Bem-estar e recuperação no futsal: impactos sobre erros de passes e finalizações

Data

2025-11-25

Autores

Tonani, Eduardo Carlos Ferreira

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Resumo

O presente trabalho teve como objetivo avaliar o bem-estar e a recuperação de atletas de futsal profissional da Primeira Divisão (Série Ouro) em dias de jogos oficiais, relacionando-os aos erros de passes e finalizações. A pesquisa foi estruturada em dois artigos, conduzidos entre as temporadas de 2024 e 2025 do Campeonato Paranaense de Futsal. Artigo 1: este estudo observacional analisou a relação entre o bem-estar, a percepção de recuperação e a ocorrência de erros de passe. Participaram 44 atletas de três equipes, avaliados em 48 jogos oficiais (17 rodadas em 2024 e 11 em 2025). No dia das partidas, entre 8h e 10h, os atletas responderam à Escala de Bem-Estar (sono, fadiga, dor muscular, estresse e humor) e à Escala de Qualidade Total de Recuperação (TQR). Os erros de passe foram identificados por análise de vídeo das transmissões oficiais, com avaliação por dois observadores independentes (kappa > 0,90). A média de idade dos atletas foi de 25,7 ± 4,7 anos e a experiência profissional de 6,8 ± 4,6 anos. A mediana de erros foi de 0,10 ± 0,05 por minuto, sem correlação significativa com idade ou tempo de carreira. Não houve diferenças estatísticas entre posições (p = 0,26), embora pivôs apresentassem tendência a menor frequência de erros. Alas esquerdos relataram menores escores de TQR (p = 0,01) e bem-estar (p = 0,004) em comparação aos alas direitos. O resultado das partidas (vitória, empate ou derrota) não se associou significativamente a erros, TQR ou bem-estar. Concluiu-se que, em contextos competitivos de alta demanda, as variações de bem estar e recuperação não se associaram de forma consistente à precisão de passes no futsal profissional. Artigo 2: Este estudo avaliou a influência do bem-estar e da TQR sobre a frequência, acurácia e eficácia das finalizações. Participaram 55 atletas de quatro equipes, avaliados em 45 partidas. No dia dos jogos, os atletas responderam ao questionário eletrônico sobre bem-estar e TQR, e as finalizações foram classificadas por análise de vídeo, excluindo pênaltis e tiros livres. Os resultados mostraram diferenças significativas entre posições ((H = 12,85; p = 0,005). Alas direitos apresentaram maior número de finalizações/minuto e maior acurácia em relação a fixos (p = 0,01) e alas esquerdos (p = 0,03), além de escores mais altos de TQR e bem-estar. Pivôs tiveram maior chance de finalizar na trave (p < 0,05), enquanto alas direitos apresentaram maior probabilidade de marcar gols (p < 0,05). Goleiros que atuaram na linha registraram mais erros de finalização (p < 0,05) e menores escores de bem-estar, especialmente em estresse. As correlações foram fracas, mas positivas, entre finalizações/minuto e bem-estar (r = 0,21 a 0,28; p < 0,05) e, entre acurácia e TQR (r = 0,24; p = 0,03) e humor (r = 0,22; p = 0,04). A eficácia dos pivôs correlacionou-se moderadamente ao humor (r = 0,36; p = 0,01), enquanto o TQR dos alas esquerdos correlacionou-se com finalizações/minuto e maior acurácia em relação a fixos (p = 0,01) e alas esquerdos (p = 0,03), além de escores mais altos de TQR e bem-estar. Pivôs tiveram maior chance de finalizar na trave (p < 0,05), enquanto alas direitos apresentaram maior probabilidade de marcar gols (p < 0,05). Goleiros que atuaram na linha registraram mais erros de finalização (p < 0,05) e menores escores de bem-estar, especialmente em estresse. As correlações foram fracas, mas positivas, entre finalizações/minuto e bem-estar (r = 0,21 a 0,28; p < 0,05) e, entre acurácia e TQR (r = 0,24; p = 0,03) e humor (r = 0,22; p = 0,04). A eficácia dos pivôs correlacionou-se moderadamente ao humor (r = 0,36; p = 0,01), enquanto o TQR dos alas esquerdos correlacionou-se com finalizações/minuto (r = 0,33; p = 0,02). Conclui-se que o bem-estar e a recuperação subjetiva influenciam de modo distinto o desempenho técnico, variando conforme a posição em quadra. Esses achados reforçam a importância do monitoramento

Descrição

Palavras-chave

Esportes coletivos, Recuperação de função fisiológica, Gol, Futsal, Bem-estar, Desempenho físico, Avaliação

Citação