Cienciometria, tendências competitivas e perfis de motivação em atletas de Crossfit

Data

2026-09-05

Autores

Santos, Maria Fernanda Gabriel

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Resumo

O CrossFit surgiu em meados dos anos 2000 e ganhou notoriedade mundial, não apenas como modalidade de exercício físico, mas também como disputa esportiva. Sua intensidade e diversidade de movimentos geram resultados imediatos, levantando preocupações quanto a sua prática. Inicialmente, os estudos científicos focaram nesses riscos. Com o tempo, o interesse se ampliou para os efeitos fisiológicos em diferentes populações e a relação com nutrição e bem-estar, evidenciando a necessidade de uma compreensão mais ampla sobre seus impactos. Diante disso, optou-se por uma dissertação no formato escandinavo, composta por dois artigos. O primeiro é uma análise cienciométrica, que mapeia a produção científica sobre crossfit. Foram analisados artigos publicados entre 2013 e 2025, com busca nas bases Scopus (356) e Web of Science (293), utilizando o descritor “crossfit” no título. Após remoção de duplicatas, obteve-se um total de 415 artigos, analisados com o pacote bibliometrix no RStudio. Foram encontrados 1172 autores/coautores e 994 palavras-chave associadas. A produção cresceu 29,72% ao ano. Houve um pico de publicações em 2021 (64), queda em 2022 (58) e aumento em 2023 (69). Os autores mais produtivos foram Katie M. Heinrich (14 artigos) e Yuri Feito (13), seguidos por Ramires Tibana (8), do Brasil. Até 2019, os temas mais abordados foram lesões, substâncias ergogênicas e saúde. A partir de 2020, se voltaram ao desempenho, competições e métodos de treino. A evolução reflete o crescimento da modalidade e o interesse pelo rendimento esportivo. Conclui-se que embora o CrossFit tenha sido amplamente estudado quanto ao desempenho, há poucas investigações sobre tendências competitivas e perfis motivacionais. Diante dessa lacuna, o segundo artigo teve como objetivo analisar as principais tendências competitivas e os perfis distintos de motivação em atletas brasileiros de ambos os sexos que participaram do CrossFit Games de 2023, 2024 e 2025. Participaram 134 competidores, amadores e profissionais. Foram aplicados questionários com dados pessoais, de treinos e competições, o ACS-2 (tendências competitivas) e o BRSQ (motivação esportiva). Os dados foram tratados mediante estatística descritiva, foram realizadas análise de componentes principais (ACP), correlação canônica e análise de clusters, com nível de significância de 5%. A ACP reduziu as nove subescalas do BRSQ em dois componentes (motivação autodeterminada e motivação controlada), explicando 70,1% da variância total. A correlação canônica identificou relação significativa (p=0,008) entre competitividade e motivação intrínseca. A análise de clusters revelou dois perfis distintos: competidores mais autodeterminados (74,6%) e competidores menos autodeterminados (25,4%). Os dados demonstraram que o perfil autodeterminado apresentou maior volume de treino e maior frequência competitiva. Os resultados evidenciaram que a motivação autodeterminada está associada a maior engajamento competitivo e a rotinas de treino mais intensas, contribuindo para a compreensão dos fatores psicológicos e comportamentais que sustentam o desempenho de competidores brasileiros de CrossFit

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Palavras-chave

Cientometria, CrossFit, Tendências Competitivas, Motivação, Desempenho, Esportes Aspectos psicológicos

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