01 - Doutorado - Ciências da Reabilitação
URI Permanente para esta coleção
Navegar
Navegando 01 - Doutorado - Ciências da Reabilitação por Autor "Andraus, Rodrigo Antonio Carvalho"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de Ordenação
Item Dor, funcionalidade, resistência muscular e controle postural de mulheres com síndrome de dor no grande trocânter e efeito do fortalecimento dos músculos do quadril e do core(2023-04-17) Marcioli, Marieli Araujo Rossoni; Macedo, Christiane de Souza Guerino; Andraus, Rodrigo Antonio Carvalho; Oliveira, Marcio Rogerio de; Siqueira, Claudia Patrícia Cardoso Martins; Facci, Ligia MariaIntrodução: Apesar de ser a causa mais comum de dor lateral no quadril e possuir alta incidência, ainda não há um consenso sobre as melhores opções de tratamentos conservadores para a Síndrome de Dor no Grande Trocânter (SDGT). Objetivo: Avaliar as diferenças de capacidade funcional e controle postural entre mulheres com e sem SDGT; e os efeitos do fortalecimento dos músculos do quadril e do core sobre a dor, capacidade funcional e controle postural em mulheres com SDGT. Métodos e resultados: Foram desenvolvidos dois estudos. O primeiro estudo estabeleceu as alterações funcionais e o controle postural durante o apoio unipodal semi-estático e dinâmico (com mini agachamentos) em 36 mulheres sedentárias. Destas, 18 tinham diagnóstico de SDGT (grupo dor - GD) e 18 sem queixas álgicas (grupo controle - GC). Todas responderam ao questionário Victorian Institute of Sports Assessment for Gluteal Tendinopathy (VISA-G) para análise da capacidade funcional relacionada a dor lateral do quadril, e foram submetidas à avaliação do controle postural na plataforma de força. Os resultados mostraram que GD apresentou alto índice de dor, por 10 meses e baixa capacidade funcional. Na análise do controle postural semi-estático, GD mostrou piores resultados para a área de oscilação do centro de pressão (COP) e maior amplitude de oscilação médio-lateral. Na avaliação dinâmica, os resultados da amplitude médio-lateral e velocidade antero-posterior foram maiores no GD, mas o COP foi pior no GC. O segundo estudo, caracterizado como ensaio clínico randomizado, comparou os efeitos de dois protocolos de exercícios: um com fortalecimentos dos músculos do quadril (G1, N=12) e outro com fortalecimentos dos músculos do quadril e dos músculos do core (G2, N=12), desenvolvidos por 4 semanas (2 vezes por semana). Todas as participantes foram avaliadas no início da pesquisa, logo após o término do protocolo e 12 semanas depois (follow up). Foram avaliadas a dor (Escala Visual Analógica de dor – EVA), capacidade funcional (Questionário Visa-G.Br), controle postural (semi-estático e dinâmico, pela plataforma de força) e a resistência do core (testes funcionais Prone Bridge Test (PBT) e Supine Bridge Test (SBT)). Os resultados demonstraram que inicialmente os dois grupos apresentavam dor moderada, que diminuíram após as intervenções e permaneceram menores no follow up, com forte tamanho de efeito e com diferenças entre os tempos de análises, porém sem diferença entre os grupos. A capacidade funcional melhorou para os dois grupos após a intervenção e após o follow up, sem diferenças entre os grupos, e com efeito fraco. Os dois grupos melhoraram o tempo de permanência na PBT, porém sem diferenças entre os grupos e os tempos; entretanto, o G2 apresentou efeito forte para o desempenho. Para o SBT, G2 foi melhor nos momentos após a intervenção e no follow up, porém estabeleceu pequeno tamanho de efeito do tratamento. A análise do controle postural não mostrou diferença entre os grupos e tempos avaliados, com efeitos moderados na área do COP no controle postural semi-estatico e dinâmico. Conclusão: Mulheres com SDGT apresentaram baixa capacidade funcional e pior controle postural semi-estático e dinâmico. Além disso, exercícios para