01 - Doutorado - Educação
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Navegando 01 - Doutorado - Educação por Autor "Alves, Ronaldo Cardoso"
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Item Eles, eu, nós: o professor e o uso das “empatias” no ensino escolar do passado(2026-02-26) Santos, Anilton Diogo dos; Cainelli, Marlene Rosa; Schmidt, Maria Auxiliadora Moreira dos Santos; Alves, Ronaldo Cardoso; Pina, Maria Cristina Dantas; Honorato, TonyNesta tese, analisamos o conceito de Empatia Pedagógica, desenvolvido inicialmente em nossa dissertação (Santos, 2017), como uma possibilidade metodológica no ensino de História. A reflexão fundamenta-se nos aportes teóricos do conceito de Atrativo Pedagógico, elaborado por Cainelli (2009), e do conceito de Empatia Histórica, conforme proposto por Lee (2002; 2005; 2006; 2010), amplamente discutido no campo da Educação Histórica. Partimos da hipótese de que, ao mobilizarem a empatia no ensino de História, os professores o fazem a partir de um viés metodológico distinto daquele proposto por Lee, para quem a Empatia Histórica constitui um conceito de segunda ordem, voltado à compreensão das ações, decisões e motivações dos sujeitos históricos em seus contextos específicos, evitando julgamentos anacrônicos e moralizantes do passado. A investigação buscou compreender como professores de História concebem e utilizam a empatia em suas práticas pedagógicas, analisando essas mobilizações como mediações didáticas situadas. Metodologicamente, o estudo insere-se no campo da Educação Histórica e adota uma abordagem qualitativa, com base na análise de respostas a um questionário aplicado a professores de diferentes contextos educacionais. A interpretação dos dados foi orientada pelas categorias de constituição de sentido e de consciência histórica propostas por Rüsen (2010a; 2010b; 2015), permitindo identificar como os docentes articulam estratégias empáticas no ensino de conteúdos históricos substantivos. Os resultados indicam que, embora nem sempre ancoradas explicitamente na epistemologia da Empatia Histórica, tais estratégias desempenham papel relevante na mediação do passado, na promoção do engajamento dos estudantes e na construção de orientações temporais significativas. Ao propor o conceito de Empatia Pedagógica, esta tese contribui para o debate sobre as relações entre metódica da História e metodologias de ensino, ao valorizar as práticas docentes como objeto legítimo de investigação no campo do ensino de HistóriaItem Empatia histórica e história difícil: uma abordagem em sala de aula com os quadrinhos O diário de Anne Frank e Maus(2025-07-15) Martins, Giovana Maria Carvalho; Cainelli, Marlene; Quintal, Marília José do Gago Alves; Fronza, Marcelo; Alves, Ronaldo Cardoso; Oliveira, Sandra Regina Ferreira deEsta tese foi desenvolvida no âmbito do Doutorado em Educação na Universidade Estadual de Londrina, e trata-se de um percurso investigativo iniciado na graduação em História em 2012 com o uso de literatura e ensino de História, ampliado no Mestrado em Educação na mesma universidade, que abordou o uso de quadrinhos no ensino de História na esteira das discussões da Educação Histórica (Cainelli; Schmidt, 2012; Barca, 2012, Germinari, 2020). Esta pesquisa, no Doutorado, explorou como o ensino da História difícil (Borries, 2011) pode ser desenvolvido através do uso de quadrinhos, levando em consideração as discussões sobre o Novo Humanismo (Rüsen, 2015) e a necessidade de repensar o conceito de humanidade, sobretudo após o Holocausto. O objetivo foi entender como o ensino de História do Holocausto em aulas de História com jovens alunos do 9º ano do Ensino Fundamental através de histórias em quadrinhos pode gerar reflexões sobre a História difícil na esteira do Novo Humanismo através do conceito de empatia histórica. Histórias difíceis são aquelas que trazem traumas coletivos e individuais que permanecem além da temporalidade do acontecimento, sendo o Holocausto um exemplo primordial. Para tanto, desenvolvemos uma aula-oficina (Barca, 2004) com jovens do 9º ano na cidade de Londrina – Paraná no ano de 2023. A metodologia adotada inclui a análise das produções dos estudantes após a leitura das obras em questão e após a aula-oficina, que consistiram em atividades escritas, participação em uma roda de conversa e produção de um quadrinho com a temática da História difícil. Estas produções e todo o percurso teórico-metodológico foram analisados através da Teoria Fundamentada (Charmaz, 2009; Corbin,2017; Hutchinson, 1986) e da Análise de Conteúdo (Franco, 2005; Bardin, 2016). Os quadrinhos trabalhados foram selecionados por sua capacidade de combinar elementos visuais e textuais, o que, segundo Eisner (1989), exige habilidades interpretativas complexas dos leitores. O diário de Anne Frank em quadrinhos (Frank, 2018) é uma adaptação do famoso diário escrito por Anne Frank, enquanto Maus, de Art Spiegelman (2009), é uma graphic novel que relata a experiência de seu pai, um sobrevivente do Holocausto. Os resultados mostram que os alunos se identificam de maneiras diferentes com as duas obras, e essa diversidade de preferências ilustra como diferentes abordagens podem despertar curiosidade e empatia histórica de formas distintas. As conclusões indicam que tanto O Diário de Anne Frank quanto Maus, são eficazes em promover a empatia histórica e a