02 - Mestrado - Genética e Biologia Molecular
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Navegando 02 - Mestrado - Genética e Biologia Molecular por Assunto "Aedes aegypti"
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Item Análise da ocorrência de duas mutações de resistência à piretróides em populações de Aedes (Stegomyia) aegypti (Linnaeus, 1762) em Florestópolis – PR(2023-02-27) Feronato, Leandro; Rosa, Renata da; Silva, Mário Antonio Navarro da; Vilas-Bôas, Gislayne Lemes Trindade; Zequi, João Antonio CyrinoA dengue é uma doença viral transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti. O vetor está presente nos continentes equatoriais povoados, de modo que a dengue acomete anualmente milhões de pessoas ao redor do mundo. Os países de clima tropical, são os mais castigados pelas dengue, assim como para as demais arboviroses, podendo a doença ser um agravo de sintomas leves e moderados, acarretando sequelas sérias que podem levar a morte e consequentemente expressivo gasto com a saúde pública. Em 2022 foram registrados mais de 1.450.270 casos de dengue no Brasil, uma taxa de incidência de 679,9 casos por 100 mil hab., 1.016 óbitos, desses, 109 no estado do Paraná. 3ª UF em maior número de óbitos. Uma das medidas de controle do mosquito é a aplicação de inseticidas piretróides. Entretanto, esses inseticidas, quando utilizados de forma descontrolada, podem selecionar populações resistentes, que apresentam mutações nos genes que codificam os canais de sódio voltagem dependentes (Nav). Dessa forma, com o objetivo de avaliar a ocorrência e distribuição de duas dessas mutações (Val1016Ile e Phe1534Cys) neste trabalho, foi escolhido como área de estudo o município de Florestópolis/PR, por apresentar um histórico importante de casos de dengue. Foi possível observar uma elevada frequência de genótipos heterozigotos para a mutação Val1016Ile e homozigotos recessivos para Phe1534Cys nos três trimestres analisados. Os resultados demonstram que as populações de Ae. aegypti coletadas em Florestópolis já apresentavam alelos que conferem resistência, demonstrando que a aplicação de inseticida piretróides pode não apresentar o resultado esperado, sendo necessário formas alternativas de controle do vetor.Item Análise transcricional comparativa entre Aedes (Stegomyia) aegypti (Linnaeus, 1762) resistentes e suscetíveis ao Malation(2022-03-18) Amaro, Tafarel Ribeiro; Rosa, Renata da; Silvia, Mario Antônio Navarro; Dionísio, Jaqueline FernandaConsiderada uma doença viral emergente, a dengue hoje é endêmica em mais de 100 países, tornando-se um problema de saúde pública devido a fácil proliferação do vírus transmitido pela picada do mosquito Aedes spp. Para evitar a infestação do mosquito vetor e a circulação do vírus, o uso de inseticidas do grupo dos organofosforados tornou-se bastante comum. O uso intensivo destes compostos químicos, pode selecionar indivíduos resistentes em uma população de vetores, eliminando insetos suscetíveis reduzindo a variabilidade genética. Com o monitoramento e estudo dessas populações resistentes, fica mais fácil direcionar campanhas de controle do inseto. Sendo assim, a partir dosequenciamento de RNA (RNA-seq) foi realizado um estudo comparativo da expressão gênica em populações de Aedes aegypti resistentes e suscetíveis ao inseticida malation (organofosforado). O sequenciamento das 6 bibliotecas de cDNA, 3 suscetíceis e 3 resistentes, resultou em um total de 149.079.613 reads paired-end que após a limpeza caiu para 86.290.453 reads. A estratégia utilizada neste trabalho foi a montagem de novo e com ela foi possível fazer a análise de expressão diferencial, onde foram identificados 6971 transcritos diferencialmente expressos, sendo 3.649 down regulados e 3.322 up regulados no grupo Resistente comparado ao Suscetível. Após a anotação funcional foi possível caracterizar transcritos relacionados a cutícula (proteína ecdysona E93), olfação (proteínas ligadoras de odores – OBPs) e detoxificação (citocromo P450). Diante disso nossos dados corroboram para o entendimento do processo de resistência ao Malation em Aedes spp, mostrando que esse evento é resultado da atuação de diversos mecanismos, e que estudos como esse, abordando a expressão diferencial são fundamentais para a otimização de novas estratégias, na buscao de um controle mais eficiente desses insetos.Item Estudo genético populacional em Aedes (Stegomyia) aegypti (Linnaeus, 1762) na cidade de Londrina-PRLopes, Thayná Bisson Ferraz; Rosa, Renata da [Orientador]; Silva, Mário Antônio Navarro da; Souza, Rogério Fernandes de; Zequi, João Antonio Cyrino [Coorientador]Resumo: Londrina é um dos maiores e mais urbanizados municípios do Estado do Paraná e da região Sul do Brasil No município, afim de evitar a infestação do mosquito vetor e a circulação de vírus, o uso de inseticidas piretroides é bastante comum Esse composto químico têm um custo acessível e é utilizado principalmente no ambiente doméstico, porém seu uso descontrolado pode ocasionar a seleção de alelos de resistência nas populações (resistência knockdown) O monitoramento de mutações de resistência assim como a variabilidade genética do mosquito é importante para conhecer a estrutura das populações e direcionar campanhas de controle do inseto Sendo assim, o presente estudo avaliou onze localidades em diferentes regiões da cidade e três localidades dentro da Universidade durante os meses de novembro e dezembro de 217 Em relação a variabilidade genética (gene mitocondrial ND4), dezessete haplótipos foram encontrados nas cinco regiões do município, enquanto na Universidade dez haplótipos foram observados Em ambas análises, o número haplotípico pode ser considerado elevado O fluxo gênico foi baixo e as populações avaliadas se demonstraram estruturadas: a variação foi maior entre populações que dentro delas em ambas localidades (77,9% em Londrina e 67,7 na UEL) Em relação às mutações de resistência (Val116Ile e Phe1534Cys kdr), as populações avaliadas apresentaram uma elevada frequência dos alelos mutantes: 5% para o alelo Ilekdr na cidade de Londrina e 57,3% na UEL, enquanto para o alelo Cyskdr, a frequência foi de 52% na cidade de Londrina e 62,2% nos três centros avaliados da UEL Na Universidade, 3321 ovos de Ae aegypti foram coletados para monitoramento, com positividade de 54% nas armadilhas e proporções semelhantes de infestação nas três localidades Os resultados demonstraram a diferenciação de cada ponto de coleta, sugerindo que ações de controle devem ser direcionadas considerando a particularidade de cada região e de cada localidade A partir da forte presença dos alelos de resistência, é possível que a aplicação de inseticidas piretroides não seja a forma de controle ideal no município, tornando necessário o uso de outras alternativas para evitar a proliferação do mosquito e surtos de dengue e outras arboviroses