Avaliação da eficácia de uma vacina de DNA (ROP18+SAG1) contra Toxoplasma gondii em suínos

Data

2025-02-28

Autores

Candeias, Ana Paula Molinari

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Resumo

O objetivo do presente estudo foi avaliar a resposta imune humoral e a proteção contra a formação de cistos teciduais de Toxoplasma gondii em suínos imunizados, pelas vias intradérmica (ID) e intramuscular (IM), com uma vacina de DNA (ROP18 e SAG1). Suínos (n=14) foram divididos em quatro grupos (G), animais que compõem o G1 (n=4) receberam por via ID e os do G2 (n=3) por via IM: 300µg da vacina (150µg ROP18+pcDNA3.1 e 150µg SAG1+pcDNA3.1); animais do G3 (n=4) receberam por via IM pcDNA 3.1 (300µg); por fim, animais do G4 (n=3) receberam apenas solução salina (0,9%) por via IM. Todos os grupos receberam levamisole 2,0% (v/v) como adjuvante. As imunizações foram realizadas nos dias (D) 0, 14, 35 e 56. O desafio foi realizado no dia 70 com oocistos esporulados da cepa ME49 (~4x103) de T. gondii. Os animais foram examinados clinicamente todos os dias e amostras de sangue foram coletadas até o momento do abate (D0, D14, D35 e D56, D70, D84 e D100). A resposta humoral foi avaliada por meio da RIFI (IgG) e do ELISA (IgM e IgG). Tecidos dos suínos (cérebro, coração, diafragma, masseter, língua, pulmão e retina) foram coletados no abate para a realização de bioensaio em camundongos, PCR e qPCR. Manifestações clínicas foram observadas a partir do quarto DPD (prostração, apatia, anorexia e hipertermia). Os suínos apresentaram resultado positivo na RIFI somente após o desafio (D84 e D100). Diferenças estatísticas nos níveis de IgM e IgG entre os grupos foram avaliadas pelo teste de ANOVA two way (p = 0,05). No bioensaio, Qui-quadrado foi usado para mostrar diferença significativa em relação ao número de cistos teciduais detectado entre os grupos (p = 0,05). ELISA-IgM e ELISA-IgG apresentaram diferenças significativas entre os grupos nos dias 70, 84 e 100. G1 e G2 permaneceram com níveis mais elevados de IgM até o fim do experimento. Diferença significativa de IgG antes do desafio foi notada somente entre G2 vs G3 (P < 0.005). Em relação ao bioensaio, PCR e qPCR, um suíno do G1 apresentou resultados negativos em todas as análises. Os animais do G1 (50%), G2 (67%) e G3 (83%) foram positivos no bioensaio em camundongos (detecção de cistos por microscopia). Os valores estimados da Fração de Prevenção (FP) contra a formação de cistos teciduais foram de 40% (G1 vs G3) e 20% (G2 vs G3). Não houve diferença significativa entre G1 vs G2 (p=0,34), G1 vs G3 (p=0,22) e G2 vs G3 (p=0,37). Apesar disso, foi observada eficácia na redução do número de cistos teciduais nos grupos vacinados. Conclui-se que manutenção dos níveis de IgM nos animais imunizados sugere a ocorrência de imunidade duradoura. Os animais vacinados pela via IM apresentaram melhor resposta imune humoral com diferença significativa de IgG antes do desafio. No entanto, os animais vacinados pela via ID apresentaram melhores resultados no bioensaio com FP de 40% em relação à formação de cistos teciduais.

Descrição

Palavras-chave

Toxoplasmose, Bradizoítos, ROP18, SAG1, Levamisole, Suínos, Toxoplasma gondii, Vacinas de DNA, Imunologia

Citação