Autoridade e autoritarismo na educação infantil: percepções docentes e o sentido de educar contra a barbárie
Data
2026-03-06
Autores
Silva, Tatiana de Freitas
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Resumo
O contexto social contemporâneo tem nos instigado a refletir sobre o nível de fragilidade de nossa sociedade, que frequentemente banaliza a condição humana e formativa dos sujeitos envolvidos. Dessa forma, o objetivo geral desse estudo é analisar criticamente as percepções de professores da Educação Infantil acerca dos conceitos de autoridade e autoritarismo, no contexto da formação docente e de práticas educativas voltadas para desbarbarização da educação. Esta Tese está vinculada ao Programa de Pós-Graduação - Doutorado em Educação da Universidade Estadual de Londrina e, ainda, dialoga com o Grupo de Estudos em Educação, Infância e Teoria Crítica - GEPEITC/CNPq-UEL. A discussão se justifica, principalmente, em relação aos traços da barbárie que tem sido reflexo constante em diversas esferas da sociedade e, é urgente direcionar os olhares para as ações humanizadoras, principalmente, no campo da educação e formação de professores que atuam com crianças de até 5 (cinco) anos de idade. A educação infantil, primeira etapa da Educação Básica, enquanto espaço social, histórico e formativo, por vezes acaba por reproduzir e amplificar formas de barbárie, dessa forma, os tempos e espaços são rigidamente controlados, as relações são pautadas pela vigilância e pela obediência, e o cuidado é transformado em mera tarefa mecânica, esvaziada de sentido ético e humanizador. A metodologia adotada nesta pesquisa é de natureza qualitativa e fundamenta-se em um estudo bibliográfico de caráter teórico-analítico. O percurso metodológico ancora-se nos pressupostos da Teoria Crítica da Sociedade, tendo como referência central os pensadores da primeira geração da Escola de Frankfurt, como Theodor Adorno, Max Horkheimer, Walter Benjamin e Herbert Marcuse. O estudo também dialoga com contribuições contemporâneas que atualizam e ampliam esse referencial no campo da infância e da educação, bem como com a filosofia política de Hannah Arendt, especialmente no que se refere às discussões sobre autoridade, responsabilidade e mundo comum. Essa articulação teórica sustenta a análise crítica aqui desenvolvida e orienta a reflexão acerca de práticas educativas comprometidas com a humanização e a desbarbarização. A pesquisa de campo contempla a aplicação de um questionário com questões abertas e fechadas aos professores que atuam com crianças de até 5 (cinco) anos nos Centros de Educação Infantil Filantrópicos do Município de Londrina em relação ao conceito de autoridade e autoritarismo na prática pedagógica docente. Como resultados, é fundamental (re) pensar a formação de professores da infância, de modo a possibilitar uma visão crítica e reflexiva sobre o contexto social em que a criança está inserida com vistas à desbarbarização da educação pelo caminho da autoridade pedagógica e da responsabilidade ética e formativa com o ensino das crianças na educação infantil
Descrição
Palavras-chave
Educação Infantil, Autoridade, Autoritarismo, Prática Pedagógica, Formação de professores, Teoria crítica, Humanização, Infância