Mensuração ultrassonográfica da uretra peniana de cordeiros de corte sadios
Data
2025-09-26
Autores
Franco, Marina
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Resumo
Os objetivos do estudo foram estabelecer, por meio do exame ultrassonográfico, valores da largura do lúmen da uretra peniana em cordeiros da raça Texel (estudo 1) ou cruzados Dorper × Santa Inês (estudo 2) e comparar dois tipos de transdutores lineares para esta finalidade. Foram incluídos 30 cordeiros Texel e 40 cordeiros Dorper × Santa Inês hígidos, não castrados, desmamados aos 2 meses de idade e mantidos confinados para engorda. Os exames ultrassonográficos foram realizados aos 60 (± 5) dias (início do período de confinamento), 120 (± 5) dias e 150 (± 5) dias de idade (final do período de confinamento). A uretra peniana foi examinada em quatro locais específicos: uretra proximal (região perineal), flexura sigmoide (aspecto caudal da base do escroto), distal à flexura sigmoide (aspecto cranial da base do escroto), e uretra distal (½ da distância entre a glande e a base do escroto). As imagens foram realizadas em modo B com cortes transversais utilizando-se dois tipos de transdutores lineares: para uso externo (TE; 13 MHz) e para uso transretal em grandes animais (TR; 10 MHz). Em cada local, a largura do lúmen da uretra foi mensurada. Os dados foram analisados por meio da análise de variâncias de medidas repetidas bifatorial. A qualidade das imagens foi superior com o uso do TE comparado ao uso do TR. A uretra foi identificada como uma estrutura de formato circular ou elíptico com a sua parede ligeiramente hiperecoíca e o lúmen anecoíco. Nos cordeiros Texel, a largura da uretra aumentou com o avançar da idade (P < 0,001) nos quatro locais anatômicos examinados. O efeito do tipo de transdutor utilizado foi confirmado na uretra proximal (P = 0,048), na flexura sigmoide (P = 0,011), distal à flexura sigmoide (P = 0,003) e na uretra distal (P < 0,001) e os valores mensurados com o TR foram maiores. Com o uso do TE, a largura do lúmen variou de 1,0 a 3,4 mm na uretra proximal, de 0,6 a 3,3 mm na flexura sigmoide, de 0,5 a 2,9 mm distal à flexura sigmoide e de 0,7 a 2,5 mm na uretra distal. Com o TR estes valores foram, respectivamente, 0,8 a 3,9 mm, 0,6 a 3,3 mm, 0,7 a 3,3 mm e 0,8 a 2,9 mm. Nos cordeiros Dorper × Santa Inês, a largura da uretra aumentou com o avançar da idade na uretra proximal (P = 0,038), distal à flexura sigmoide (P = 0,013) e na uretra distal (P < 0,001), mas não na flexura sigmoide (P = 0,056). O efeito do tipo de transdutor utilizado foi confirmado nos quatro locais anatômicos examinados (P < 0,001) sendo os valores mensurados com o TR maiores. Com o TE, a largura do lúmen variou de 0,5 a 2,0 mm na uretra proximal, de 0,6 a 1,9 mm na flexura sigmoide, de 0,7 a 2,0 mm distal à flexura sigmoide e de 0,7 a 2,1 mm na uretra distal. Com o TR estes valores foram, respectivamente, 0,6 a 2,3 mm, 0,8 a 2,2 mm, 0,7 a 2,1 mm e 0,8 a 2,5 mm. O exame ultrassonográfico da uretra peniana de cordeiros Texel ou Dorper × Santa Inês é viável e os valores obtidos da largura do seu lúmen podem ser admitidos como padrão fisiológico para comparação. O exame pode ser realizado com o transdutor linear para uso retal em grandes animais.
Descrição
Palavras-chave
Ultrassom, Largura do lúmen da uretra, Ovino, Valores de referência, Ovino - Doenças, Urolitíase, Uretra, Ultrassonografia veterinária