02 - Mestrado - Fisiopatologia Clínica e Laboratorial
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Navegando 02 - Mestrado - Fisiopatologia Clínica e Laboratorial por Assunto "Acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI)"
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Item Contribuição da variante NLRP3 rs10754558 e de biomarcadores inflamatórios e hemostáticos para o prognóstico do acidente vascular cerebral isquêmico(2026-02-25) Sardinha, Natalia Scaneiro Boy; Reiche, Edna Maria Vissoci; Silvestre, José Manoel da Silva; Oliveira, Sayonara RangelIntrodução: Os desfechos do acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) são influenciados pela extensão da lesão neurológica inicial e pelas respostas inflamatórias e de coagulação sistêmicas. No entanto, a interação entre inflamação, fatores hemostáticos e suscetibilidade genética, particularmente envolvendo o inflamassoma NLRP3, permanece incompletamente compreendida. O objetivo deste estudo foi investigar a contribuição da variante NLRP3 rs10754558 C>G, bem, como de biomarcadores inflamatórios e hemostáticos, para o prognóstico clínico de pacientes com AVCI, avaliando a interação entre essas vias e seu impacto nos desfechos pós-AVCI. Métodos: Este estudo incluiu 134 pacientes com AVCI, estratificados de acordo com um índice composto de desfecho clínico (desfecho PC) que integra o escore da National Institute of Health Stroke Scale (NIHSS) basal, o escore da Escala de Rankin Modificada basal e de três meses e a mortalidade em três meses. Variáveis antropométricas, clínicas, bioquímicas, inflamatórias e hemostáticas foram avaliadas. Um Índice de Inflamação foi construído usando valores padronizados de Proteína C Reativa, contagem de leucócitos periféricos e níveis inversos de albumina. Os genótipos NLRP3 rs10754558 C>G foram analisados por reação em cadeia da polimerase em tempo real. Regressão linear múltipla stepwise, regressão logística binária e gráfico de regressão parcial (PLS) foram aplicadas para identificar preditores independentes, determinantes da inflamação e efeitos de mediação. Odds ratio (OR) e intervalo de confiança (IC) de 95% foram determinados. Resultados: Pacientes com piores desfechos eram mais velhos (p<0,001), tinham menor índice de massa corporal (IMC) (p=0,028) e exibiam níveis mais elevados do Índice de Inflamação (p<0,001) e fator de von Willebrand (vWF) (p=0,002). A fibrilação atrial foi a única variável categórica associada a um pior desfecho (p=0,014). Não foi observada associação direta entre os genótipos NLRP3 rs10754558 e os desfechos clínicos (p=0,326). A regressão linear múltipla identificou o Índice de Inflamação como o preditor independente mais forte do desfecho do AVCI, explicando 17,2% de sua variância, que aumentou para 22,6% após o ajuste para a idade (p<0,001). Os determinantes da inflamação incluíram a atividade do Fator VIII, o genótipo NLRP3 GG (modelo recessivo), os níveis de Proteína C e o sexo masculino, explicando coletivamente 24,1% da variância no Índice de Inflamação (p<0,001). A regressão logística binária demonstrou que a pontuação NIHSS basal e o Índice de Inflamação previram, independentemente, a mortalidade em três meses (p<0,001), enquanto um IMC mais baixo e uma inflamação mais elevada previram independentemente piores desfechos clínicos (p=0,028 e p<0,001, respectivamente). A análise PLS confirmou que os efeitos do genótipo GG, do Fator VIII e da Proteína C no desfecho clínico foram significativamente mediados pela inflamação sistêmica. Conclusões: A inflamação sistêmica é um determinante central e independente tanto da mortalidade quanto da evolução clínica desfavorável após um AVCI. O desequilíbrio hemostático e a predisposição genética do NLRP3 contribuem para o prognóstico do AVCI principalmente por meio de vias mediadas pela inflamação. Essas descobertas apoiam um modelo integrado de genética-inflamação-coagulação para os desfechos do AVCI e destacam a inflamação como um alvo potencial para estratificação prognóstica e intervenção terapêutica