Funcionalidades em méis de abelha-sem-ferrão de regiões do Paraná, frente a sua composição química, atividade antimicrobiana, antioxidante e potencial prebiótico

Data

2023-09-15

Autores

Souza, José Augusto de

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Resumo

Este estudo teve como objetivo a investigação da atividade antioxidante, atividade antimicrobiana e potencial efeito prebiótico, juntamente com a caracterização físico-química e a análise dos grupos funcionais por espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier (FT-MIR) em seis amostras de mel originárias de diversas regiões do Estado do Paraná. As espécies estudadas abrangeram Tetragona clavipes, Tetragonisca angustula, Scaptotrigona bipunctata e Melipona quadrifasciata, todas coletadas no ano de 2021.Foram conduzidas análises físico-químicas abrangendo parâmetros como açúcar redutor, sólidos solúveis (°BRIX), cinzas, acidez livre, pH, Hidroximetilfurfural (HMF), atividade de água (Aw) e coloração. Os dados coletados foram submetidos a análise de variância, e correlações entre os parâmetros físico-químicos e as propriedades antioxidantes foram exploradas por meio do coeficiente de correlação de Pearson (r), com um nível de significância estabelecido em (p < 0,05). Adicionalmente, a análise de componentes principais (PCA) foi empregada para reduzir a dimensionalidade dos dados obtidos durante a caracterização dos açúcares por FT-MIR. Para avaliar o potencial prebiótico dos méis, cepas probióticas de Lactobacillus acidophilus e Bifidobacterium foram cultivadas em meios de cultura De Man, Rogosa and Sharpe (MRS) e De Man, Rogosa and Sharpe (MRS+ Cisteína, contendo diferentes fontes de mel. Glicose e frutooligossacarídeo (FOS) foram utilizados como controles.Os resultados revelaram variabilidade nos méis de abelhas-sem-ferrão, com teores de açúcar redutor variando entre 59,26% e 72,76%, sólidos solúveis de 26,27 a 69,03 °Brix, cinzas de 0 a 0,2 g por 100 g de mel, acidez livre de 69,39 a 205,4 mEq kg -1, pH de 3,48 a 4,70, teor de HMF variando entre 7,45 e 23,42 mg Kg -1, valores de Aw entre 0,72 e 0,88, e amostras exibiram uma variação de cor de âmbar claro a âmbar escuro. Os caldos suplementados com os méis da região de São José dos Pinhais, como Tubuna (TB.S) e Borá (BR.S), demonstraram resultados semelhantes (7,57 e 7,55 log UFC mL-1) em comparação com glicose e FOS. Os resultados de atividade antioxidante in vitro apresentaram percentagens de inibição (RAS) pelo método ABTS•+ variando de 54,28% a 82,29% e valores FRAP variando entre 2669 e 3992 µmol Fe2+/g de mel, com teores de compostos fenólicos totais variando entre 481 e 1089 mg por 100 g de mel. A análise de açúcares por espectroscopia FT-MIR indicou a presença de glicose, sacarose e frutose nas amostras, com características espectrais identificadas nas faixas de números de onda entre 1104 e 950 cm -1. Quanto à análise antimicrobiana in vitro, as cepas patogênicas testadas demonstraram sensibilidade, com Concentração Mínima Inibitória (CMI) variando de 6,25% a 50% de inibição. E este estudo revelou que os méis de abelhas-sem-ferrão exibiram propriedades estimulantes no crescimento das cepas probióticas avaliadas, com resultados favoráveis comparáveis às fontes tradicionais de prebióticos, como FOS e glicose

Descrição

Palavras-chave

Abelhas-sem-ferrão, Atividade antioxidante, Efeito prebiótico, Análise de açúcares, Espectroscopia FT-MIR, Atividade antimicrobiana, Meliponicultura, Apicultura, Compostos fenólicos, Espectroscopia de infravermelho, Lactobacillus acidophilus

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