A Resolvina D5 reduz a dor induzida pelo doador de ânion superóxido

Data

2025-02-26

Autores

Martelossi-Cebinelli, Geovana

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Resumo

A inflamação é um mecanismo protetor que, ao produzir espécies reativas de oxigênio (ERO), regula funções fisiológicas, enquanto o excesso causa estresse oxidativo e intensifica a inflamação. A dor inflamatória resulta da interação entre tecidos lesionados e neurônios nociceptivos. As ERO, como o ânion superóxido (O2•-), possuem papel crucial na dor inflamatória, como evidenciado pelo superóxido de potássio (KO2), que libera O2•-, induzindo dor e inflamação. A resolução do processo inflamatório é essencial para limitar a dor e pode ser promovida por mediadores lipídicos pró-resolução, como a Resolvina D5 (RvD5), que possui efeitos anti-inflamatórios e analgésicos significativos. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos analgésicos da RvD5 em modelo de dor inflamatória induzida pelo doador de O2•-, o KO2, em camundongos. Para isso, foram utilizados camundongos Swiss machos e fêmeas e camundongos transgênicos LysM-eGFP machos (CEUA-UEL: 003.2021). Os animais foram pré-tratados com a RvD5 (1, 3 e 10 ng/100 µL/animal) ou com veículo (composto de salina isotônica e álcool) via intraperitoneal (i.p) ou intratecal, 30 min antes do estímulo com o KO2 ou veículo via intraplantar (30 µg/20 µL/animal) ou i.p. (1 mg/100 µL/animal). A hiperalgesia e alodinia mecânica foram avaliadas pela versão eletrônica dos Filamentos de von Frey e pelo método dos Filamentos de von Frey, respectivamente, nos tempos de 0, 0.5, 1, 3, 5 e 7 h após o estímulo. A hiperalgesia térmica foi avaliada em uma placa quente (± 52ºC) nos mesmos tempos que os experimentos anteriores (0, 0.5, 1, 3, 5 e 7 h) e através do método de Hargreaves, nos tempos de 0, 1, 3, 5 e 7 h após o estímulo. O teste de distribuição de peso entre as patas traseiras foi avaliado por meio do Static Weight Bearing em tempos igual ao método de Hargreaves (0, 1, 3, 5 e 7 h). O comportamento de dor manifesta foi avaliado através da contagem total das contorções abdominais (20 min após o estímulo), sacudidas e lambidas de pata (30 min após o estímulo). A produção de antioxidantes (ABTS), redução do O2•- (NBT) e da peroxidação lipídica (TBARS) foram avaliadas 3 h após o estímulo, com exceção do ensaio de catalase, avaliado 1 h após o estímulo. A produção de citocinas pró-inflamatórias (TNF-a, IL-1ß e IL-6; ELISA) foi avaliado 3h e 30 min após o estímulo. A toxicidade do tratamento foi avaliado pelos ensaios de ALT, AST, ureia, creatinina e atividade da mieloperoxidase estomacal, 7 h após estímulo. O recrutamento de leucócitos (coloração hematoxilina & eosina e intensidade de fluorescência LysM-eGFP) e a presença de mastócitos (coloração azul de toluidina) foram avaliados 7 h após o estímulo. A expressão de astrócitos, de receptores GPR101 e de neurônios na medula espinal (intensidade de fluorescência) foi avaliada 5 h após o estímulo. Como resultados, a RvD5 reduz os comportamentos de dor (hiperalgesia, alodinia, desbalanço na distribuição de peso corporal e dor manifesta). Em conjunto, ela aumenta a capacidade antioxidante e reduz a produção de O2•-, a peroxidação lipídica, a produção de citocinas pró-inflamatórias, a migração de leucócitos e a presença de mastócitos, a expressão de astrócitos e de receptores GPR101. Tudo isso, sem causar danos gástricos, hepáticos ou renais. Dessa forma, este estudo evidenciou que a RvD5 demonstra uma ação analgésica segura em modelo de dor e inflamação desencadeada por ERO

Descrição

Palavras-chave

Mediadores Lipídicos Pró-Resolução, Espécies Reativas de Oxigênio, Dor, Inflamação, Resolvinas, Inflamação - estresse oxidativo, Inflamação - citocinas, Dor inflamatória, Medição da dor - analgésicos - camundongos, Dor - Resolvina D5 - analgésicos, Dor - anti-inflamatórios - analgésicos

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