CCA - CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
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Navegando CCA - CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS por Autor "Adegas, Fernando Storniolo"
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Item Combinação de Atrazina nanoencapsulada e convencional: seletividade para Zea mays L. e controle pós-emergente de Raphanus sativus L. e Conyza bonariensis (L.) Cronquist(2025-02-14) Firmani, José Flavio; Oliveira, Halley Caixeta de; Pimenta, José Antonio; Adegas, Fernando Storniolo; Dalazen, GiliardiO nanoencapsulamento da atrazina (ATZ) representa estratégia para aumentar a atividade do herbicida, resultando na redução do uso do ativo, o que é desejável frente à preocupação com a contaminação ambiental. Porém, alguns fatores ainda limitam seu uso em grande escala, como a baixa concentração de ativo, a falta de preparo do sistema fabril e custos extras de síntese. Neste trabalho, avaliaram-se os efeitos da combinação de nanoformulação de ATZ com uma formulação convencional de ATZ (ATZc) no controle pós-emergente de Conyza bonariensis e Raphanus sativus e na seletividade para Zea mays. Os nanocarreadores de atrazina (ATZnz) foram sintetizados a partir de zeína, polímero natural originado do milho, pelo método de precipitação anti-solvente. Os tratamentos, realizados em casa de vegetação, foram compostos por duas doses de ATZc (1000 e 2000 g i.a. ha-1), três doses de ATZnz (50, 100, 200 g i.a. ha-1), as combinações de ATZc 1000 g i.a. ha-1 com 50, 100 e 200 g i.a. ha-1 de ATZnz, nanocápsulas de zeína controle sem ATZ (NCz), ATZc 1000 g i.a. ha-1 combinada com NCz, e controle sem aplicação, totalizando 11 tratamentos. Avaliaram-se: eficiência quântica máxima do fotossistema II (Fv/Fm), índice de clorofilas, marcadores de estresse oxidativo (peróxido de hidrogênio-H2O2 e malondialdeído-MDA), extravasamento de eletrólitos, parâmetros biométricos (massas fresca e seca), e avaliação visual de injúria. Os dados foram submetidos à ANOVA e comparados pelo teste de média de Scott-Knott (p=0,05). Também foi realizado teste de Colby para verificar sinergismo entre as formulações. O ensaio em milho revelou inibição transitória na Fv/Fm pelos tratamentos com ATZ; mais pronunciado nos tratamentos com ATZc + ATZnz. Porém, não foi mais detectado 14 dias após os tratamentos, o que, somado à ausência de efeitos visuais, indica a seletividade das formulações para a cultura. Em R. sativus foi evidenciado que os tratamentos ATZc + ATZnz proporcionaram a antecipação dos sintomas visuais, porém a sensibilidade da espécie ao herbicida não permitiu observar de forma clara a interação entre as formulações. Para C. bonariensis, os tratamentos ATZc + ATnz aumentaram os sintomas de injúria, com destaque para o tratamento ATZc + 200 ATnz, que superou o controle positivo de ATZc (2000 g i.a. ha-1). Esse tratamento (ATZc + 200 ATnz) promoveu maior redução da Fv/Fm, maior acúmulo de H2O2 e MDA nas folhas, maior redução de massas fresca e seca de parte aérea e também maior injúria visual. O teste de Colby revelou que a interação foi aditiva ou sinérgica para a maioria dos parâmetros avaliados. O tratamento ATZc + NCz promoveu em C. bonariensis um efeito adjuvante para ATZc, pois aumentou sua atividade, o que traz novas perspectivas para uso da nanotecnologia. Os resultados indicam que a combinação entre ATZnz e ATZc é eficaz no controle de C. bonariensis e R. sativus, mantendo-se a seletividade para Z. mays. É indispensável compreender como ocorre a interação entre as formulações para que essa estratégia possa ser explorada para outros ativos de interesseItem Estratégias para melhoria da eficiência de herbicidas em plantas de capim-amargoso e buvaOliveira, Guilherme Mendes Pio de; Silva, Marcelo Augusto de Aguiar e [Orientador]; Dalazen, Giliardi; Oliveira, Halley Caixeta de; Albrecht, Alfredo Junior Paiola; Adegas, Fernando Storniolo; Osipe, Jethro Barros; Dalazen, Giliardi [Coorientador]Resumo: Os relatos de resistência e o estádio em que se encontram as plantas de capim-amargoso e buva no momento da aplicação evidenciam a necessidade em procurar estratégias que potencializem a ação dos herbicidas Objetivou-se identificar estratégias que auxiliem no controle de plantas de capim-amargoso e buva por meio do fracionamento de doses de herbicidas, misturas em tanque de herbicidas com diferentes mecanismos de ação e variação nos horários de aplicação dos herbicidas Foram conduzidos experimentos em campo e casa de vegetação em Londrina – PR, com plantas de capim-amargoso (A, B e C) e buva (D) No experimento A foram aplicados herbicidas inibidores