Avaliação ecocardiográfica, hemodinâmica e do grau de sedação da administração de detomidina associada ou não ao butorfanol em equinos adultos

Data

2024-02-29

Autores

Evangelista, Luana Della Mura

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Resumo

Em equídeos, a detomidina é o fármaco sedativo mais empregado para contenção farmacológica podendo ou não estar associada ao butorfanol. Objetivou-se avaliar os efeitos sedativos, hemodinâmicos e ecocardiográficos causados pela administração de dois protocolos de sedação. Foram utilizados oito equinos adultos, dois machos e seis fêmeas, com idade entre 5 e 18 anos, pesando 440±68,75 kg, sem raça definida e saudáveis. O delineamento foi cruzado aleatório, no qual os protocolos experimentais foram Detomidina 15 mcg/kg intravenosa (IV) (DET) e Detomidina 7,5 mcg/kg associada ao Butorfanol 0,2 mg/kg IV (DBT). Em ambos os protocolos, a ecodopplercardiografia foi realizada em dois momentos: T1 (antes da sedação) e T2 após 5 minutos da administração intravenosa. Além disso, foram monitorados parâmetros de frequência cardíaca (FC), ritmo cardíaco pelo eletrocardiograma, pressão arterial sistólica (PAS) e o grau de sedação em três momentos: T1, T2 e T3 após 15 minutos da administração intravenosa do protocolo. O intervalo entre os protocolos experimentais foi de 15 dias. Os dados foram submetidos ao teste de normalidade de Shapiro-Wilk e teste de homogeneidade de variâncias Levene. Variáveis independentes foram submetidas ao teste t de Student quando paramétricas e ao teste U de Mann-Whitney quando não paramétricas. As variáveis dependentes paramétricas foram submetidas ao teste t de Student para amostras dependentes e variáveis não paramétricos ao teste W de Wilcoxon. No T2, 5 minutos após a administração IV, o grupo DET apresentou redução na FC (T1 48±18 bpm; T2 29.7±9 bpm; p =0,036), no DC (T1 17,7±5,2 L/min; T2 9.4±5 L/min; p = 0,030), na PAS (T1: 100,7±22 mmHg; T2:90.6±9.29 mmHg), a incidência de BAV ocorreu em 6 dos 7 equinos. Também em T2, o grupo DBT apresentou redução na FC (T1 43±6 bpm; T2 35±5 bpm; p =0,012), no DC (T1 12,6±3 L/min; T2 DC 7,5±2 L/min; p=0,001), na PAS (T1: 93,7±3,1 mmHg; T2 88.00±4.00 mmHg), a incidência de BAV ocorreu em 3 dos 7 os equinos. O nível de sedação avaliado pelo abaixamento de cabeça no T2, no grupo DET foi de 58,14±18,25 cm e no grupo DBT foi de 52,14±11,82 cm. A necessidade de reversão com Ioimbina foi maior no grupo DBT, sendo 6 de 7 animais enquanto no grupo DET foi de 4 de 7 animais. No entanto, não houveram diferenças estatísticas quanto as variáveis de PAS, DC, FC e demais parâmetros ecocardiográficos entre os tratamentos DET e DBT. Conclui-se que o protocolo experimental DBT representa uma opção sedativa segura com um nível de sedação superior, porém sem evidencias de menores alterações cardiovasculares quanto as variáveis de FC, PAS e DC comparado a DET

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Palavras-chave

Ecocardiograma, Opióide, Débito cardíaco, Pressão arterial sistólica, Equídeos, Equinos - sedação - farmacodinâmica, Equinos - ecocardiografia, Equinos - efeitos sedativos

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