Escrevivência de gestão Guarani Nhandewa com a Escola Estadual Indígena Nimboeaty Mborowitxa Awa Tirope – Abatiá/PR
Data
2025-02-27
Autores
Silva, Alexandro da
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
O presente trabalho se faz necessário, tendo em vista que as experiências de gestão das escolas indígenas pelos próprios professores indígenas é algo novo no Brasil. O fenômeno educacional de estadualização destas mesmas escolas no Estado do Paraná também é algo recente. Neste contexto, o assunto parte das premissas de como vem acontecendo de fato esta chamada “gestão democrática” dentro das escolas indígenas neste referido Estado, feita realmente por diretores indígenas. Para isso, por meio de uma pesquisa qualitativa crítica e dialética, analiso teses, dissertações, livros, artigos, legislações, documentos produzidos por uma escola indígena do norte do Paraná onde o pesquisador atua como gestor e um vídeo documentário que trata do assunto. Tomando por base o conceito de Gestão Guarani Nhandewa, também fiz algumas entrevistas semiestruturadas com os indígenas que fazem parte deste movimento da Educação Escolar Indígena no Paraná. Desta maneira, trato, sobretudo, das possibilidades e das dificuldades que as escolas, os professores, os estudantes e os gestores indígenas enfrentam no cotidiano do trabalho, para realizar a tão sonhada gestão democrática, sem deixar os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas Guarani Nhandewa de lado. Toda esta caminhada de luta e de experiência como professor, formador, pesquisador e diretor de uma escola indígena no Paraná, me levou a elaborar as seguintes indagações, entendidas, em seu conjunto, como problema de pesquisa: Em qual momento essa forma de educação respeita o modo de ser indígena que o Guarani Nhandewa chama de Nhendereko? Qual seria a relação entre a gestão democrática e este modo de ser indígena? Será que o Estado do Paraná respeita o modo de gestão democrática aplicada por indígenas dentro das escolas? Me baseio nas escrevivências metodológicas Nhandewa para compreender sociologicamente estes movimentos na Escola Estadual Indígena Nimboeaty Mborowitxa Awa Tirope, localizada no município de Abatiá, Terra Indígena de retomada Ywy Porã (Posto Velho), como um território ancestral de história decolonial e de (re)existência da comunidade indígena.
Descrição
Palavras-chave
Gestão Democrática, Currículo Escolar Indígena, Participação Guarani Nhandewa, Escola Intercultural, Escolas indígenas, Indígenas Educação