01 - Doutorado - Patologia Experimental
URI Permanente para esta coleção
Navegar
Navegando 01 - Doutorado - Patologia Experimental por Autor "Ariza, Carolina Batista"
Agora exibindo 1 - 5 de 5
Resultados por página
Opções de Ordenação
Item Avaliação do frutoligossacarídeo inulina : toxicidade e efeitos na expressão gênica do fator de transcrição FOXP3 e TGFBGualtieri, Karina de Almeida; Watanabe, Maria Angelica Ehara [Orientador]; Sforcin, José Maurício; Ariza, Carolina Batista; Oliveira, Gabriela Gonçalves de; Amarante, Marla Karine; Suzuki, Karen Brajão de Oliveira [Coorientadora]Resumo: A identificação de componentes da dieta, a compreensão de seus mecanismos de ação, bem como seu desenvolvimento e utilização na alimentação humana são alguns dos objetivos junto a ciência dos alimentos funcionais a-D-glucopiranosil-[a-D-fructofuranosil](n-1)-D-fructofuranoside, comumente conhecida como inulina, é um polissacarídeo de origem vegetal natural, com uma gama diversificada de aplicações alimentares e farmacêuticas Oligossacarídeos do tipo inulina são considerados como prebióticos, por suas propriedades não digeríveis dos hidratos de carbono, encontradas em muitos vegetais, frutos e cereais Embora a literatura indique que a inulina é um alimento funcional, eficaz e promissor, estudos ainda são necessários para elucidar o seu potencial na modulação da imunidade sistêmica e seu papel na prevenção de doenças crônicas Nos últimos anos tornou-se evidente que uma subpopulação de células T, denominadas células T reguladoras (Tregs), desempenham papel importante na manutenção da tolerância a auto-antígenos, sendo o fator de transcrição FOXP3 um marcador desse tipo celular e ainda podem ser induzidas por uma citocina denominada fator de transformação do crescimento-ß (TGF-ß) Assim, o presente estudo teve por objetivo avaliar se a inulina possui efeito tóxico in vivo, e também avaliar seu efeito sobre a expressão, in vitro, do TGFB e FOXP3 em células mononucleares do sangue periférico (PBMC) Os resultados mostraram que a inulina não induziu qualquer lesão hepática ou renal e alterações nos parâmetros séricos, exceto para o nível de ALT Não houve influência significativa da inulina junto às alterações histológicas, sugerindo outra causa para a alteração de ALT, concluindo assim, que frutanos do tipo inulina não têm efeito significativo sobre transaminases séricas, valores de MDA ou análises histopatológicas in vivo As análises in vitro mostraram que não houve diferença nos níveis de TGF-ß no sobrenadante de cultura de células, porém foi possível detectar, por PCR em tempo real, o aumento de expressão de FOXP3 e uma tendência ao aumento de TGFB nas células tratadas com inulina Embora a inulina represente uma potencial fonte como composto seletivo e de efeitos farmacológicos e imunologógicos, sua utilidade na terapêutica revela um aspecto da investigação científica e abre perspectivas para pesquisas futurasItem Marcadores moleculares relacionados ao sistema imunológico no câncer de mama feminino : papel de polimorfismos nos genes TGFB1, TGFBR2, IL7RA e APOBEC3B na susceptibilidade e apresentação clínica da doençaVitiello, Glauco Akelinghton Freire; Watanabe, Maria Angelica Ehara [Orientador]; Herrera, Ana Cristina da Silva do Amaral; Ariza, Carolina Batista; Oliveira, Carlos Eduardo Coral de; Suzuki, Karen Brajão de Oliveira; Guembarovski, Roberta Losi [Coorientadora]Resumo: O câncer de mama (CM) é a neoplasia mais frequente e maior causa de mortalidade por câncer em mulheres no mundo, e apresenta-se como uma doença complexa e heterogênea, composta por diversos subtipos moleculares de relevância clínica Sua evolução depende de interações com o estroma, incluindo células imunológicas, e polimorfismos genéticos modulando o estroma do câncer de mama já foram associados à doença O