Interação das variantes do gene APOE rs429358 e rs7412 com a aptidão física, biomarcadores metabólicos, fragilidade, e treinamento físico em mulheres idosas

Data

2024-04-26

Autores

Andrade, Walquiria Batista de

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Resumo

Introdução: O exercício físico pode modular o perfil lipídico, os componentes da aptidão física e o nível de fragilidade no processo de envelhecimento e esse efeito parece ser influenciado pelas variantes do gene APOE. Objetivos: Analisar e comparar o perfil lipídico, aptidão física e fragilidade em mulheres idosas categorizadas segundo os haplótipos (rs429358 e rs7412) do gene APOE (Estudo 1) e investigar se os grupos respondem diferentemente ao treinamento físico multicomponente, em relação aos marcadores metabólicos, aptidão física e fragilidade (Estudo 2). Métodos: 114 Mulheres com = 60 anos foram classificadas em 3 grupos de acordo com as variantes do gene APOE: E2, portadoras do alelo ?2 (?1?2; ?2?2; ?2?3; n=13); E3, homozigotas para o alelo ?3 (?3?3; n=79), e E4, portadoras do alelo ?4 (?3?4; ?4?4; n=22). Uma subamostra do estudo (n=72) foi submetida a exercícios por 12 semanas e às avaliações pós-intervenção. Foram realizadas avaliação do perfil lipídico (CHOL, HDL-c, LDL-c) por autoanalizador bioquímico, do nível de fragilidade (FRAG) pela Escala de Fragilidade de Edmonton, do desempenho físico pelo Short Physical Performance Battery (SPPB), que envolve equilíbrio (EQUI), velocidade da marcha (VELM) e força e resistência de membros inferiores, além de realização do Teste de Agilidade e Equilíbrio Dinâmico (AGI), Caminhada de 6 minutos (TC6) e preensão manual (PMAN), e dinamômetro isocinético para avaliação de força de membros inferiores. Resultados: Os resultados referentes à comparação das idosas destreinadas mostraram diferenças significativas nas variáveis VELM (p = 0,001), SPPB (p= 0,051), AGI (p = 0,018) e na FRAG (p=0,038) onde o grupo E2 apresentou pior desempenho comparado ao grupo E3. As análises de regressão logística, indicaram que idosas que portam o alelo ?4 em relação as que possuem o alelo ?3, apresentam 9,47 vezes mais chances de terem um desempenho fraco/regular no SPPB; 3,97 vezes mais chances de terem desempenho fraco no teste AGI e, 4,05 vezes mais chances de serem classificadas como vulneráveis/frágeis no teste FRAG. Em relação aos efeitos do exercício físico, as comparações inter e intragrupos mostraram que as idosas, independente, das variantes do gene APOE, melhoraram o desempenho em nove das 11 variáveis de aptidão física (p<0,05 para todos). As análises evidenciaram ainda efeito na interação grupo*tempo nas variáveis de potência muscular em que os grupos E2 e E3 apresentaram maior evolução durante o período de treinamento em relação ao grupo E4 (PKTOQ180ºEX; E2 46,3±9,2 vs. 54,1±12,9; E3= 53,8±13,4 vs. 58,7,±16; p=0,022 e PKTOQ180ºFLEX; E2= 26,7±10,1 vs. 33,6,±10; E3= 33,9±8,9 vs. 38,2,±9,0, p=0,006). Conclusão: A manifestação de diferentes respostas, de acordo com as variantes gene APOE em mulheres idosas, reforça a importância da genética na personalização de intervenções que sejam adaptadas à heterogeneidade biológica do processo de envelhecimento.

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Palavras-chave

Apolipoproteína, Haplótipos, Atividade física, Idosos, Fragilidade, Educação física, Aptidão física em mulheres

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