias com 80 % sobrevida, após 1 ano ficou próxima de 65% e estabilizou em 55% aos 1200 dias, sendo que 57 pacientes evoluíram a óbito. A mediana de idade dos sobreviventes foi de 48 anos (ITQ 33,5-68) e dos óbitos 68 anos (ITQ 59-74) (p<0,0001). Na análise multivariada as variáveis independentemente associadas ao óbito foram idade (OR:1,0473; IC95%:1,0188-1,0765; p=0,0008) e número de comorbidades (OR: 1,5905; IC95%:1,1100-2,2791; p=0,0044). O Índice de Barthel foi fator de proteção para o óbito (OR: 0,9777, IC95%:0,9602-0,9955; p=0,0141). Conclusões: Pacientes crítico crônicos apresentaram grande impacto negativo na sobrevida e na qualidade de vida após a alta da UTI, com piores escores aos três meses após a alta. Idade e número de comorbidades foram associadas ao óbito. Reabilitação funcional e acompanhamento multiprofissional são indicados no seguimentoItem Avaliação do efeito da naringenina na inibição da neovascularização induzida por álcali em olhos de camundongosOguido, Ana Paula Miyagusko Taba; Casella, Antonio Marcelo Barbante [Orientador]; Lopes, Gerson Jorge Aparecido; Schimiti, Rui Barroso; Georgetti, Sandra Regina; Almeida, Sílvio Henrique Maia de; Verri Júnior, Waldiceu Aparecido [Coorientador]Resumo: A Naringenina, (4´, 5, 7- trihidroxiflavanona) é encontrada de forma abundante nas frutas cítricas, como “grapefruit”, limão e laranja; é uma flavanona, classe de flavonóide considerada como um agente antioxidante, anti-inflamatória e antiangiogênica com papel na prevenção doenças neurodegenerativas, arteriosclerose, na geração de tumores e infecções Assim, o objetivo do trabalho foi avaliar a inibição da neovascularização corneana pela naringenina e seu mecanismo de ação através da monitoração da atividade de mieloperoxidase (MPO), n-acetil-ß-D glucosaminidase (NAG), dos níveis de IL-1ß, IL-6 e IL-1, da atividade antioxidante através dos ensaios da redução de poder de redução férrico (FRAP), e da capacidade antioxidante total do radical ácido 2,2'-Azinobis-(3-Etilbenzotiazolina 6-Sulfônico) (ABTS), dos níveis de antioxidantes, a glutationa (GSH) e proteína sulfidrila (PSH) Os animais foram divididos em grupos controle negativo sem estímulo neovascular (NaOH 1N), grupo controle positivo com estímulo neovascular tratado com solução fisiológica, grupo teste com estímulo neovascular tratado com suspensão de naringenina tópica em diferentes concentrações (subgrupos ,8, ,8, 8 e 8µg) aplicada duas vezes ao dia por 7 dias, iniciando 3 dias antes do estímulo com NaOH e grupo apenas com naringenina(8µg) sem estímulo neovascular A naringenina reduziu o recrutamento de neutrófilos e macrófagos de forma dose dependente, sendo mais efetiva na maior concentração e reduziu de forma significativa (p<1) a área de neovascularização A naringenina (8µg) inibiu a expressão de IL-1ß, IL-6, de forma significativa (p<5) nas análises realizadas 2, 4 e 6 horas após o estímulo com NaOH Em relação a IL-1 houve uma tendência de aumento Além disso, a naringenina inibiu a depleção da capacidade total antioxidante em 4 e 6 horas, e inibiu a depleção de GSH e PSH, de forma siginificativas nas medidas realizadas em 2, 4 e 6 horas A naringenina demonstrou potencial inibitório da neovascularização corneana através dos mecanismos anti-inflamatório e antioxidante O uso de colírio tópico de naringenina pode ser considerado um promissor adjuvante na modulação da resposta inflamatória e neovascularização corneanaItem Comparação dos efeitos do treinamento físico em água e em solo em pacientes com DPOC : ensaio clínico aleatórioFelcar, Josiane Marques; Pitta, Fábio de Oliveira [Orientador]; Bellinetti, Laryssa Milenkovich; Hernandes, Nidia Aparecida; Almeida, Sílvio Henrique Maia de; Delfino, Vinicius Daher Alvares; Probst, Vanessa Suziane [Coorientadora]Resumo: Introdução: O treinamento físico de pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) realizado na água (hidroterapia) varia consideravelmente quanto ao tipo de exercício, carga, duração e resultados, dificultando a comparação com o treinamento tradicional em solo Objetivo: Comparar os efeitos de dois protocolos similares de seis meses de treinamento físico de alta intensidade de pacientes com DPOC: na água e no solo Métodos: Trinta e seis pacientes com DPOC estável concluíram este ensaio clínico aleatório As avaliações pré, pós-3 meses e pós-6 meses de treinamento incluíram monitorização objetiva do nível de atividade física na