presente trabalho contou com um total de 388 pacientes com CM e 45 mulheres livres de neoplasia que foram avaliadas quanto a polimorfismos funcionais nos genes IL7RA, TGFB1, TGFBR2 e APOBEC3B Além disso, os níveis plasmáticos da citocina TGFß1 foram quantificados em 113 pacientes com CM livres de tratamento, 44 pacientes com CM tratadas e em 184 pacientes livres de neoplasia e a expressão de TGFß1, TGFßRII e pSMAD2/3 no tecido tumoral foi avaliada por imunohistoquímica em 34 pacientes, todas genotipadas para os polimorfismos nos genes TGFB1 e TGFBR2 Os resultados demonstraram que o polimorfismo rs6897932 (Thr244Ile) de IL7RA foi associado à susceptibilidade a cânceres do subtipo triplo negativos, enquanto indicou menor estadiamento da doença nesse mesmo subgrupo; esse polimorfismo também foi associado a parâmetros de pior prognóstico em tumores HER2+ (maior proliferação celular, grau histopatológico e metástase em linfonodos) Com relação ao TGFB1, quatro variantes funcionais afetando a produção da citocina TGFß1 foram avaliadas (rs18468, rs18469, rs1847 e rs18471) e suas estruturas haplotípicas inferidas; haplótipos associados a maior produção de TGFß1 foram associadas a maior susceptibilidade a tumores do subtipo HER2+ e correlacionaram-se com parâmetros de pior prognóstico nesse mesmo subgrupo e em tumores triplo-negativos, mas indicaram menor proliferação celular em tumores luminal-A, enquanto variantes de baixa produção demonstraram o padrão oposto Com relação ao polimorfismo rs387465 (G-875A) do TGFBR2 os resultados demonstraram uma forte associação protetora contra o CM, especialmente do subtipo luminal-A, e uma correlação positiva com o grau histopatológico O haplótipo ACTG de TGFB1 indicou menores níveis de TGFB1 quando comparado ao haplótipo de referência (GCTG) em controles saudáveis, mas não em pacientes com CM Já a expressão de componentes da via de sinalização de TGFß no tecido tumoral não foi associada aos polimorfismos analisados, mas se associou a parâmetros de melhor prognóstico em tumores Luminal-B e sem mutação em p53 Tais resultados são consistentes com os efeitos paradoxais descritos para a sinalização pelo TGFß em CM atuando como supressor tumoral em tumores iniciais e pouco agressivos (como os luminais), mas induzindo a progressão de tumores mais agressivos (como os HER2+ e os triplo-negativos) Com relação à deleção de APOBEC3B não foi observada associação com a susceptibilidade a nenhum subtipo da doença, mas a deleção desse gene foi um fator protetor independente contra metástases em linfonodo no subtipo luminal-A Assim, os resultados descritos indicam associações subtipo-específicas para diversos genes relacionados ao sistema imune com a susceptibilidade e apresentação clínica do CM, e revelam marcadores promissores nessa doençaItem Polimorfismo genético, expressão gênica e proteica do receptor CXCR4 : implicações na patogênese do câncer de mama e possível correlação com o gene TP53Kishima, Marina Okuyama; Watanabe, Maria Angelica Ehara [Orientador]; Reiche, Edna Maria Vissoci; Herrera, Ana Cristina do Amaral; Ariza, Carolina Batista; Oliveira, Karen Brajão de; Guembarovski, Roberta Losi [Coorientadora]Resumo: Os tumores de mama são caracterizados por um padrão metastático distinto, envolvendo linfonodos, medula óssea, fígado e pulmão A migração das células tumorais metastáticas apresenta muita semelhança com o tráfego de leucócitos Tem sido relatado que estas podem ser guiadas através da circulação até órgãos distantes que expressam quimiocinas, pois tais células possuem receptores específicos, como o CXCR4 (C-X-C motif chemokine receptor 4) Este receptor vem sendo implicado na disseminação de tumores malignos, sendo visto como um marcador promissor em vários tipos de neoplasias, incluindo as da mama O objetivo do presente estudo foi