Influência da obesidade sobre parâmetros clínicos, metabólicos, inflamatórios e o estado Redox em pacientes com Retocolite Ulcerativa

Data

2024-05-28

Autores

Bueno, Juliana Emilia Monteiro

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Resumo

A retocolite ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal caracterizada por inflamação na mucosa, que afeta o cólon e o reto. A RCU é crônica e recorrente, com diagnóstico baseado em manifestações clínicas e em exames. Devido às mudanças no estilo de vida e na alimentação, a incidência da doença tem aumentado em escala global. Consequentemente, o estado nutricional mensurado pelo índice de massa corporal (IMC), pode estar associado às alterações nos fatores inflamatórios, metabólicos de estresse oxidativo em pacientes com RCU. O estudo apresentou como objetivo, verificar a associação entre os parâmetros metabólicos, inflamatórios e de estresse oxidativo, de acordo com o IMC de pacientes com RCU. Foi realizado um estudo transversal com 86 pacientes com RCU, de ambos os sexos, com idade entre 19 e 81 anos, atendidos pelo Ambulatório de Gastroenterologia do Hospital Universitário de Londrina e categorizados de acordo com o IMC segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), como: eutrófico (N = 32), sobrepeso (N = 36) e obeso (N= 16). Foram determinados os marcadores de estresse oxidativo: capacidade antioxidante total plasmática (TRAP), óxido nítrico (NO) e produtos proteicos de oxidação avançada (AOPP). Para os marcadores hematológicos e inflamatórios foram analisados: hemoglobina, leucócitos, plaquetas, velocidade de hemossedimentação (VHS), proteína C-reativa ultrassensível (PCRus) e ferritina e para os marcadores metabólicos foram analisados: colesterol total, lipoproteina de baixa densidade (LDL), lipoproteina de alta densidade (HDL) e triglicerídeos, glicose, insulina, HOMA- IR, aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT), creatinina, albumina e ferro. Para avaliação antropométrica foram utilizados dados de peso (kg), altura (m) IMC e circunferência abdominal (CA). Os resultados demonstraram diferenças significativas entre os grupos em relação ao aumento de IMC e CA. Os níveis de glicose foram significativamente maiores no grupo obeso em comparação com o grupo eutrófico, além disso, pacientes com excesso de peso (obesos e sobrepeso) apresentaram níveis mais elevados de insulina, HOMA-IR e ferritina quando comparados aos indivíduos do grupo eutrófico. Não foram encontradas diferenças significativas nos valores de colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeos, AST, ALT, creatinina, albumina e ferro entre os grupos (P>0,05). Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos de pacientes eutróficos, sobrepesos e obesos com RCU em relação aos parâmetros hematológicos de PCRus, VHS e com biomarcadores de estresse oxidativo e nitrosativo (p>0,05). Foram encontradas correlações significativas entre AOPP com os níveis de colesterol total, LDL e HOMA-IR, enquanto o NOx foi correlacionado com os triglicerídeos e hemoglobina. Houve também correlações entre as concentrações de TRAP com os níveis de hemoglobina, plaquetas, cálcio e albumina. Conclui-se que a obesidade pode influenciar o perfil metabólico glicídico, mas não o perfil lipídico em pacientes com RCU. Mais pesquisas são necessárias para compreender melhor essa associação.

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Palavras-chave

Retocolite ulcerativa, Estresse oxidativo, Óxido nítrico, Índice de massa corporal, Inflamação, Retocolite ulcerativa - Processo inflamatório, Doenças inflamatórias intestinais, Estado nutricional, Obesidade, Resistência a insulina

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