A representação da educação no período ditatorial brasileiro: uma análise dos jornais feministas da imprensa alternativa Brasil Mulher (1975 - 1980) e Nós Mulheres (1976 - 1978)

Data

2025-02-11

Autores

Magalhães, Luana Beatriz Paes

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Resumo

A presente dissertação fora apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação UEL (PPEdu-UEL), na Linha 1 – Perspectivas Filosóficas, Históricas, Políticas e Culturais de Educação, núcleo 2, História, cultura, escola e ensino. Com objetivo de analisar de que forma a educação foi representada pela imprensa alternativa feminista e a importância desses jornais na construção de uma comunicação direcionada às mulheres acerca da educação no país, considerando o contexto ditatorial. A imprensa alternativa desempenhou um papel significativo na expressão popular e é uma fonte relevante para pesquisas sobre a história da educação e questões sociais. Por isso, para essa pesquisa, foram selecionados os jornais Brasil Mulher (1975-1980) e o Nós Mulheres (1976-1978), ambos atuantes durante o período ditatorial. O estudo desses jornais contribuiu para compreender como a educação foi representada além dos documentos oficiais, considerando a censura imposta durante o contexto da ditadura militar. O tema de pesquisa circunscreve-se, portanto, na representação da educação que aparecem nos jornais feministas que eram espaços de denúncia e luta por liberdade, autonomia, justiça, democracia e cidadania. Um espaço ocupado por mulheres que simbolizavam uma luta importante em meio a repressão: a libertação do sexo feminino durante a ditadura civil-militar. Para isso, questionamos de que maneira a imprensa alternativa feminista brasileira, aqui simbolizada pelos jornais Brasil Mulher e Nós Mulheres, representou a educação durante o período ditatorial, considerando as repressões do governo e a censura contra os meios de comunicação no período. O período ditatorial foi caracterizado pelo cerceamento da liberdade e pelo uso da violência contra o povo. Um dos estopins para esses dias sombrios é atribuído à aprovação do ato institucional nº 5 (AI-5), no governo Costa e Silva, em 1968, que fecha o Congresso Nacional e intensifica a realização de cassações e prisões. Assim como o ano de 1969, quando Emílio Garrastazu Médici assume a presidência, dando continuidade às medidas iniciadas com a aprovação do AI-5. Como resposta a essas repressões, a imprensa alternativa, incluindo a feminista, surge como um movimento de resistência importante desse período, buscando dar voz ao povo, nesse caso as mulheres, e defender a democracia, as eleições diretas e o fim da violência e da opressão. Ao final, concluímos que o modo que a educação estava sendo representada pelos periódicos demonstrava um descontentamento com o ensino no período e consequentemente com as ações do governo em relação à educação

Descrição

Palavras-chave

Educação, Ditadura Civil-militar, Imprensa alternativa, Mulheres, Imprensa alternativa - Brasil, Militarismo - Brasil, Liberdade de informação - Brasil, Violência policial - Brasil, Democracia

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