investigar a influência do polimorfismo genético de CXCR4 (C/T rs222814) sobre sua própria expressão gênica e protéica, bem como em relação a parâmetros prognósticos da doença, em 74 amostras de pacientes com câncer de mama geral Tivemos ainda como objetivo avaliar um polimorfismo (rs142522) no gene TP53, procurando estabelecer uma correlação com a expressão gênica de CXCR4, bem como com parâmetros prognósticos em uma amostra de 33 pacientes com câncer de mama, luminal/HER2 (-) DNA e RNA foram extraídos a partir de tecido tumoral e normal obtidos por ressecção cirúrgica utilizando-se kits específicos A genotipagem de CXCR4 foi realizada por reação em cadeia da polimerase seguida de análise de fragmentos de restrição(RFLP-PCR) A expressão gênica foi avaliada por PCR quantitativa em Tempo Real (q-PCR) e a expressão proteica por imunohistoquímica As frequências genotípicas das pacientes demonstraram que 88,24% apresentaram genótipo homozigoto CC e 11,76% apresentaram genótipo heterozigoto CT Nenhuma diferença significativa na distribuição dos genótipos foi observada de acordo com as características clinicopatológicas (grau histológico, grau nuclear, comprometimento de linfonodo, receptor de estrógeno e/ou progesterona, p53, Ki67 e superexpressão do oncogene HER2) Em geral, as amostras de câncer de mama apresentaram maior expressão de CXCR4 (5,7 vezes) em relação ao RNAm de mama normal, mas não foram observadas diferenças significativas em relação à variante alélica polimórfica, quanto à expressão proteica e também em relação aos parâmetros acima citados No ensaio imunohistoquímico, foi observada uma marcação citoplasmática mais intensa de CXCR4 nas amostras tumorais em relação ao tecido normal de mama (p<,1), mas esta não foi associada ao comprometimento linfonodal, expressão gênica ou ao polimorfismo rs222814 O estudo caso controle indicou uma associação positiva para o genótipo heterozigoto e para o portador do alelo C (modelo dominante) do gene TP53 em relação à suscetibilidade em amostras luminal/HER2(-) Foi verificada uma correlação significativa para a variante genética (alelo C) de TP53 em relação ao tamanho tumoral e ao índice de proliferação celular, e a expressão de CXCR4 apresentou correlação significativa com presença de metástase, nesta mesma amostra Adicionalmente, nenhum dos genótipos de TP53 influenciou a expressão gênica de CXCR4 De um modo geral, o presente estudo mostrou um aumento da expressão de CXCR4 nos tecidos tumorais de mama, tanto em nível gênico quanto proteico, o qual não foi influenciado pelo polimorfismo avaliado no mesmo gene Tais resultados sugerem que este receptor pode ser um marcador promissor no contexto geral da carcinogênese mamária, em especial no que se refere ao processo de metástase, mas deve ser investigado se esse padrão se repete nos outros subtipos tumorais da mamaItem Polimorfismos dos genes TGFB1 e TGFBR2: relação com suscetibilidade e prognóstico da leucemia linfoide aguda na população infantojuvenil brasileira(2021-02-26) Sakaguchi, Alberto Yoichi; Watanabe, Maria Angélica Ehara; Oliveira, Carlos Eduardo Coral de; Ariza, Carolina Batista; Oliveira, Gabriela Gonçalves de; Vitiello, Glauco Akelinghton Freire; Amarante, Marla KarineA leucemia linfoide aguda (LLA) é uma neoplasia hematológica que apresenta maior incidência na faixa pediátrica e acomete o processo fisiológico da hematopoese, acumulando principalmente células precursoras das linhagens B e T não funcionais, denominadas de linfoblastos. Essas células perdem a capacidade de diferenciação celular e acometem o compartimento da medula óssea e/ou sangue periférico, comprometendo outras linhagens celulares. A etiologia específica da LLA permanece desconhecida, no entanto, algumas hipóteses sugerem o envolvimento do sistema imunológico na LLA. Uma das moléculas