Configurações curriculares para o ensino de inglês para crianças: um estudo glocal mediado pelas perspectivas de responsáveis legais
Data
2025-12-08
Autores
Bordini, Marcella
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Resumo
É ampla a gama de estudos que se ocupa do ensino de inglês para crianças (Brossi, 2022; Chaguri; Tonelli, 2013, 2019; Costa, 2022; Egido; Tonelli; Costa, 2023; Seccato; Kieling; Selbach; Tonelli, 2024; Selbach; Tonelli, 2022; Tonelli; Selbach; Kawachi-Furlan, 2025; Tonelli, 2023, para citar alguns). De acordo com um mapeamento realizado pela pesquisadora entre os anos de 2013 a 2023, observa-se a escassez de pesquisas que abordam o ensino de inglês para crianças e a questão do currículo. Como lacuna de pesquisa, com base na tese de Brossi (2022), identificamos a necessidade de incluir os responsáveis legais de estudantes (Balbino; Moraes, 2023) matriculados na instituição de ensino pública municipal onde a pesquisadora atua enquanto professora de língua inglesa para crianças, a fim de analisar suas perspectivas no que concerne uma propositura de organização curricular para os anos iniciais do ensino fundamental. Defendemos a tese de que as perspectivas dos responsáveis legais podem contribuir para uma organização curricular dos anos iniciais do EFI, a partir das teorias do currículo (Bobbitt, 1918; Freire, 1970; Giroux, 1983; Silva, 2010). Esta pesquisa é de natureza qualitativa e com seu escopo no bojo da linguística aplicada. Seu objetivo é identificar, a partir de um Documento-base (Tonelli et al., 2022), possibilidades de organização de um currículo para uma educação linguística pós-crítica (Silva, 2010). Os participantes da pesquisa são os responsáveis legais pelos alunos matriculados na instituição de ensino “Professor Carlos Augusto Guimarães” no município de Ibiporã/PR, que está localizado na região Norte paranaense, com foco nos anos iniciais do ensino fundamental, de modo a atender suas necessidades glocais (Robertson, 1994, 1995). Para tanto, foram utilizados três instrumentos para a geração de dados, a saber: a) questionário semiestruturado; b) entrevista semiestruturada de forma presencial e; c) grupo focal com os pais/responsáveis organizado de forma online. Os dados foram analisados por meio das lentes da Análise de Conteúdo (AC) de Bardin (1977, 2016), com base na organização de Sousa e Santos (2020) e enquadrados em categorias iniciais, intermediárias e finais, as quais, por meio da exploração dos dados, são categorizadas em novos agrupamentos, que contribui para a conclusão do estudo. Os resultados desta pesquisa indicam que os participantes caminham na mesma perspectiva do documento-base (Tonelli et al., 2022), principalmente quando compreendem que a língua inglesa possibilita o acesso a novas culturas, concordando com a premissa da ludicidade para o ensino de língua inglesa com crianças, além de apoiarem questões de raça e etnia como integrantes do currículo e os aspectos de gênero e sexualidade. Apesar de alguns responsáveis legais se preocuparem com a realidade da criança vivida no presente, a visão de futurismo da língua, conectada ao mercado de trabalho e a melhores condições profissionais é ainda consensual no grupo analisado
Descrição
Palavras-chave
Ensino fundamental I, Inglês para crianças, Currículo, Glocalização, Perspectivas dos responsáveis legais, Língua inglesa - Estudo e ensino - Crianças