vida diária, função pulmonar, força muscular periférica e respiratória, composição corporal, capacidade máxima e submáxima de exercício, estado funcional, qualidade de vida, ansiedade, depressão e comorbidades O treinamento dos dois grupos foi de alta intensidade, com duração de seis meses, totalizando 6 sessões e constou de exercícios de endurance e de força com aumento progressivo de tempo e/ou carga ao longo do programa O treinamento na água foi cuidadosamente adaptado para gerar intensidades e cargas similares às do treinamento no solo Resultados: Os grupos foram semelhantes na avaliação inicial Após seis meses de treinamento os dois grupos melhoraram significativamente a força muscular inspiratória, expiratória e periférica, capacidade máxima e submáxima de exercício, qualidade de vida, estado funcional e atividade física na vida diária (P<,5 para todos) Não ocorreram melhoras significativas na função pulmonar, na composição corporal e nos níveis de ansiedade e depressão em nenhum grupo, assim como não houve nenhuma diferença na magnitude de melhora entre os dois tipos de treinamento Conclusão: O treinamento físico de alta intensidade de pacientes com DPOC realizado na água tem efeitos semelhantes aos do treinamento no solo, configurando-se como uma opção terapêutica igualmente benéfica para programas de reabilitação pulmonar dessa populaçãoItem Complicações pós-operatórias em pacientes oncológicos admitidos na terapia intensiva(2024-06-12) Albanese, Silvia Paulino Ribeiro; Grion, Cíntia Magalhães Carvalho; Mezzaroba, Ana Luiza; Almeida, Sílvio Henrique Maia de; Fornazieri, Marco Aurélio; Larangeira, Alexandre SanchesIntrodução: Os pacientes submetidos a cirurgias oncológicas enfrentam uma série de fatores de risco específicos que podem exercer uma influência significativa tanto no desfecho do procedimento quanto na recuperação pós-operatória. Objetivo: Realizar uma caracterização epidemiológica dos fatores prognósticos em pacientes cirúrgicos oncológicos internados em Unidade de Terapia Intensiva no pós-operatório imediato. Métodos: Estudo longitudinal retrospectivo realizado no Hospital do Câncer de Londrina. A população de estudos foi constituída por 299 pacientes em pós-operatório imediato admitidos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Câncer de Londrina (HCL) no período de julho a dezembro de 2021. Dentre esses, 23% dos casos foram excluídos pelos critérios do estudo, restando então 229 casos para análise. Resultados: Quanto à composição por sexo na amostra do estudo, constatou-se que 51% casos correspondiam ao sexo masculino. A mediana da idade foi maior entre os pacientes não sobreviventes (70 anos) quando comparada aos sobreviventes (62 anos). Observou-se que 86,4% casos apresentavam comorbidades conforme escore de Charlson, destacando-se hipertensão arterial sistêmica (31,4%), seguida por diabetes mellitus (32,3%) e cardiopatia 19,2%. O maior contingente de pacientes que preencheram os critérios de inclusão no estudo originou-se das seguintes especialidades cirúrgicas: neurocirurgia 26,6%, aparelho digestivo 16,5%, coloproctologia 14,8%, cirurgia torácica 10,4%, urologia 10,0%, cirurgia de cabeça e pescoço 7,8% e outras especialidades cirúrgicas 3,5%. O sangramento ocorreu em 37,0% dos casos entre os não sobreviventes e foi categorizado como pequeno em 57,5% casos, médio em 31,0% casos e grande em 11,5% casos. As readmissões na UTI ocorreram em 6,9% dos casos, e as reoperações em 7,4%. Algumas recomendações do protocolo ACERTO observadas na amostra do estudo demonstraram associação com redução das complicações. Destacam-se as seguintes variáveis em relação à adesão ao projeto ACERTO: realimentação precoce 32% nas primeiras 6 horas, 56,6% com reposição volêmica de cristaloides no intraoperatório = 30 mL/Kg, profilaxia para náuseas e vômito no intraoperatório 93% e no pós-operatório imediato 100%. Em relação a realimentação pós-operatória observou-se maior ocorrência de complicações nos casos que houve maior demora em iniciar a realimentação apresentando p= 0,0018. Pacientes com complicações pós-operatórias tiveram um tempo cirúrgico maior (205 min) comparado aos que não tiveram complicações (147 min; p = 0,00). No pós-operatório, o balanço hídrico positivo no primeiro dia foi maior entre os não sobreviventes (1.478,4 ml) em comparação aos sobreviventes (786,2 ml; p = 0,010). Os pacientes que não foram submetidos ao uso de antiemético