Desenvolvimento de imunorreagente anti-MC aplicado à qualidade de águas

Data

2023-11-28

Autores

Forato, Kawany de Faria

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Resumo

Microcistinas, toxinas produzidas principalmente pelo gênero de cianobactéria Microcystis spp, são heptapeptídeos, análogos de estrutura variável de ocorrência em águas eutrofizadas, com destaque a MC-LR (microcistina leucina-arginina) pela frequência e toxicidade. A detecção rápida de toxinas naturais em água, com ênfase em cianotoxinas, constitui importante tópico na segurança de alimentos e água, por apresentar potencial carcinogênico e/ou hepatotóxico, causando perigo à saúde humana e animal. Biossensores constituem a essência da nanobiotecnologia rápida por apresentarem inúmeras vantagens e aplicações em diversas áreas, inclusive na segurança de alimentos e água. As características de sensibilidade e especificidade de imunorreagentes, em especial com o uso de Anticorpo Monoclonal (AcM), agregam precisão e confiabilidade aos testes, expandindo aplicabilidade. O trabalho visou produzir AcM anti-MC-LR através do cultivo de hibridomas linhagem MC 8-3, e, paralelamente, empregar dois métodos analíticos, imunoquímico (ELISA) e cromatográfico (High-performance liquid chromatography - photodiode array/HPLC-PDA) no monitoramento de 6 lagos na região de Londrina, Apucarana e Cambé, entre outubro de 2022 e fevereiro de 2023, quanto a ocorrência de MC-LR (n=51). Além disso, foram realizadas análises de contaminação microbiológica da água procedendo determinação de coliformes totais e termotolerantes (n=6) e ocorrência de cianobactérias (n=6). O cultivo celular produziu AcM com atividade anti-MC-LR. A quantificação de MC-LR por HPLC variou de ND a 6,98 µg.L-1, enquanto por ELISA de ND a 6,26 µg.L-1. A amostra com maior contaminação ocorreu em lago com cianobactérias, indicando uma possível contaminação pontual do lago. Ambos os métodos se mostraram eficazes na detecção e quantificação de MC-LR, embora o método imunoquímico apresentou-se com maior sensibilidade, quantificando a toxina em maior número de amostras. Apesar da maioria das amostras não apresentarem níveis de MC-LR superior ao permitido pela Organização Mundial de Saúde - OMS de 1 µg.L-1, vale ressaltar que a ocorrência de cianobactérias sugere possibilidade de novas contaminações, expondo população da região a risco

Descrição

Palavras-chave

Anticorpo monoclonal, Biossensores, Microcistina, Cianobactérias, Qualidade da água, Monitoramento ambiental, Saúde pública, Eutrofização

Citação