implicadas é a citocina fator de crescimento transformador beta (TGFß), a qual fisiologicamente apresenta um papel pleiotrópico, incluindo função reguladora da hematopoese. Dentro da família do TGFß, o TGFß1 é a isoforma mais abundante e, junto com os seus receptores (TGFßRI e TGFßRII), pode ativar uma cascata de sinalização seguida de expressão gênica em diferentes tipos de células alvo. Alguns estudos apontam para influências dos polimorfismos dos genes TGFB1 e TGFBR2 nas neoplasias hematológicas, inclusive LLA. Sendo assim, este trabalho visou avaliar as variantes genéticas do TGFB1 (rs1800468, G-800A; rs1800469, C-509T; rs1800470, C29T; rs1800471, G74C) e suas estruturas haplotípicas, e do TGFBR2 (rs3087465, G-875A) entre pacientes com LLA e crianças livres de neoplasia, suas associações com a suscetibilidade e o prognóstico dos pacientes com LLA, e correlacionar a presença das variantes com seus dados clínicopatológicos. Os resultados apontaram que o polimorfismo C29T em heterozigose apresentou um efeito protetor em comparação com homozigoto selvagem nos LLA geral e subtipo LLA de células B (LLA-B). Em contrapartida, o alelo T do C29T foi associado à suscetibilidade tanto para LLA geral quanto para LLA-B. Numa análise de correlação, o polimorfismo G74C apresentou uma correlação negativa com recaída para os LLA geral e subtipo LLA-B, e o haplótipo GTTG no modelo dominante correlacionou-se negativamente com óbito apenas para LLA geral. No entanto, os haplótipos GCTG no modelo recessivo e GCCG no modelo dominante correlacionaram-se positivamente com óbito e idade, respectivamente, para LLA geral. Na estratificação de risco, o polimorfismo C-509T no modelo dominante observou-se uma correlação negativa com óbito para LLA geral Alto Risco (AR), enquanto que, haplótipo GTTG no mesmo modelo correlacionou-se negativamente com óbito no mesmo grupo de risco. O haplótipo GCCG no modelo dominante correlacionou-se positivamente com recaída para LLA geral Baixo Risco (BR), e o haplótipo GCTG no modelo recessivo apresentou uma correlação positiva com óbito para LLA geral AR. Ainda, o haplótipo GCCG no modelo dominante correlacionou-se positivamente com recaída para LLA-B BR. Com relação ao polimorfismo rs3087465 (G-875A) do TGFBR2, os resultados apontaram uma associação com suscetibilidade para LLA geral e subtipo LLA-B. Ainda, o G-875A associou-se com suscetibilidade no grupo AR tanto para LLA geral quanto para LLA-B, aumentando a chance de recaída para estes subtipos. Num estudo de correlação, o G-875A apresentou uma correlação positiva com grupo de risco de recaída para os subtipos LLA geral e LLA-B. Além disso, o polimorfismo G-875A correlacionou-se positivamente com recaída nos modelos dominante e aditivo na LLA-T. É imprescindível que investigações adicionais com alvo nas vias de sinalização desta citocina e seu receptor sejam conduzidas a fim de elucidar sua influência na leucemogênese desta neoplasia. Desta forma, a citocina TGFß1 junto com um dos receptores (TGFßRII) podem servir como marcadores de prognóstico e de suscetibilidade da LLA na população infantojuvenil brasileira.Item Prevalência do HPV em mulheres da região norte do Paraná e influência do polimorfismo rs333 do gene CCR5 na infecção e desenvolvimento de lesões intraepiteliais cervicaisMangieri, Luis Fernando Lasaro; Oliveira, Karen Brajão de [Orientador]; Watanabe, Maria Angelica Ehara; Amarante, Marla Karine; Tatakihara, Vera Lúcia Hideko; Ariza, Carolina BatistaResumo: A infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) pode levar ao desenvolvimento de lesões epiteliais cervicais e ao câncer cervical A região metropolitana de Londrina é o segundo maior aglomerado urbano do Paraná, e a maior demanda de cuidados de saúde na região Norte do Estado Dados epidemiológicos sobre a ocorrência de HPV no