o quadril e para o core diminuem, de forma semelhante, a dor, melhoram a capacidade funcional e a resistência do core, sem efeitos sobre o controle postural semi-estático e dinâmico.Item O papel do sono em indivíduos com DPOC: implicações na sarcopenia e na relação entre fenótipos de sono e diferentes desfechos clínicos(2025-04-02) Dala Pola, Daniele Caroline; Pitta, Fábio de Oliveira; Vieira, Danielle Soares Rocha; Mendes, Liliane Patrícia de Souza; Andraus, Rodrigo Antonio Carvalho; Mendonça, Vanessa AmaralIntrodução: A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma condição essencialmente pulmonar, porém com muitas repercussões sistêmicas. A disfunção muscular periférica e os distúrbios do sono são algumas das manifestações extrapulmonares relevantes para o manejo da doença. A sarcopenia é a alteração muscular mais frequente nesses indivíduos e já foi previamente associada um declínio da função pulmonar, redução da capacidade de exercício e mortalidade, no entanto sua associação com o sono é pouco conhecida. Já a qualidade e/ou quantidade do sono já foi associada à redução da atividade física, maiores déficits de atenção e percepção dos sintomas noturnos em pesquisas prévias transversais; no entanto, esses estudos expressam o sono como um único desfecho, e não por fenótipos de sono. A análise por fenótipos ainda é pouco explorada na DPOC, e sua relação com desfechos clínicos da doença de forma prospectiva permanecem desconhecidos. Objetivos: Investigar a repercussão da sarcopenia no ciclo sono-vigília e a relação entre fenótipos de sono e diferentes desfechos clínicos em indivíduos com DPOC. Metodologia: No primeiro estudo, com design transversal, indivíduos com DPOC foram classificados quanto à presença ou não de sarcopenia avaliada pela força de preensão manual, comparando-se entre esses grupos as características do ciclo sono-vigília avaliado subjetivamente e objetivamente. No segundo estudo, os indivíduos com DPOC foram classificados em fenótipos de sono (sono curto, médio e longo), e por meio de uma coorte prospectiva, as mudanças na função pulmonar (espirometria), composição corporal (bioimpedância), atividade física na vida diária (Actigraph), força muscular periférica (dinamometria e contração isométrica voluntária máxima), dispneia, ansiedade e depressão (questionários) foram acompanhadas após 12 meses. Resultados: No primeiro estudo, foi mostrado que indivíduos com DPOC e sarcopenia apresentam menor tempo total de sono, eficiência do sono, tempo acordado após início do sono e maior fragmentação do sono quando comparados ao grupo sem sarcopenia. Adicionalmente, esses resultados piores foram mais pronunciados no sexo feminino do que no masculino. No segundo estudo, foi evidenciado que os indivíduos com DPOC classificados no fenótipo de sono curto apresentam piora da função pulmonar, aumento da dispneia, redução do tempo em atividade física leve, aumento do tempo sedentário e redução da força muscular periférica após 12 meses de acompanhamento. Especialmente o tempo sedentário apresentou piora mais acentuada no fenótipo de sono curto em comparação a indivíduos com fenótipo de sono médio ou longo. Conclusões: Os indivíduos com DPOC e sarcopenia apresentam redução da quantidade e qualidade do ciclo sono-vigília, além de alta fragmentação do sono quando comparados àqueles indivíduos com DPOC sem sarcopenia. O sono precisa ser incorporado como avaliação de rotina e foco de intervenção naqueles indivíduos com DPOC e presença de sarcopenia, especialmente nas mulheres. Além disso, a análise do sono por fenótipos, evidenciou que aqueles com fenótipo de sono curto apresentam piora em diversos desfechos clínicos relacionados à doença, e em especial no comportamento sedentário. A análise do sono por fenótipos se apresenta como uma estratégia útil para triagem e acompanhamento prospectivo dessa população.