Avaliação da vasculatura profunda da coroide na coriorretinopatia serosa central ativa unilateral : comparação com olhos contralaterais
Data
2024-03-21
Autores
Campiolo, Fernando
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Resumo
Objetivo: A coriorretinopatia serosa central (CSC) é a quarta patologia retiniana mais prevalente, afetando principalmente homens entre os 20 e 50 anos, com vários fatores de risco. Apesar da sua ocorrência frequente, a fisiopatologia completa da CSC permanece indefinida. O objetivo desta pesquisa é investigar biomarcadores do CSC ativo unilateral e dos seus homólogos contralaterais utilizando técnicas de imagem avançadas, em particular a angiografia com verde de indocianina (ICG). Métodos: O estudo avaliou 44 olhos de 22 indivíduos diagnosticados com CSC, comparando olhos com CSC ativo (Grupo 1) com olhos homólogos contralaterais (Grupo 2). Foram utilizadas várias técnicas de imagem, incluindo fotografia colorida, ICG e tomografia de coerência óptica. Foram analisados parâmetros como espessura da coroide, densidade vascular, vasodilatação e quebras de meridianos. A análise estatística foi efetuada com auxílio do SPSS 20.0. Resultados: Vinte e dois indivíduos com CSC ativo, todos de raça branca, com uma idade média de 56,9 anos, demonstraram uma prevalência notavelmente mais elevada de quebras de meridianos (90,9%) em comparação com os seus olhos homólogos contralaterais (22,7%) (P<0,001). A vasodilatação da coroide foi mais comum nos olhos com CSC ativa (95,5%) em comparação com o olho contralateral (50,0%) (P=0,002). Embora a densidade vascular coroidal tendesse a ser mais elevada nos olhos afetados (50,38%±15,90) do que nos olhos do lado oposto (50,00%±12,30), esta diferença não atingiu um significado estatístico (P=0,929). Os olhos com CSC ativo apresentaram maior espessura da coroideia (393.87 µm ± 66.87) em comparação com os olhos normais (334.37 µm ± 66.22) (P=0,007). Conclusão: Os resultados do nosso estudo podem melhorar a compreensão da fisiopatologia do CSC, uma vez que as quebras dos meridianos e a espessura da coroide podem ter o potencial de serem biomarcadores da atividade da doença no CSC.
Descrição
Palavras-chave
Coriorretinopatia Serosa Central, Retina, Coroide, Doenças da Coroide, Vasos retinianos, Tomografia de coerência óptica, Imagem, Fotografia colorida