Efeitos do tamanho muscular basal e do volume de treinamento na espessura muscular, força, massa isenta de gordura e osso e aptidão funcional em mulheres idosas destreinadas

Data

2026-07-31

Autores

Cavalcanti, Alexandre Miguel Domingos

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Resumo

O envelhecimento está associado à redução progressiva da massa muscular, da força muscular e da capacidade funcional, comprometendo a independência funcional e a qualidade de vida de mulheres idosas. Embora o treinamento resistido (TR) seja reconhecido como uma das estratégias mais eficazes para atenuar essas alterações, evidências sugerem que a magnitude das adaptações induzidas pelo treinamento pode variar em função de características individuais e da dose de exercício empregada. Assim, o presente estudo analisou a influência do tamanho muscular basal e do volume de TR sobre adaptações morfológicas, neuromusculares e funcionais em mulheres idosas destreinadas. Cento e vinte mulheres idosas fisicamente independentes foram distribuídas em dois grupos de acordo com o volume de treinamento realizado durante 12 semanas: duas séries por exercício (G-2S; n = 62) e três séries por exercício (G-3S; n = 58). Ambos os grupos realizaram TR supervisionado três vezes por semana, diferindo apenas no número de séries executadas por exercício. Antes e após a intervenção foram avaliados o tamanho muscular por ultrassonografia, a massa isenta de gordura e osso (MIGO) por absortometria radiológica de dupla energia (DXA), a força muscular por testes de uma repetição máxima (1RM) e a aptidão funcional por testes específicos. Os hábitos alimentares foram monitorados por meio de recordatórios alimentares de 24 horas. Os resultados indicaram que um maior volume de treinamento promoveu adaptações hipertróficas superiores em comparação ao menor volume (2S: +4,5% vs. 3S: +6,9%; P < 0,001). Para as variáveis MIGO, foi observado aumento significativo em ambos os grupos (P < 0,01), sem diferença significante entre os grupos (P > 0,24). Para força muscular, os volumes de treino diferentes promoveram incrementos significantes e de magnitudes similares (P > 0,08). Para os testes de aptidão funcional, as magnitudes das adaptações diferiram entre os grupos para o teste de sentar e levantar 30s e TUG, indicando um efeito significante (P < 0,01) de um volume maior de treinamento sobre o desempenho funcional. Analisando o efeito moderador do tamanho muscular basal nas adaptações, não foi observada interação significativa entre tamanho muscular basal e volume de treinamento para a maioria das variáveis, exceto para o teste de 1RM na cadeira extensora, no qual foi possível observar um efeito moderador significante do tamanho muscular basal (P = 0,034), onde o ganho de força no exercício cadeira extensora é moderado pela quantidade de massa muscular pré-intervenção. Nossos resultados sugerem que o TR realizado com três séries por exercício parece otimizar a resposta adaptativa na espessura muscular agregada e desempenho funcional. Ademais, exceto para a força muscular máxima na cadeira extensora, o tamanho muscular basal parece não moderar a magnitude das adaptações

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Palavras-chave

Treinamento de força, Músculos hipertrofia, Envelhecimento, Mulheres idosas

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