Efeitos da melatonina sobre o perfil lipídico, estresse oxidativo e metabolismo energético hepático de ratos wistar pré-diabéticos

Data

2024-11-01

Autores

Souza, Milena Cremer de

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Resumo

O quadro pré-diabético é associado com alterações no metabolismo glicolítico, lipídico e com o aumento do estresse oxidativo. A melatonina é uma indolamina lipofílica e pleiotrópica sintetizada na glândula pineal e em diferentes órgãos, como o fígado. Sua capacidade de modular o metabolismo energético em modelos diabéticos já é explorado. Considerando esse contexto, o intuito deste trabalho foi avaliar os efeitos da melatonina sobre o metabolismo energético hepático em um modelo de pré-diabetes induzido por dieta rica em sacarose associada à estreptozotocina (STZ). Para este fim foram utilizados 30 ratos Wistar machos de 30 dias de idade, inicialmente divididos nos grupos controle (C; n=10) e pré-diabético (PD; n=20). Ambos os grupos receberam ração comercial ad libitum e o grupo PD solução de sacarose 40% no lugar da água de beber. Após 4 semanas os animais do grupo PD receberam injeção i.p de STZ (50 mg/kg) para indução do quadro pré-diabético e foram divididos, aleatoriamente nos grupos PD e pré-diabético tratado com melatonina (PD-Mel). Este recebeu injeções i.p de melatonina (25 mg/kg) 3 vezes por semana durante 4 semanas. O tratamento com melatonina diminuiu a glicemia de jejum, mas a intolerância à glicose não foi diminuída e os parâmetros morfométricos corpóreos foram semelhantes nos 3 grupos experimentais. O consumo de ração nos grupos PD e PD-Mel foi cerca de 40% menor em comparação a C. No grupo PD os depósitos de gordura foram aumentados em 109,79% e a taxa de adiposidade em 100,28%. Após o tratamento com melatonina esses parâmetros foram diminuídos, respectivamente em 61,07% e 53,41%. O perfil lipídico dos animais foi modulado parcialmente pelo tratamento com melatonina. No soro os níveis de triglicérides (TG), aumentados em 42,85% no grupo PD foram normalizados no grupo PD-Mel. Os níveis de colesterol total (CT), aumentados em 21,83% em PD foram diminuídos em 12,8% em PD-Mel. No fígado a melatonina modulou o metabolismo energético. O grupo PD-Mel apresentou aumento de 187,27% na expressão de Glut2. A expressão de Ldha e atividade LDH, aumentadas em 99,7% e 62,67% em PD foram diminuídas em 45,98% e 26,11% no grupo PD-Mel, sugerindo diminuição da glicólise anaeróbica. A expressão de Hadh e atividade de ß-OHADH foram aumentadas, respectivamente, em 31,84% e 79,45% no grupo PD-Mel, inferindo aumento da ß-oxidação de ácidos graxos. O estresse oxidativo hepático foi evidenciado pela diminuição da atividade enzimática de SOD (23,55%), CAT (29,39%) e aumento da peroxidação lipídica (135,44%). O tratamento com melatonina aumentou a atividade de SOD em 16,42%, de CAT em 65,96% e diminuiu a peroxidação lipídica em 22,64%. Dessa forma é evidenciada a capacidade da melatonina em melhorar o perfil lipídico e modular o metabolismo energético e o estresse oxidativo em um quadro pré-diabético

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Palavras-chave

Diabetes mellitus tipo 2, Indolamina, Metabolismo energético hepático, Hiperglicemia, Estresse oxidativo, Melatonina - metabolismo energético, Metabolismo energético - modelos animais de doenças - Ratos Wistar, Estresse oxidativo - pré-diabético, Peroxidação de lipídeos

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