profilático no intraoperatório apresentaram complicações em 87,5% dos casos, enquanto 67,1% dos pacientes que receberam essa profilaxia não tiveram complicações. Conclusão: Este estudo identificou uma alta frequência de complicações no período pós-operatório e uma taxa de mortalidade de 11,8% durante a internação. As complicações mais associadas ao risco de óbito foram infecciosas, respiratórias, renais e relacionadas à coagulação. Idade e escore SOFA foram fatores de risco independentes para morte. A adesão ao protocolo ACERTO foi boa e associou-se à redução das complicações pós-operatórias em pacientes oncológicos.Item Fatores intraparto relacionados a traumas perineais e efeitos do uso precoce e supervisionado do Epi-No® na prevenção de lesões perineais e incontinência urinária pós-parto normal em primigestas de baixo risco(2022-04-28) Malucelli, Cíntia Spagnolo Gomes; Almeida, Sílvio Henrique Maia de; Pitta, Fábio de Oliveira; Grion, Cintia Magalhães Carvalho; Averbeck, Márcio Augusto; Riccetto, Cássio Luís Zanettini; Moreira, Eliane Cristina HilberathIntrodução: O trauma perineal é complicação obstétrica frequente no parto vaginal, ainda havendo dúvidas sobre os fatores de risco e preventivos para sua ocorrência, e sobre a realização de episiotomia seletiva. Objetivos: O primeiro objetivo foi avaliar a frequência da episiotomia e lesões perineais espontâneas e suas correlações com tempo de expulsivo, peso do bebê e escore de Apgar. O segundo objetivo foi estudar efeito do uso supervisionado do Epi-No® na prevenção de lesões perineais e incontinência urinária (IU) 6 meses após o parto em primigestas. Materiais e métodos: Para o primeiro objetivo realizou-se um estudo de coorte prospectivo, realizado no período de 2017 a 2019. A fonte de dados foi realizada por meio de pesquisa em prontuários. Coletou-se do registro da sala de parto, a identificação materna, via de parto, uso de instrumentos, grau de laceração, sutura e episiotomia, duração do segundo estágio do parto, peso do bebê e escore de Apgar do 1º e 5º minuto. Para o segundo objetivo realizou-se estudo tipo ensaio clínico não randomizado, conduzido no período de 2017 a 2019. O grupo estudo (GE) foi avaliado antes da intervenção (entre 30a e 32a semana) e 6 meses após o parto. O grupo controle (GC) foi avaliado uma única vez, no sexto mês após o parto. O GE realizou 10 sessões individuais (duas vezes por semana durante 5 semanas) supervisionadas por um fisioterapeuta a partir da 34ª semana com o aparelho Epi-No® que é um tipo de dilatador vaginal utilizado com o objetivo de favorecer o alongamento das estruturas perineais. A IU foi avaliada através da pontuação no International Consultation on Incontinence Questionnaire – Short Form (ICIQ-SF) e a força muscular do assoalho pélvico por meio da perineometria. Resultados: No primeiro estudo foram incluídas 399 primigestas, 22,56% tiveram períneo íntegro, 38,72% laceração de primeiro grau, 23,33% de segundo grau e 0,51% de terceiro grau. A frequência de episiotomia foi de 14,87%. O tempo de expulsivo maior que 60 minutos trouxe 3,5 vezes mais chances de lesão perineal profunda. Bebês nascidos com peso acima de 3.288 gramas apresentaram maiores chances de traumas perineais com sutura. A episiotomia seletiva foi associada a menor pontuação do Apgar 1 minuto e maior tempo de período expulsivo. No segundo estudo foram analisadas 37 mulheres no GE e 32 no GC. Houve diferença entre os grupos na frequência das lesões superficiais e profundas, o GE apresentou um maior número de participantes com períneo integro ou laceração grau 1. O GC teve 9,86 maior chance de apresentar laceração perineal grau 2 ou 3, e realização de episiotomia. Enquanto o GE teve 96,7% menor chance de laceração profunda. Observou-se também que as mulheres do GE apresentaram uma mediana na pontuação do ICIQ-SF pós-parto significativamente menor do que as do GC. Observou-se uma correlação negativa estatisticamente significante, ou seja, quanto maior a força perineal, menor a pontuação no ICIQ-SF. Conclusões: No primeiro estudo observou-se que um maior peso do bebê e período expulsivo mais longo são fatores que se associam com maiores porcentagens de traumas perineais profundos e sutura. No segundo estudo, concluiu-se que o uso do dispositivo Epi-No® a partir de 34 semanas e acompanhado por um fisioterapeuta especialista foi associado a redução de lesões perineais profundas e IU 6 meses após