Análise longitudinal da competência clínica, retenção de conhecimento, satisfação e autoconfiança sobre arritmias cardíacas de estudantes de enfermagem submetidos a simulação realística
Data
2026-04-16
Autores
Vieira, Ana Paula Brambilo Menegasso
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Resumo
Introdução: A simulação clínica favorece o desenvolvimento de competências técnicas e não técnicas. Diante da complexidade do atendimento a pacientes com arritmias cardíacas e da limitada evidência sobre retenção do conhecimento a médio e longo prazo, é relevante a avaliação da competência clínica de estudantes de enfermagem. Objetivo: Analisar a aquisição de competência clínica, a satisfação e a autoconfiaça na aprendizagem de estudantes de graduação em enfermagem que vivenciaram a simulação realística sobre arritmias cardíacas. Método: Trata-se de um estudo de intervenção do tipo antes e depois, a curto e longo prazo, realizado em uma universidade do oeste paulista, nos anos de 2024 e 2025, que contou com a participação de estudantes de Enfermagem. Após a aula expositiva dialogada foi realizada a prática e em seguida a simulação clínica. A avaliação do conhecimento teórico aconteceu em diferentes momentos: pré-teste, após estudo prévio, após a aula teórica, após a simulação, 30 dias após a simulação, 180 dias após a simulação e um ano após a simulação. O conhecimento prático foi avaliado a partir do Objective Structured Clinical Examination (OSCE), com participação em 3 cenários diferentes sobre atendimento de enfermagem a paciente com arritmia cardíaca, a retenção do conhecimento prático foi avaliada um ano após a primeira simulação. Logo após a participação nos cenários, foram aplicadas a escala de satisfação com as experiências clínicas simuladas, a escala é subdividida em três dimensões: Dimensão Prática, Dimensão Realismo e Dimensão cognitiva e a Escala de Satisfação e Autoconfiança na Aprendizagem (ESAA), que mensura a satisfação e autoconfiança que foi adquirida por meio da simulação. Foram realizados o teste de Tukey e o Teste não-paramétrico dos sinais de Wilcoxon, para análise de dados pareados. Resultados: 36 estudantes participaram da primeira etapa da coleta de dados e 32 participaram da segunda etapa. Na avaliação teórica, foi observado crescimento progressivo do desempenho até a avaliação realizada após a simulação. Um ano após a simulação, as médias retornaram aos valores observados no pré-teste. Em relação aos cenários simulados, o melhor desempenho dos estudantes se manteve na comunicação e as maiores fragilidades se mantiveram na interpretação do eletrocardiograma, em todas as avaliações. A análise a satisfação com a experiência clínica simulada demonstrou percepção positiva da simulação como ferramenta de aprendizagem. Em relação a satisfação e autoconfiança na aprendizagem, a maioria das respostas se manteve nas categorias concordo fortemente ou concordo, com escore médio, na escala de Likert, acima de 4.5. Conclusão: Constatou-se efeito favorável da integração entre aula teórica e simulação clínica no curto e médio prazo, com redução significativa do desempenho em avaliações de longo prazo, após um ano o estudante volta aos índices de antes da intervenção. A análise estatística evidenciou diferenças relevantes entre os momentos avaliativos, indicando que a exposição gradual ao conteúdo, aliada à prática simulada, contribui para a retenção e a compreensão do conhecimento dependendo do intervalo
Descrição
Palavras-chave
Enfermagem em emergência, Treinamento por simulação, Arritmias, Competência clínica, Arritmias cardíacas, Estudantes de enfermagem