Ativismos de mulheres: entraves institucionais

Data

2026-02-10

Autores

Stefano, Marina Soares

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Resumo

Nesta pesquisa, buscamos evidenciar os afetos e embates que constituem os movimentos de ativismo institucional realizados por mulheres na atualidade. No decorrer da problematização contemplamos a mulher enquanto ser em construção, movimento e constante interação com o mundo, considerando os atravessamentos culturais e históricos, de estrutura patriarcal, que tendem a cercear sua existência e seus desejos. Definimos como objetivo analisar como se efetuam as ações de mulheres ativistas inseridas na Rede Municipal de Enfrentamento à Violência Doméstica, Familiar e Sexual contra a Mulher. Teórica e historicamente, lançamos um olhar analítico sobre os processos de enfrentamento em meio a uma realidade social demarcada pela violência de gênero, bem como os caminhos abertos pelo ativismo e o engajamento com a coletividade para vislumbrar focos de transformação social. Dialogamos, no tecer desta análise, com epistemologias que abordam a experiência da mulher, dos ativismos e dos corpos institucionalizados, tendo como balizadores os conhecimentos produzidos pela Psicologia Social na interface com a Sociologia, Filosofia da Diferença e Política. Adotamos a metodologia qualitativa, organizando a pesquisa em dois momentos: na parte teórica, composta por três seções, investigamos os processos históricos e culturais nos quais as mulheres e suas relações são construídas, explorando as nuances sociais que compõem suas experiências. Na parte empírica, as mulheres foram convidadas a expor suas vivências de ativismo no contexto das políticas públicas, abordando especificamente o combate à violência de gênero. Através da estratégia História Oral foram acessados relatos silenciados de resistência e fortalecimento coletivo, perpassados por elementos estruturais que compõem a sociedade patriarcal e desqualificam as ações de ativismo. Como resultado, as trocas de experiências com outras mulheres destacam-se nos depoimentos recolhidos enquanto dispositivo gerador de alianças. Dessa forma, os encontros no contexto da referida Rede demonstram-se potentes para a expansão de ações micropolíticas. Compreendemos tais ações enquanto meio de transformação estrutural ante as instituições sociais. A resistência à misoginia institucionalizada que persiste em compor a experiência das mulheres evoca a potência coletiva observada através de processos históricos de conquistas de direitos, especialmente no campo das políticas públicas. Por fim, consideramos, no decorrer da pesquisa, a importância em dar visibilidade às ações dessas mulheres e conhecer suas estratégias cotidianas para fortalecer os movimentos micropolíticos de lutas sociais

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Palavras-chave

Ativismo, Gênero, Feminismo, Psicologia social, Políticas públicas

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