Avaliação da participação dos receptores adrenérgicos a1 a2 e B da substância cinzenta periaquedutal dorsal em comportamentos de ansiedade e pânico avaliados no labirinto em T elevado

Data

2026-07-30

Autores

Vieira, Rayssa Menon Santos

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Resumo

Contextos de ameaça, seja ela iminente ou percebida, evocam o medo, um estado emocional adaptativo essencial à sobrevivência. Determinados sistemas neurais são capazes de utilizar experiências passadas e informações contextuais para antecipar riscos, o que dá origem a outro estado emocional fundamental: a ansiedade. Todavia, quando essas respostas emocionais se tornam desproporcionais ao estímulo, assumem caráter patológico e são reunidas em diferentes transtornos de ansiedade, como o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e o transtorno do pânico (TP). Os transtornos de ansiedade, hodiernamente, representam a classe de transtornos mentais mais prevalente. Contudo, as etiologias desses transtornos ainda não são plenamente compreendidas. Diversas áreas encefálicas estão associadas à regulação de comportamentos relacionados à ansiedade; uma delas é a substância cinzenta periaquedutal (SCP), envolvida na integração de comportamentos defensivos. A região dorsal da SCP (SCPd) está associada a respostas como fuga, freezing e avaliação de ameaças. Essa região apresenta receptores adrenérgicos e conexões com diferentes núcleos noradrenérgicos; no entanto, o papel funcional desses receptores no comportamento defensivo ainda não foi elucidado. Ressalta-se, portanto, a necessidade de investigações sobre a modulação noradrenérgica na SCPd em um contexto de ansiedade. Desse modo, este trabalho objetivou avaliar o efeito tônico da neurotransmissão noradrenérgica, na SCPd, no comportamento de ratos submetidos ao teste do labirinto em T, o qual permite a avaliação de comportamentos ansiosos semelhantes à TAG (esquiva inibitória) e TP (fuga). Para isso, ratos Wistar foram separados em quatro diferentes grupos (veículo, WB4101, RX821002 e propranolol), os quais receberam na SCPd, respectivamente, microinjeção de líquido cefalorraquidiano artificial, antagonistas a1 (WB4101), a2 (RX821002) ou B (propranolol). Os animais tratados com antagonistas receberam doses de 4, 8 ou 12 nmol/50 nL de cada fármaco. Os animais passaram, então, pelos testes comportamentais do labirinto em T elevado e do campo aberto. A administração intra-dPAG de propranolol (12 nmol/50 nL) e RX821002 (4 e 12 nmol/50 nL) reduziu o comportamento de esquiva inibitória sem alterar a fuga, indicando efeito do tipo ansiolítico. Além disso, nenhum antagonista utilizado modificou a atividade exploratória dos animais submetidos ao teste de campo aberto, sugerindo que o efeito observado não é devido ao aumento da atividade locomotora. Assim, o presente trabalho demonstrou que receptores a2 e B adrenérgicos na SCPd apresentam atividade tônica e modulam comportamentos defensivos relacionados à ansiedade generalizada, mas não ao pânico

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Palavras-chave

Transtornos de ansiedade, Noradrenalina, Substância cinzenta periaquedutal, Pânico, Receptores adrenérgicos, Animais de laboratório - Ratos Wistar

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