Análise clínica e laboratorial de pacientes com suspeita de toxoplasmose congênita na Universidade Estadual de Londrina, Paraná

Data

2026-03-11

Autores

Giroldo, Isabella Rodrigues

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Resumo

Introdução: A toxoplasmose congênita é uma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Permanece um importante problema de saúde pública, especialmente em países com elevada prevalência da infecção, como o Brasil. É transmitida por via vertical durante a gestação. Está associada a uma ampla variedade de manifestações clínicas, frequentemente ausentes, inespecíficas e muitas vezes tardias, juntamente com as limitações dos métodos laboratoriais disponíveis e a necessidade do seguimento prolongado das crianças expostas, torna seu diagnóstico um desafio, mesmo em serviços especializados. O objetivo do estudo foi analisar os aspectos clínicos e laboratoriais de pacientes com suspeita de toxoplasmose congênita atendidos em um serviço de referência do estado do Paraná. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo do tipo coorte descritivo, no qual foram analisados dados clínicos e laboratoriais obtidos a partir de prontuários de crianças com suspeita de infecção pelo Toxoplasma gondii. Foram avaliadas informações referentes às manifestações clínicas, resultados de exames laboratoriais para pesquisa de anticorpos (IgA, IgM e IgG), teste de avidez de IgG e a conduta terapêutica utilizada. Os pacientes foram classificados conforme o desfecho diagnóstico em toxoplasmose congênita confirmada ou exposição vertical sem infecção por Toxoplasma gondii. Resultados: Os resultados demonstraram que de 41 crianças com suspeita de infecção pelo T. gondii, 31 (75,6%) foram classificadas como exposição vertical, enquanto 10 (24,4%) apresentaram diagnóstico confirmado de toxoplasmose congênita (TC). As alterações oculares e do sistema nervoso central foram encontradas em 50% e 70% respectivamente, em crianças infectadas. 20% dos pacientes não apresentaram manifestações clínicas iniciais, incluindo lesões oculares ou sistema nervoso, evidenciando o caráter frequentemente assintomático da doença ao nascimento. Os métodos sorológicos apresentaram limitações importantes, com baixa sensibilidade da IgM e IgA e dificuldade na interpretação da IgG devido à presença de anticorpos maternos. O teste de avidez de IgG mostrou aplicabilidade restrita no contexto neonatal. Dificuldades no seguimento e na realização completa dos exames laboratoriais foram observadas, impactando a definição diagnóstica. Conclusão: É possível concluir que o diagnóstico da toxoplasmose congênita permanece complexo e depende da integração entre dados clínicos, laboratoriais e do seguimento das crianças expostas. É fundamental o fortalecimento de protocolos de seguimento para favorecer a identificação precoce da infecção e a prevenção de sequelas graves.

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Palavras-chave

Toxoplasma gondii, Toxoplasmose Congênita, Toxoplasmose, Diagnóstico Laboratorial, Toxoplasma, Técnicas de laboratório clínico

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