02 - Mestrado - Fisiopatologia Clínica e Laboratorial
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Navegando 02 - Mestrado - Fisiopatologia Clínica e Laboratorial por Assunto "Acinetobacter baumannii - epidemiology"
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Item Estudo epidemiológico e molecular de Acinetobacter baumannii, em um hospital universitário, no período da pandemia de COVID-19(2025-01-28) Takahashi, Fernanda Martelli; Vespero, Eliana Carolina; Perugini, Marcia Regina Eches; Kobayashi, Renata Katsuko TakayamaAcinetobacter baumannii é um cocobacilo não fermentador da glicose conhecido por sua elevada resistência aos antimicrobianos (RAM) e por causar infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), principalmente pneumonias associadas à ventilação mecânica (PAV) e infecções da corrente sanguínea (ICS). Além de possuir resistência intrínseca a algumas classes de antimicrobianos, também tem grande capacidade em adquirir novos mecanismos, tornando-se uma grade ameaça em ambiente hospitalar como uma bactéria panresistente difícil de tratar. O objetivo deste estudo foi realizar uma investigação epidemiológica e molecular de A. baumannii isolado de culturas de sangue periférico de pacientes internados no Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina (HU/UEL) durante o período da pandemia de COVID-19 (março de 2020 a maio de 2023). Neste período, 317 culturas de sangue periférico apresentaram crescimento de A. baumannii, sendo selecionada uma cultura por paciente, totalizando 261 pacientes. Dados clínicos e epidemiológicos foram coletados do prontuário eletrônico Medview. Das 261 amostras, 69 foram selecionadas para a pesquisa dos genes codificadores de resistência aos carbapenêmicos, utilizando a técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), simples e multiplex. Destas, 19 amostras de A. baumannii resistentes a polimixina B (PBRAB) tiveram seus genomas sequenciados, e a similaridade genética entre os 19 isolados PBRAB foi avaliada por Reação em Cadeia da Polimerase Baseada em Sequências Repetitivas Intergênicas em Enterobactérias (ERIC-PCR). Observou-se que 93,4% (296/317) dos pacientes apresentaram cultura positiva para A. baumannii resistente aos carbapenêmicos (CRAB) e 9,1% (29/317) para PBRAB. As infecções causadas por isolados CRAB foram associadas ao grupo de pacientes não sobreviventes (p-valor = 0,044). Houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos de pacientes que receberam alta hospitalar e os que foram a óbito, relacionada às comorbidades de diabetes (p-valor = 0,006) e/ou hipertensão arterial sistêmica (p-valor = 0,025) .O uso de cateter vesical de demora, sonda de nutrição enteral, intubação orotraqueal e realização de hemodiálise também mostraram diferença estatística significativa (p-valor < 0,001), com associação ao óbito. A pesquisa dos genes codificadores de resistência aos carbapenêmicos mostrou que o gene de carbapenemase adquirido mais comum foi blaOXA-23, seguido de blaNDM e blaOXA-143. As amostras de PBRAB apresentaram 98% ou mais de similaridade genética. O sequenciamento do genoma dessas amostras revelou que todas pertencem ao sequence type 2 (ST2), com a presença do gene blaOXA-23 e 63,1% com coprodução blaOXA-23 e blaNDM. Além disso, foram detectados genes de resistência a aminoglicosídeos, fenicóis, sulfonamidas, macrolídeos, várias famílias de sistemas de efluxo e mutações genéticas associadas à resistência às polimixinas em lpxA, lpxC, lpxD, pmrB e pmrC. A resistência à colistina mediada por plasmídeo, como a presença de mcr-1, não foi encontrada em nenhum isolado. As ICS associadas à crescente RAM configuram um problema global de saúde pública. Estes achados fornecem informações sobre a transmissão clonal de PBRAB e oferecem informações valiosas para a prevenção da transmissão e terapia antimicrobiana