Variação linguística, atitudes e a form(ação) de professores de língua portuguesa de São Miguel do Guamá (PA)
Data
2026-04-22
Autores
Santos, Douglas Afonso dos
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Resumo
Resumo: As pesquisas sobre atitudes linguísticas no âmbito da Sociolinguística Educacional fomentam importantes debates a respeito do ensino de língua portuguesa. Nessa perspectiva, tomando como base teórica os pressupostos de Lambert e Lambert (1981) e Santos (1996), que investigam as atitudes no âmbito da Psicologia Social e da Educação, respectivamente; de Bortoni-Ricardo (2004; 2005) e Faraco (2008), que abordam as relações entre variação, normas linguísticas e ensino; e de Imbernón (2009), que discute a formação de professores, objetivamos, nesta tese, investigar a influência da formação de professores de língua portuguesa que atuam em escolas públicas de São Miguel do Guamá (PA) em suas atitudes acerca da variação linguística. A pesquisa classificou-se, em relação aos objetivos, como exploratória e descritiva, e em relação à abordagem, como quali-quantitativa, adotando o procedimento técnico do estudo de campo. Participaram da pesquisa doze professores, aos quais foram atribuídas três variáveis: (i) maior nível de formação, (ii) tempo de conclusão do curso de Letras e (iii) etapa de ensino em que o professor atua. A geração dos dados ocorreu por meio de um teste de atitudes linguísticas composto por questões abertas, examinadas à luz da análise de conteúdo (Bardin, 2011), e por escalas sociais do tipo diferencial semântico, respondidas de forma fechada e tratadas estatisticamente com o auxílio do software Jamovi. Como estratégia de triangulação, somaram-se relatos produzidos em um minicurso sobre variação linguística, ofertado aos professores de forma remota após a aplicação do teste de atitudes. Os resultados revelaram a coexistência de atitudes linguísticas que, embora descortinem uma valorização da diversidade linguística no plano cognitivo, ainda evidenciam, em determinadas situações, a permanência de ações normativas e traços de um ideário linguístico mais conservador. Por outro lado, os dados do minicurso sinalizaram indícios de ressignificação dessas atitudes, uma vez que os professores demonstraram maior abertura à reflexão crítica e ao reconhecimento da heterogeneidade linguística como princípio pertinente ao ensino de língua portuguesa
Descrição
Palavras-chave
Heterogeneidade linguística, Atitudes linguísticas, Formação de professores, Pedagogia da variação linguística, Formação continuada, Práticas pedagógicas, Professores de língua portuguesa, Sociolinguística