Desenvolvimento, estudo da estabilidade e da atividade fotoquimiopreventiva de emulsões contendo extrato de Schinus terebinthifolius raddi (anacardiaceae)
Data
2026-02-20
Autores
Ferrante, Letícia Falcai
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Resumo
A pele está continuamente exposta a fatores externos que favorecem a formação de radicais livres (RL), contribuindo para o estresse oxidativo e o envelhecimento precoce. Nesse contexto, compostos antioxidantes desempenham papel essencial na neutralização dessas espécies reativas, auxiliando na preservação da integridade cutânea. Os compostos bioativos presentes na Schinus terebinthifolius Raddi (pimenta aroeira), destacam-se por sua capacidade de proteção contra danos oxidativos, configurando esta planta como uma fonte promissora de substâncias de interesse para cuidados com a pele. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a composição química do extrato etanólico das folhas de pimenta aroeira (EA), seu mecanismo de ação antioxidante in vitro, seu fator de proteção solar (FPS) e atividade antimicrobiana. Adicionalmente, foram desenvolvidas formulações do tipo creme e gel-creme contendo o extrato de Schinus terebinthifolius Raddi, acrescidas de EA, as quais foram avaliadas quanto à estabilidade físico-química e funcional. Foram também avaliados a capacidade de permeação e retenção cutânea in vitro e capacidade inibir danos oxidativos gerados por Radiação Ultravioleta B (RUVB) in vivo. As formulações escolhidas F3 (creme) e F7 (gel creme) foram administradas no dorso dos animais, que receberam uma dose de radiação UVB de 4,14 J/cm2. Após 12 h foi realizada a eutanásia dos animais e as peles foram retiradas para avaliação da eficácia das formulações adicionadas de extrato contra danos oxidativos e inflamatórios. As quantidades de polifenois e de flavonoides encontradas no extrato foram de 227,77 ± 0,67 mg/g e 13,83 ± 0,379 mg/g, respectivamente. Por UPLC–MS/MS, foram identificados a miricetina, isovitexina, luteolina-6-C-glicosídeo e isoquercitrina. Este extrato demonstrou ainda atividade antioxidante de forma concentração dependente para sequestro de diferentes radicais livres e inibição da peroxidação lipídica, além de forte poder redutor de ferro avaliado pelo método FRAP. EA apresentou atividade antimicrobiana e valor de FPS de 11,42 ± 0,35 e 10,85 ± 0,19, para extrato não irradiado e irradiado (UVB dose de 4,14 J/cm2), respectivamente. F3 e F7 mantiveram suas características físico-químicas durante o estudo de estabilidade; porém, sob condições aceleradas de estabilidade 40ºC± 2°C/75% UR ± 5% UR por 6 meses (ANVISA, 2019), F3 permaneceu mais estável quando comparada à F7 sob as mesmas condições. Além disso, os resultados de retenção do EA a partir de F3 mostraram-se mais satisfatórios, quando comparado com F7. Em relação aos estudos in vivo, F3 e F7 adicionadas de EA foram capazes de inibir a formação de edema e o aumento da atividade da mieloperoxidase (MPO), enquanto nos parâmetros oxidativos GSH e ABTS, F3 apresentou melhor atividade. Assim, esses dados sugerem o potencial de utilização da formulação do tipo creme F3, contendo EA, para aplicação tópica, visando à atenuação dos efeitos associados à exposição à RUVB.
Descrição
Palavras-chave
Antioxidante, Pimenta Rosa, Estresse Oxidativo, Formulações Semissólidas, Radicais livres, Flavonóides, Atividade antimicrobiana, Peroxidação lipídica