Personagens queers na animação “A Casa Coruja”: a criação de novas formas de existência através da fantasia

Data

2025-12-05

Autores

Lima, Marina Sousa

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Resumo

Esta dissertação centra-se na análise da construção de narrativas fantasiosas e de personagens queers, enquanto um dispositivo de ficcionar novas formas de existência, tendo como guia a animação “A Casa Coruja”, criada pela animadora estadunidense Dana Terrace, exibida pela Disney de 2020 a 2023. Levando em consideração os impactos da quebra de estereótipos, estigmas e preconceitos, principalmente contra a comunidade LGBTQIAPN+, analiso o primeiro episódio da animação, intitulado “Uma Bruxa Mentirosa e um Guardião”, pontuando saberes dissidentes, proporcionados pelo episódio e pela trajetória da personagem principal Luz Noceda. Relaciono-os com minhas vivências, enquanto corpo queer, efetuando trocas com diferentes autoras/ es/us, em sua maioria, também dissidentes. Defendo que a autora da referida animação, especialmente neste primeiro episódio, utiliza da ficção e da fantasia para explorar identificações, exclusões, revoltas e pertencimentos com o objetivo de criar novas formas de existência a corpos abjetos. A animação contribui para questionar normas excludentes, heteronormativas, violentas, cis, brancas, colonizadoras, machistas, misógenas, transfóbicas e assassinas, recriando realidades onde pessoas queer possam ser aquilo que elas são ou querem ser livremente. Também introduzo a cartografia mestiça, enquanto metodologia, que transita entre ficção literária e pesquisa acadêmica, apresentando personagens autorais, para defender a ficção como alternativa visionária de existir e transformar o mundo. Toda essa problematização é permeada pelas figuras centrais das bruxas, presentes na animação, que com suas potências decoloniais transformadoras, ressignificam existências, da primeira à última página do grimório

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Palavras-chave

Ficção, Animação, Queer, Bruxas, Dissidentes, LGBTQIAPN+, Identidade de gênero

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