o parto vaginalItem Influência do uso precoce e controlado do epi-no® durante a gestação na dispareunia e função do assoalho pélvico 6 meses após o parto vaginal(2023-02-28) Macedo, Fabiana Rotondo Pedriali; Almeida, Sílvio Henrique Maia de; Grion, Cíntia Magalhães Carvalho; Bicudo, Maria Claudia; Toledo, Luís Gustavo Morate de; Carrilho, Alexandre; Moreira, Eliane Cristina HilberathIntrodução e hipótese: A dispareunia é uma queixa predominante após o parto e as lacerações profundas e episiotomia são os principais fatores de risco. O treino muscular do assoalho pélvico e a massagem perineal são técnicas indicadas na gestação que favorecem a recuperação das funções gênito-urinárias no pós-parto. O EPI-NO® é um dispositivo criado para aumentar a elasticidade dos músculos do assoalho pélvico e prevenir episiotomias. Ainda não há consenso sobre seu uso, seu real benefício em prevenção de traumas perineais, e não há descrito o efeito do uso do EPI-NO® na queixa de dispareunia pós-parto. Esse estudo buscou primariamente verificar o efeito de um protocolo supervisionado e precoce do uso do EPI-NO® na função muscular pélvica e dispareunia após o parto. Métodos: Estudo de caso e controle, que incluiu primigestas de feto único, entre 18 e 40 anos, sem histórico de dispareunia prévia à gestação, que passaram por parto vaginal a termo atendidas na maternidade municipal de Londrina. O grupo de estudo (GE) foi submetido a 10 sessões de EPINO®, aplicadas por uma fisioterapeuta a partir da 34ª semana, e reavaliado 6 meses após o parto. O grupo controle (GC) não passou por nenhuma intervenção na gestação, foi recrutado no pós-parto imediato (primeiro filho, parto vaginal, a termo) e avaliado 6 meses após o parto. Foram excluídas gestantes de alto risco, que não compareceram a um mínimo de 6 sessões, que não compareceram para a reavaliação e que na reavaliação ainda não haviam retomado sua atividade sexual. A dispareunia foi avaliada pela escala visual analógica (EVA) e pelo escore do índice de função sexual feminina (Female Sexual Function Index FSFI). A função muscular de assoalho pélvico foi avaliada através da palpação (graduada pela escala de Oxford) e perineometria vaginal que forneceu valores médios e máximos d força muscular do assoalho pélvico (FMAP). As lesões perineais também foram comparadas entre os grupos bem como sua relação com a FMAP. Resultados: Foram incluídas para análise 69 mulheres (37 GE e 32 GC). A dispareunia foi ausente em 75,67% (28/37) do grupo de estudo comparado a 21,87% (7/32) do grupo controle (p<0,001). O escore geral do FSFI do GE apresentou melhor função sexual comparado ao GC (26,66 versus 20,99 p<0,001). O escore do domínio específico dor também apresentou diferença significativa (5,6 GE versus 3,2 GC - p<0,0001). A força máxima, média e tempo de sustentação da contração de assoalho pélvico foram também maiores significativamente no GE. O GE teve menor índice de lesões de 2º e 3º graus e episiotomia. A função muscular perineal apresentou melhor força máxima e média no grupo submetido ao EPINO® mesmo nas mulheres que sofreram lacerações perineais. Conclusão: O uso precoce do EPINO® aplicado por fisioterapeuta reduziu a frequência e intensidade de dispareunia e proporcionou melhor FMAP, mesmo nas mulheres que tiveram um grau maior de trauma perineal.Item Survey nacional sobre o preparo dos hospitais frente a desastres naturais(2025-03-19) Guimarães, Percival Vitorino; Grion, Cíntia Magalhães Carvalho; Martins, Eleine Aparecida Penha; Fornazieri, Marco Aurélio; Tanita, Marcos Toshiyuki; Almeida, Sílvio Henrique Maia deIntrodução: Os desastres, sejam naturais ou artificiais, causam impactos significativos nas sociedades. Enquanto desastres artificiais, como acidentes industriais, são frequentemente resultados de falhas humanas e urbanização desordenada, os desastres naturais resultam de fenômenos geológicos e climáticos. Pandemias, como a COVID-19, representam um tipo único de desastre devido à sua ampla disseminação e complexidade, com impacto profundo na saúde pública, a economia e a estrutura social. O colapso de sistemas de saúde durante a COVID-19 expôs a necessidade de reorganização hospitalar, aumento de leitos de UTI e de capacitação de profissionais para lidar com emergências em larga escala. Objetivo: Avaliar o preparo do sistema de saúde nacional frente a pandemia e comparar a capacidade de enfrentamento e recuperação entre instituições