Paraná são escassos A maioria das infecções cervicais de HPV é eliminada pela resposta imunológica mediada por células dentro de 1-2 anos e sabe-se que a inflamação crônica predispõe à progressão das lesões e ao desenvolvimento do tumor Neste contexto, destaca-se o receptor 5 de quimiocina CC (CCR5) que está envolvido na quimiotaxia de leucócitos, colaborando para a resposta imunológica, cujo gene apresenta um polimorfismo na região codificadora, denominado rs333, caracterizado pela deleção de 32 pares de bases, resultando em um receptor não funcional Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a ocorrência da infecção pelo HPV e anormalidades citológicas e investigar fatores predisponentes potenciais, tais como características sociodemográficas, de comportamento sexual, antecedentes ginecológicos e obstétricos, bem como investigar a associação do polimorfismo rs333 do CCR5 com a infecção pelo HPV e com o desenvolvimento de lesões intraepiteliais escamosas No primeiro estudo amostras cervicais foram examinadas para a presença de DNA do HPV por reação em cadeia da polimerase (PCR) de 429 mulheres divididas em dois grupos: não infectadas (n = 219, controles) e mulheres infectadas (n = 21) A suscetibilidade à infecção pelo HPV foi avaliada em relação aos dados dos potenciais fatores predisponentes Uma maior proporção de mulheres infectadas pelo HPV foi observada entre mulheres menores de 25 anos de idade (p<,1), solteiras (p<,1), com renda mensal de até um salário mínimo (p=,18), fumantes (p=,14), que tiveram sua primeira relação sexual antes dos 18 anos de idade (p=,12), que tiveram pelo menos quatro parceiros sexuais ao longo da vida (p<,1) e que não estavam grávidas (p=,8) A análise de regressão logística binária multivariada mostrou que a idade inferior a 25 anos aumentou a susceptibilidade para infecção em cerca de 4 vezes (OR = 4,92, IC95% = 1,67-14,52, p = ,4) e em relação ao estado civil, casadas ou que possuiam parceiro civil (OR = ,45; IC95% = ,23 - ,88; p = ,2) e que declararam renda mensal de 1 a 3 salários mínimos (OR = ,59; IC95% = ,36 - ,95; p = ,3) apresentaram proteção contra a infecção pelo HPV O grupo HPV positivo foi analisado quanto à presença de lesões intraepiteliais escamosas (LIE) As LIE foram mais frequentes em mulheres que fumavam (p = ,17), com até um salário mínimo mensal (p = ,19) e que sofreram abortos espontâneos (p = ,42) A análise de regressão logística binária mostrou que a renda mensal variando de 1 a 3 salários mínimos é um fator protetor para o desenvolvimento de LIE em pacientes com HPV (OR = ,49; IC95% = ,26 - ,93; p = ,28) enquanto uma renda mensal inferior a 1 salário mínimo caracterizou risco No segundo estudo foi realizado a genotipagem do rs333 de CCR5 de 164 mulheres infectadas com HPV e 185 mulheres não infectadas Quanto à distribuição genotípica e alélica de CCR5, não foi observada diferença significativa em relação à infecção pelo HPV O genótipo CCR5/CCR5 foi observado em 94,1% das mulheres não infectadas pelo HPV e em 89% das infectadas, CCR5/?32 em 5,9% das infectadas pelo HPV e em 1,4% das mulheres não infectadas, e ?32/?32 foi observado em apenas uma (,6%) paciente infectada Os genótipos de CCR5 também não foram associados ao desenvolvimento de lesões cervicais entre mulheres infectadas pelo HPV (p = ,167) Em conclusão, os resultados sugerem que a idade, o estado civil e a renda mensal são cofatores importantes para a infecção pelo HPV e desenvolvimento da LIE na região Norte do Paraná Contudo devido ao fato do rs333 do CCR5 ser um polimorfismo pouco frequente na população, bem como devido ao importante papel deste receptor na resposta imune antiviral e antitumoral, mais estudos são necessários, para estabelecer o papel do CCR5 na infecção pelo HPV e no desenvolvimento de lesões intraepiteliais escamosas