Fotobiomodulação precoce na dor e lesão mamilar: ensaio clínico randômico

Data

2026-06-25

Autores

Leite, Camila Carla de Paula

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Resumo

Introdução: A dor e as lesões mamilares constituem importantes fatores preditores relacionados ao sofrimento materno e à interrupção precoce do aleitamento materno exclusivo. Nesse contexto, a fotobiomodulação tem sido proposta como uma estratégia terapêutica promissora para o manejo, embora ainda existam lacunas científicas relacionadas à sua aplicação precoce no puerpério. Objetivo: avaliar a efetividade da fotobiomodulação precoce na dor e lesão mamilar decorrentes da amamentação. Método: Trata-se de um estudo analítico experimental, tipo ensaio clínico randômico cego com seguimento prospectivo, conduzido com 300 puérperas internadas em duas maternidades do Paraná, nas primeiras 24 horas após o parto e alocadas randomicamente em quatro grupos: fotobiomodulação local, laser sistêmico, fotobiomodulação local associada ao sistêmico e grupo controle. As pacientes incluídas receberam duas sessões da intervenção durante o período de internação e independente da presença de dor e/ou lesão mamilar, todas receberam orientações padronizadas sobre o aleitamento materno após avaliação sistemática do manejo. As pacientes foram seguidas por cinco momentos até o 30º dia pós-parto. A coleta de dados foi realizada entre junho de 2023 e outubro de 2024. A presente tese foi estruturada em quatro etapas metodológicas: revisão sistemática; protocolo de ensaio clínico randômico (ECR); estudo-piloto e; ensaio clínico. Resultados: Na revisão sistemática quatro estudos compuseram a amostra final e os achados sugeriram redução da dor mamilar em protocolos seriados de fotobiomodulação, enquanto aplicações únicas e estudo com grupo placebo controlado não demonstraram diferenças estatisticamente significativas. A certeza da evidência foi classificada como baixa para intensidade da dor e muito baixa para evolução das lesões mamilares. O protocolo foi desenvolvido para investigar os efeitos da fotobiomodulação aplicada precocemente, durante o período de internação pós-parto para nortear a realização dos estudos subsequentes. O estudo-piloto investigou 58 pacientes e demonstrou factibilidade metodológica e operacional para condução do ensaio clínico, permitindo adequações relacionadas à padronização das intervenções e estratégias de seguimento. No ensaio clínico realizado com 300 puérperas, não foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos quanto à dor mamilar, lesão mamilar e manutenção do aleitamento materno exclusivo. Entretanto, observou-se elevada incidência de dor e lesão nos primeiros dias pós-parto, seguida de redução gradual ao longo do acompanhamento. Após a primeira intervenção, 80,7% das participantes não apresentavam dor, e mais da metade referiram dor inicialmente e evoluíram para ausência de dor imediatamente após. Houve melhora significativa dos escores da escala que avalia o desempenho da mãe e do bebê durante a mamada ao longo do tempo (p<0,001), independentemente do grupo, reforçando a relevância do manejo clínico da amamentação e das orientações sistematizadas, as quais foram realizadas em todos os grupos, inclusive no grupo controle. A taxa de aleitamento materno exclusivo aos 30 dias foi de 77,6%. Conclusão: A fotobiomodulação precoce, nas condições avaliadas, não apresentou significância estatística na redução da dor e lesão mamilar. Contudo, os resultados evidenciam que o manejo adequado da amamentação, com avaliação sistematizada e orientações padronizadas exercem papel fundamental na prevenção e manejo dessas intercorrências.

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Palavras-chave

Terapia com luz de baixa intensidade, Aleitamento materno, Manejo da dor, Ferimentos e lesões, Mamilos, Período pós-parto

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