públicas e privadas. Metodologia: Estudo transversal com coleta de dados por meio de questionários estruturados, aplicados a profissionais de saúde que atuaram em serviços de urgência, emergência e terapia intensiva durante a pandemia. Amostragem de conveniência dos profissionais convidados a participar por uma rede de pesquisa nacional brasileira, AMIBnet (rede de pesquisa da Associação de Medicina Intensiva Brasileira) via plataforma da própria da rede. O questionário, estruturado segundo o método Delphi, incluiu 44 questões divididas em quatro seções, cobrindo desde a caracterização do participante e da instituição até as práticas durante e após a pandemia. Os dados foram coletados pela plataforma SurveyMonkey®. A análise dos dados coletados foi realizada em duas partes. Na primeira, o estudo buscou analisar a percepção dos profissionais quanto à experiência e capacitação, segurança do paciente, estrutura física, recursos humanos, logística de serviços, planejamento na pandemia, resposta institucional de recursos humanos e provisão de insumos. Para este objetivo, os participantes do estudo foram divididos em três grupos de acordo com a similaridade das características demográficas informadas (idade, gênero, nível de educação, experiência profissional, local de trabalho, tipo de instituição e hospital universitário). Este agrupamento (clustering) dos participantes foi realizado através do algoritmo K-means. Para a segunda etapa, a disponibilidade de equipamentos, insumos, recursos tecnológicos e o quantitativo de leitos de enfermaria e UTI antes, durante e após a pandemia foram explorados. Os dados foram analisados de acordo com o tipo de hospital (privado, filantrópico ou público) onde cada participante exercia seu trabalho na maior parte do tempo. Os dados foram apresentados como frequência relativa e foram analisados com o teste de chi-quadrado. O nível de significância utilizado foi de 5%. Resultados: A maioria dos profissionais atua em UTI. A maioria dos profissionais concordou quanto à existência de um planejamento estratégico prévio adequado para desastres. A maioria dos profissionais concordou que houve necessidade de substituir medicações sedativas e vasopressores, o que sugere uma percepção coletiva de escassez desses insumos. Dentre os isolamentos, a maioria dos profissionais relatou que os pacientes foram alojados em coortes abertas. Houve disparidades significativas na alocação de recursos com relação a disponibilidade de equipamentos essenciais entre instituições de saúde privadas, filantrópicas e públicas. A falta de Equipamentos de Proteção Individual(EPIs) foi o insumo com maior frequência de percepção entre os grupos. Quanto a expansão da oferta de leitos, os grupos perceberam positivamente a expansão dos leitos, contudo, apesar da expansão, alguns profissionais sentiram que a capacidade aumentada não foi completamente ideal para a demanda. Durante a pandemia houve expansão de leitos, sendo que as instituições privadas tinham maior frequência de unidades com oferta de leitos de Terapia Intensiva com numero igual ou menor a 10 leitos e entre 11 e 30 leitos e as instituições públicas apresentaram maior frequência de unidades com oferta de leitos de Terapia Intensiva superior 100 leitos. Após a pandemia, as instituições públicas preservaram a quantidade de unidades com quantidade superior a 100 leitos além de um incremento de 23,7% na quantidade de leitos, entre 31-50 na Terapia Intensiva. Quanto aos leitos de enfermaria as instituições públicas mantiveram um incremento de 21,7% nas unidades com mais de 200 leitos de enfermaria, ou seja, as instituições públicas mantiveram um número maior de leitos, tanto de enfermaria quanto de UTI em relação as instituições privadas e filantrópicas. Conclusão: Este estudo observou que houve uma resposta positiva do SUS frente a pandemia, onde apesar das instituições privadas e filantrópicas terem acesso mais rápido a recursos materiais e de insumo, o planejamento emergencial teve impacto robusto na ampliação do número de leitos de enfermaria e UTI nas instituições publicas e a manutenção de um percentual maior que 20% do total desses leitos no pós pandemia. Tal fato contribui para o entendimento das diferenças na capacidade de resposta entre instituições de saúde no Brasil e sugere recomendações para o fortalecimento da estrutura hospitalar, visando aumentar a resiliência frente a eventos de grande escala.