Trajetórias escolares de pessoas idosas na educação de jovens e adultos à luz da interseccionalidade: entre o etarismo e a cidadania na formação escolar
Data
2026-03-02
Autores
Farias, Eduardo Augusto
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Resumo
Esta pesquisa está vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação Stricto Sensu da Universidade Estadual de Londrina (UEL) pela Linha de Pesquisa “Docência: Saberes e Práticas” do Núcleo 1: “Formação de Professores” e vinculada ao grupo de estudos e pesquisa em Educação, Infância e Teoria Crítica – GEPEITC CNPq/UEL” na Universidade Estadual de Londrina. A discussão se justifica pelo insuficiente debate sobre: Como tem se constituída a trajetória escolar da pessoa idosa na EJA e, quais as confluências estabelecidas entre etarismo e a cidadania na formação escolar? O objetivo geral é: analisar por meio de narrativas orais, a trajetória escolar da pessoa idosa na EJA à luz da interseccionalidade, etarismo e cidadania na formação escolar. A Tese é: O etarismo e outras formas de opressão estruturais impactam diretamente as trajetórias escolares de pessoas idosas na Educação de Jovens e Adultos (EJA), limitando seu acesso, permanência e construção da cidadania escolar. Pois o sistema capitalista que lhes forjou a educação não garantindo o acesso a seus direitos e continua os massacrando, mesmo como pessoas idosas pelo etarismo, são múltiplas as destituições de direitos, privações e preconceitos por eles(as) passados. A metodologia da pesquisa, de natureza qualitativa, é um estudo bibliográfico. Desta metodologia, elegemos o uso de narrativas pela técnica do relato de vida, sustentados pelas pesquisas de Durand, (2019), Martinelli, et al. (2019) e Benjamin, (2018), especificamente. Neste relato o sujeito expressa sua subjetividade, demonstrando seus sentimentos e emoções, assim como suas particularidades e singularidades, a fim de transmitir distintos significados ao entrevistador através do tom, ritmo e volume de voz, expressados pelo narrador durante o processo desenvolvido. Por meio da análise das narrativas percebe-se que a EJA é fundamental para a melhoria da qualidade de vida das pessoas idosas entrevistas. Em meio a todas as contradições sociais enfrentadas por eles/elas durante todas suas vidas, observa-se que os sujeitos/participantes pensam na EJA enquanto fortalecimento de vínculos de autoestima, afeto e sobretudo aprendizagem escolar. Entre as bifurcações em seus caminhos vividos, buscam o empoderamento pelo acesso a escola que lhes fora negado durante suas infâncias, o que, “repercute na melhoria de sua saúde mental”. Como resultado espera-se: revelar quais são os desafios e as perspectivas das pessoas idosas matriculadas na EJA sob a perspectiva da diversidade humana. Como contribuição, busca-se a produção do conhecimento que reflete sobre a importância dessa modalidade de ensino EJA para as classes populares, o acesso e a inclusão as pessoas idosas, além da possibilidade da produção de uma Formação de Professores objetivando o ensino das particularidades da EJA e as singularidades que envolvem a pessoa idosa em seu processo de formação escolar, que deve ser humanizador para garantir a cidadania, pelas encruzilhadas da educação, da teoria social crítica numa perspectiva da técnica do relato de vida o que compreende as narrativas orais em uma visão crítica e contracolonial como sustentação, contribuindo para a desconstrução de estereótipos e avançando na proposição de práticas sociais e pedagógicas mais justas e compreensivas
Descrição
Palavras-chave
Educação, Trajetória escolar, Pessoa idosa, EJA, Cidadania, Formação, Educação de jovens e adultos, Interseccionalidade, Formação Humana, Formação crítica, Formação de professores