Cienciometria, tendências competitivas e perfis de motivação em atletas de Crossfit

dc.contributor.advisorGonçalves, Helcio Rossi
dc.contributor.authorSantos, Maria Fernanda Gabriel
dc.contributor.bancaSerassuelo Junior, Hélio
dc.contributor.bancaGuedes, Dartagnan Pinto
dc.coverage.extent81 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-10-21T12:20:12Z
dc.date.available2026-10-21T12:20:12Z
dc.date.issued2026-09-05
dc.description.abstractO CrossFit surgiu em meados dos anos 2000 e ganhou notoriedade mundial, não apenas como modalidade de exercício físico, mas também como disputa esportiva. Sua intensidade e diversidade de movimentos geram resultados imediatos, levantando preocupações quanto a sua prática. Inicialmente, os estudos científicos focaram nesses riscos. Com o tempo, o interesse se ampliou para os efeitos fisiológicos em diferentes populações e a relação com nutrição e bem-estar, evidenciando a necessidade de uma compreensão mais ampla sobre seus impactos. Diante disso, optou-se por uma dissertação no formato escandinavo, composta por dois artigos. O primeiro é uma análise cienciométrica, que mapeia a produção científica sobre crossfit. Foram analisados artigos publicados entre 2013 e 2025, com busca nas bases Scopus (356) e Web of Science (293), utilizando o descritor “crossfit” no título. Após remoção de duplicatas, obteve-se um total de 415 artigos, analisados com o pacote bibliometrix no RStudio. Foram encontrados 1172 autores/coautores e 994 palavras-chave associadas. A produção cresceu 29,72% ao ano. Houve um pico de publicações em 2021 (64), queda em 2022 (58) e aumento em 2023 (69). Os autores mais produtivos foram Katie M. Heinrich (14 artigos) e Yuri Feito (13), seguidos por Ramires Tibana (8), do Brasil. Até 2019, os temas mais abordados foram lesões, substâncias ergogênicas e saúde. A partir de 2020, se voltaram ao desempenho, competições e métodos de treino. A evolução reflete o crescimento da modalidade e o interesse pelo rendimento esportivo. Conclui-se que embora o CrossFit tenha sido amplamente estudado quanto ao desempenho, há poucas investigações sobre tendências competitivas e perfis motivacionais. Diante dessa lacuna, o segundo artigo teve como objetivo analisar as principais tendências competitivas e os perfis distintos de motivação em atletas brasileiros de ambos os sexos que participaram do CrossFit Games de 2023, 2024 e 2025. Participaram 134 competidores, amadores e profissionais. Foram aplicados questionários com dados pessoais, de treinos e competições, o ACS-2 (tendências competitivas) e o BRSQ (motivação esportiva). Os dados foram tratados mediante estatística descritiva, foram realizadas análise de componentes principais (ACP), correlação canônica e análise de clusters, com nível de significância de 5%. A ACP reduziu as nove subescalas do BRSQ em dois componentes (motivação autodeterminada e motivação controlada), explicando 70,1% da variância total. A correlação canônica identificou relação significativa (p=0,008) entre competitividade e motivação intrínseca. A análise de clusters revelou dois perfis distintos: competidores mais autodeterminados (74,6%) e competidores menos autodeterminados (25,4%). Os dados demonstraram que o perfil autodeterminado apresentou maior volume de treino e maior frequência competitiva. Os resultados evidenciaram que a motivação autodeterminada está associada a maior engajamento competitivo e a rotinas de treino mais intensas, contribuindo para a compreensão dos fatores psicológicos e comportamentais que sustentam o desempenho de competidores brasileiros de CrossFit
dc.description.abstractother1CrossFit emerged in the early 2000s and gained worldwide recognition both as a training method and a competitive sport. Its high intensity and wide variety of movements produce rapid results, also raising concerns about training practices. Initially, research focused primarily on these risks. In time, interest expanded to the physiological effects of CrossFit in different populations and its relationship with nutrition and well-being, highlighting the need for a broader understanding of its impacts. Therefore, a Scandinavian-format dissertation with two articles was developed. The first article presents a scientometric analysis that mapped the scientific production on CrossFit. Articles published between 2013-2025 were retrieved from the Scopus (356 records) and Web of Science (293 records) databases using the keyword “CrossFit” in the title. After duplicate removal, 415 articles were analyzed with the Bibliometrix package in RStudio. The dataset included 1.172 authors/co-authors and 994 keywords. Scientific production had an annual growth rate of 29.72%. Publications peaked in 2021 (64 articles), declined in 2022 (58 articles), and increased in 2023 (69 articles). The most productive authors were Katie M. Heinrich (14 articles) Yuri Feito (13 articles), and Ramires Tibana (8 articles), from Brazil. Until 2019, the most frequently investigated topics were injuries, ergogenic substances, and health. From 2020, research focused on performance, competitions, and training methods. This reflects the growth of the sport and the increasing interest in athletic performance. We concluded that, although CrossFit has been extensively studied regarding performance outcomes, there is limited research addressing competitive tendencies and motivational profiles. To address this gap, the second article evaluated and identified competitive tendencies and motivational profiles of Brazilian male and female athletes who participated in the CrossFit Games during 2023 to 2025. A total of 134 amateur and professional athletes composed the sample. Questionnaires were administered to collect personal, training, and competition data, in addition to the ACS-2 (Competitive Tendencies) and the BRSQ (Behavioral Regulation in Sport Questionnaire). Data were processed and analyzed using descriptive statistics, Principal Component Analysis (PCA), canonical correlation analysis, and cluster analysis, with significance set at 5%. The PCA reduced the nine BRSQ subscales into two components: self-determined motivation and controlled motivation, which explained 70.1% of the total variance. Canonical correlation analysis identified a significant relationship (p=0.008) between competitiveness and intrinsic motivation. Cluster analysis revealed two profiles: self-determined (74,6%) and moderate competitors (25.4%). The results showed that self-determined athletes exhibited greater training volume and higher competitive frequency. The findings showed that self-determination is associated with greater competitive engagement and more intense training, contributing to a better understanding of the psychological and behavioral factors that support the performance of Brazilian CrossFit athletes
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/20043
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCEFE - Departamento de Educação Física
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação Associado em Educação Física UEM/UEL
dc.subjectCientometria
dc.subjectCrossFit
dc.subjectTendências Competitivas
dc.subjectMotivação
dc.subjectDesempenho
dc.subjectEsportes Aspectos psicológicos
dc.subject.capesCiências da Saúde - Educação Física
dc.subject.cnpqCiências da Saúde - Educação Física
dc.subject.keywordsScientometrics
dc.subject.keywordsCrossFit
dc.subject.keywordsCompetitive Trends
dc.subject.keywordsMotivation
dc.subject.keywordsPerformance
dc.subject.keywordsSports Psychological aspects
dc.titleCienciometria, tendências competitivas e perfis de motivação em atletas de Crossfit
dc.title.alternativeScientometrics, competitive tendencies, and motivation profiles in CrossFit athletes
dc.typeDissertação
dcterms.educationLevelMestrado Acadêmico
dcterms.provenanceCentro de Educação Física e Esportes

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