da ACCase sem e com fracionamento de doses, alternando a ordem de aplicação e os grupos químicos DIMs e FOPs, de forma isolada e/ou associada ao glyphosate, em capim-amargoso perenizado resistente aos inibidores da EPSPS No experimento B, plantas de capim-amargoso foram submetidas à diferentes períodos de ausência de luz após a aplicação do diquat No experimento C foram aplicados clethodim isolado e associado a inibidores do fotossistema em capim-amargoso em diferentes horários No experimento D foram aplicados 2,4-D e inibidores do fotossistema de forma isolada ou em mistura sobre plantas de buva em diferentes horários Os resultados indicam que a aplicação fracionada de clethodim + quizalofop-P-tefuril e clethodim e a adição de glyphosate aumentam o controle das plantas de capim-amargoso perenizado resistentes à EPSPS O herbicida clethodim fracionado apresenta maior controle e gera menor rebrote e altura das plantas de capim-amargoso A ordem de aplicação dos grupos químicos FOPs e DIMs influencia na eficiência do controle, com melhores resultados em aplicações de quizalofop-P-tefuril seguido de clethodim O aumento do período de ausência de luz após a aplicação de diquat resulta em redução da atividade fotossintética, menor acúmulo de H2O2 e, consequentemente, maior controle de capim-amargoso, sendo necessário o período de 6 h de ausência de luz após a aplicação para obter controle total de capim-amargoso A adição de diuron as misturas de clethodim + diquat e 2,4-D + diquat aplicadas em horários com menor intensidade luminosa incrementa o controle das plantas de capim-amargoso e buva, respectivamente, com 1% de controle nas aplicações realizadas às 16:hItem Períodos de interferência de plantas daninhas em soja e milho em sistema plantio direto(2023-04-28) Moraes, Vinicíus Junqueira de; Fonseca, Inês Cristina Batista; Zucareli, Claudemir; Prete, Cássio Egídio Cavenaghi; Adegas, Fernando Storniolo; Ferreira, André Sampaio; Dalazen, GiliardiAs plantas daninhas interferem negativamente no desenvolvimento, produtividade e qualidade da soja e do milho, com intensidade variável de acordo com o sistema de cultivo, período de ocorrência e intensidade da infestação. Os períodos de interferência de plantas daninhas em soja e milho devem ser estudados continuamente uma vez que são introduzidas no mercado anualmente inúmeros cultivares e híbridos com diferentes arquiteturas, ciclos e potenciais produtivos divergentes dos anteriormente utilizadas, evidenciando a necessidade de atualizações. O objetivo desse trabalho foi determinar os períodos de interferência de plantas daninhas nas culturas da soja e do milho, cultivados em Sistema Plantio Direto. Em cada cultura foram conduzidos dois experimentos, no primeiro a determinação do período anterior a interferência (PAI) e outro para a determinação do período crítico de prevenção à interferência (PCPI). Para determinação do PAI a cultura foi submetida à diferentes períodos de convivência com a comunidade infestante, sendo: 0, 7, 14, 21, 28, 35, 42, 49, 56, 63, 70, 77, 84, 91 dias após emergência (DAE) e colheita. Ao término de cada período as invasoras foram eliminadas por meio da capina manual e a parcela mantida livre de plantas daninhas até a colheita. Para a determinação do PCPI, foram utilizados os mesmos períodos. No entanto, a cada tratamento a cultura foi mantida no limpo através de capina manual e ao término de cada período de controle das plantas invasoras, estas não foram mais eliminadas até a colheita. Utilizou-se o delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições. Foram avaliados na soja a altura de plantas e inserção do primeiro legume, número de legumes por planta, massa de mil sementes (MMS) e produtividade. No milho foram avaliados a altura de plantas, de inserção de espiga, MMS, número de fileiras por espiga, de grãos por espiga e produtividade. Foi considerado o índice de 5% de redução da produtividade para a determinação dos períodos. Os experimentos foram conduzidos na região Norte do PR, município de Cambé, em duas safras (2018/19 e 2019/2020). Constatou-se que para a soja, cultivar SYN 1562 cultivada em Sistema Plantio Direto o PAI obtido foi de 8 dias, e o PCPI foi dos 8 aos 54 DAE, correspondendo aos estádios V1 a R1 da soja, respectivamente. Para a cultura do milho, híbrido Supremo VIP3 em Sistema Plantio Direto, constatou-se que o PAI foi de 10 dias, e que o PCPI foi dos 10 aos 80 DAE, correspondendo aos estádios V1 a R2. Portanto, em relação aos trabalhos anteriores para ambas as culturas houve uma redução no PAI e aumento no PCPI, evidenciando a necessidade de medidas de controle antecipadas e mais duradouras