A simpoiese e a náusea: uma revisão da literariedade em Terra vermelha de Domingos Pellegrini

Data

2026-04-02

Autores

Soares, Kaedmon Sellberg

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Resumo

A tese apresenta uma hipótese de interpretação de literariedade (Jakobson; Gonçalves, 2001) autopoiética e simpoiética no contexto do desenvolvimento expansionista e urbano. O conceito, como discutido aqui, não se trata de forma imanente, sequer de método formal. Trata-se de uma experiência literária específica do sujeito, no contexto do desenvolvimento urbano, fundada em promover uma relação ora narcísica (autopoiética), ora ecoica (simpoiética), de si com o ambiente. A proposta será discutida a partir de três eixos: 1) conceituação de autopoiese e simpoiese; 2) revisão histórica do conceito literariedade e sua recepção na comunidade acadêmica; 3) discussão do “desenvolvimento” a partir das obras Terra vermelha (Pellegrini, 1998) em comparação com “Terras devastadas” (Eliot; Junqueira, 1981), demonstrando uma relação de continuidade entre as duas obras. Em termos sucintos: a terra vermelha, sinônimo de Londrina, buscou ser o completo oposto das terras londrinas apresentadas no poema eliotiano, contudo, desenvolveu-se até a devastação da própria terra, tornando-se, enfim, terra devastada. A tese defende que o projeto expansionista que intermediou as duas é fruto de uma “literariedade autopoiética”, isto é, uma relação poético/ética do sujeito com o ambiente, baseada nas propriedades da autossuficiência, autorregulação, e independência da alteridade

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Palavras-chave

Literariedade, Desenvolvimento, Londrina, Simpoiese, Autopoiese, Pellegrini, Domingos, Desenvolvimento urbano, Crítica literária, Modernidade

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