compreensão histórica entre os alunos, além da compreensão da temática da História difícil. A pesquisa reafirma que a integração das histórias em quadrinhos no ensino de História difícil representa um caminho inovador para engajar os estudantes, pois os quadrinhos favorecem a empatia histórica ao promover identificação com a cultura histórica e reflexão crítica, consolidando-os como fonte significativa a ser explorada na Educação HistóricaItem Humanismo e didática : contribuições para o ensino e a aprendizagem da históriaThomson, Ana Beatriz Accorsi; Cainelli, Marlene Rosa [Orientador]; Oliveira, Sandra Regina Ferreira de; Alves, Ronaldo Cardoso; Schmidt, Maria Auxiliadora; Gago, MaríliaResumo: Essa pesquisa tem como objetivo compreender o modo como os jovens pensam o conceito de humanidade, a partir da perspectiva da didática da história humanista de Jörn Rüsen (215b) Para embasar esta tese, nos apropriamos dos princípios teórico-metodológicos do campo da Educação Histórica, que almeja uma maior compreensão acerca do pensamento histórico dos alunos levando em conta a estrutura epistemológica da História A investigação empírica é formada por dois estudos: um de caráter longitudinal realizado no Brasil no ano de 219 e uma análise exploratória realizada em Portugal em 221 No Brasil, realizamos intervenções em duas turmas de 9° ano, totalizando 45 alunos da cidade de Londrina/Paraná ao longo de um ano, utilizando os pressupostos da pesquisa-ação (THIOLLENT, 1986) Nesse estudo longitudinal coletamos diversas atividades escritas que foram utilizadas como fontes dessa pesquisa, além de um diário de sala No final do ano letivo, aplicamos ainda um questionário com 11 perguntas aos mesmos alunos que participaram das intervenções Um questionário similar foi aplicado com 78 alunos de 9° ano em Portugal, em um estudo de caráter exploratório, sob o âmbito do estágio de doutoramento sanduíche realizado na Universidade do Minho A metodologia utilizada para a análise dos dados teve como base alguns princípios da Grounded Theory (CHARMAZ, 29) Identificamos cinco categorias em relação às narrativas dos alunos sobre o conceito de humanidade: pessimismo, otimismo, igualdade, pragmatismo e noções biológicas/racionais Quatro conclusões principais foram percebidas a partir do estudo empírico O uso de fontes históricas imagéticas é um fator motivador de indignação, sendo que os episódios de desumanidade são promissores em desenvolver níveis emocionais de análise A relação passado/presente nas aulas não se efetivou entre os alunos, de modo que apenas pontualmente vemos o uso da História como modo de operar a orientação na vida prática Os alunos apresentaram dificuldades de se inserir em um “quadro maior” da História para além dos seus interesses cotidianos Por fim, majoritariamente, a conceituação de Humanidade pelos jovens se estabeleceu em uma percepção binária (boa ou ruim), com uso de qualificações valorativasItem Orientação temporal, consciência histórica e a constituição da identidade docente : um estudo com professores de históriaSantos, Flávio Batista dos; Cainelli, Marlene Rosa [Orientador]; Ramos, Márcia Elisa Teté; Schmidt, Maria Auxiliadora; Alves, Ronaldo Cardoso; Oliveira, Sandra Regina Ferreira deResumo: Os desafios do ensino de História são grandes e numerosos Analisar a função do ser professor de História nos remete a uma série de questões que envolvem desde a formação inicial e continuada, teorias e práticas, bem como o currículo estabelecido O objetivo do presente trabalho, de caráter exploratório e de natureza qualitativa, é levantar, sob a perspectiva do professor, como a metodologia, os recursos utilizados e o tempo histórico se constituem enquanto suportes formativos para as aulas de História A pesquisa foi realizada com professores de História que fazem parte do quadro de docentes da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, circunscrito ao Núcleo Regional de Educação de Ibaiti Através dos instrumentos de coleta de dados construiu-se o perfil profissional e formativo dos participantes, assim como possibilitou investigar aspectos sobre suas práticas docentes e como a categoria tempo é entendida e trabalhada em sala de aula Como pressupostos teóricos desta pesquisa, orientou-se nos estudos de Tardif (212), Freire (22), Perrenoud (2) e Schön (2) para compreender os professores diante de seus saberes, como também nos estudos de Rüsen (21, 211, 215), Schmidt (218), tendo como referência a teoria da consciência histórica, especialmente na articulação passado, presente e futuro, observada como essencial para uma orientação temporal, relacionando ao domínio da Educação Histórica O método de coleta de dados escolhido foi de questionários individuais em profundidade e o método para a condução do trabalho e análise dos dados foi a Grounded Theory O estudo aponta para uma identidade profissional marcada pela experiência, com formação inicial e continuada diversificada Em relação à consciência histórica, observa-se através de suas práticas ações que remetem a um processo de constituição variável ao transitar entre o presente, passado e as perspectivas de futuro Quanto à questão temporal, verifica-se toda uma preocupação com este tema, porém o modo como é trabalhado se manifesta de diferentes formas, tanto preso ao passado, quanto associado a diferentes perspectivas tanto sociais como cronológicas