Monitoramento não invasivo das ondas da pressão intracraniana em cães saudáveis anestesiados com propofol, sob diferentes angulações do leito

Data

2025-05-28

Autores

Silva, Matheus Henrique Dário

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Resumo

Resumo: A elevação da cabeceira do leito (ECL) é um procedimento de enfermagem que auxilia na redução da hipertensão intracraniana (HIC) de seres humanos, pois facilita a circulação do líquido cerebroespinhal para o sistema venoso e para fora da caixa craniana. Estudos sugerem que a inclinação ideal do leito deve ser de aproximadamente 30°. O mesmo procedimento é recomendado em cães com provável HIC, mas não existem estudos na medicina veterinária sobre a angulação ideal. Um dos métodos indiretos de avaliação da pressão intracraniana (PIC) é o monitoramento não invasivo das ondas da PIC (PIC-Ni). Um parâmetro extraído através desta técnica é a razão entre o segundo e o primeiro pico de onda de pulso, conhecido como razão P2/P1, que, quando maior que 1,2, pode indicar HIC. Este estudo teve como objetivo analisar as ondas da PIC-Ni e a razão P2/P1 em cães saudáveis, anestesiados apenas com propofol em taxa de infusão contínua, posicionados sob diferentes graus de ECL. Foram selecionados 16 cães hígidos que, após a indução e manutenção anestésica com propofol em taxa variável de infusão contínua, foram posicionados em decúbito lateral esquerdo sobre uma prancha reclinável, com ajuste de angulação. Em seguida, as ondas da PIC-Ni foram monitoradas com o monitor do tipo “stain-gauge” (Brain4care® BCMM/2000) posicionado sobre a pele do crânio na região parietal. O monitoramento foi realizado com a ECL em 0o , 15º, 30º e, novamente, 0º. Durante a anestesia foram computados os dados de frequência cardíaca, frequência respiratória, Sp02, pressão arterial sistólica e EtCO2. A idade média dos cães foi de 1,7 anos (1 a 3 anos), com peso médio de 4,4 kg (2 a 7 kg). Cada animal foi monitorado, em média, durante cinco minutos em cada posição (em 0º, 15º, 30º e, novamente em 0º). A relação P2/P1 nos cães em 0º foi de 0,91±0,17, em 15º foi de 1,00±0,22, em 30º foi de 0,93±0,26 e, ao retornar para 0º, a média foi de 0,91±0,23. Não houve diferença estatística na comparação entre médias da relação P2/P1 em relação ao grau de ECL. Na angulação de 30º houve maior dificuldade em obter o sinal da onda, houve maior artefatos na captação das ondas da PIC-Ni e maior amplitude na relação P2/P1. Isso foi consequência da maior dificuldade em manter o posicionamento adequando nesta angulação, pois os cães deslisavam na prancha reclinável. Nas condições deste estudo, as ondas da PIC-Ni se mantiveram inalteradas em cães saudáveis, anestesiados com propofol, sob diferentes graus de ECL. Este é um dado importante para futuros estudos de dinâmica das ondas da PIC em pacientes com afecções que causam aumento agudo da pressão intracraniana, como por exemplo no trauma cranioencefálico

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Palavras-chave

Perfusão cerebral, Trauma cranioencefálico (TCE), Líquido cerebroespinhal (LCE), Cães, hipertensão intracraniana, Pressão intracraniana, Leitos elevados, Anestesia animal

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