Desfechos de sobrevivência em lesões epiteliais respiratórias malignas da cavidade nasal e seios paranasais: um estudo de coorte baseado em subtipos
Data
2025-12-08
Autores
Tomazini, Vinícius Simon
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
Introdução: Tumores malignos do nariz e dos seios paranasais são raros, representando cerca de 3% dos tumores de cabeça e pescoço, com alta morbimortalidade e maior incidência em homens. Os principais tipos histológicos são carcinoma de células escamosas e adenocarcinomas, que correspondem aproximadamente 80% dos casos, apresentando sintomas inespecíficos. O diagnóstico definitivo é realizado por análise histopatológica, e o tratamento varia de acordo com tipo e o estágio do tumor, sendo a cirurgia a principal modalidade terapêutica. A recorrência local é uma causa significativa de falha no tratamento, especialmente devido ao diagnóstico tardio. Este estudo avalia o desfecho de sobrevida e investiga dados epidemiológicos de pacientes com lesões epiteliais respiratórias malignas do nariz e seios paranasais. Esses tipos de câncer são raros, e os dados sobre suas características e prognóstico ainda são limitados na literatura brasileira. Objetivo: Avaliar os desfechos de sobrevida de pacientes com lesões epiteliais respiratórias malignas da cavidade nasal e dos seios paranasais tratados em um hospital terciário, além de definir o perfil epidemiológico desses pacientes. Métodos: Foi realizado um estudo de coorte retrospectivo com base em prontuários médicos de 2007 a 2021, utilizando amostra de conveniência. O desfecho primário foi a mortalidade por todas as causas, com a mediana de sobrevida medida em meses. O desfecho secundário incluiu a análise epidemiológica dos casos. As curvas de sobrevida de Kaplan-Meier foram utilizadas para avaliar a mediana de sobrevida, e o teste log-rank comparou as diferenças de sobrevida entre o carcinoma de células escamosas (CCE) e outros subtipos histológicos. Resultados: Foram incluídos 15 pacientes, com idade média de 54,13 anos, sendo 73,33% do sexo masculino. O CCE foi o subtipo mais frequente (60%), seguido por adenocarcinomas e outros subtipos raros. A mediana de sobrevida foi de 65 meses, sem diferenças estatisticamente significativas de sobrevida entre o CCE e os outros subtipos (p = 0,10). O tratamento cirúrgico foi a abordagem mais comum, realizada em 80% dos casos. Conclusão: Este estudo fornece dados relevantes sobre a sobrevida de carcinoma e adenocarcinoma no Brasil com uma mediana de sobrevida geral de 65 meses, destacando a maior prevalência do carcinoma de células escamosas. Ressalta a importância do acompanhamento contínuo e evidencia a necessidade de estudos maiores e de um banco de dados nacional. Pesquisas multicêntricas podem aprimorar a compreensão do prognóstico desses pacientes, possibilitando um acompanhamento mais adequado às particularidades do contexto brasileiro
Descrição
Palavras-chave
Análise de Sobrevida, Carcinomas, Epidemiologia, Neoplasias da Cavidade Nasal, Neoplasias dos Seios Paranasais, Prognóstico, Adenocarcinoma