Um estudo da história do racismo e das práticas silenciadoras: limites e possibilidades de sujeitos racializados
Data
2024-03-27
Autores
Abranches, Vitória Cristina de Oliveira
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Resumo
De maneira participativa e sensível (Spink, 2008), a pesquisa está voltada para a identificação de afetações e manifestações de práticas vinculadas às relações étnico-raciais. Na passagem por estes campos, o trabalho se concentrar em a partir de um levantamento teórico: fundamentar o processo da construção da categoria racial enquanto termo-ferramenta para os sistemas coloniais e para a modernidade (Almeida, 2018), elaborar sua função para as matrizes históricas que norteiam a organização das sociedades ocidentais, assim como visa pontuar a relação entre a função da raça enquanto ferramenta e o racismo sofrido especificamente pelas populações pretas. Dá ênfase aos impactos e processos que ocorrem nas constituições de subjetividade dos sujeitos e nas lógicas de sociabilidade presentes na contemporaneidade decorrentes de tais organizações histórico-sociais. A partir da leitura teórica realizada no primeiro momento do trabalho, na parte prática do trabalho, um conteúdo discursivo de participantes é analisado. A coleta de informações ocorre de maneira participativa entre pesquisadora e convidados, e recolher para a pesquisa quais são os efeitos e papéis sociais construídos pelas matrizes históricas coloniais atravessadas pela categorização racial. Por essa via, relaciona-se as funções descritas teoricamente na primeira etapa da pesquisa aos conteúdos produzidos pelos participantes acerca de seus cotidianos, visa-se circunscrever as estratégias de enfrentamento e lida individuais e coletivas emergentes nesses contextos. Aposta-se no campo da linguagem como campo-tema de análise e intervenção, contando com a noção de território e cotidiano (Spink, 2008, 2017). O trabalho compreende o campo da linguagem enquanto lugar da construção de narrativas, descrição da realidade e, portanto, criador das materialidades através das ações que se produzem a partir deste lugar. A aposta é que contando com tal leitura a respeito da linguagem, espaços de contato com o trabalho e fala, proporcionem produção de novas formas de elaboração da história e de narrativas desestabilizadoras dos parâmetros coloniais. Partindo do fomento de conversação da própria história, circulação de dados teoricamente e politicamente embasados contrários a discursos alienantes, exercício de produção de novas nomeações e elaborações a respeito de si e do outro
Descrição
Palavras-chave
Raça, Racismo, História, Práticas Silenciadoras, Sociabilidade Brasileira, Colonialidade, Subjetividade, Narrativas, População negra